sábado, 9 de setembro de 2017

Encontro dos ex-alunos da Escola Industrial de Natal, ETFERN e IFRN será no próximo dia 23, na área de lazer da Petrobrás, na av. Airton Senna, em Nova Parnamirim.

QUARTA-FEIRA, 22 DE SETEMBRO DE 2010

João Carlos, ex-aluno da EIN, no último encontro no CEPE da Petrobrás, agradecendo a Deus a oportunidade de rever velhos amigos dos tempos que não voltam mais e que a gente era feliz e não sabia. Ao lado de João Carlos, irmão de Luiz Carlos de Oliveira, "Defunto", estão João Maria Cortez e José Barbosa, tomando uma geladinha para desopilar. Foto de Luiz Cortez.
João Carlos é aposentado da antiga SUDENE e é ex-campeão de voleibol e basquetebol do RN, nos anos 60.
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Ministério das Comunicações autoriza Rádio Rural de Natal a migrar para FM
Foi publicado no Diário Oficial da União, edição de primeiro de setembro de 2017, ato do Ministério das Comunicações, datado de 8 de agosto deste ano, autorizando a Fundação Paz na Terra a executar o “Serviço de Radiofusão Sonora em Frequência Modulada”, em Natal (RN). A fundação Paz na Terra é mantenedora da Rádio Rural de Natal AM 1090.
A Rádio Rural foi inaugurada em 10 de agosto de 1958. Há mais dois anos, iniciou o processo de migração da frequência AM para FM, junto ao Ministério das Comunicações. Na época, a Rádio era administrada pelo Padre Carlos Sávio Ribeiro.
De acordo com o atual diretor de programação, Padre Júlio César Souza Cavalcante, o próximo passo será adquirir o transmissor, a torre e os demais equipamentos para a Rádio Rural passar a funcionar na frequência FM 91,9, em caráter experimental.

MAIS INFORMAÇÕES:
. Cacilda Medeiros – assessoria de comunicação da Arquidiocese de Natal (84) 3615-2800 / 99968-6507
. Luiza Gualberto – assessoria de comunicação da Arquidiocese de Natal (84) 3615-2800 / 99936-3663

OBS.: Em anexo, um card com a futura frequência, e uma foto do prédio onde funciona a Rádio, na Rua Açu, ao lado da Catedral Metropolitana de Natal.

2 anexos
 

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

BRASIL

Janot manda investigar delatores da JBS

Procurador-geral da República abre inquérito sobre suposta omissão de informações por parte de três delatores. Áudios foram entregues somente na semana passada. Investigação não anula provas já obtidas.
Janot afirma que conteúdo de novos áudios é gravíssimo
Janot afirma que conteúdo de novos áudios da JBS é gravíssimo
Em um pronunciamento, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, anunciou nesta segunda-feira (04/09) que abriu uma investigação contra três delatores da JBS sobre a suposta omissão de informações no acordo de delação premiada. Novos áudios foram entregues à Procuradoria somente na semana passada.
Janot afirmou que o resultado da investigação pode resultar no cancelamento dos benefícios obtidos pelos irmãos Joesley e Wesley Batista no acordo de delação premiada. O procurador não revelou o conteúdo das gravações, mas disse que é gravíssimo.
"Determinei a abertura de investigação para apurar indícios de omissão de informações sobre práticas de crime no processo de negociação para assinatura do acordo de delação no caso JBS", afirmou Janot. Os áudios foram entregues ao Ministério Público Federal na última quinta-feira.
Segundo o procurador-geral, sem citar nomes, nos áudios, dois delatores fariam "referências indevidas" à Procuradoria Geral da República e ao Supremo Tribunal Federal e também haveria indícios de conduta criminosa por parte do ex-procurador Marcelo Miller.
"Ao longo de três anos, Marcelo foi auxiliar do procurador-geral, procurado por suas qualidades técnicas. Se descumpriu a lei no exercício das funções, deverá pagar por isso", ressaltou. Miller, que foi assessor de Janot, deixou o cargo na PGR para trabalhar num escritório de advocacia que representa a JBS.
No áudio, os delatores falariam sobre o suposto papel de Miller na confecção de provas para o fechamento do acordo. As gravações também citariam um suspeito com "foro privilegiado" no Supremo Tribunal Federal (STF).
O procurador-geral ressaltou ainda que as provas obtidas pelos delatores, inclusive as gravações com o presidente Michel Temer continuam valendo.
"Se ficar provada qualquer ilicitude, o acordo poderá ser rescindido, poderá chegar até a rescisão. A eventual rescisão não invalida as provas até então oferecidas. O único resultado negativo é para o próprio colaborador, que perde toda ou em parte a premiação que lhe foi concedida", destacou.
Segundo o jornal Folha de São Paulo, as conversas gravada entre os delatores indicam que Miller teria orientado a delação dos executivos da JBS, na época que ainda era assessor de Janot.
Ao todo sete executivos da JBS fizeram acordos de delação, três deles serão investigados por omissão de informações. Joesley foi o pivô do escândalo que resultou na apresentação de uma denúncia criminal por suspeita de corrupção contra Temer, que acabou sendo rejeitada pela Câmara no início de agosto.
O presidente foi investigado ainda por formação de quadrilha e obstrução da Justiça. Estima-se que o procurador apresentará uma segunda denúncia antes de deixar o cargo, em 17 de setembro.
Em sigilo
Antes do anúncio de Janot, o ministro STF Edson Fachin decidiu nesta segunda-feira manter em segredo de Justiça o conteúdo dos áudios entregues na semana passada. As gravações revelam conversas de Joesley e seus advogados durante o processo de negociação do acordo de delação premiada.
"O conteúdo desse diálogo, ainda que aparentemente gravado por um dos interlocutores, ostenta caráter de indevassabilidade em razão do sigilo assegurado pela lei às comunicações entre advogados e clientes, naquilo que concerne ao exercício profissional", argumentou Fachin.
O processo de obtenção dos benefícios de delação é questionado no Supremo pela defesa de Temer. Os executivos da JBS negam irregularidades.
CN/abr/ots

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domingo, 3 de setembro de 2017

Por que conseguimos sentir quando alguém nos está observando fixamente?

Homem olhando para um grupo de mulheresDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionPodemos realmente sentir que alguém está nos observando?
Qualquer uma já passou por essa perturbadora situação: concentrado s em alguma tarefa, percebemos, subitamente, uma alteração no ambiente. Uma energia vindo de outro lugar.
Levantamos a cabeça e vemos alguém nos olhando fixamente.
Como soubemos?
Apesar de que o olhar pode ser de intimidação, admiração ou compaixão, detectá-lo é algo surpreendente, e a ciência tenta encontrar respostas para o que parece ser uma espécie de sexto sentido.
Os resultados, pelo menos até agora, sugerem que pode se tratar de uma habilidade sustentada por uma complexa rede neurológica.
Há vários fatores combinados, como a evolução do olho do humano, a evolução da comunicação humana e mesmo nossos instintos de defesa e sobrevivência.

Olhos humanos

Em contraste com outros animais, o homem tem a parte brancas dos olhos consideravelmente maior. Na maioria das espécies, a pupila toma conta de quase todo o olhos.
Isso é útil tanto para não chamar a atenção de predadores, mas também serve para que presas não saibam que predadores as têm na mira.
Image captionAs pupilas dos animais tomam quase toda a área do olho
Em humanos, porém, o branco dos olhos permite rapidamente determinar a direção do olhar de outra pessoa ou animal. Podemos definir com bastante precisão se ela está olhando à direita, esquerda, acima, abaixo ou diretamente para nós.
E não precisamos necessariamente estar de frente: podemos, por exemplo, avaliar, ainda que de forma menos precisa, a direção de um olhar com nossa visão periférica.
Ou sequer precisamos olhar os olhos alheios: a visão periférica leva em consideração a posição da cabeça e o ângulo do corpo para saber se uma pessoa está olhando ou não para nós.
Mas se não estamos certos, nosso cérebro presume que somos alvo do olhar.
Colin Clifford, professor de Psicologia da Universidad de Sidney , na Austrália, explica que um indivíduo vai querer prestar atenção ao que pode ser uma ameaça.
"Simplesmente presumir que a outra pessoa está olhando para nós pode ser a melhor estratégia", diz Clifford.

A linguagem dos olhos

Humanos são muito sensíveis aos olhares alheios. Isso porque a sobrevivência humana ao longo do tempo dependeu muito de nossa cooperação e coordenação com outros indivíduos.
Image captionNossa visão periférica permite detectar a direção para a qual outras pessoas olham, mesmo quando não estamos de frente
Biólogos sugerem que o branco de nossos olhos evoluiu para melhorar nossas habilidades de comunicação.
Ainda que tenhamos desenvolvido uma complexa linguagem falada, um olhar ainda pode expressar muitas coisas que o idioma não consegue. E também comunicar conceitos de forma rápida e mais discreta.
O contato visual direto com outra pessoa é o mais frequente e poderoso sinal não-verbal que temos em nosso repertório. É um fator crucial em situações de intimidade, intimidação e influência social.
Por isso é que é difícil para humanos esconder emoções: olhares expressam uma gama de sentimentos.
Image captionOlhadelas podem expressar toda uma gama de sentimentos
É daí que surgem expressões como "mentiu com os olhos", ou "olhar gélido".
E também explica porque estamos sempre conscientes de que alguém nos olha.

Predisposição

E há várias situações que derrubam o mito de um sexto sentido: um estudo publicado pela revista científica Current Biology, em 2013, diz que estamos predispostos a pensar que alguém nos olha. Mesmo que nada o sugira.
Image captionHá alguém olhando para nós?
Olhar para alguém é um sinal social que, normalmente, significar que queremos iniciar uma conversa. Mas o fenômeno também poder ser resultado de informações que registramos no nosso entorno.
Uma das primeiras coisas que detectamos em outra pessoa é a posição de sua cabeça e seu corpo. Se algum deles está posicionado em nossa direção e, particularmente, de forma pouco natural, isso é motivo para alerta.
O caso mais óbvio é quando o corpo de alguém está na direção contrária, mas sua cabeça está voltada para nós. Isso faz que prestemos mais atenção aos olhos.
Image captionQuem olhou primeiro?
Só que, quando pressentimos essa espiada, levantamos a cabeçca na direção de onde acreditamos estar vindo. E esse movimento pode fazer com que a outra pessoa dirija seu olhar para nós.
Quando os olhos de encontrarem, cada pessoa vai supor que a outra a estava olhando.
Outra situação vem do que chamamos de viés de confirmação: somente lembramo-nos das vezes em que realmente encontramos alguém nos olhando, não das vezes que isso não acontece.
E essa sensação perturbadora que sentimos é psicológica.