domingo, 20 de novembro de 2011

A revolta de 23 de novembro de 35 em Natal.

1935 – A grande forja de Heróis – De Doidinho a Batalha de Itararé

Volney Liberato

Nos anos 30, nossa época de maior efervescência política e social, já não bastava a

simbologia que encerrava Luiz Carlos Prestes, Getúlio Vargas, Plínio Salgado, Café

Filho, Juarez Távora, José Américo de Almeida e de todos aqueles que levavam o

povo a pensamentos e ações. Já não bastavam os ânimos sempre acirrados, a

propaganda e a contra-propaganda ideológicas, os dogmas e as doutrinas... Já não

bastava simplesmente semear as idéias utópicas da luta sem a realidade da luta. Já

não bastavam as idéias, mas sim a prática.

Para se vivenciar a prática ideológica, fez-se necessária á constituição de “heróis”,

para que assim pudessem ser erguidos os totens e os monumentos eméritos e

beneméritos para a posteridade. Não a quem realmente de direito, mas sim para

aqueles a quem as circunstâncias e as oportunidades concederam toda a honra, mas

nenhuma glória, como é comum nesses partos ideológicos.

Um certo “soldado” chamado Luiz Gonzaga.

Durante sete décadas acreditou-se – porque assim foi oficialmente instituído – o fato

de que um certo “soldado” chamado Luiz Gonzaga, pertencente à corporação da

Polícia Militar do Rio Grande do Norte, teria sido o único e grande herói da

Inssurreição Comunista de 1935, que ocorreu em Natal, quando rebeldes do 21 º

Batalhão de Caçadores, liderados pelo sargento Quintino Clementino de Barros e pelo

cabo Giocondo Alves Dias, aliançados com células do Partido Comunista do Brasil

(na época PCB) e com organizações de esquerda da capital, dominaram a sede do

batalhão e metralharam o quartel da PM, saindo vencedores, materializando assim o

primeiro governo marxista-leninista das Américas, que durou exatamente 82 horas, do

dia 23 ao dia 27/11/1935, para o qual foi constituída um Comitê Popular

Revolucionário (CPR), composto pelos seguintes membros:

Quintino Clementino de Barros, 36 anos, sargento-músico do Exército – Secretário de

Defesa;

Lauro Cortês Lago, 36 anos, funcionário público estadual – Secretário do Interior e

Justiça;

José Macedo, 33 anos, Diretor dos Correios – Secretário de Finanças;

João Galvão, 33 anos, Secretário do Atheneu – Secretário de Viação;

José Praxedes, 36 anos, sapateiro – Secretário de Aprovisionamento.

Geralmente, quando se fala na Intentona Comunista de 35, relembra-se logo as

quarteladas do Recife e do Rio de Janeiro, e incluí-se aí, erroneamente, Natal como

parte integrante dessas quarteladas. É bem verdade que os movimentos comunistas

deflagrados no Recife e no Rio de Janeiro, foram realmente intentonas, pois lá,

nessas capitais, o movimento não tomou corpo e forma, como ocorreu em Natal. Na

capital potiguar houve realmente uma inssurreição, onde progrediu para o

enfrentamento bélico, culminando com a vitória dos inssurretos e a instalação de um

governo provisório, mesmo que esse tenha durado tão somente 82 horas. Mas, é uma

pena que alguns autores não queiram aceitar essa verdade histórica e ainda

prossigam subvertendo a ordem natural do desenrolar dos nossos fatos históricos.

Assim conta a história permitida ...

Após ás 14h00 do dia 24 de novembro, quando a resistência do Quartel da Polícia,

representada por dois oficiais e quarenta e seis soldados, sem munição, é obrigada a

abandonar o front pelos fundos do prédio, numa passagem que dava para o Rio

Potengí, retirada esta comandada pelos majores Luís Júlio e Pinto Soares, um

inssurreto defronta-se com um “soldado” agachado, ás margens do Rio, portando um

fuzil. Quando o tal “soldado” avistou os inssurretos, levantou-se rapidamente, aidna

segurando a arma, quando foi alvejado por um único e certeiro tiro, tombando sem

vida. Sobre isso escreveu Home Costa:...No combate do quartel da polícia militar

foram feridos os sargentos Celso Anselmo Pinheiro e Celso Dantas Neto, o cabo

Severino Mendes e os soldados Antônio Jósimo e Antônio Gervásio de Medeiros –

todos com ferimentos leves. Houve um morto: Luiz Gonzaga”. O autor do comentário

declina as graduações dos militares feridos no combate, não referindo-se a Luiz

Gonzaga como soldado ou integrante da defesa do quartel.

Sobre a conturbada figura de Luiz Gonzaga, muita polêmica foi travada. Agora, á luz

dos acontecimentos históricos, sem paixões e sem ideologias, procuramos pesquisar

a vida do tal “soldado” na bibliografia disponível, chegando á conclusão de que,

realmente, Luiz Gonzaga nunca pertenceu aos quadros da Polícia Militar do Rio

Grande do Norte, pelo menos até novembro de 1935. Era um débil mental, natural de

Santana do Matos, que residia nas imediações do quartel, e que costumeiramente

vivia a fazer mandados da soldadesca, recebendo deles gorros, gandolas, calças e

botas usadas, com o que passou a se trajar, por força das necessidades. Era

comensal do quartel da polícia. Sobre isso escreveu o desembargador João Maria

Furtado: (...) sempre afirmaram que, realmente morreu nas proximidades do quartel

da polícia um pobre demente que vivia perambulando pelas ruas de Natal, ms nunca

fora soldado da polícia militar (...)

Sizenando Figueira, então militante do Partido Comunista, que participou ativamente

do movimento de novembro de 1935, disse, referindo-se a Luiz Gonzaga: “(...) ele não

era nem herói nem militar na época. Era apenas um débil mental (...). Afirma o Sr.

Sizenando Figueira que foi quem matou o tal “soldado”, “em legítima defesa”,

adiantou.

Passado o período do movimento, resolveu então o comando da Polícia Militar alistar,

com data retroativa, o tal “Luiz Gonzaga”, única vítima fatal do movimento, como bem

disse o desembargador João Maria Furtado: “Entretanto, o major Luiz Júlio resolveu

alistar depois de morto Luiz Gonzaga como soldado da polícia que, assim, teve uma

morte de herói(...) Segundo um artigo do jornalista Luiz Gonzaga Cortez, intitulado “O

Comunismo e as Lutas Políticas no Rio Grande do Norte na Década de 30”, publicado

no Jornal “O Poti”, edição de 29/09/1985, diz: (...) Houve uma adulteração no relatório

da inssurreição, no qual Luiz Gonzaga teria sido inscrito como soldado depois dos

acontecimentos (...) O escritor Manuel Rodrigues de Melo, integralista á época dos

acontecimentos, comentou em entrevista: Muitos anos depois é que começaram a

falar nesse soldado...” No livro “Meu Depoimento”, publicado em 1937, o Dr. João

Medeiros Filho exibe anexo um relatório do delegado auxiliar Enock Garcia, que

referindo-se ás vítimas do movimento, não aparece o nome de Luiz Gonzaga. O

professor Homero Costa prossegue: “No dia 30 de novembro de 1935, portanto, logo

após a derrota da inssurreição, o governador Rafael Fernandes visita os quartéis do

21º BC e da Polícia Militar. Acompanhado pela imprensa, e não faz qualquer

referência á morte de soldado da polícia militar. No dia 5 de dezembro de 1935, o

coronel Otaviano Pinto Soares, comandante do 21º BC, em longa entrevista que

concedeu ao jornal “Correio da Manhã”, do Rio de Janeiro, detalha sua participação e

não faz também qualquer referência á morte de soldado da polícia militar. No entanto,

em documento datado de 7 de janeiro de 1936, o governador do estado envia ao

comandante da 7ª Região Militar o relatório do comandante da Polícia Militar (anexos

2, 3 e 4) datado de 23 de dezembro de 1935, em que diz: “... Após a retirada do

quartel foi atingido e morto por certeiros tiros do inimigo o soldado Luiz Gonzaga, que

na metralhadora pesada se salientara como um bravo(...). O fato mais curioso é que o

jornal oficial do governo do estado “A República” publica diversas matérias nos dias

subseqüentes á insurreição e não faz qualquer referência á morte de soldado da

polícia militar, nem que existisse tal soldado manobrando essa tal “metralhadora

pesada”.

Em 1980, o Dr. João Medeiros Filho, em outro livro - “82 Horas de Subversão” - ao

transcrever o mesmo relatório, acrescenta, como primeiro da lista, o “soldado” Luiz

Gonzaga, do batalhão Policial. Finalmente, no dia 12 de outubro de 1985, o jornal

publica uma carta do Dr. João Medeiros Filho, chefe de polícia á época, autor do livro

anteriormente citado, afirmando o mesmo que, “reconhece ter adulterado o relatório,

mas que o fez de boa fé”. Esta foi a prova maior de que a farsa foi realmente feita,

resistindo até os nossos dias, onde o “soldado” Luiz Gonzaga nasceu por “obra e

graça” do major Luiz Júlio, então comandante da Polícia Militar do RN, e que foi,

posteriormente, transformado em mártir e herói da “Intentona Comunista de 1935”,

Infelizmente, aquela era a hora de se fabricar “heróis”, e o herói foi feito. Hoje, Luiz

Gonzaga, o “soldado” mártir, é reverenciado como patrono da PM, tendo inclusive

uma medalha de mérito da corporação que leva o seu nome e um mausoléu no

cemitério do alecrim. “O feitichismo político exigia manipansos de farda. Escolheramno

para novo ídolo”.

A Batalha de Itararé

Em 1930, Getúlio Vargas e seus tenentes necessitavam urgentemente de um motivo

incisivo para deflagrar a Revolução. O assassinato á bala do seu candidato a vicepresidente

pela Aliança Liberal, João Pessoa, na Confeitaria Glória, no Recife, pelas

mãos do advogado João Dantas, serviu de estopim e motivo para a deflagração,

mesmo se sabendo hoje que o assassinato de João Pessoa tenha se dado por

motivos meramente passionais e nunca políticos, que envolveu Anaíde Beiriz,

namorada de João Dantas e a publicação de cartas amorosas pela imprensa.

Getúlio Vargas precisava urgentemente de um objeto de culto para impressionar s

sugestionar o povo. O corpo de João Pessoa foi esse objeto sugestivo, tanto que,

andaram com seu esquife, “país acima, país abaixo”, servindo de bandeira ao

movimento dos tenentes.

Mais tarde, em Natal...

Assim como Luiz Gonzaga de Souza ou “doidinho”, como era mais conhecido em

Natal, foi feito herói e mártir da Inssurreição Comunista de 1935, o ex-Governador

Dinarte de Medeiros Mariz também o foi. Não foi Dinarte um herói fabricado por uma

corporação ou sistema, mas foi um herói forjado nele próprio e por ele próprio, diante

do aproveitamento das circunstâncias, e que também foi instituído no consciente

coletivo do povo do Rio Grande do Norte, principalmente no povo do Seridó, de onde

era natural e exercia as suas atividades comerciais e políticas.

É sabido por toda a população do estado, que o político e empresário do ramo de

algodão Dinarte Mariz, natural de Serra Negra do Norte, mas com domicílio em Caicó,

município no qual mantinha o seu grande reduto eleitoral, que naquele fim de tarde de

26 de novembro de 1935, havia ele pegado em armas e tiroteado contra comunistas

em retirada da capital, na Serra do Doutor. Esse episódio da história política do Rio

Grande do Norte foi passado para as gerações futuras sob diversos prismas. Da parte

do ex-senador e do seu sistema político, a verdade consta que Dinarte realmente foi o

grande contra-revolucionário da Inssurreição, entretanto, para os seus opositores ou

mesmo para alguns pesquisadores e até mesmo para integralistas e comunistas que

participaram ativamente do movimento e da ofensiva na Serra do Doutor, tudo não

passou de um jogo de cena inteligente e eficiente. Porém, os fatos não foram

relatados pela mídia da época como realmente aconteceram. Leiamos o que diz o

escritor Homero Costa, sobre a inicial da questão:

“... no dia 26 de novembro de 1935, praticamente 41 municípios do estado estavam

ocupados pelos rebeldes. À tarde, uma parte da tropa que estava na cidade de Santa

Cruz se desloca pra a vizinha cidade de Currais Novos. No caminho, numa serra

conhecida como “Serra do Doutor”, são surpreendidos por uma grande fuzilaria.

Alguns fazendeiros, tendo á frente o 'coronel' Dinarte Mariz, que residia na cidade de

Caicó, já informados sobre as ocorrências em Natal e o deslocamento de tropas para

o interior do estado, se articulam para resistir. Vão a Campina Grande, na Paraíba, e

conseguem, além de armas, arregimentar um considerável contingente (...) No

caminho, sabem da ocupação de Santa Cruz e ficam entrincheirados na Serra do

Doutor. Com a passagem de dois caminhões que saíam de Santa Cruz em direção a

Currais Novos, abrem fogo, pegando-os de surpresa, e impõem a primeira derrota

pelas armas aos inssurretos”.

Sobre os fatos ocorridos na Serra do Doutor, naquele fim de tarde do dia 26 de

novembro de 1935, há muitas versões, relatadas por jornalistas, militares, sitiantes da

região, integralistas, comunistas, etc., cada um, no caso dos sistemas políticos,

“puxando a brasa para as suas sardinhas”, a fim de colherem dividendos para si e

para os seus sistemas. Mas á luz dos acontecimentos históricos e da verdade dos

fatos, podemos afirmar que, Dinarte Mariz, muito embora tenha participado

ativamente da resistência aos inssurretos e ao próprio movimento de novembro de

1935, não encontrava-se presente, especificamente, á tardinha da quarta feira, dia 26

de novembro de 1935, na Serra do Doutor, quando se deu o confronto entre

comunistas e os sertanejos do Seridó. Sobre isso, atesta o jornalista Luiz Gonzaga

Cortez, escrevendo sobre entrevista que lhe foi concedida pelo senhor Manoel Lúcio

de Macedo Filho, um dos chefes integralistas do Acari, entre 1933 e 1937:

“A batalha da Serra do Doutor foi travada entre comunistas que viajavam em dois

caminhões e os integralistas aliciados pelo padre Walfredo Gurgel, que também era

integralista e vigário de Acari. Este, com medo, não foi até a serra, viajando para

Santa Luzia, no vizinho estado da Paraíba. Quanto a Dinarte Mariz, não participou de

qualquer combate, só aparecendo na serra por volta das 19h00, quando tudo havia

acabado”.

A Sra. Otávia Bezerra Dantas, esposa do Sr. Manoel Lúcio, dá também a sua versão

á luz dos fatos, como contemporânea e partícipe do movimento:

“Depois da debandada geral, sem nenhum integralista ferido, Dinarte apareceu. Padre

Walfredo e o seu motorista José Francisco Lúcio, apareceram no outro dia, de manhã,

num chevrolet. Dias depois, andaram dizendo que Dinarte foi o 'general' da Serra do

Doutor. Eu respondia na hora: “É mentira. Foram os doze “bobos” de carnaúba que

fizeram as bombas e estragou a fuga dos comunistas”.

As versões do Sr. Manoel Lúcio e da Sra. Otávia Bezerra Dantas são depois

confirmadas pelo próprio Enock Garcia (delegado auxiliar de Natal, na época) que, em

depoimento prestado em 1987, confirma que tanto ele como Dinarte Mariz só

chegaram ao local, com 400 homens, na madrugada de quarta feira, 26/11 –

apresentando outra versão de horário, mas que nada infere na afirmação do casal

integralista de Carnaúba dos Dantas.

Esses dois fatos aqui apresentados, falam por toda a convicção ideológica de uma

época, em que a bandeira do anticomunismo serviu de estandarte para emoldurar

campanhas políticas e fazer sobressair homens do quase anonimato para as lides do

poder e da glória. Naquela época – como ainda hoje reclama-se – necessitava-se de

“heróis” e de “mártires”. O poder estadual (e mesmo federal) carecia de que o

capitalismo, sustentáculo e esteio da “livre iniciativa” e da manutenção dos grandes

latifúndios – eleitorais e agrários – fosse mantido, e que o comunismo ateu, símbolo

do materialismo histórico e dialético, jamais procurasse sair do campo das idéias

filosóficas para a prática, como ocorreu naquelas 82 horas em que Natal,

principalmente, sentiu o gosto de haver engendrado, pela caminho da luta armada, o

primeiro governo marxista-leninista das Américas, e legado para a posteridade os

muitos exemplos e as muitas lições retiradas daquele fatídico episódio. Mas, é o

próprio Marx que resume: “Os filósofos se limitaram a interpretar o mundo de

diversas maneiras; o que imposta é modificá-lo”.
Retrato falado do "Luiz de Né ", com base nas informações de André Batista, vivissimo e morador de Candelária, conterâneo do decujo, transformado em herói pela polícia política do regime de Vargas, após 1937 e no auge da repressão.
 

Laélio e os comentários sobre o festival de Pipa.

Laélio Ferreira de Melo 19 de novembro de 2011 17:08


SÁBADO, 19 DE NOVEMBRO DE 2011

FESTIVAL DE POTES, PIPAS, PIPADOS, VASELINA, COSTUME DE CASA E TRIUNFANTE ABERTURA DE ARMÁRIO !



Marcos Silva, Edna Rangel e Diógenes da Cunha Lima

falaram sobre o diálogo dos mestres

Câmara Cascudo e Mário de Andrade. Foto: Rogério Vital

QUEM NÃO PODE COM O POTE... “Achei que a primeira mesa, sobre Oswaldo Lamartine não rendeu o esperado. Todos os participantes, Paulo de Tarso (mediador), Paulo Bezerra e Humberto Hermeneglido (sic) leram textos. (Tácito Costa)

KY 50mg !

“Jarbas Martins e Arnaldo Antunes encerraram o primeiro dia do evento. O resultado dessa mesa também me agradou.Embora ache que o poeta Jarbas poderia ter sido mais sintético em suas intervenções. O público ficou impaciente – e demonstrou isso – com a longa introdução que ele fez sobre Arnaldo.” (Tácito Costa)



COSTUME DE CASA VAI À PRAÇA...

“TC é um diplomata. Entendo-o. Não houve mediação na primeira mesa. Paulo de Tarso fez uma palestra por escrito. Embolou geral, Vilar no post acima refere-se à mesa como decepcionante. É o termo apropriado.
Na última mesa, Jarbas Martins se alongou, elogiou excessivamente e foi repetivivo. Tratamento respeitoso é uma coisa, comportamento de tiete e bajulatório são coisas bem diferentes. Fica a lição.” (Júlio Neves de Araújo)
TEM ONG NA JOGADA?

"A Flipipa investiu diretamente R$ 100 mil. E conseguiu mais uns R$ 300 mil indiretos, em forma de publicidade, apoios como a biblioteca itinerante do Sesc, etc. É muito? Difícil afirmar. Ou concordar. Quando se vê muitas crianças circulando entre muitos livros, escritores e um ambiente literário contagiante, qual o valor do dinheiro?" (Sérgio Vilar)

O PAGÉ DA USP, DO ALTO DAS DUNAS...
“Sérgio:

Como vc sabia, antes de acontecer, que o debate sobre as cartas Mário/Cascudo seria o já manjado? Nasce um vidente! Marcos Silva (um dos debatedores) (Marcos Silva)

MISTURA BOA...
“Marcos,

mantenho minha posição de tema manjado. Aliás, eu e o público. Foi a palestra menos visitada. O assunto já foi muito discutido, inclusive este ano. No último Flipipa, Moacy Cirne passeou por esse assunto, também. Enfim. Mas assisti e gostei da palestra. Até escrevi agora há pouco em meu blog, antes de ler seu comentário, da mistura boa do seu discurso mais acadêmico e dos causos coloquiais de Diógenes. Mas acredito que sua pessoa, pelo conhecimento que possui, poderia ser convidada para comentar outros vários assuntos que julgo mais pertinentes. Abraço do vidente!” (Sérgio Vilar)

CU DE BÊBO (E DROGADO) NÃO TEM DONO...

"Mas foi Paulo Coelho a piada do dia. Fernando Morais contou que o mago se emputeceu quando leu o livro pronto, não respondeu mais e-mails, telefonemas. Pudera. Morais relatou no livro três experiências homossexuais de Paulo Coelho quando jovem. E detalhou alguma coisa na palestra, para risadas do público. Isso para enfatizar a dificuldade de biografar personagens vivos. A nenhum deles o biógrafo mostra os originais antes da publicação." (Sérgio Vilar)

PRIMA VOLTA - BREVÍSSIMA ABERTURA DA PORTA DO ARMÁRIO...

“Caras e caros:

Confesso meu profundo desinteresse pela sexualidade de personalidades públicas. Da maneira que costumam aparecer (fofocas), lembram a revista Caras. Mesmo que com um aspecto de Bravo, quando não de suplemento literário em inglês.

Não assisti à fala de Fernando Morais, li as notícias (inclusive, boutades sobre gays e ex-gays). Faltou falarem sobre futuros gays – aquela bela música de Chico Buarque poderia servir de fundo musical, “Futuros amantes”. Sem esquecer que ninguém é obrigado a ser nem a não ser gay.

Sexo é muito importante para quem está fazendo. Comentar o tesão alheio (pessoas com quem não tenho intimidade) não faz parte de minhas preocupações. Só tenho interesse por esses assuntos quando estou querendo convidar alguém para fazermos amor (há um bom tempo, tenho relação estável, não ando convidando terceiros para tanto). Deve ser por esse motivo que nunca escrevi biografias nem sou best-seller… Nada contra autores de bs.Mas nenhum escritor é condenado a escrever bs, escritor é condenado a escrever.

É claro que defendo o direito de cada um falar sobre o que quer, comprar o que quer. Bom proveito.” (Marcos Silva)

FONTE: "Substantivo Plurianal"

Postado por Laélio Ferreira de Melo às 15:51:00 0 comentários