quinta-feira, 29 de setembro de 2016

MEIO AMBIENTE

Voz da Alemanha - dw.de - 29.09.2016

Como lavar roupa eleva poluição plástica de oceanos

Até o momento, os fiapos de têxteis sintéticos liberados no esgoto pelas lavadoras não eram classificados como agentes poluidores. Estudo de universidade inglesa alerta para perigo potencial do microplástico doméstico.
Symbolbild Hausarbeit Haushalt Wäsche waschen Waschmaschine (Fotolia/lightpoet)
Lavar roupas sintéticas na máquina a temperatura normal causa a liberação no esgoto de grandes quantidades de minúsculas fibras de plástico, constataram cientistas da Unidade Internacional de Pesquisa de Dejetos Marinhos da Universidade de Plymouth, Inglaterra.
Essa é a primeira pesquisa a identificar os fiapos da roupa lavada como uma fonte de poluição. Eles se adicionam às preocupações quanto a outras variedades maiores e mais visíveis de lixo plástico, que resultaram em medidas como a proibição de sacolas de compras feitas desse material.
O número de microfibras liberadas (com cinco a milímetros de comprimento, em média) depende tanto dos têxteis quanto do tipo de sabão utilizado. Uma carga típica, de seis quilos, de peças de lã acrílica (por exemplo, cobertores felpudos) gera mais de 700 mil fibras; uma de poliéster (por exemplo, suéteres sintéticos) chega a quase 500 mil; enquanto tecidos mistos de algodão-poliéster emitem cerca de 140 mil fibras a cada ciclo de lavagem.
Perigo da lavadora para os oceanos
Em seu relatório, os pesquisadores Imogen Napper e Richard Thompson deixam clara a importância da nova constatação: "A expectativa é que a quantidade de microplástico no meio ambiente aumentará [...] e há apreensões sobre seu potencial danoso, caso ingerido."
Lixo plástico no Havaí
Lixo plástico no Havaí: muitas vezes fatal para fauna marinha
Outros estudos mostraram que esse tipo de fibra é encontrado corrente abaixo das estações de tratamento de esgoto. Embora a água usada das lavadoras domésticas seja normalmente filtrada nessas unidades, os minúsculos fiapos nem sempre ficam retidos. Por isso, "as fibras liberadas na lavagem de roupa podem ser uma importante fonte de microplástico nos habitats aquáticos", afirmam os autores.
Ainda não se sabe a extensão dos efeitos das microfibras plásticas nos mares e lagos mundo afora. Pesquisas mostraram que grandes quantidades são ingeridas pelos organismos marinhos, desde o zooplâncton até pássaros e mamíferos, passando por crustáceos e peixes. Por fim, os humanos fechariam esse ciclo alimentar, ao consumir peixes e frutos do mar.
Transportadores de venenos
Um outro relatório recente da Greenpeace, centrado no microplástico de comprimento inferior a cinco milímetros – incluindo esferas, fragmentos e filamentos, como os decorrentes da lavagem de tecidos sintéticos – suscitou uma revisão da literatura científica.
"Agora sabemos que o microplástico no mar pode ter um efeito ainda maior do que o macroplástico", concluiu a ONG ambiental. O macroplástico é encontrado, por exemplo, na forma de pedaços de redes de pescar ou de embalagens para latas de cerveja, que frequentemente estrangulam os peixes, pássaros ou mamíferos marinhos que ficam presas nelas.
Microplástico contamina rios oceanos. Na foto, amostra do Rio Patapsco, nos EUA
Microplástico contamina rios oceanos. Na foto, amostra do Rio Patapsco, nos EUA
Por serem tão pequenos, contudo, os pedaços de microplástico têm potencial para ser engolidos por um número muito maior de organismos marinhos. Além disso, como sua superfície pode absorver e liberar substâncias tóxicas, eles servem como transportadores de venenos.
"Grande parte dos aditivos e contaminantes químicos associados ao microplástico, ou que tende a logo se acumular em sua superfície, é certamente significativa para a saúde humana, assim como para a da fauna selvagem", apontou a Greenpeace em seu relatório.
Impacto sobre a digestão
Amostras de diversos oceanos provaram que atualmente o microplástico é onipresente nos mares, e que sua ingestão por organismos marinhos é muito difundida. Até o momento, contudo, pouco se sabe sobre como o material afeta as cadeias alimentares marinhas.
Por outro lado, estudos de campo e experimentos sob condições controladas indicam que a ingestão do microplástico por peixes e crustáceos reduz a digestão, podendo ter sério impacto sobre os intestinos dos peixes e reduzir o vigor de espécies que vão de vermes anelídeos a caranguejos.
O que ainda não está claro é se os fragmentos, ou quaisquer toxinas que transportem, têm a capacidade de se "bioacumular" pela cadeia alimentar acima, afetando também os humanos que consumam peixes ou crustáceos.
Microplástico contamina rios oceanos. Na foto, amostra do Rio Patapsco, nos EUA
Microplástico contamina rios oceanos. Na foto, amostra do Rio Patapsco, nos EUA
Possíveis soluções
Os pesquisadores da Universidade de Plymouth dizem que, embora defendam a redução do volume de microfibras que cheguem até o meio ambiente, não reivindicam o banimento dos produtos têxteis sintéticos – como aquele imposto nos Estados Unidos às microesferas de plástico, a partir de meados de 2017.
"Uma das considerações que guiou a intervenção regulamentar foi a ausência de benefícios sociais em incorporar partículas esféricas de microplástico aos cosméticos, associada às considerações sobre os impactos ambientais", explica Richard Thompson.
Os benefícios sociais dos têxteis, por sua vez, são inegáveis. "Portanto, qualquer intervenção voluntária ou regulamentar deve ser no sentido de reduzir as emissões de fiapos de microplástico, seja através de modificações do design têxtil, seja a filtragem das águas usadas, ou ambos", enfatiza o cientista inglês.
Coordenadora de programa de bolsas no Reino Unido ministra palestra na UFRN

Marina Gadelha – ASCOM – Reitoria/UFRN

A coordenadora do programa de bolsas Chevening no Brasil, Caroline MacDonald, ministrará palestra para a comunidade acadêmica da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) nesta sexta-feira, 30, a partir das 8h, no anfiteatro A do Centro de Ciências Exatas e da Terra (CCET). O evento faz parte do ciclo de palestras promovido pela Secretaria de Relações Internacionais (SRI) da UFRN sobre oportunidades de estudo na Europa.

As bolsas Chevening são o programa mundial de bolsas de estudo do governo britânico, financiado pelo Ministério das Relações Exteriores do Reino Unido (FCO) e organizações parceiras. O benefício é concedido a estudantes de destaque e com potencial de liderança para um programa de mestrado de um ano em qualquer área e em qualquer uma das principais universidades do Reino Unido.

O Chevening começou em 1983 e tornou-se um programa de prestígio internacional. Atualmente, opera em 160 países e oferece oportunidades altamente cobiçadas para futuros líderes desenvolverem suas habilidades, criarem novas redes de relacionamento, fortalecerem suas oportunidades e ampliarem seus horizontes.

As áreas prioritárias para 2017-2018 são as seguintes:

Comércio, Negócios & Indústria: Regulamentação Fiscal, Comércio, Transparência e Finanças, Transporte, Engenharia, Óleo e gás, Energia, Inovação Tecnológica/Digital, Cidades do Futuro.

Segurança e Defesa: Segurança Global e Multilateral, Segurança Cibernética, Defesa Digital, Crime Transnacional, Drogas, Conflitos e Desarmamento.

Desenvolvimento: Sustentabilidade, Nutrição, Agricultura Sustentável, Meio-Ambiente, Mudanças Climáticas e Medicina Tropical.

Políticas Públicas & Governança: Inovação, Planejamento e Gestão,Relações Internacionais, Democracia e Justiça.

Esportes e Legado Olímpico: Administração Esportiva e Legado de Grandes Eventos, incluindo saúde esportiva e áreas correlatas.
Área de anexos

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Garibaldi Filho participa de comícios em três cidades.

Em São Gonçalo, Jandaíra e Guamaré

O senador Garibaldi Alves Filho (PMDB) participou de eventos políticos pelo interior do Rio Grande do Norte, na noite do sábado (24), quando visitou as cidades de São Gonçalo do Amarante, Jandaíra e Guamaré, ambas com candidatos a prefeito pelo PMDB. No primeiro compromisso da noite, o senador foi convidado do candidato a prefeito de São Gonçalo do Amarante, Poti Neto (PMDB) na carreata que percorreu as ruas do bairro Golandim.

Em Jandaíra, ele subiu no palanque de Marina Dias e Laércio Neves, candidatos a prefeita e vice-prefeito do PMDB, pela coligação “Por uma Jandaíra de Todos”. O senador foi recebido pelos candidatos a vereador da coligação e o ex-prefeito Fábio Marinho.

“Confio plenamente na capacidade de Marina, pois não conheço ela de hoje. Até pouco tempo ela era responsável por uma secretaria ministerial em Brasília, onde aprendeu muito sobre administração pública. Além disso, ela conta com um vice muito experiente, que ao lado de Fabinho, vai ajudar na futura administração”, comentou.

Em sua última visita, Garibaldi participou do encerramento da carreata dos candidatos da coligação “Guamaré para Todos”, do candidato a reeleição, prefeito Hélio Miranda - o Hélio de Mundinho - e da candidata a vice-prefeita, Iracema Maria.

“Se você quer que as próximas gerações de Guamaré tenham um futuro promissor, votem em Hélio e Iracema. Veja como a cidade está organizada. É de dar inveja a qualquer outra administração. Não coloque isso em risco. Quem tem sua casa, gosta de ver ela bem cuidada. Hélio fez isso em Guamaré e agora chegou o momento do reconhecimento”, afirmou.

AGENDA EM CARNAUBAIS E PENDÊNCIAS

Os candidatos a prefeito pelo PMDB, nas cidades Carnaubais e Pendências, na região do Vale do Assú, receberam a visita do senador Garibaldi Filho (PMDB), na noite da sexta-feira (23). O parlamentar participou de caminhadas e comícios dos candidatos, dando início a agenda política do final de semana, no Rio Grande do Norte.

Primeiro Garibaldi visitou a cidade de Carnaubais, onde subiu no palanque dos candidatos à reeleição, prefeito Júnior Benevides (PMDB) e da vice-prefeita Alzenir Moura (PTB), da coligação “Carnaubais no Caminho Certo” e eleitos em 2015, por meio de eleição suplementar no município.

“Júnior tem experiência política como vereador e presidente da Câmara que contou muito para sua administração à frente da prefeitura, neste último ano. Ele fez muito e com a ajuda de Alzenir que é um mulher guerreira e determinada. Tenho certeza que eles eleitos novamente no dia 2 de outubro, trarão com minha ajuda para Carnaubais o desenvolvimento com habitações, pavimentação e melhorias na saúde”, disse.

Em Pendências, o senador foi recebido com festa pelos eleitores de Fernando Medeiros “Fernandinho” e José Maria, ambos do PMDB e candidatos a prefeito e vice, respectivamente, pela coligação “Unidos para a Vitória”. Eles percorreram em carro aberto as principais ruas da cidade, recebendo o apoio popular.

“Esta manifestação de carinho por Fernandinho e Zé Maria está entre as maiores que já nesta campanha. Isso é prenuncio do resultado que teremos quando abrirem as urnas, ou seja, teremos Fernandinho como o novo prefeito de Pendências. Essa união do povo, demonstrada aqui hoje, é a prova de que estamos no caminho certo para o melhor desta cidade”, afirmou. [por assessoria de imprensa]
Fotos por assessoria/divulgação

Agência do BB do Natal Shopingue-Sul mudou-se para trecho de Neópolis/Candelária.

A agência do Banco do Brasil, que funcionava no Natal Shopingue Sul, foi transferida para rua projetada no conjunto Neópolis, desde a última 6ª feira, 23, causando aborrecimentos aos correntistas de Candelária, em virtude dos transtornos provocados pelos deslocamentos no trecho em obras rodoviárias, a cargo do DNIT.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

A QUENTE DO DIA: Presos do Rio Grande do Norte se passam pela ministra do Supremo Tribunal Federal Carmen Lúcia tentando coagir Walber Virgolino

BRAGA NETOemBRAGA NETO.COM - Há 48 minutos
*Uma correspondência misteriosa, supostamente enviada pela ministra Carmen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal, chegou às mãos do secretário de Cidadania e Justiça do Rio Grande do Norte, Walber Virgolino e está dando o que falar. É que a ministra pede ao secretário para punir agentes penitenciários que estariam infernizando, através de torturas e outros constrangimentos, os inocentes presos trancafiados nos presídios do vizinho Estado. O detalhe é que a nota contém grosseiros erros de português, coisa que não se coaduna com a cultura da ministra, notória conhecedora da l... mais »

terça-feira, 13 de setembro de 2016


 

 “Conversa no Memorial” com Cipriano Correia será exibido em outra data

O blog recebe a informação de que o programa Conversa no Memorial, da TV Assembleia do RN, não foi exibido na sexta-feira, 9 de setembro, com o ex-deputado estadual e médico Cipriano Correia, como fora anunciado nesta página, por causa de falha técnica na gravação do programa. Em substituição foi reapresentado a entrevista com  Paulo de Tarso.
Ainda segundo as informações, em breve será exibido o programa com o médico Cipriano Correia, em data a ser confirmada pela emissora.

©2016 www.AssessoRN.com | Jornalista Bosco Araújo - Twitter @AssessoRN  


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Postado por AssessoRN - Jornalista Bosco Araújo no AssessoRN.com em 9/11/2016 03:31:00 PM








cenas da gravação do programa

domingo, 11 de setembro de 2016

Os consumidores podem acreditar que eles são mais eficientes para evitar a proliferação de germes, mas não temos evidência científica disso", disse J. Woodcock, diretora do FDA dos Estados. Alguns dos sabonetes propagam que possuem Vitamina E. kkkkkkk

Por que os EUA vão tirar a maioria dos sabonetes antibacterianos do mercado

  • 3 setembro 2016
    Fonte: BBC Brasil
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  Lavar as mãos com sabão continua a ser melhor medida para evitar doenças e germes 
 
Pessoa lava a mão
 
As propagandas de sabonetes antibacterianos nos lembram insistentemente que o mundo está cheio de germes e há sujeira em cada canto, mas esses produtos podem fazer mais mal do que bem à saúde.
É a opinião do Food and Drug Administration (FDA), órgão que regula alimentos e medicamentos nos Estados Unidos. Por anunciarem propriedades antibacterianas, esses sabonetes recaem sob sua alçada.
O FDA determinou na sexta-feira que, em até um ano, não sejam mais vendidos sabonetes para banho e corpo que contenham algum dos 19 ingredientes vetados pelo órgão, como os agentes químicos triclosan e triclocarban, presentes na maioria destes sabonetes.
"Os consumidores podem acreditar que eles são mais eficientes para evitar a proliferação de germes, mas não temos evidência científica disso", disse Janel Woodcock, diretora do Centro de Avaliação e Pesquisa de Medicamentos do FDA.
Algumas marcas já começaram a retirar os ingredientes de seus produtos, dizem as autoridades americanas.
Por sua vez, o Instituto Americano da Limpeza, que representa os interesses dos fabricantes, garantiu que o "FDA já tem em mãos informações que provam a eficácia e a segurança dos sabonetes antibacterianos".
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Image caption O triclosan é um dos 19 ingredientes que foram proibidos

Etiqueta de sabãoO FDA destacou que a proibição se refere a produtos usados e enxaguados com água e não atinge o gel antisséptico, lenços umidecidos e outros produtos antibacterianos usados por serviços de saúde.
Em 2013, autoridades dos Estados Unidos pediram que fabricantes demonstrassem com pesquisas, inclusive com estudos clínicos, que estes produtos são mais eficazes do que os sabonetes comuns no combate à propagação de doenças e redução de infecções.
As empresas não provaram isso, diz o FDA, ou o que lhe foi intregue foi considerado insuficiente para garantir a segunça e a eficácia dos produtos.

Outros perigos

O pedido também se baseou em pesquisas que sugeriam que a exposição prolongada aos ingredientes em questão poderia levar a riscos à saúde, como o aumento da resistência bacteriana ou alterações hormonais.
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  Proibição não afeta produtos antibacterianos usados em serviços de saúde

Médicos lavam as mãosAgora, os fabricantes terão um ano para retirar os sabonetes antibacterianos do mercado ou mudar sua fórmula.
As autoridades de saúde reforçam que lavar-se com água e sabão continua a ser uma das medidas mais importantes para evitar doenças e a proliferação de germes.
Caso não haja água e sabão disponível e se opte por gél antisséptico, o FDA recomenda que seja um produto à base de álcool, com uma concentração de ao menos 60%.

O jovem que passou do pior vendedor de telefones a guru da tecnologia

  • Há 3 horas
Image copyright EPOS Now 
  A carreira de Jacyn Heavens começou com péssimo rendimento e broncas do chefe

EPOS NowO britânico Jacyn Heavens vendia telefones celulares com tanto sucesso que conseguiu até comprar uma Ferrari aos 24 anos. Mas o começo da carreira do jovem, hoje com 33 anos, não foi dos melhores.
Três anos antes da compra da Ferrari, em 2004, depois de ter trabalhado em uma companhia de seguros, Heavens conseguiu um emprego como vendedor de celulares em Norwich, leste da Inglaterra. Mas não conseguia vender nada, até que um dia, quando o chefe quase o demitiu, a trajetória dele teve uma reviravolta.
"Antes de começar tinha imposto uma meta de dobrar meu salário básico, mas o único problema era que eu tinha que trabalhar. Os celulares estavam no auge, mas isso não era o que eu queria. Não consegui fazer nenhuma venda sequer."
O chefe logo se cansou da falta de rendimento do funcionário. "Fora do escritório e não volte até que consiga fazer uma venda!", disse o chefe a Heavens.
"Assim que entrei no carro comecei a chorar. Liguei para a minha mãe e falei que eu era um inútil, que tinha que deixar de trabalhar naquilo."
Apesar da crise de choro, Heavens decidiu ficar no emprego e criou uma estratégia para conseguir vender telefones.
Image copyright Jacyn Heavens
Image caption Não são muitos os jovens de vinte e poucos anos que conseguem comprar uma Ferrari
 Jacyn Heavens

 E hoje Jacy Heavens é o fundador e presidente da Epos Now, uma das empresas com crescimento mais rápido na área de tecnologia na Grã-Bretanha.

Segurança econômica

Em 2004 o trabalho de Heavens era muito simples: ele fazia telefonemas, um atrás do outro, para tentar vender celulares para empresas e sempre recebia um não como resposta.
O jovem então percebeu que a razão de nenhuma empresa estar interessada no que ele vendia era que ainda faltava muito para o fim dos contratos que já possuíam com empresas de telefonia celular.
Então, ao invés de tentar vender telefones, Heavens começou a perguntar para as empresas quando seus contratos iam acabar.
Image copyright EPOS Now
Image caption A Epos Now conta com 260 funcionários
EPOS NowDepois, ele fez uma lista incluindo as empresas e datas e, quando via que o fim do contrato de uma empresa se aproximava, ligava para oferecer renovação de equipamentos.
Assim ele começou a fechar muitas vendas.
"Na lista dos empregados que mais vendiam eu estava na posição 500 entre 500 pessoas. Mas quando comecei com minha estratégia, de repente passei para o 200º lugar e depois para o 50º e, em pouco tempo, acabei virando o número um", contra o empreendedor.
Vendo o sucesso do jovem, uma empresa de telefonia celular de Londres ofereceu um emprego e, quando chegou na cidade, Heavens continuou aumentando as vendas e começou a receber comissões.
Com tanto sucesso na capital britânica, ao completar 24 anos ele tinha "segurança financeira suficiente" para comprar uma Ferrari.
Apesar disso, dois anos depois Heavens decidiu abandonar o mundo das vendas.
"Estava um pouco queimado. Decidi voltar para Norwich e simplesmente relaxar."
"Tinha chegado ao topo nas vendas. Consegui tudo o que poderia conseguir. Então pensei em abrir um bar com um amigo", contou.

Oportunidade

Image copyright Jacyn Heavens
Image caption Heavens (esq.) reconheceu que não tinha experiência nenhuma para gerenciar um bar
Jacyn HeavensDepois de abrir o bar em Norwich, em 2009, Heavens percebeu o quanto ele não sabia sobre gerenciamento de bares, apesar de seus pais já serem donos de um.
"Mas o maior problema chegou quando começamos a ganhar dinheiro. Fizemos as contas e aí nos demos conta de todos os custos: fornecedores, telecomunicações, banda larga, produtos de limpeza etc."
Foi então que ele descobriu que precisava de um ponto de venda eletrônico. Um sistema informatizado que, em geral, tem uma tela sensível e o software permite que pequenos comerciantes comprovem facilmente quais são seus lucros e gastos.
Heavens pesquisou o preço do que já existia no mercado para atender aos comerciantes e achou tudo muito caro para ele e para outros, cerca de US$ 8 mil (quase R$ 26 mil).
Neste momento ele viu uma oportunidade de negócios: produzir uma versão sistema por menos de um quarto do preço.
E, para isso, Heavens vendeu a Ferrari, voltou a hipotecar sua casa e decidiu entrar no mercado de pontos de venda eletrônicos.
Assim a Epos Now nasceu em Norwich em 2011 com hardware importado da China.
Image copyright EPOS Now
Image caption No começo a Epos Now comprava seu sistema de software mas, depois, teve que criar um sistema próprio
EPOS NowE, para comprar o Epos Now, o pequeno comerciante pode baixar o sistema a um preço de US$ 1,3 mil (cerca de R$ 4,2mil).
As vendas foram um sucesso.
Mas nem tudo foi tranquilo. Há um ano o negócio enfrentou um grande problema quando seu fornecedor de software abandonou a empresa.
A Epos Now teve que encontrar e contratar seu próprio especialista imediatamente para continuar no ramo.
"Ninguém sabe se vai ter sucesso (quando começa um negócio), mas é preciso se comprometer e superar qualquer problema", afirmou Heavens.

Faturamento

De acordo com Heavens hoje a Epos Now fatura US$ 2,6 milhões por ano (cerca de R$ 73,4 milhões). O produto já entrou nos mercados da Alemanha e Estados Unidos e a empresa abriu escritório em Orlando, na Flórida.
Image copyright EPOS Now
Image caption Os escritórios da EPOS Now agora se parecem com os escritórios de grandes empresas de tecnologia

 EPOS Now


Mas o jornalista especializado em tecnologia Adrian Marte alerta que empresas como a Epos Now precisam encarar um número cada vez maior de competidores no setor, que oferecem seus produtos a um preço mais baixo, devido as grandes quedas de preços do hardware.
Heavens, por sua vez, confia na empresa e já declarou que ela deve chegar a um faturamento anual de US$ 133 milhões em cinco anos (mais de R$ 432 milhões).
"Todo mundo está me oferecendo dinheiro para comprar a empresa. No ano passado tive uma oferta de US$ 66,5 milhões (mais de R$ 216 milhões)."
"Mas não faço isso por dinheiro, faço porque é divertido. Gosto das negociações e de fechar acordos", acrescentou o em

sábado, 10 de setembro de 2016

No ritmo atual, Brasil atingirá meta de ensino com décadas de atraso, estima estudo

  • 9 setembro 2016


Image copyright Suami Dias/ GOVBA

 Aluna da rede estadual da Bahia em simulado para o Enem, em foto de arquivo


No ritmo atual, o Brasil pode levar décadas para atingir metas de educação estipuladas para daqui a seis anos, segundo levantamento do Instituto Ayrton Senna ao qual a BBC Brasil teve acesso.
O levantamento foi feito com base nos dados do Ideb 2015 (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), divulgados na quinta-feira pelo Ministério da Educação (MEC).
O Ideb mostrou que o Brasil está avançando acima do previsto na etapa que vai da 1ª à 5ª série (etapa inicial do ensino fundamental) e, mantida a tendência atual, deve até mesmo superar a meta prevista pelo MEC para 2021.
O problema começa nas etapas seguintes. Nos anos finais do fundamental (6ª à 9ª série), o ensino avança devagar e deve bater a meta, no atual ritmo, apenas em 2027, com seis anos de atraso.
No ensino médio, considerado a etapa mais problemática da educação básica brasileira, a questão é ainda mais grave: o índice obtido pelos alunos está estagnado há quatro anos, sem evoluir, no patamar de 3,7, segundo medição do Ideb 2015. A meta era de 4,3.
Mantida a tendência atual, o país deve pontuar apenas 3,9 nessa etapa em 2021, segundo os cálculos do Ayrton Senna - muito distante da meta de 5,2.
"Avançamos apenas 0,3 ponto em dez anos nessa etapa, que não está saindo do lugar. Se nada for feito e esse ritmo se mantiver, levaremos décadas para bater a meta (de 2021)", explica à BBC Brasil Paula Penko, economista do Instituto Ayrton Senna, que calculou as projeções.
O Instituto destaca que as projeções são feitas com base no histórico do Ideb e que se houver melhorias no desempenho, as estimativas podem mudar.


Image copyright Suami Dias/ GOVB

Alunos da rede estadual da Bahia em simulado para o Enem, em foto de arquivo



 Projeções
O Ideb mede, em escala de zero a dez, o desempenho e as taxas de aprovação de estudantes das redes pública e privada em Língua Portuguesa e Matemática. É o principal indicador da qualidade do ensino no país. As metas foram estipuladas pelo MEC com base no desempenho educacional de nações desenvolvidas em 2003.
"São índices absolutamente vergonhosos para o Brasil", reconheceu na quinta-feira o ministro da Educação, Mendonça Filho, no anúncio do Ideb. "É uma tragédia para a educação do país."
A meta do Brasil é alcançar a média de 6,0 da 1ª à 5ª série no Ideb que será medido em 2021 (e apresentado em 2022, ano do bicentenário da Independência). Essa média, segundo a projeção do Ayrton Senna, deve ser superada: a previsão é de que cheguemos a 6,6.
Da 6ª à 9ª série, a meta é de 5,5, mas no ritmo atual chegaremos apenas à nota 5.0.


Para os três anos do ensino médio, a meta é de 5,2 mas a tendência atual é de que cheguemos apenas à nota 3,9.
"Com isso, vai se agravando a diferença (de desempenho) entre as etapas iniciais e finais de ensino", explica Penko.

'Quase nada de aprendizado'

Os problemas do ensino médio começam com a defasagem dos alunos - que já vêm com deficiências de aprendizagem das séries anteriores - e se aprofundam por conta do modelo adotado pelo Brasil, segundo especialistas.
"O ensino médio foi desenhado para não funcionar: tem 13 disciplinas (que os alunos são forçados a cursar) independentemente de sua vocação, aspirações ou projeto de vida", avalia Priscila Cruz, diretora-executiva do movimento Todos Pela Educação.
"O aluno tem quatro horas de aula, que na prática acabam sendo duas horas e meia, e aprende quase nada de um monte de coisas."
E esse nem é o maior entrave, segundo ela: "O principal fator é o professor. Não temos conseguido atrair à carreira (profissionais) com proficiência, como fazem países como Cingapura, Finlândia e Coreia (do Sul), onde a educação passou a ser um eixo central e (docentes) passaram a ser valorizados em termos salariais e de carreira."
A saída, segundo ela, seria investir na formação inicial e continuada dos docentes e transformar a carreira do professor "na principal do país".


Image copyright Mariana Leal/MEC
Image caption Mendonça Filho, ministro da Educação, defende jornada integral e mudança de currículo para fazer ensino médio melhorar

Ensino fundamental

O Ideb aponta um cenário bastante preocupante também nos anos finais do ensino fundamental (6º ao 9º ano), que teve índice de 4,5 em 2015, abaixo da meta de 4,7.
Nessa etapa, apenas quatro dos 26 Estados brasileiros obtiveram bons resultados - entre eles Pernambuco, que tem investido na educação em período integral, e Amazonas, que tem conseguido igualar a qualidade do ensino oferecido nas áreas mais remotas de floresta ao da capital Manaus, segundo Priscila Cruz.
Os resultados mais otimistas vêm mesmo do 1º ao 5º ano, onde a meta de 2015 (5,2) foi superada em 0,3.
Um dos motivos é o foco bem-sucedido em políticas de alfabetização infantil, cruciais nessa etapa.
Ainda assim, o Ministério da Educação avalia que os alunos seguem com deficiências tanto em Matemática como em Português.

Projeto de lei

Os dados do MEC apontam que os problemas não estão limitados à rede pública.
"As escolas privadas também vão mal. É preciso mudar o modelo de ensino médio que temos hoje", comentou o presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação, Eduardo Deschamps, na coletiva do MEC na quinta-feira.
"Fazendo uma avaliação apenas da rede pública, os resultados são parecidos (aos da rede privada)", explica Paula Penko, do Ayrton Senna. Ou seja, o desempenho dos alunos vai acima da meta nos anos iniciais do fundamental, mas não se mantém anos seguintes.
Em reação aos números, Mendonça Filho afirmou que vai pedir urgência na tramitação de projeto de lei que institui a jornada integral e flexibiliza o currículo do ensino médio. O ministro quer que o projeto seja votado ainda neste ano para ser implementado em 2017.
Para Cruz, do Todos Pela Educação, a proposta é um passo importante, mas não resolverá sozinha o problema do ensino médio se não se investir também na capacitação de professores.
"Nos próximos dez anos, cerca de metade dos professores do país estarão em idade de se aposentar. Se concentrarmos um esforço enorme em capacitar uma nova leva, podemos melhorar o Ideb nos próximos anos. Caso contrário, diria que é impossível", opina.

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Encontro de física 2016 será sábado.

Exibindo CONVITE - Encontro de Física 2016.jpg

Brasil - Deutsche Welle

Dilma Rousseff é cassada pelo Senado

Senadores condenam presidente pelo crime de responsabilidade, encerrando 13 anos de governo do PT e instalando o PMDB de volta ao poder após mais de duas décadas. Petista mantém direitos políticos.
O Senado decidiu nesta quarta-feira (31/08), com 61 votos a favor e 20 contra, condenar Dilma Rousseff pelo crime de responsabilidade e afastá-la em definitivo da Presidência da República, dando posse efetiva ao antes vice Michel Temer. Os parlamentares, porém, pouparam a petista da perda dos direitos políticos por oito anos.
Com o resultado, o PMDB de Temer volta à Presidência após um intervalo de mais de 20 anos. O último presidente filiado à legenda foi Itamar Franco (1992-1994), que também assumiu o cargo na esteira de um processo de impeachment.
O impeachment também marca o fim do ciclo petista na Presidência, que foi iniciado em 2003, com Lula. Agora, o PT vai voltar oficialmente a ser um partido de oposição, algo que já vinha fazendo interinamente desde maio, quando Dilma foi afastada temporariamente do Planalto.
Dilma conseguiu preservar seus direitos políticos após alguns senadores petistas, no último dia do julgamento, convencerem o presidente do STF, Ricardo Lewandowski, que presidiu a sessão do Senado, a dividir a votação em duas etapas: uma sobre a perda do mandato e outra sobre a dos direitos políticos.
O presidente do STF, Ricardo Lewandowski, que presidiu a sessão histórica no Senado Federal O presidente do STF, Ricardo Lewandowski, que presidiu a sessão histórica no Senado Federal
O Senado decidiu, então, contra a perda dos direitos políticos de Dilma, o que permite a ela se candidatar em novas eleições ou exercer cargos públicos. No total, 42 votaram a favor, 12 votos a menos que a maioria de dois terços necessária. Houve três abstenções.
“A votação em separado não trará prejuízo nem à acusação e nem à defesa, porque mantém íntegra a soberania das decisões pelo Plenário”, disse Lewandowski.
A votação encerrou um ciclo de nove meses, iniciado quando o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB), um desafeto de Dilma, aceitou um pedido de impeachment elaborado por um grupo de juristas. Eles acusavam a petista de cometer crime de responsabilidade por causa das chamadas pedaladas fiscais e pela publicação de decretos sem a autorização do Congresso.
Com a queda de Dilma, chegou a seis o número de presidentes eleitos pelo voto popular que não conseguiram concluir o mandato após tomarem posse. Com índices recordes de impopularidade e em meio a uma das recessões mais graves da história brasileira, a petista deixa o cargo menos de dois anos depois de assumir o seu segundo mandato, pelo qual foi eleita por 54,5 milhões de votos.
Apoio se diluiu ao longo do processo
Desde o início do processo, Dilma perdeu todas as votações decisivas na Câmara e no Senado que envolveram a continuidade do processo. Em abril, ela não havia nem conseguido o apoio de um terço dos deputados para barrar o processo. O resultado desta quarta-feira já estava sendo previsto há semanas, conforme os aliados de Temer se mostravam confiantes, e Dilma demonstrava dificuldades em contornar a tendência de derrota.
Vários senadores admitiram que os debates e argumentações que ocorreram nas últimas semanas envolvendo o mérito das acusações não fizeram qualquer diferença, e que a maior parte dos parlamentares já havia escolhido o seu lado. Até mesmo alguns petistas já vinham admitindo que seria muito difícil reverter o quadro. Nos últimos dias, aliados de Temer vinham se preocupando apenas em ampliar a sua vantagem na votação.
Desde a votação no Senado que teve como resultado tornar Dilma ré em 10 de agosto, os aliados de Temer conseguiram ampliar sua vantagem em dois votos.
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), resolveu votar desta vez e decidiu pela saída de Dilma O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), resolveu votar desta vez e decidiu pela saída de Dilma
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), resolveu votar desta vez e decidiu pela saída de Dilma. Em votações anteriores, o político alagoano vinha evitando tomar posição, alegando que seu posto exigia neutralidade. Já o senador Telmário Mota (PDT-RR), que havia votado contra o impeachment em votações anteriores, mudou de lado e se declarou contra Dilma.
Já o senador e ex-presidente Fernando Collor, que sofreu um processo de impeachment em 1992, também votou contra a petista. Antes da votação, Collor pediu a palavra no Senado e rememorou as circunstâncias da perda do seu mandato.
Vários membros de administrações petistas votaram contra Dilma. Entre eles oito ex-ministros – Edison Lobão (PMDB-MA), Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE), Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), Marcelo Crivella (PRB-RJ), Marta Suplicy (PMDB-SP), Cristovam Buarque (PPS-DF), Eunício Oliveira (PMDB-CE) e Romero Jucá (PMDB-RR).
Senadores como Romário (PSB-RJ) e Cristovam Buarque (PPS-DF), que chegaram a declarar ao longo do processo que tinham dúvidas sobre como votar, acabaram decidindo pela perda do mandato de Dilma.
Caso deve ser levado ao Supremo
Antes mesmo da votação final, a defesa de Dilma já havia anunciando que pretende contestar o processo de impeachment junto ao Supremo Tribunal Federal (STF). Duas ações nesse sentido já estão sendo preparadas.
Alvo de processo de impeachment em 1992, o ex-presidente Fernando Collor discursa antes da votação Alvo de processo de impeachment em 1992, o ex-presidente Fernando Collor discursa antes da votação
Nos últimos dias, diante da tendência de derrota, Dilma ainda lançou mão de suas últimas cartas. Na segunda-feira (29/08), compareceu pessoalmente ao Senado e discursou por 45 minutos. O tom foi parecido com o de suas últimas declarações públicas. Ela reiterou que considerava o processo uma forma de “golpe” e denunciou o que chamou a deslealdade e traição de ex-aliados.
Desde o início do processo, Dilma afirmou que não pretendia renunciar e que iria resistir até o final. Ela chegou a propor aos senadores e à população que trabalharia para convocar novas eleições caso conseguisse vencer a votação de hoje. Mas a proposta encontrou pouco apoio, sendo rejeitada até mesmo pelo seu próprio partido.
A última fase do processo de impeachment havia sido iniciada na última quinta-feira. Na terça, um total de 63 senadores discursou em uma sessão que se arrastou por 12 horas.
Michel Temer vinha demonstrando impaciência e tentou a todo custo apressar o resultado final para que o peemedebista pudesse viajar para China, onde ocorrereria uma reunião do G20 entre os dias 4 e 5 de setembro.