quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Artigo do dr. Benayon registra os protestos contra os bancos "tubarões".


Dar direção aos movimentos

2011-10-19 - Adriano Benayon *

Crescem os protestos contra as intoleráveis injustiças sofridas pelos povos em grande parte deste mundo. Na Espanha, na Itália, na Grécia e em Portugal surgem grandes manifestações, desencadeadas pelo brutal aumento dos sacrifícios exigidos dos já sacrificados, pelo Fundo Monetário Internacional e pelo Banco Central Europeu, a fim de beneficiar bancos europeus e estadunidenses.

2. Experiência semelhante foi suportada, muitas vezes, por países latino-americanos. Entre eles o Brasil, que está menos distante do que imagina de mais uma crise nas contas externas, acompanhada de agravamento das já degradadas condições de vida da maioria de sua população.

3. Merecem atenção também as manifestações de resistência civil nos EUA e Reino Unido (Inglaterra), sedes da oligarquia financeira que comanda a tirania mundial. Especialmente, o “Ocupemos Wall Street” aponta para o alvo correto: os grandes bancos internacionais, cujos controladores e associados dominam não só as finanças, mas também o petróleo, os armamentos, a grande mídia, a indústria químico-farmacêutica etc.

4. Em suma: os concentradores do poder econômico-financeiro exercem absolutismo político cada vez maior, mandando nos governos “democráticos” eleitos pelo dinheiro e pela mídia. Esses não passam de gerentes da “democracia” e do cinismo que dá esse nome à tirania e que chama de liberdade a opressão, e de defesa de direitos humanos o genocídio cometido contra nações com armas de destruição de massa.

5. Se, em muitos países há alguma consciência da fonte do problema, no Brasil o povo parece anestesiado pelo ópio da TV enganadora. Os governistas pintam tudo de cor de rosa, como se não houvesse razão para manifestações contrárias ao status quo, enquanto oposicionistas, ainda mais submissos ao império, tentam capitalizar o élan dos indignados com a corrupção.

6. Os promotores das marchas “contra a corrupção” não entendem ou fingem não entender que - embora ela seja praticada por políticos e por muitos do serviço público - a mega-corrupção começa no setor privado, especialmente nas transnacionais sediadas no exterior, grandes beneficiárias das políticas públicas implantadas no País desde 1954.

7. A partir de então e crescentemente, tornou-se legal. e não identificada como corrupção, a mega-corrupção que entrega o mercado brasileiro à exploração de cartéis e oligopólios e que desnacionalizou o setor produtivo privado, além de privatizar a quase totalidade das empresas e bancos estatais e de pôr o que restou do setor público ao inteiro serviço das grandes empresas, principalmente estrangeiras.

8. O Brasil só faz figura de potência emergente para quem gosta de se iludir. A pobreza da grande maioria e também o atraso relativo do País resultam do modelo de dependência financeira e tecnológica. Ele não foi implantado por equívoco, mas de caso pensado: foi desenhado para isso, sob a influência e a pressão das potências imperiais que intervieram em 1954, 1961, 1964 e organizaram, entre 1982 e 1988, a pretensa volta ao “regime democrático”

9. A concentração da economia nas mãos das transnacionais só poderia dar no que deu: recorrentes crises nas contas externas, que geraram a dívida externa. Quando esta e seus juros se avolumaram, a ponto de levar à inadimplência forçada e ao consequente freiamento de sua expansão (final dos anos 70, início dos 80), despontou, em perene crescimento, a dívida pública interna.

10. Esta constitui enorme fardo, que inviabiliza o desenvolvimento do País, reduzindo a níveis ridículos os investimentos da União Federal e dos Estados. Aquela assumiu as dívidas destes e lhes exige juros tão absurdos como os que ela própria paga ao sistema financeiro.

11. Formou-se assim o esquema de quádrupla sugação dos brasileiros: a primeira, pagar impostos altíssimos e mal distribuídos: os pobres (mais de 83% da população) entregam mais de 30% do que ganham; os de renda média (menos de 15% da população) têm carga tributária acima de 50%, e as grandes empresas, bancos e outros investidores, além de poder evadir impostos, só são tributados nos ganhos financeiros em, no máximo, 15%.

12. A segunda sangria é as pessoas gastarem elevadas quantias com serviços que deveriam ser públicos, gratuitos ou módicos, nas áreas de saúde, educação etc., além de sofrerem prejuízos com saneamento e transportes inadequados e com energia injustificadamente cara, devido às privatizações e à falta de investimentos públicos na infra-estrutura que ainda lhe cabe prover.

13. Os pobres e a classe média são mal atendidas ou nem o são, porque não têm como pagar clínicas, hospitais e escolas privadas, de qualidade, de resto, questionável e favorecidas pelo mercado com que o Estado lhes presenteia ao não proporcionar esses serviços à sociedade.

14. A terceira sugação são os juros escorchantes, múltiplos da taxa SELIC dos títulos públicos, de longe a mais alta do mundo, com 5,5% aa., corrigida a inflação. Chegam a cerca de 240% aa. no cartão de crédito, 180% no cheque especial e a 90% em empréstimos a pequenas empresas.

15. A quarta é adquirir bens e serviços a preços muitíssimo mais altos que os praticados em países mais dotados de indústrias intensivas de tecnologia, e mesmo que na Argentina, México e outros latino-americanos.

16. Exemplo gritante é a indústria automobilística transnacional favorecida com subsídios escandalosos desde o golpe de 1954, aumentados por JK. Isso prossegue, até hoje, com empréstimos do BNDES a juros baixos e n outras benesses prestadas às transnacionais em geral.

17. De fato, elas se cevam também com incríveis subsídios à exportação, desde o final dos anos 60 (Delfim Neto), - isentadas de gravames em suas superfaturadas importações – bem como com a isenção do ICMS na exportação, presenteada pela Lei Kandir/Collor. Cresceram no Brasil com capital formado no próprio mercado brasileiro e com dinheiro público.

18. Este ano, em oito meses, só as montadoras de veículos transferiram ao exterior mais de US$ 4 bilhões em lucros registrados, o que não inclui os ganhos com o subfaturamento de exportações e o superfaturamento de importações, nem os serviços superfaturados ou fictícios pagos às matrizes.

19. Agora, e mais uma vez, as montadoras estrangeiras foram agraciadas com proteção à “indústria nacional”, mediante elevações do IPI para veículos importados, alegadamente para evitar a “invasão” de carros chineses e coreanos. As montadoras aqui instaladas estão livres do IPI majorado, utilizando 65% de componentes produzidos no MERCOSUL. A reserva de mercado, que não existe para a indústria nacional, mesmo porque acabaram com ela, tornou-se política governamental para favorecer os “investimentos diretos estrangeiros - IDES”.

20. Os IDEs estão na raiz dos problemas, inclusive o da dívida interna, cujos juros são a expressão maior da submissão do País à escravização financeira, em nível injustificável conforme os parâmetros que balizam as taxas em todo o mundo. Por isso, a dívida adveio da capitalização de juros, estando os bancos e os aplicadores financeiros entre os grandes beneficiários do modelo econômico e político que inviabiliza o Brasil como nação.

21. Para concluir: sem liderança capaz de compreender as grandes sugações e de identificar os causadores delas, não há como fazer que qualquer movimento popular leve às transformações que se impõem, por mais que ganhe ímpeto em função das insuportáveis condições de vida do povo.

* Adriano Benayon é Doutor em Economia e autor de “Globalização versus Desenvolvimento” abenayon.df@gmail.com


Mais informações sobre o professor Benayon acesse o Google.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

SEJUV promove 2º Conferência Estadual de Juventude

Por Assessoria Sejuc

A Subsecretaria de Juventude do Rio Grande do Norte (SEJUV), em parceria com a Comissão Organizadora Estadual (COE), promovem, neste sábado (29) e domingo (30), a 2º Conferência Estadual de Juventude. O evento será realizado no América Futebol Clube, no bairro do Tirol. São esperados mais de 700 delegados, escolhidos durante as conferências municipais e territoriais de diversos municípios do Rio Grande do Norte.
O credenciamento do evento será das 9h às 15h, do sábado, no local do evento. Será disponibilizado alojamento para os delegados do interior do Estado.
Durante o evento, os jovens potiguares terão um espaço aberto para dialogar, debater e ajudar o governo estadual e federal na elaboração de políticas públicas voltadas para os jovens.

Segundo o subsecretário da SEJUV, Rafael Motta, o evento é um momento para debater propostas de melhorias na política pública voltada para a juventude. “Queremos proporcionar aos jovens potiguares a oportunidade de participar das decisões sobre o futuro das políticas públicas, como democracia, participação juvenil, drogas, sexualidade, acesso à universidade e capacitação profissional, desenvolvidas em nosso Estado”, esclareceu Motta.

A 2ª Conferência Estadual da Juventude é uma das etapas preparatórias para a participação da Conferência Nacional, que será realizada em Brasília, de 9 a 12 de dezembro.
Fonte: SECOM/RN - 25.10.11



Internet veloz para repartições do Estado do RN.

25 de outubro de 2011, às 11h48min

Professores da UFRN apresentam à Governadora projetos para a implantação da Internet Banda Larga

Por Assecom-RN

A governadora Rosalba Ciarlini recebeu na manhã desta terça-feira (25), professores da UFRN que foram apresentar o Programa Rede Giga Natal e o projeto Mandacaru Digital, ambos com a proposta de aumentar a velocidade da internet utilizada na estrutura administrativa do Estado, utilizando a Banda Larga.
A Rede Giga Natal é uma rede metropolitana de alta velocidade, construída numa estrutura de fibra ótica. "Atualmente nós temos 43 km de fibra ótica passando em importantes trechos aqui da nossa cidade, que permite a interligação de instituições de ensino, instituições de pesquisa, UFRN, UERN, em fim, uma estrutura que permite interconexão em alta velocidade", explicou o professor da UFRN Edson Moreira, coordenador da Rede Giga Natal.
"Estamos vislumbrando a possibilidade do Governo do Estado passar a utilizar esta infraestrutura e também permitir a interligação de boa parte de seus órgãos", completou o professor. "A Governadora sinalizou para que nós pudéssemos começar imediatamente o processo para a adesão à Rede Giga Natal", comemorou Edson Moreira.

Já o Mandacaru Digital é um projeto que visa levar internet Banda larga para todo o Estado do Rio Grande do Norte. "Atrelado a isso, o programa proporciona um conjunto de serviços para otimizar a gestão na área da Educação, da Gestão Pública, da Defesa Civil, da Segurança Pública, da Saúde", explicou Ricardo Valentim, professor da UFRN, coordenador do projeto. O Mandacaru Digital vai levar internet sem fio para todas as regiões do Estado.
Rosalba Ciarlini garantiu que o Governo do Estado vai aderir ao consórcio da Rede Giga Natal, trazendo a Banda Larga primeiramente para a estrutura da administração estadual. "É um projeto inovador, de modernização, que vai chegar a todo o Estado. Nós já estamos preparando a licitação para implantação do projeto em Natal e na região metropolitana. Nós vamos aproveitar a fibra ótica, que já existe para levar internet rápida, eficiente, interligando todos os órgãos do Estado", disse a Governadora.

"Esse é um trabalho que será feito com a parceira da Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Norte (Fapern) com as Universidades. A expectativa é que já no próximo ano a internet sem fio chegue ao interior do Estado, com o projeto Mandacaru Digital, que vai cobrir todo o RN. O sinal da internet chegando a todo o território potiguar vai promover o desenvolvimento, o crescimento do nosso Estado" concluiu Rosalba Ciarlini.
Fonte: SECOM/RN.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

DOMINGO, 23 DE OUTUBRO DE 2011"COMO O VELHO MARINHEIRO..." - CARLOS ADEL



Carlos Adel

"NATAL, 20 DE OUTUBRO DE 2011.
CARO LAÉLIO FERREIRA
A história mostra que a memória dos grandes homens, em todo o mundo, se eterniza. Mesmo que contra a vontade de medíocres e invejosos.

OTHONIEL MENEZES é para os potiguares um astro de primeira grandeza, no campo da poesia. Seu brilho não será esmaecido com ações ou omissões de incultos, arrogantes e temporários gestores públicos. Esses passam como sombras opacas e seus rastros serão rapidamente apagados, enquanto seus nomes cairão nos abismos do esquecimento.

O “PRÍNCIPE PLEBEU” será sempre nosso poeta maior, e sua obra dispensa o apoio e o aplauso de quem o desconhece. A grandeza do poeta se contrapõe à insignificância desses ignaros.
Evite se deixar levar pela correnteza da inaptidão. Resista. Deixe que a incompetência fique limitada àqueles que já o são por todos conhecidos. Faça como o velho marinheiro: lance o ferro e deixe a tormenta passar.

Assim agem, esses maus gestores, por não possuírem a capacidade intelectual de conhecer e compreender o significado de suas palavras. Permita-lhes, em nome da liberdade de pensamento e expressão, que permaneçam envoltos no vazio de suas mesquinhas formas de pensar.

Logo virão tempos bons e pessoas competentes despertarão para o reconhecimento dos valores que merecem ser tributados a OTHONIEL. Essa luta é também de todos os potiguares esclarecidos e admiradores do mais valoroso de nossos poetas.

O desleixo com que, no presente, alguns tratam os grandes nomes desta terra, é um dos reflexos do modelo educativo implantado com as sucessivas e nocivas reformas do ensino, desde 1970.
No entanto, neste país-colônia-cultural que sacrifica seus valores históricos em nome da globalização, felizmente há resistência. De uns poucos, é fato, mas conscientes e persistentes lutadores em defesa da importância e culto aos grandes nomes das ciências, letras e artes nacionais.

Por outro lado, a materialização da imagem do poeta maior desmerece ver retomada a aplicação de uma das mais cruéis formas de punição impostas pelos bárbaros, e adotada durante a “santa inquisição” (a fogueira). Pior ainda se assim for conduzida pelas mãos de um filho, a quem confiou a defesa de sua extensa obra. Sabe-se da indignação que a todos causa essa indiferença de alguns gestores, mas daí a esse tal protesto vai uma desproporção que encobre e faz desaparecer todo o amor e devoção familiar tributada ao insigne poeta. Evite submeter a imagem de seu querido pai a mais esse terrível sacrifício. Todos esperam que o bom-senso prevaleça.

Por fim, se não o querem homenagear em praça pública (Por que não na chamada Av. do Contorno, que se inicia em frente ao Colégio Salesiano e vai até o início da Rua Int. Rafael Fernandes, de frente para o “Potengi amado”, e também onde se venera a Santa Padroeira da cidade?), que seja, então, o busto recolhido à sede do INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DO RIO GRANDE DO NORTE, a mais importante casa da cultura potiguar, em ato solene, com pompa e circunstância. A data: 10 de março, vindouro, data natalícia de OTHONIEL MENEZES. Nada mais justo.

Atenciosamente, um abraço de

CARLOS ADEL (*)


(*) Carlos Adel Teixeira de Souza - magistrado, escritor, ensaísta, biógrafo do jurista Amaro Cavalcanti.

Postado por Laélio Ferreira de Melo às 11:37:00 0 comentários

Obs: Estou de acordo. Mas, cuidado. O Instituto está meio acéfalo.