quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Cantar de Amor e de Amigo.

Não conhecia esta crônica do grande Joanilo. Recebi e repasso....Um verdadeirto canto de amor à nossa Natal...(cvp)








Cantar de Amor e de Amigo

Joanilo de Paula Rêgo



Eu te amei tão de repente, para sempre e eternamente, no momento em que te vi e aspirei o teu perfume, e o meu amor de menino, posse, paixão e ciúme, enraizou-se no teu chão, no teu céu e tua gente, doce cidade-menina, bela cidade-mulher, cidade que me fez homem, a minha primeira dor, a primeira poesia, meu primeiro e doido amor, a minha flor de alecrim, desfolhado malmequer,



amo a Natal das serenatas, da perpétua e louca festa, dos seus boêmios cantores, das suas canções de gesta, manhãs de belezas nuas, noites de estrelas despidas, o Potengí onde bóiam as esperanças perdidas, a Redinha onde balouçam tantos sonhos tresmalhados.



Procissão dos Navegantes, Festa do Cajus, inocências afogadas nas águas do Rio Doce, e essa pureza da infância que numa noite apagou-se, travessias do canal, gritos na Praia do Forte, vida de tantas veredas, sem rumo, bússola ou norte. Natal, crescendo em idade, moça passando a mulher, que se entrega a quem mais ama, que se dá a quem mais der, seios cheirando a jasmim, doce hálito de alecrim;



perfume de jitirana que ficou na ilha de mim, sexo recendendo a chuva, terra molhada no cio, as enxurradas de inverno, a brisa fresca do estio, as mangueiras de Petrópolis, cajueiros do Tirol, teu corpo frio de lua, tua alma clara de sol. Quintas que tanto pecais, Rocas saudades no cais, Ribeira dos cabarés, adeus para nunca mais, e esse odor de maresia, de cachaça, sêmen e sangue, que sobe quando o sol desce, barcos do Canto do Mangue. Grande Ponto coração, cabeça, luz, passarelas, tribuna livre do povo, pelourinho das donzelas.



Dêem-me uma taça de chá, bolacha com mel de abelha, quero acender as lembranças, fogo-fátuo, luz, centelha, há tanta coisa a esquecer, há tantas coisa a lembrar, no teu ventre de sereia quero dormir, me afogar... não canto a Natal de outrora sepultada na memória, nem canto a Natal futura de uma era sem história, eu canto a Natal de agora, sem ontem nem amanhã, Natal existencialista, rebelde, sensual, pagã, Natal de todos os templos, credo, cor, partido, idéia, pura como um santuário, devassa como Pompéia,



ai, amar mulheres várias porém cidade só uma, molhada de sal e sol, de suor, de mar, de espuma, eu te amo, cidade-fêmea, além do bem e do mal, terra de todos os tempos, intemporal e espacial, cidade dos Reis Magos, de poetas e navegantes, de marinheiros errantes, de pescadores e amantes, és meu berço e minha cova, minha vida, amor, paixão, morrerei na madrugada, mordendo o teu coração, beijando teu sexo em flor coberto de relva fria, bebendo o leite que escorre das tuas dunas, teus seios, ouvindo o canto de adeus na voz da minha Maria, subindo aos céus num cortejo de anjos e pombos-correios, deixando no ar a mensagem de paz, amor e ideal, que vem das tuas entranhas, ó minha amada Natal.



Fonte: Crônicas Natalenses/Antologia (EDUFRN-Diário de Natal-1999)



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domingo, 31 de julho de 2011

6º encontro dos ex-alunos da Escola Industrial de Natal será no dia 17 de setembro.

Será mesmo no CEI, na avenida Airton Senna, em Nova Parnamirim,  no dia 17 de setembro, o próximo encontro dos ex-alunos da Escola Industrial e Escola Técnica Federal de Natal. A informação não consta do boletim nº 01 da Associação dos Ex-Alunos, atualmente presidido por Francisco Bernardino de Souza, eleito em maio passado. No boletim, consta que seria no Boulevard Recepções, mas na manhã de hoje, 13.08, Ribamar, da banda "Flash Back", que vai animar a festa, falou com com Luiz Antonio Soares, por telefone, e este informou que foi um engano. Ribamar telefonou na minha frente e do sr. Laércio Severiano, "o homi do exeurço".
A comissão coordenadora do próximo encontro é presidida pelo professor Luiz Antonio.
A associação está programando uma excursão pelas serras potiguares, no final do ano. Os interessados devem procurar Zelda, pelo fone 9413.9546.
O boletim traz o nome de um diretor jurídico, Ubirajara de Holanda Cavalcante Júnior, falecido em acidente (colisão com carro da PM/PE, em que foi vitimado um sargento), em Salgueiro, conforme nota publicada na Tribuna do Norte de 29.07.2011. Nesse dia, à tardinha, o carteiro entregue a correspondência da ASSEFIT em minha residência (o Correio passou 4 dias para fazer a entrega do boletim fotocopiado).
Luiz G. Cortez.




Olhem aí, João Carlos de Oliveira, dos seus quase 1,90m de altura,fazendo a sua pregação. "Senhor, Meu Deus, como é bom estarmos entre amigos dos maravilhosos tempos da Escola Industrial".





Vejam sr. Laércio Severiano da Silva, o segundo da direta para a esquerda. Qual o ex-aluno que não se lembra de sr. Laércio, "o homi do iséuço, do dia trinta e um de mauço"?

Pinçando os blogues de Fernando Caldas e Laélio F. de Melo.

sábado, 30 de julho de 2011
NOITE DE NATAL


Imagem: Por do sol, rio Potengi

*Por Bosco Lopes

As muitas outras cidades que me perdoem, mas Natal é fundamental. Não fosse pelo seu pôr do sol do Potengi, seria pelas pessoas que o contemplam, embriagas de poesia e que passeiam a beleza pelas suas ruas seculares.
Nasceste, Natal, entre o rio e o mar, com os teus alicerces ancorados nos arrecifes da Praia do Forte, estrela maior que guia a nau catarineta tripulada de poetas, que saem por tuas noites em busca de bares nunca dantes navegados. C aminhas ecologicamente banhada pelo rio e protegida pelas dunas. Foste a bem amada dos aventureiros gauleses, holandeses e lusitanos, para tempos depois servires de pilar de uma ponte de guerra que ia desta parte ao outro mundo.

Natal, admiro a ternura fotogênica dos teus becos: becos que não cantei num dístico. Mas que canto cotidianamente com a minha presença, pois num deles aconteceu, num acaso feliz, meu batismo de cachaça e poesia, apadrinhado por Berilo Wanderley e Celso da Silveira. Para citar apenas um, fico com o bar do beco de Nazi, que com suas alquimias prepara a melhor “ meladinha” deste mundo.

Nas tuas noites, vejo teu nome inscrito em gás neon: Maria Boa, educadora de várias gerações. Noites que varei violentando teu silêncio com violões, modinhas, amigos e tragos de aguardente. Noites inolvidáveis do Brizza Del Maré, do Cisne, do Granada Bar, do Acácia, tão distantes das tardes de minha infância, onde no patamar da Igraja do Galo meu velocípede azul pedalava esperanças. Mas é nas tuas manhãs ensolaradas que vejo tuas mulheres bonitas na passarela pública das praças, parques, praias e se perderem de vista.

Mas se é inverno, evito tuas praias e me agasalho no abrigo dos copos dos teus bares e no calor dos corpos de tuas mulheres. Tenho tudo para te agradecer, Natal, pois tudo me deste: poetas como Itajubá, Jorge Fernandes e Jaime Wanderley, cujos versos guardo de memória.

Eu, também etilírico poeta, de pé no chão aprendi o ofício da poesia para te dizer: muito obrigado, Natal, pelas dádivas que de ti recebo há 33 anos.

*Poeta natalense, boêmio, já falecido.
Postado por Fernando Caldas
BONS AMIGOS
Abençoados os que possuem amigos, os que os têm sem pedir.
Porque amigo não se pede, não se compra, nem se vende.
Amigo a gente sente!
Benditos os que sofrem por amigos, os que falam com o olhar.
Porque amigo não se cala, não questiona, nem se rende.
Amigo a gente entende!
Benditos os que guardam amigos, os que entregam o ombro pra chorar.
Porque amigo sofre e chora.

Amigo não tem hora pra consolar!
Benditos sejam os amigos que acreditam na tua verdade ou te apontam a realidade.
Porque amigo é a direção.
Amigo é a base quando falta o chão!
Benditos sejam todos os amigos de raízes, verdadeiros.
Porque amigos são herdeiros da real sagacidade.
Ter amigos é a melhor cumplicidade!
Há pessoas que choram por saber que as rosas têm espinho,
Há outras que sorriem por saber que os espinhos têm rosas!
(Machado de Assis)
Do FB de CCS
Fernando Caldas Fernando Caldas às 30.7.11 0 comentários Links para esta postagem Enviar por e-mail
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