sábado, 29 de dezembro de 2012

Reaquecendo e relembrando Exupéry em Natal.

Livro inédito será publicado com fotos de Exupéry em Natal.

Fonte:www.candelariaeasuarealidade.blogspot.com
Natal, 01 de janeiro de 2012.

Exupéry em Natal. Quem está com a verdade?



Luiz Gonzaga Cortez.



Antoine-Jean-Pierre-Baptiste-Marie-Roger Foscolombe de Saint Exupéry: o nome do  piloto francês que esteve em Natal.




Quem é o dono da verdade na polêmica sobre o piloto Antoine Exupéry em Natal? O leitor sabe? Quem foi que inventou essa história do francês que dormiu, tomou café, e almoçou e jantou na Ribeira, no final dos anos 20 do século passado? A edição de O POTI de 10 de fevereiro passado,  traz uma reportagem de Hayssa Pacheco sobre a propalada presença do aviador francês em Natal, sem novidades a respeito do assunto, à exceção da assertiva de que o então secretário municipal Raniére Barbosa, pretendia colocar um busto de Exupéry no Canto do Mangue. Ainda bem que não colocaram o busto, pois jamais se ouviu falar de que tenha saído alguma notícia a respeito, nem um boatinho de pé de ouvido. Deve ter sido invenção de algum biriteiro com saudades do Cova da Onça. Ou invencionice de algum intelectual da província potengina.

Lendo e analisando o noticiário a respeito do piloto francês, na taba potinatalense, resolvi escrever uma matéria para O POTI (vide edição de 06.04.2008, p.11), na qual transcrevi um pequeno trecho de uma entrevista concedida pela minha mãe, Maria Natividade Cortez Gomes, à jornalista Vânia Marinho, no programa Memória Viva, da TV-Universitária da UFRN, além de curtas declarações de Célia de Lima Dantas e Cecília Cortez Gomes, que corroboraram as informações de Nati Cortez. A reportagem não se restringiu a declarações de ouvir dizer e quem assim entendeu, não leu o texto integral ou não está em condições de entender.

Quem inventou essa “história”?



Os relatos sobre os vôos da travessia do Atlântico não são novidades para os pesquisadores veteranos e novatos. Todos já sabem, há muito tempo, de que os arquivos da Air France, sucessora da Latécoère, não registram a passagem de Saint Exupéry em Natal. E aí? Quais os “historiadores apressados” que inventaram essa “história”. Quem são os intelectuais responsáveis por essas “invencionices”?  E as pessoas que deram entrevistas ou deixaram depoimentos sobre Exupéry em Natal eram delirantes, mentirosas? O que consta das páginas 66 e 67 do livro “Epopéia nos Ares”, do pesquisador Hipérydes Lamartine de Faria? São resumos de declarações de Rocco Rosso, Amelinha Machado, Nati Cortez, jornalista Nilo Pereira, Severina Alvesd Barbosa e Lair Tinoco. O que concluiu o autor do importante livro? “Não dá para por dúvidas nos depoimentos aqui apresentados pois se trata de pessoas idôneas que jamais fantasiariam histórias dessa natureza, pois eles nada tinham a lucrar com isso”, concluiu o autor,na página 67, no capítulo sobre “Saint-Exupéry em Natal”. O ilustre advogado e pesquisador Carlos Roberto de Miranda Gomes acata, sem restrições, a conclusão de Pery Lamartine sobre o assunto, no livro citado. Carlos Gomes acrescenta: Gostaria de enfatizar a frase que o próprio Pery transcreve na apresentação do seu livro e atribuída ao brigadeiro do ar João Eduardo Magalhães Motta: “se cada um de nós se dispuser a registrar sua participação, será possível recompor opassado”. Ele defende que se deve continuar pesquisando, com calma, seja novato ou veterano, pois ninguém é dono da verdade. Carlos Gomes autorizou-me a publicar um texto de sua autoria, recentemente publicado na imprensa sobre Exupéry, um homem que já se tornou imotal em Natal, haja vista que é nome de rua, no bairro San Valle, na zona sul, ao lado de Cidade Satélite. Agora estou procurando um compositor para compor um hino em homenagem aos aviadores francêses dos anos 20/30, destacando o piloto e executivo da “Laté”. Eis a carta do dr. Carlos Gomes:

Prezado Cortez,

É uma satisfação, pela primeira vez, fazer contato com você, coroando uma admiração que sempre tive pelos seus trabalhos e livros, que os tenho em minha biblioteca. Sobre Exupèry fiz correspondência para nosso amigo Serejo, a qual foi publicada no JH desta data, nos seguintes termos, adiantando, contudo, que a fotografia que foi publicada não é a que tenho em meus arquivos, tirada por Rosso, onde aparece Exupèry sozinho e num ângulo bem mais próximo, em que é mais nítida a sua aparência física:

"Prezado Serejo:

A propósito da vinda ou não de Saint-Exupèry a Natal tem sido assunto requentado desde dezembro de 2007, quando do lançamento do “Caminho do Avião”. Já em 2008 novas matérias foram ventiladas onde você desponta como aquele que mais tem se aprofundado no tema.

Não pretendia entrar nessa polêmica, agora, mas como genro de Rocco Rosso, a quem se aponta como fotógrafo de Exepèry em Parnamirim, venho esclarecer que ele, em verdade era rádio técnico da Latécoère e, pelo fato de estar perto do campo de Parnamirim, não perdia oportunidade de fotografar quem por aqui passasse.

Ele sempre defendeu a passagem de Exupèry por Natal e chegou a fotografá-lo. Não tenho por que duvidar dessa afirmação, até em respeito à idade vetusta que viveu, beirando um século e terminando os seus dias em plena lucidez. Em segundo lugar, existem as entrevistas e reportagens que você mesmo divulgou com D. Amélia, a Sra.. Nati Cortez e a reportagem de Nilo Pereira. Em terceiro, nunca ninguém esclareceu se a passagem de Exupèry por Natal tenha acontecido com ele mesmo pilotando (dada a impossibilidade técnica, segundo o Coronel-Aviador Fernando Hippólyto). Pode ter vindo em avião comercial ou por via marítima. Ademais disso, naquela época o autor de O Pequeno Príncipe não tinha nenhuma fama, daí a falta de interesse em divulgá-lo, ou fotografá-lo por D. Amélia, como era costume e a própria falta de registro na pesquisa de Cascudo.

O que tive conhecimento é de que Exupéry era Diretor da Latécoère em Buenos Aires, cargo que exercia sem muito entusiasmo e, em certo período de depressão e saudade do continente europeu teria resolvido visitar o seu compatriota e amigo Jean Mermoz, que morava em Natal.

            Na sua coluna do JH de 18 de fevereiro último você volta ao assunto com a transcrição de carta do poeta e escritor Virgílio Maia onde abre uma janela sobre o tema divulgando texto de um livro ‘Dopo 48 ore di silenzio’. Acrescento a tudo isso correspondência que recebi do amigo e colega José Antônio Pereira Rodrigues, Procurador do Estado, que em suas pesquisas indica referências ao fato publicadas em ‘revista francesa por nome HISTORIA HISTORAMA, edition nº 572 (août 1994), contendo uma rica pesquisa sobre aquela plêiade de desbravadores de mares, de neves, de noturnos, de enigmas, e de infinitos, e que pode contribuir para desfazer essa aura de mistificação que envolve o discutido tema da presença de Exupérie em Natal. A partir da ilustração (colorida) da capa: um avião fazendo a ligação DAKAR/NATAL, com a legenda:”AÉROPOSTALE:L’ÉPOPÉE DE MERMOZ ET DE SAINT-EXUPÉRY”. Na revista a que me refiro há uma série de 8 reportagens, em 36 páginas ilustradas com fotos, abordando as figuras dos aviadores Jean Mermoz, Antoine de Saint Exupérie, Didier Daurat e Henri Guillaumet. Numa delas, o radionavegador Jean Macaigne, um dos últimos sobreviventes da Aéropostale, conta ter voado com Mermoz e Saint Exupérie. ... Há, na matéria jornalística, outros enfoques sobre a nossa cidade que, caracterizando a sua importância, naqueles esquemas de vôos, levam a crer que Exupérie teria passado, realmente, por Natal, até por dever de ofício. Sendo ele Diretor da Aeropostale, em Buenos Ayres, haveria também de marcar presença aqui, pois esta cidade não representava um ponto minúsculo qualquer perdido na imensidão do mapa, resumindo-se a mero objeto de sobrevôo. Ela era, mais do que qualquer outra, que lhe fosse próxima ou até relativamente distante, uma referência para as equipes de vôo, enquanto suporte material, como estrutura física de apoio, na sua condição de último reduto rumo ao longo curso das incertezas transoceânicas. Da mesma forma, no sentido inverso, quando se apresentava como verdadeira catapulta, a fazer projetar as areonaves para dentro do continente, nas trilhas poéticas do correio sul. A esta cidade esteve reservado, então, um papel de relevo na estratégia de objetivação de um sonho: “O tronco Natal-Buenos Ayres (5.000 km) constitui a coluna vertebral da linha sul-americana da Aeropostale (...) Natal não foi escolhida por acaso. Esta cidade brasileira representa o ponto geográfico mais próximo de Dakar, terminal africano da linha.” (Historama, p. 7).’

A correspondência tem mais detalhes, os quais ficam para posterior análise, pois estou escrevendo um livro a respeito, aproveitando as inúmeras fotografias que nos deixou Rocco Rosso.

            Um abraço do seu admirador Carlos Roberto de Miranda Gomes".



Luiz Gonzaga Cortez é jornalista e pesquisador.

Sócio do Instituto Histórico e Geográfico do RN.

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Nota: anuncia-se que a Fundação José Augusto vai publicar um livro de João Alves de Melo contendo duas fotos de Exupéry em Natal. As três pessoas   que Edmundo, filho do autor, exibiu as fotos (não permitiu que ninguém pegasse ou reproduzisse) foram : Olimpio Maciel, médico, Vicente Serejo, jornalista, e Carlos Roberto Miranda Gomes, advogado e pesquisador.  
Militantes Brasileiro(a)s dos  Direitos Humanos
Luiz Gonzaga Cortez
Textos e Reflexões
ABC de Textos Militantes




Antoine de Saint Exupéry em Natal
14/02/05

* Luiz Gonzaga Cortez.
Deve-se à última edição do mensário literário O GALO ( junho/2000, Ano XI, n. 05), através de artigo traduzido pelo jornalista Nelson Patriota – “Saint-Exupéry, o mito levanta vôo” – as mais recentes pistas e fontes para se pesquisar sobre as andanças do famoso aviador e escritor francês pela América do Sul e África. O artigo revela que uma irmã dele, Simone (1898-1978), e a viúva, Consuelo, deixaram um livro inacabado e um manuscrito intitulado “Mémoires de la rose” ( “Memórias da rosa”), respectivamente, entre outras novas obras. São novos caminhos para se pesquisar. E mais: quem quiser se aprofundar nas pesquisas pode se dirigir a uma fundação de Paris que mantém o “Espace Saint-Exupéry”, telefone 0143225890, em Paris. Mais: a Internet tem dezenas se páginas sobre Exupéry.
Apesar de não ter se encontrado documentos da empresa Latécoère, da Air France e de órgãos aeronáuticos brasileiros sobre a presença do aviador Antoine de Saint-Exupéry no Brasil, não há dúvida que ele esteve em Natal e em outras cidades que serviram de bases de apoios e/ou escritório da empresa Aeroposta Argentina, uma subsidiária da Laté, antecessora da Air France. Pery Lamartine de Faria ( Epopéia nos Ares, 1995,p.65) e Nilo Pereira (este é autor do artigo “Conheci Saint-Exupéry em Natal”, Tribuna do Norte, p.3, Caderno de Domingo, 14.04.1985) já publicaram artigos com depoimentos de testemunhas oculares da presença de Exupéry em Natal. Segundo Pery, o que dificulta as pesquisa é o fato de que na década de 20,os pilotos franceses e brasileiros não relatavam seus vôos. “O campo de Parnamirim, que pertencia à Latécoère, não deixou nenhum documentos sobre os pousos das aeronaves naquele local”, disse o escritor Pery.
Não temos provas documentais que Exupéry veio de avião ou de navio para Natal, mas veio. O resto é papo furado, inclusive essa versão de que ele passou pelo Brasil num navio, em direção à Argentina. O que pasma é que nunca um pesquisador do Rio Grande do Norte pesquisou no Museu da Air France, em Paris, ou em outras instituições francesas. Só andaram pesquisando em livros e jornais da província dos Xarias e Canguleiros. Mas, nem tudo está perdido, pois, por telefone,uma pesquisadora brasileira, residente em Paris, me disse que está pesquisando o assunto.
Se Jacques Maigne, autor de brilhante reportagem publicada na revista “Air France Magazine”, número 16, de agosto de 1998, diz que Exupéry foi um dos comandantes dos aviões das primeiros linhas aéreas da América do Sul ( o pioneiro foi Paul Vachet e Jean Mermoz, o recordista na travessia do Oceano Atlântico, no vôo Dacar-Natal, em 12 de maio de 1930, no Laté 28), há indícios de que o autor de Vôo Noturno esteve por aqui, já que exerceu o cargo de chefe da Aeropostale( subsidiária da Laté) em Buenos Aires, responsável pelas rotas da América do Sul da Latécoère. E Natal, estava incluída na área supervisionada por Antoine de Saint Exupéry. O jornalista Franklin Jorge conversou muito com Nati Cortez, pessoalmente, na rua Felipe Camarão, nos anos oitenta, sobre a presença dos pilotos franceses em Natal nos anos 20/30.
Um colunista disse que eu agora estava metido na história do RN e que a minha mãe não deixou nada registrado sobre Exupéry em Natal. Ando metido na história desta província há muitos anos, mas somente publiquei um livro sobre “Pequena História do Integralismo do RN” (Fundação José Augusto-Clima, Natal,1986). E graças a Pery, na semana passada, encontrei o original do depoimento manuscrito deixado por Maria Natividade Cortez Gomes, minha mãe, cuja cópia está comigo.
A transcrição literal é literal, sem correções: “Antoine St. Exupery em Natal.
A companhia de aviação francesa, a Latecoere, chegou aqui em Natal em 1919. Em fins de 1927, eu e mamãe, ( minha avó e mãe de criação, Josefa Aguiar) voltamos do Rio de Janeiro, onde passamos uma temporada. Mamãe teve então a feliz idéia de montar um bar e restaurante. A casa era grande, (duas casas conjugadas) prestando-se para isto. Ficava situada na rua Frei Miguelinho, bairro da Ribeira. O restaurante começou então a ser frequentado não só pelos pilotos da Laté que eram brancos, como pela tripulação dos “avisos”, que eram pretos vindos de Dakar. Os aviões eram anfíbios, baixavam no rio Potengi. Os negros eram na sua grande maioria das colônias portuguesas da África. No movimento do bar e restaurante, que era intenso, principiei a falar com os franceses, já que eu tinha uns rudimentos do francez que aprendi com o dr. Adauto Câmara, na Escola Vigário Bartolomeu, situada na Cidade Alta.
Atendendo a uns e a outros, apesar de ser muito nova ( tinha treze anos nesse tempo) notei que, quando chegava um certo piloto por nome Antoine, os outros aproximavam-se, fazendo uma roda em torno dele. Eu, no auge da curiosidade, também ia apreciar a conversa daquele piloto da Laté que denotava possuir uma vasta cultura. Do que ele falava, não me recordo, mas ficou gravada na minha lembrança sua figura brilhante.
Conhecí outros pilotos, inclusive Raimonde e Sidifal. Tive até de receber cartões postais vindos de Dakar, onde falavam muito no nome de Mademoiselle Nati. Ainda hoje conservo estes cartões como recordação da passagem da Latecoere em Natal. Depois de casada, lendo “O Pequeno Príncipe” e “Correio do Sul”, tive a intuição que aquele Antoine era, nada mais nada menos, do que St. Exupery. Até que um dia, vendo uma foto de Antoine num jornal do Rio, verifiquei que era ele mesmo. Natal, 12/6/1984. Nati Cortez”.
Eis aí o depoimento deixado por dona Nati, sem correções. Dos cartões que ela se refere, encontrei dois, mas oferecido pelo piloto Edmond, do “Revigny”, de um “aviso” (embarcação de apoio aos vôos sobre o Atlântico). Também achei cartões postais com as fotos dos ases da aviação da época, como Newton Braga, Sarmento de Beires, Ribeiro de Barros ( o do Jahú, em 1927) e Vasco Cinquine, que eram vendidos pelo Photo “Elite”, de Natal. Na verdade, há muita conversa fiada e fértil imaginação entre alguns que se arvoram a falar desse assunto.
Luiz Gonzaga Cortez é jornalista
e sócio do Instituto Histórico e Geográfico do RN desde 1983.
História dos Direitos Humanos no Brasil
Projeto DHnet / CESE Coordenadoria Ecumênica de Serviço
Centro de Direitos Humanos e Memória Popular CDHMP

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Acusados de assaltarem usando armas de brinquedo, um morre e outro fica ferido em Mossoró

Publicação: 26 de Dezembro de 2012 às 08:06
Fonte:Tribuna do Norte.

Dois jovens sofreram vários disparos no bairro Santo Antônio, na cidade de Mossoró, região Oeste do estado. Segundo informações do sargento Alfredo, do 2º Batalhão de Polícia Militar, os dois eram suspeitos de se envolverem com assaltos através do uso de armas de brinquedo e fugiam numa Bis vermelha, de placa MYS-8159, após praticarem o delito. Um dos rapazes, identificado como Antônio Alves Duarte Filho, de 27 anos, morreu no local, com aproximadamente quatro disparos na região das costas e abdômen.

A ação criminosa aconteceu no final da tarde de ontem (25), por volta das 17h, na rua 6 de Janeiro, próximo a Rafitex. Enquanto fugiam, os dois acusados foram alvejados com vários disparos de autoria desconhecida. Os indivíduos caíram da moto. Weberton, de 21 anos, foi atingido com um tiro no tórax e encaminhado para a Unidade de Pronto Atendimento do bairro.

O jovem assassinado, Antônio Alves, residia na rua Assis Silva, bairro Santo Antônio e é acusado de vários assaltos na cidade de Mossoró. O mesmo era foragido da penitenciaria Agrícola Mário Negócio, local onde respondia regime semiaberto.

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Sobre os filmes-documentários de João Alves de Melo.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Memórias – Varal das Lembranças: João Alves de Melo e José Seabra, dois cineastas potiguares – Pedro Vicente Costa Sobrinho

João Alves de Melo - Écran Natalense


Nos idos de 1973, salvo engano, em Salvador (Bahia), durante a Jornada Nacional de Cinema de Curta Metragem da Bahia, cineastas, pesquisadores, professores e cineclubistas reuniram-se com a finalidade de dar continuidade ao processo de criação de  uma associação que viesse a desenvolver trabalho de pesquisa e coleta de acervos de filmes brasileiros produzidos por todo o país, cujo objetivo era preservar a memória do cinema brasileiro. A idéia de criação do CPCB  havia sido lançada em 1969 em encontro no Museu de Arte Moderna (MAM/RJ), no qual participaram Cosme Alves Neto, Paulo Emílio Salles Gomes, Alex Vianny, José Tavares de Rocha Barros, Jean Claude Bernardet, entre outros. A reunião em Salvador foi muito produtiva, e após um rápido balanço constatou-se, então, que a iniciativa de 1969 prosperara, e já vinha sendo posta em prática em alguns estados brasileiros, principalmente em São Paulo, Rio Grande do Sul e Paraná, graças a iniciativa de colecionadores, cineastas e pesquisadores independentes. Além disso, em algumas universidades brasileiras, através dos cursos de cinema e de seus programas de pós-graduação, mestrado e doutorado, professores vinham desenvolvendo pesquisas  sobre o cinema brasileiro. Entre essas pesquisas destacavam-se a de Paulo Emílio Salles Gomes: Humberto Mauro, Cataguases, Cinearte; Maria Rita Galvão, sobre o cinema paulistano, e de Lucila Bernardet, em andamento, sobre o cinema pernambucano. O resultado do encontro foi a criação do Centro de Pesquisadores do Cinema Brasileiro – CPCB, que ficou provisoriamente sediado em Belo Horizonte, sob a coordenação  do professor José Tavares de Barros, cineasta e coordenador do curso de cinema da PUC de Minas Gerais.

No ano de 1975, durante a Reunião Anual da SBPC em Belo Horizonte, o CPCB promoveu encontro para escolher a nova diretoria e também apresentar o resultado dos vários trabalhos e ações que haviam sido desenvolvidas pelos seus associados.  Eu estive nesse encontro, e nele apresentei uma pequena comunicação sobre o cinema em Natal: primeiras exibições de filmes, salas de projeção, colecionadores, realizadores e cineclubismo. Na reunião ficou definido que a Cinemateca do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro ficaria com a responsabilidade de receber os filmes que fossem coletados durante a pesquisa e, em conjunto com a Fundação Cinemateca Brasileira, assumiria a guarda de todo acervo.  E ainda, dentro dos limites dos seus recursos técnicos e financeiros, o MAM ficaria responsável pelo trabalho de recuperação e consequente guarda e preservação do material restaurado.

Nos anos de 1974/75, veio a Natal o pesquisador Aluisio Leite, e juntos visitamos os fotógrafos João Alves de Melo (1974) e José Seabra(1975).   O material fílmico-documental mais rico era o de João Alves de Melo. Seu estúdio se localizava na Rua Dr. Barata, Ribeira. Aos fundos, de uma sala equipada com estantes de aço, foram recolhidos muitos rolos de filmes em 35 mm, acondicionados em latas enferrujadas e cobertos de poeira, com rara ou sem nenhuma identificação. João Alves de Melo, na entrevista que ora foi feita por Aluísio Leite, o saudoso gordo, confessou não ter mais nenhum controle sobre o material, pois considerava coisa praticamente perdida e sem uso previsível. Arrolou-se o material indistintamente, tão somente pela quantidade de latas, e fez-se um recibo que lhe foi entregue, com a promessa que após a recuperação do material ainda prestável, este ficaria depositado na Cinemateca, sendo então fornecidas as devidas cópias para João Alves de Melo.  O material logo que recuperado também seria disponibilizado pelo MAM para exibição e para pesquisadores interessados.


José Seabra - Écran Natalense

O acervo de José Seabra, que se  encontrava amontoado num pequeno quarto por trás do seu estúdio, na Av. Deodoro, estava em piores condições. Seabra, além de muitos documentários, inclusive noticiários sobre a guerra, disse-nos que havia feito um longa de ficção. Por sua vez, Anchieta Fernandes, em seu livro Écran Natalense, menciona esse filme com o título de “Amor Mascarado”, e ainda faz sinopse do seu enredo. O filme, segundo Seabra,  veio a ser exibido em cinemas de Pernambuco. Aqui em Natal o filme teve sessão de lançamento e foi projetado na tela da sala do Cine Rio Grande, ano de 1955. Nas latas de filmes que estavam amontoadas naquele recinto,  Seabra suspeitava que era bem provável estar o negativo do seu filme de ficção. Arrolou-se todo o material, e igualmente ao que se fez com João Alves de Melo, foi dado um recibo como garantia de que o material estava sendo levado por Aluísio Leite  e iria ficar sob guarda  do MAM. Anos depois, com Seabra eu fiz uma longa entrevista que, no entanto, se perdeu, certamente devido a minha falta de interesse em continuar pesquisando o assunto. Todo o material coletado foi para Cinemateca do Museu de Arte Moderna, cujo diretor era Cosme Alves Neto. Cabe realçar que quase todo o material coletado em Natal estava em péssimas condições de conservação; quase todos os filmes tinham por base o nitrato de celulose altamente inflamável, e parte deles ainda em negativo, pois as cópias feitas para exibição haviam se perdido. Os filmes de Seabra, todavia, alguns já tinham por base o acetato de celulose, e com certeza o filme de ficção rodado em 1955 já foi realizado com uso desse novo material.

O CPCB e as Cinematecas do MAM e Brasileira tiveram muita dificuldade em conseguir recursos para realizar o trabalho de recuperação e preservação do muito material fílmico que fora resgatado em todo território nacional. E a coisa foi sendo feita lentamente, já que a demanda era muito grande e os recursos escassos e, sobretudo, porque as entidades culturais dos estados e municípios, com raras e honrosas exceções, não se dispuseram a colaborar na empreitada. De João Alves de Melo, cujo material estava em melhor estado, foi proposto à época um convênio com a Fundação José Augusto. Não tenho certeza se esse convênio veio a se confirmar e se dele houve algum resultado, pois naquele tempo eu já havia saído da Fundação José Augusto. Mas, se o convênio foi feito, eu suponho que o responsável pelas negociações tenha sido Carlos Lira, que ora coordenava o seu Núcleo de Cinema e Fotografia.

De João Alves de Melo foi recuperado algum material sobre a Revolução de 30, um pouco do registro da presença do Zepelim em Natal, mais alguma coisa sobre a Rebelião de 1935 e cenas avulsas sobre o cotidiano da cidade e de alguns personagens considerados pelo fotógrafo eminentes. De José Seabra, não tenho notícia se alguma coisa foi recuperada. Ainda andei pesquisando em Recife, junto a distribuidores, para tentar localizar cópia do filme de Amor Mascarado, que, segundo Seabra, havia  circulado e fora exibido nos cinemas do interior de Pernambuco. Nada encontrei, mas posso afirmar com relativa certeza que apenas uma cópia foi feita; portanto, a que foi exibida em Natal foi a mesma que supostamente circulou em Recife e interior de Pernambuco..  Se o negativo desse filme estava nas latas que foram para o MAM, o interesse pelo resgate de certo modo era grande, pois Amor Mascarado foi o  filme fundador de uma filmografia de ficção genuinamente potiguar. A minha ida para o Acre em 1978, desligou-me, mesmo que informal, do acompanhamento da trajetória desse material. Encontrei-me algumas vezes no Rio e em Salvador com Cosme Alves Neto; num desses encontros, ele me informou que  até então nada fora feito pela Fundação José Augusto para colaborar na recuperação do material fílmico em depósito no MAM. Do acervo de João Alves alguma coisa foi restaurada e copiada, e foi usada em documentários de cineastas que tiveram como tema fatos relacionados à década de 1930, entre eles, eu destaco Eduardo Escorel, no seu belo filme: 35: O assalto ao poder. É bom lembrar e registrar que Eduardo Escorel, junto com Murilo Sales na condição de fotógrafo, na década de 1970 vieram a Natal e filmaram o Forte dos Reis Magos para um documentário, salvo engano, sobre Fortalezas Coloniais do Brasil.
 
Notas deste blogue:O livro "Asas sobre Natal, registra que a entrega do material a Aluisio Leite, na presença do dr. Diógenes da Cunha Lima/FJA, em 1974. Portanto, procede o relato de Pedro Vicente. 

MOACIR SILVA, À ESPERA DO ÚLTIMO VOO

Tallyson Moura
DO NOVO JORNAL
Humberto Sales/NJ
Até chegar ao que é hoje, o Aeroporto internacional Augusto Severo passou por várias transformações. A primeira delas em 1980, quando o espaço perdeu a cara de terminal militar. Moacir Ferreira da Silva, 57 anos, já estava lá nesta época. A partir daí já houve pelo menos três obras de reforma e ampliação e Moacir continua lá. O descarregador de bagagens é um dos funcionários mais antigos do terminal e acompanhou de perto o processo de expansão do único aeroporto do Rio Grande. Esta história quase de amor, porém, está com os dias contados. O último voo será rumo à desativação.

Apesar de ter passado por uma reforma recente, estimada em R$ 16,4 milhões, a Infraero já anunciou que o terminal será estritamente de uso militar após a abertura do Aeroporto Internacional de São Gonçalo do Amarante. O veterano Moacir lamenta. Por ele, repetiria os 40 anos que já passou entre os setores do bar, da limpeza, da aviação e das bagagens.

Quando Ferreira começou a trabalhar no aeroporto aos 17 anos de idade, levado por um irmão, o Augusto Severo ainda era o mesmo utilizado na 2ª Guerra Mundial. “Era bem pequeninho. Tinha apenas os espaços de receber os aviões. E não tinha essa cobertura aqui. A gente trabalhava debaixo do Sol e de chuva”, comentou. As coisas começaram a mudar apenas em 1980, quando o Ministério da Aeronáutica transferiu à Infraero a missão de administrar o aeroporto. Nesta mesma época foram inauguradas as reformas realizadas nas instalações do terminal de passageiros.

O terminal base do que é conhecido por todos hoje foi inaugurada em 24 de março de 2000 pelo então presidente da República Fernando Henrique Cardoso. Tratava-se de um novo terminal para capacidade de 1,5 milhão de viajantes por ano. Após novas reformas, a capacidade, segundo a Infraero, já está em 5,8 milhões de passageiros/ano. Para Ferreira, ainda é pouco. “Aqui é pequeno ainda. Está muito mais bonito, mas é pequeno. Vocês vieram aqui no Carnatal? Pois venham agora em janeiro e fevereiro. Isso aqui numa Copa do Mundo vai ficar imprensadinho, imprensadinho”, comentou.

A última reforma do terminal, entregue no dia 1º de agosto desse ano, contemplou a reforma dos toaletes, a criação de um fraldário, a construção de novas salas de embarque e desembarque, instalação de dois novos elevadores e escadas rolantes na parte interna do desembarque, além da instalação de 12 novos balcões de check-in. As empresas aéreas também ganharam novos espaços para atividades de escritórios e as lojas comerciais foram realocadas ao longo do terminal. Os serviços de caixas eletrônicos também foram reposicionados na parte interna do empreendimento.

Enquanto o aeroporto se transformava, Moacir também foi ganhando novos traços. Os cabelos brancos, as rugas e o cansaço nasceram e cresceram dentro do Augusto Severo. O descarregador conta que já teve de trabalhar dois dias direto para ter um de folga. “Não é fácil, mas só ganha dinheiro quem trabalha”. Nem mesmo os mais de meio século de vida lhe afastam de sua função. A reclamação é apenas de uma dor que sente de um cotovelo ao outro passando pelo peito.

Mesmo assim o típico nordestino, dos traços ao sobrenome, não foge. No dia em que conversou com a reportagem, disse que iria trabalhar 14 horas direto. Havia iniciado às 12h e só pararia por volta das 2h da madrugada.

Em seu ofício, apesar de ser com carteira assinada, diz que não tem salário fixo. Vive de gorjetas. E, segundo ele, não há valor certo a ser pago pelo serviço. “Tem gente que cobra, mas não pode. Você recebe o que a pessoa quer dar”. No fim do mês, contou, dá pra fazer cerca de um salário mínimo, após descontar as contribuições que dá ao INSS e à própria Infraero.

Ferreira não tem estudo. “Ou passava fome ou trabalhava. Eu não sei escrever nem seu nome”, disse ao repórter. “Mas eu tenho valores que talvez você nem tenha”, completou. E, independente disso, ele sente orgulho do que faz. Neste tempo todo, comentou orgulhoso que já fez vários amigos e de todos os cantos. “Mesmo sem ter estudo faço amizade com pessoas importantes. Eu comecei a contribuir com o INSS através de Marcos Formiga, que já foi prefeito de Natal. E tem Marcílio, que foi vice de Vilma que é meu amigo também”, comentou.


Honestidade é o maior valor
“Motorista encontra R$ 11 mil dentro de ônibus e devolve dinheiro”, “Mãe se orgulha de filho que devolveu R$ 20 mil à polícia”, “Pedreiro encontra pasta com R$ 20 mil e devolve a polícia”. As três frases aspeadas são manchetes de jornais, ressaltando a honestidade daqueles que tiveram grande quantidade de dinheiro em mãos e devolveram. Nosso Ferreira da Silva poderia muito bem ser um deles se tivesse alardeado seu feito.

Ao longo de quatro décadas trabalhando no aeroporto, ele conta que já foi por várias vezes protagonistas de histórias semelhantes a estas, mas nunca ficou famoso com isso e tampouco foi bem gratificado. O máximo que conseguiu foi R$ 50 de um americano logo após devolver uma mala recheada de dinheiro e cheques. “Quando eu encontrei a mala, fui logo lá saber. Perguntei em qual carro ele estava; quando ele confirmou, devolvi”, afirmou.

Moacir assinala que sua maior riqueza é aquela que carrega no coração: honestidade e simplicidade. “Quem vier me propor negócio que envolva malandragem ou desonestidade, nem adianta. Eu não vou aceitar. Desonestidade não é comigo”, atestou.

Das oportunidades que teve de ficar com o dinheiro alheio, ele destaca um episódio de uma década atrás. Petinha, um dos grandes nomes da história do futebol potiguar, perdeu em uma bolsa o equivalente a R$ 15 ou R$ 20 mil. Já imaginando quem seria o dono, Moacir foi até o bar do aeroporto, onde o jogador estava, e devolveu o montante. “Esse não me deu nem um centavo, mas ele morreu, eu fui ao enterro dele e não tive vergonha de olhar na cara dele”.

“Estou aqui há 40 anos. Esta aqui é minha casa. Eu tenho que zelar por isso aqui. Não vou deixar ninguém fazer nada de errado ou ficar com o que é dos outros”, afirmou, ressaltando que se perceber alguma desonestidade de algum dos seus colegas ele vai denunciar.


O queridinho das meninas
Muitas pessoas já passaram pela vida de Moacir. Em contato direto com os passageiros, ele conta que já conheceu muita gente importante. “Trabalhar aqui é muito bom. A gente faz amizades com pessoas de todos os lugares do mundo”, contou. E dentro do aeroporto, ele conquistou o respeito dos colegas. “Seu Moacir” é o xodó das meninas.

Quando questionado pela reportagem sobre alguém que pudesse dar algum depoimento sobre ele, de pronto levou a equipe para conhecer as meninas das sandálias. “Ele está aqui todos os dias perturbando a gente”, brincou a gerente de uma loja de calçados Vanessa da Luz, logo depois de comentar que considera Moacir “um figura, desenrolado, simpático, inteligente e rico”. A moça ainda ressaltou que o carregador de bagagem tem o respeito de todas as pessoas que trabalham no aeroporto.

Rafaelle Gomes, 24, vendedora na loja, ressaltou que Moacir brinca com todo mundo, mas sem faltar com respeito com nenhuma delas. “É uma pessoa muito bacana, super do bem, muito conhecido e muito respeitado, e ele não tira cabimento com ninguém”, comentou.

Moacir carrega com ele uma foto da esposa, com quem mora em uma casa em Passagem de Areia. Os filhos, um de 20 e outro de 24 anos, já são casados e saíram de casa. Carinhosamente, mostrando a fotografia que leva na carteira, ele chama a companheira de “minha véia”. E a preocupação na hora de tirar a foto foi justamente com ela. “Minha véia vai me matar”.

A despedida
De todas as mudanças pelas quais o Aeroporto Internacional Augusto Severo já passou, a maior delas está por vir. A previsão da Infraero é o terminal seja desativado e transformado em uma base área assim que as obras do Aeroporto de São Gonçalo do Amarante fiquem prontas. “Aí acaba para mim. È muito longe, eu não tenho como ir para lá. Minhas coisas são todas aqui”, lamentou Moacir.

E pelo que garante o Consórcio Inframérica, responsável pelas obras em São Gonçalo, a mudança não tarda a acontecer. A promessa é de que o terminal, que deve ser um dos maiores do Nordeste, seja concluído antes da Copa de 2014. O empreendimento é fruto de uma das primeiras concessões privadas para a gestão de aeroportos no Brasil. O plano de negócios do consórcio prevê um aporte de R$ 450 milhões para conclusão do aeroporto. Desse total, R$ 405 milhões devem vir de uma linha de financiamento do BNDES destinada apenas a aeroportos concedidos à iniciativa privada.

Moacir não tem dúvida que o novo aeroporto vá sair do papel, mas ele torce para que o antigo não seja desativado. “Aí seria muito bom. Se eu tivesse saúde, ficava aqui outros 40 anos, mas mudando para lá, infelizmente, eu não tenho como acompanhar”, ressaltou. Já para o caso de o Augusto Severo ser o hotel da Copa, ele levanta outra questão. Para o experiente funcionário no ramo de aeroportos, o espaço, apesar da expansão pela qual passou recentemente, é insuficiente.




Rocas e a sua Igreja no alto da rua São João.

Outro foco das Rocas com aproximação da igreja da paróquia do bairro, São João. Observem que esta foto mostra a área seca, enquanto a postagem anterior exibe a área alagada. Foto de Hart Preston - TIME - 1941.

Mais fotos de H. Preston.

Foto de Hart Preston, da revista TIME,mostrando trecho do bairro das Rocas com o alagado da Ribeira e a igreja de São João no alto, à direita. Fonte: Google



Início da construção da Base Aérea de Natal em 1941.

Base de Natal sendo construída em 1941- fotos de Hart Preston. Fonte: blog sangueverdeoliva.com.br PDF Imprimir E-mail
1941 (LIFE magazine)
A LIFE disponibilizou fotos tiradas em 1941 enquanto a base aérea de Natal era construída, feitas pelo Hart Preston.

Como as fotos são grandes, dá pra ver uns detalhes bem bacanas dos aviões, dos uniformes da época e equipamentos, do dia a dia dos civis, soldados, marinheiros e trabalhadores, cenas urbanas e rurais...
Galeria de Fotos da Revista LIFE

Continuação (final)