sábado, 20 de agosto de 2011

Servidores federais terão aumento em 2012.

420 mil servidores ativos e inativos terão aumento de até 31% em 2012

Ana D'Angelo - Correio Braziliense
Cristiane Bonfanti

Jorge Freitas

Publicação: 20/08/2011 09:08 Atualização:

Depois de quatro meses de negociação, o governo finalmente propôs reajustes que vão de 2,3% a 31% para os 420 mil servidores ativos e inativos das carreiras do Plano Geral de Cargos do Poder Executivo (PGPE), Previdência, Saúde e Trabalho e correlatas, a serem pagos somente em julho do ano que vem. O maior percentual é para os de nível superior — cerca de 84 mil. A grande parcela deles terá aumento entre 21,4% e 31%, elevando o salário final para R$ 7 mil. Os demais, de nível intermediário e auxiliar, receberão valores fixos de R$ 211 e R$ 105, respectivamente, o que representa acréscimo de 2,3% a 7,3%.

Na proposta de projeto de lei apresentada à Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef) na tarde de ontem, o governo promete nivelar, de forma gradual, a remuneração das carreiras de nível superior com a dos servidores contemplados pela Lei n.º 12.277/10 — engenheiros, arquitetos, geólogos, estatísticos e economistas, cujo salário final está em R$ 10.209,50. Mas não estabelece prazo para chegar a esse valor.

O secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Duvanier Paiva Ferreira, afirmou ao Correio que esse é o reajuste máximo que será concedido em 2012. Segundo ele, qualquer ganho adicional só sairá a partir de 2013 e dependerá de novas negociações. “Essa proposta (para 2012) está fechada. É o que pode ser dado no ano que vem”, afirmou.

Ferreira não informou o impacto orçamentário dos aumentos em 2012. “Não podemos divulgar ainda o custo da primeira etapa, porque pode ser alterado dependendo de quais carreiras farão o acordo. Vai depender do processo de negociação”, explicou. Na proposta apresentada, o governo eleva o salário final das carreiras de nível superior para R$ 7 mil.
Hoje, o valor máximo da maioria deles está entre R$ 5.649,04 e R$ 5.763,99 — os servidores do PGPE e da Previdência, Saúde e Trabalho. Mas há os que ganham R$ 5.344,94 — os especialistas da área de saúde do Hospital das Forças Armadas (HFA) que só têm a graduação. Para eles, a elevação do salário final para R$ 7 mil significará acréscimo de 31%, que será estendido para os demais padrões da carreira, conforme garantiu o secretário de Recursos Humanos.
Desagrado

O reajuste para os 336 mil servidores de nível intermediário e auxiliar, que representam o maior contingente dos beneficiados, não agradou, mas os dirigentes sindicais decidiram não comentar os percentuais oferecidos. O Sindicato dos Servidores Públicos do Distrito Federal limitou-se a colocar em sua página na internet o teor da proposta. Segundo o secretário Duvanier Ferreira, o acerto foi de divulgá-la somente em assembleia.
“Pedimos cuidado em relação à forma de divulgação, pela qualidade da comunicação. Talvez o Sindsep-DF não tenha tido esse cuidado. Como eles estão fazendo reuniões, é melhor que a proposta seja apresentada em assembleia. Porque, às vezes, a pessoa lê e não sabe o contexto”, justificou Ferreira. Segundo ele, todo o funcionalismo teve ganhos significativos acima da inflação. “Esperamos que os sindicatos tenham compreensão, para valorizar as conquistas que tiveram no período anterior. Esse esforço de agora é o que podemos fazer”, disse.

O secretário-geral da Condsef, Josemilton da Costa, seguiu o combinado. Não vai fazer um juízo de mérito antes que a plenária debata o assunto na segunda-feira. Mas criticou a resistência do governo de conceder reajuste satisfatório aos servidores que atendem à população. “Os gestores podem estar recebendo altos salários e comendo em restaurantes sofisticados, mas os barnabés comem pastel na rodoviária e são eles que trabalham diretamente com a população”, afirmou.
Atraso do DOU

Os servidores da Imprensa Nacional estão entre os insatisfeitos. Os representantes da carreira também foram orientados a não fazerem qualquer avaliação antes de segunda-feira, quando haverá uma assembleia. Mas os funcionários já realizaram, ontem, uma paralisação de três horas, no período da tarde. Com isso, o processo de produção do Diário Oficial da União (DOU) de segunda-feira atrasará.

“O motivo é a falta de respeito do governo no encaminhamento de uma proposta decente. O DOU costuma circular antes das 7h. Com o protesto, não sabemos a hora que ele chegará aos leitores”, disse a presidente da Associação dos Servidores da Imprensa Nacional, Denise Guerra. A Imprensa Nacional tem, hoje, 317 funcionários efetivos. A previsão é que a versão on-line também demore para ser divulgada. Em assembleia na segunda-feira, os trabalhadores do órgão vão decidir se aprovam um indicativo de greve. “Depende da avaliação a respeito do que foi proposto pelo governo.”

O representante da Associação Brasileira dos Servidores Públicos Federais – Técnicos de Nível Superior (Abratec), Marcelo Caldas, afirmou que “vê com bons olhos a proposta apresentada”. Mas vai sugerir que o aumento seja antecipado para janeiro de 2012 e que já se defina a data de implementação do nivelamento com as carreiras da Lei nº 12.277. Caldas defendeu que a proposta seja submetida à assembleia de forma separada por nível, para não haver o risco de rejeição integral, já que os intermediários e os auxiliares são maioria e terão aumento bem menor.
O que foi colocado na mesa

Depois de muitas conversas, o Ministério do Planejamento apresenta as suas propostas. A promessa é de nivelar a remuneração dessas categorias com a estrutura prevista na Lei nº 12.277, que beneficiou economistas, biólogos, estatísticos, engenheiros e arquitetos, mas sem data definida.



Aumentos

» Em julho de 2012, será concedido o seguinte reajuste por meio de acréscimo na gratificação por desempenho:

Nível superior — salário final de nível superior subirá para R$ 7 mil, aplicando aos demais padrões da tabela remuneratória o mesmo reajuste, entre 7% e 31%, dependendo da carreira; Nível intermediário — todos receberão o valor fixo de R$ 211 (reajuste entre 3,3% e 7,3%, dependendo da carreira); Nível auxiliar — todos receberão valor fixo de R$ 105 ((reajuste entre 2,3% e 5%)



Carreiras beneficiadas

» PGPE (Plano Geral de Cargos do Poder Executivo)

» Previdência, Saúde e Trabalho

» Seguridade Social e do Trabalho

» Previdenciária

» Quadro de pessoal da AGU

» Plano Especial de Cargos da Cultura

» Plano Especial de Cargos do Ministério da Fazenda (PECFAZ)

» Plano de carreiras e cargos do HFA (carreira de especialista em atividades – hospitalares e cargos de provimento efetivo de níveis superior, intermediário e auxiliar do HFA)

» Quadro de pessoal da Imprensa Nacional

» Plano de carreira dos cargos de Reforma e Desenvolvimento Agrário – analista

» Agentes de combate a endemias

» Plano de classificação de cargos

Clotilde Tavares lança "A publicidade no cordel" no dia 25, na Sicciliano.

Minha gente







Convido a todos para o lançamento do meu livro mais recente: "O verso e o briefing: a publicidade na literatura de cordel".


O livro é o resultado de um estudo que fiz sobre o uso dos folhetos de cordel para fazer publicidade de produtos, empresas e outros. Também são tratados temas como a origem da literatura de cordel e o Romanceiro Nordestino, além de noções de poética.


Editado pelos Jovens Escribas, com programação visual de Danilo Medeiros, tem 158 páginas e ilustrações.

Estarei autografando no dia 25 de agosto, quinta-feira, a partir das 18 horas, na Livraria Siciliano do Natal Shopping.


Espero você.


Clotilde


(Lembre-se: Livraria Siciliano do Natal Shopping.)

Clotilde Santa Cruz Tavares

in omnia paratusNatal-RN84 8723 1518


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sexta-feira, 19 de agosto de 2011

20 anos do fim da União Soviética.

Mundo
19.08.2011

Há 20 anos começava o silencioso colapso da União Soviética


A foice e o martelo unificados no símbolo da União Soviética

Em 19 de agosto de 1991, a linha dura do comunismo soviético tentou um golpe contra o reformista Mikhail Gorbatchov. Eles queriam impedir o colapso da União Soviética, mas alcançaram justamente o contrário.
Em 1991, a União Soviética estava em queda livre. A produção industrial caía, o desemprego aumentava e uma inflação galopante devorava a poupança dos cidadãos. Conflitos étnicos irrompiam por todos os lados, e na Geórgia e no Azerbaijão manifestações oposicionistas haviam sido reprimidas com violência meses antes.
A Lituânia havia sido a primeira das repúblicas socialistas soviéticas a declarar sua independência, em março de 1990. Em janeiro de 1991, Moscou enviou um comando especial da KGB para Vilnius e 14 pessoas morreram durante a invasão à torre de televisão da capital lituana. A ação não conseguiu trazer o país de volta ao império soviético. O presidente Mikhail Gorbatchov perdia cada vez mais o controle sobre seu país.
Protesto pró-independência na Lituânia, em 1990"A União Soviética poderia e deveria ter sido salva", diz Gorbatchov hoje. Na época, ele tentou criar uma espécie de "URSS 2.0", na qual as repúblicas tivessem mais autonomia. Em março de 1991 Gorbatchov convocou um referendo. Segundo dados oficiais, mais de 70% dos votantes foi favorável à "manutenção da União Soviética como uma federação renovada, formada por repúblicas soberanas e iguais em direitos".
Mas como deveria ser essa nova União Soviética?
As negociações na residência Novo Ogariovo, de Gorbatchov, foram difíceis – apenas 9 das 15 repúblicas soviéticas participaram das reuniões. Mesmo assim os presidentes ainda conseguiram negociar um novo tratado para manter o país unido. A assinatura do acordo foi marcada para 20 de agosto de 1991, mas nunca aconteceu.
Tentativa de golpe
Um dia antes da data marcada para a assinatura do tratado, em 19 de agosto de 1991, aconteceu o que muitos no Ocidente temiam: um golpe contra Gorbatchov. Um grupo da linha dura comunista – do qual faziam parte o ministro da Defesa e o chefe do serviço secreto KGB – formou um "comitê para o estado de emergência". Os velhos comunistas desconfiavam das reformas de Gorbatchov. "Eles perceberam que não alcançariam nada pelos meios políticos tradicionais. E por isso decidiram-se pelo golpe", lembra Gorbatchov.
Com a justificativa de que Gorbatchov estaria doente, os conspiradores isolaram o chefe de Estado e sua família na residência de férias deles, na Crimeia, e cortaram todas as conexões com o mundo exterior. Foi declarado estado de emergência em toda a União Soviética, e tanques de guerra ocuparam as ruas de Moscou. Os autores do golpe diziam que queriam salvar a URSS de uma catástrofe.

Ieltsin pede que russos resistam ao golpe de Estado
Mas o golpe de estado falhou. Agosto de 1991 foi o grande momento do recém-eleito presidente da Rússia, Boris Ieltsin, que se declarava adversário dos comunistas. Dezenas de milhares de pessoas reuniram-se em frente ao edifício Casa Branca, sede do governo Ieltsin em Moscou, para protestar contra o golpe. A manifestação foi pacífica, mas a situação era confusa. Três pessoas morreram durante a noite, quando um tanque de guerra passou pelo centro da cidade.
Depois de três dias, o estado de emergência foi revogado e Gorbatchov, visivelmente abatido, retornou a Moscou no dia 22 de agosto. Os autores do golpe foram presos, alguns deles cometeram suicídio. O Partido Comunista foi proibido no dia 29.
A linha dura comunista pretendia salvar a União Soviética, mas o golpe acabou tendo um efeito catalisador entre as repúblicas. Ainda durante a situação de exceção, a Estônia declarou sua independência da União Soviética, seguida pela Ucrânia e logo por outras repúblicas. Gorbatchov tentava em vão fazer valer o novo tratado.
Três meses após o golpe, os presidentes da Rússia, da Ucrânia e de Belarus formaram a Comunidade de Estados Independentes (CEI). No dia 26 de dezembro de 1991, a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas foi oficialmente dissolvida, e Gorbatchov renunciou.
Erro primário


Duas décadas depois, o especialista em Leste europeu Gerhard Simon, da Universidade de Colônia, na Alemanha, ainda considera "intrigante" que o colapso da URSS tenha se dado de forma tão rápida e relativamente não violenta.
"Uma potência mundial pode sair de cena dessa maneira, como no teatro, onde se desce a cortina e todos vão para casa?" Para ele, a força da União Soviética foi superestimada. "Em relação às armas atômicas eles eram realmente fortes, mas, no que se refere ao poder econômico, a União Soviética nunca esteve em condições de competir com os Estados Unidos."
A concorrência entre o comunismo e o capitalismo teve papel central na queda da URSS, opina Simon. "O sistema soviético também foi à ruína porque existia o Ocidente, com uma melhor economia, mais liberdade, a fascinação pelo 'Ocidente dourado'". Milhões de cidadãos da União Soviética sonhavam com os produtos do mundo capitalista, como carros, sapatos ou cosméticos que eles não podiam ter, argumenta o especialista. "O 'maior erro' da propaganda e da ideologia soviéticas foi ter se comparado com o mundo capitalista desde o início. Eles colocaram a corda no próprio pescoço", diz Simon.

Ieltsin queria o fim da URSS
Gorbachev (e) e Ieltsin foram figuras chaves no fim da URSS
O especialista em Leste europeu considera espantosa a situação no país central da União Soviética. "Na história internacional é muito raro isso, de grupos de sustentação do Estado – como a classe política russa – não quererem mais a União Soviética." Simon refere-se a Ieltsin, que teria tomado gosto pelo poder.
O então presidente havia impulsionado a soberania da Rússia e mais tarde ordenado que as autoridades soviéticas em Moscou não recebessem mais pagamentos. "Ieltsin queria acabar com a União Soviética – sobre isso não há a menor dúvida", afirma Simon.
Ieltsin teria, no entanto, agido de maneira pouco altruísta frente às outras repúblicas soviéticas, em 1991. O presidente russo pensava que Moscou conseguiria manter sua influência na CEI, diz Simon. O fato de as coisas terem sido diferentes mostra, diz o especialista, que Ieltsin – assim como Gorbatchov – não teria avaliado bem as consequências de seus atos.



Autor: Roman Goncharenko (ff)

Revisão: Alexandre Schossler

Transcrito da Voz da Alemanha - http://www.dw-world.de/



quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Delegados da Polícia Federal defendem atuação contra os corruptos.


Assunto: ENC: MANIFESTO DA ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS DELEGADOS DA POLÍCIA FEDERAL

R E P A S S O !!!

REPASSO, POIS MERECE SER LIDO E BEM DIFUNDIDO! O BRASIL HÁ DE MUDAR! -
Já estão em liberdade, o assunto agora não é o roubo ou fraude, mas o uso de algemas.


MANIFESTO DA ASSOCIAÇÃO NACIONAL
DOS DELEGADOS DA POLÍCIA FEDERAL


PRESIDÊNCIA


Nota de Esclarecimento: atuação da Polícia Federal no Brasil
12/08/2011 - 18:31

A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal vem a público esclarecer que, após ser preso, qualquer criminoso tem como primeira providência tentar desqualificar o trabalho policial. Quando ele não pode fazê-lo pessoalmente, seus amigos ou padrinhos assumem a tarefa em seu lugar.

A entidade lamenta que no Brasil, a corrupção tenha atingido níveis inimagináveis; altos executivos do governo, quando não são presos por ordem judicial, são demitidos por envolvimento em falcatruas.

Milhões de reais – dinheiro pertencente ao povo- são desviados diariamente por aproveitadores travestidos de autoridades. E quando esses indivíduos são presos, por ordem judicial, os padrinhos vêm a publico e se dizem “ estarrecidos com a violência da operação da Polícia Federal”. Isto é apenas o início de uma estratégia usada por essas pessoas com o objetivo de desqualificar a correta atuação da polícia. Quando se prende um político ou alguém por ele protegido, é como mexer num vespeiro.

A providência logo adotada visa desviar o foco das investigações e investir contra o trabalho policial. Em tempos recentes, esse método deu tão certo que todo um trabalho investigatório foi anulado. Agora, a tática volta ao cenário.
Há de chegar o dia em que a história será contada em seus precisos tempos.

De repente, o uso de algemas em criminosos passa a ser um delito muito maior que o desvio de milhões de reais dos cofres públicos.

A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal colocará todo o seu empenho para esclarecer o povo brasileiro o que realmente se pretende com tais acusações ao trabalho policial e o que está por trás de toda essa tentativa de desqualificação da atuação da Polícia Federal.
A decisão sobre se um preso deve ser conduzido algemado ou não é tomada pelo policial que o prende e
não por quem desfruta do conforto e das mordomias dos gabinetes climatizados de Brasília.

É uma pena que aqueles que se dizem “estarrecidos” com a “violência pelo uso de algemas” não tenham o mesmo sentimento diante dos escândalos que acontecem diariamente no país, que fazem evaporar bilhões de reais dos cofres da nação, deixando milhares de pessoas na miséria, inclusive condenando-as a morte.

No Ministério dos Transportes, toda a cúpula foi afastada. Logo em seguida, estourou o escândalo na Conab e no próprio Ministério da Agricultura. Em decorrência das investigações no Ministério do Turismo, a Justiça Federal determinou a prisão de 38 pessoas de uma só tacada.

Mas a preocupação oficial é com o uso de algemas. Em todos os países do mundo, a doutrina policial ensina que todo preso deve ser conduzido algemado, porque a algema é um instrumento de proteção ao preso e ao policial que o prende.

Quanto às provas da culpabilidade dos envolvidos, cabe esclarecer que serão apresentadas no momento oportuno ao Juiz encarregado do feito, e somente a ele e a mais ninguém. Não cabe à Polícia exibir provas pela imprensa.
A ADPF aproveita para reproduzir o que disse o ex-ministro Márcio Thomaz Bastos: “a Polícia Federal é republicana e não pertence ao governo nem a partidos políticos”.

Brasília, 12 de agosto de 2011

Bolivar Steinmetz

Vice-presidente, no exercício da presidência

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Programação do 6º encontro dos ex-alunos da Escola Industrial de Natal.

Notícias

Galeria de Imagens

FUNCERN Notícias n.° 07

Concursos

Vem aí o 6º Encontro do Ex-aluno IFRN

Sex, 12 de Agosto de 2011 16:27
Ex-alunos, alunos, servidores e aposentados do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do RN (IFRN) têm um encontro marcado no próximo dia 17 de setembro: a tradicional Festa do Ex-aluno, no Clube dos Empregados da Petrobras (Cepe).

O 6º Encontro é promovido pela Associação dos Ex-alunos de Escolas Federais Industriais e Técnicas (Assefit/RN) e, neste ano, contará com a animação da Banda FlashBack (anos 60), da cantora Leny Caldas (MPB) e do Pagode Nosso Grito.
As camisetas serão vendidas a partir da próxima sexta-feira (19), no campus Central do IFRN (sala da associação dos servidores), na Miranda do Midway Mall e na Lampadinha (Alecrim e Av. Salgado Filho). O valor é R$ 35 e dá direito a cinco fichas para bebida (cerveja ou refrigerante) e churrasco à vontade até às 17h.

Os associados em dia com a anuidade da Assefit/RN pagarão apenas R$ 15 pela camiseta (para estes, o pagamento de venda será apenas o IFRN).


Serviço

6º Encontro do Ex-aluno do IFRN
Onde: Cepe (Av. Ayrton Senna, 1891, Parque dos Eucaliptos – Parnamirim/RN)

Quando: sábado, 17 de setembro

Hora: 12h

Senhas: R$ 35 (Campus Central do IFRN, Miranda do Midway Mall e Lampadinha do Alecrim e Av. Salgado Filho

Informações: twitter.com/FestaEX_IFRN
(84) 4005.268







segunda-feira, 15 de agosto de 2011

O homem mais amarrado de Caicó.

O “Tio Patinhas” nordestino








Amarrado, mesquinho, sovina, mão-de-vaca. Esses são alguns dos adjetivos usados para definir Adelço. Apelidado de “Ganhador”, esse norte-rio-grandense tem a fama de ser o maior pão-duro do Brasil.

Luana Batista

“Eu não tenho tudo que amo, mas amo [muito] tudo que tenho”. Pode até ser clichê, mas José Adelço de Medeiros nem se incomoda. Para ele, o verso é lema. O potiguar nascido em 5 de março de 1951, no município de São José do Seridó, aprendeu cedo a conjugação do verbo economizar.

Começou a trabalhar inda menino. Ajudava o pai com os serviços na padaria, num horário, e no outro estudava. Nunca teve emprego formal, mas nunca ficou desocupado. Um autônomo empreendedor. Hoje intitula-se corretor de imóveis. Tem mais de 30 prédios alugados em Caicó – local para onde se mudou ainda criança. Herança? Ele nega. Diz que veio de uma família humilde. Conseguiu tido com base no esforço – e na economia.

Seu mestre foi um comerciante com quem trabalhou na juventude. “Ele vivia me dizendo: ‘menino, não se gasta mais do que se ganha’. Eu não podia ganhar 50 e gastar 55. Aprendi direitinho a lição. Comecei a gastar somente com aquilo que ia me dar retorno”, conta. Nessa época, surgiu o apelido de Ganhador. Ele explica: “Fazia de tudo, mas só entrava num serviço se fosse para ganhar. Não importava tanto o valor. Se era para ganhar, eu fazia e ainda faço”.

E para ganhar algum, Adelço faz serviço de artesão, entregador, despertador, “ledor”, escritor e, dentre outros ofícios, já foi até carpideiro (pessoa paga para chorar em funerais). “No serviço de despertador chamo até o cabra acordar, mas o pagamento tem que ser adiantado”, informa.

Para escrever cartas, ele tem uma tabela de preços. Se o interessado dita o conteúdo, o preço é um; se ficar a critério do Ganhador, aí aumenta. O valor do pagamento ainda depende do gasto com material, sendo menor se o cliente já trouxer caneta e papel. A tabela vale ainda para o serviço de leitura de jornais – depende do número de páginas e da entonação. Ele pode somente ler ou também interpretar as notícias. Se um parente lhe visita, é recebido com muita satisfação. Mas paga aluguel da rede ou do colchonete.

Quem pensa que é só isso, engana-se. Em Caicó, todo mundo sabe do cartório doméstico de Adelço. Quem morre na cidade, ganha uma ficha nos arquivos dele. “É comum que familiares ou credores precisem de informação sobre os falecidos, e o cartório é muito demorado”, explica. Para cada tipo de consulta, uma taxa.

O pagamento diferenciado também é cobrado nos aluguéis dos imóveis, semanalmente. “Porque no mês que tem 5 semanas eu ganho mais”, justifica. Quem quiser se tornar seu inquilino, antes tem de fazer contrato e pagar um “calção” no valor equivalente a 5 semanas.

E nem dormindo ele perde. Diz que passou muitas noites na rua, para guardar lugar em filas. Viu que o mercador era promissor, e recrutou pessoas pobres para ajudá-lo no serviço. Pela manhã, vendia as vagas e, como não podia deixar de ser, saia ganhando.

Sem abrir mão de nada

As lições de Adelço não são apenas de como ganhar dinheiro de um modo inusitado. Ele também é expert na arte da economia.

No seu guarda-roupa, imperam as camisas de propaganda. As refeições são feitas no restaurante popular do Governo do Estado, por R$ 0,50. Economia multiplicada: alimentos, gás, água, além de conservar os objetos domésticos. Para se locomover na cidade, usa sua “Cinquentinha” – uma motocicleta de 50 cilindradas que não precisa emplacar. Com o veículo, Adelço gasta R$ 10 por mês, mas só o utiliza para ganhar alguma coisa.

Na conta de energia, o total a pagar é R$ 2,90. Ele dá a receita: “a televisão só é ligada a noite, e de vez em quando. As lâmpadas são fluorescentes e de 15 velas. As paredes que dividem os cômodos não encostam no teto; assim, é uma lâmpada para cada dois compartimentos”.

Se o calendário indica o aniversário de algum amigo ou parente, não pensa duas vezes. Liga para prestar homenagem ao aniversariante. A ligação sempre começa com o “9090”. Nem se importa. “Se já estou ligando para parabenizar, é justo que a pessoa pague a ligação”, afirma. Por falar em ligação, telefone é um meio de comunicação de que ele não dispõe. É só mis um jeitinho de economizar.

Da sua cartilha, um dos principais feitos foi a multiplicação dos fósforos. Ele percebeu que os fósforos de um determinado fabricante eram roliços e poderiam ser divididos em dois, o que fazia a caixa sair pela metade do preço.

Perfil

Assim Adelço leva a vida. Aos 55 anos, é solteiro e não tem filhos. Conta que nunca teve vontade de ser pai ou de casar. Na sua opinião, hoje em dia é muito complicado. “Quando sabe que você tem alguma coisa, a mulher casa por interesse. Isso não dá pra mim, não”, diz. Amigos são poucos. “Pois hoje em dia o povo é muito interesseiro e agente tem que selecionar bem com quem anda”, explica.

Não joga, não fuma, nem bebe. Também não pratica esportes. Deles, o que mais gosta é boxe. A explicação é a mão fechada. Católico praticante, todo domingo vai à missa. Já recebeu até correspondência do Vaticano, em resposta a uma carta que enviou ao Papa Bento XVI. Queria ganhar a benção apostólica e uma comenda, em reconhecimento aos serviços prestados à paróquia de Caicó. Dízimos? Não entrega. “Sei que bíblico, mas 10% é muito dinheiro…”. Justificando-se, garante que, quando morrer, a herança vai ficar para um projeto social coordenado pela Igreja Católica do município.

Já foi cliente da Agência do Banco do Nordeste em Caicó, obviamente com uma conta poupança. “Eu guardo dinheiro, mas depois tiro para comprar imóveis. Eu sou assim, gosto mesmo é de investir”, explica.

Adelço acredita que as pessoas deveriam seguir seu modo de vida. “Não se pode ser estragado. Se você vir meu exemplo e aplicar pelo menos 10% do que faço, já vai ver a diferença”, aconselha.

Fama

As idéias incomuns de Adelço lhe renderam uma boa fama. Em Caicó, todo mundo sabe quem é o pão-duro. Ele foi destaque no Fantástico e no Programa do JÔ, bem como ganhou espaço em diversos jornais do Estado. Sua história também está registrada no livro “Me leva Brasil – a fantástica gente de todo os cantos do País”, do jornalista Maurício Kubrusly. O título do seu capítulo? “O Ganhador”. Agora, seu sonho é participar do “Domingão do Faustão”.

Sua comunidade no Orkut (site de relacionamentos) “Eu conheço Adelço, o ganhador”, criada no mês de novembro, já tem 185 participantes. Todos os comentários ressaltam a sovinice da figura. Ele encara tudo com bom humor. “Acho até legal que me chamem de pão-duro. Ruim seria se dissessem que sou ladrão”, afirma.

Ele também não se importa com o assédio. Acostumou-se com ávida de celebridade do município. No entanto, garante que, por mais que lhe peçam, não dá autógrafos. Mas isto nada tem a ver com o fato de ter de abrir a mão. Esclarece dizendo: “nos dias de hoje, sabe-se lá o que vão fazer com minha assinatura”.

Faz sentido.