quarta-feira, 4 de julho de 2012

Dr. Raimundo Nonato.

José Gomes de Melo Filho, no Facebook.

Lamento a morte do Dr. Raimundo Nonato Fernandes, ocorrida hoje, cujo velório está sendo realizado no Morada da Paz em Emaús. Tive o privilégio de gozar de sua amizade. Fomos por vários anos companheiros no Conselho Deliberativo do ABC FC. Uma capacidade em Direito Administrativo, escrevia para Revistas Especializadas, sobre Direito Administrativo, era bastante consultado e citado nos seus trabalhos. Foi por muito tempo Professor da UFRN, também Procurador Geral 
do Estado, por duas vezes. O seu escritório no Edifício  21 de Março, tinha uma clientela seleta. O ABC FC., deve muito pelo seu trabalho em prol das causas que ele defendeu salvando o ABC em várias questões. A família enlutada as minhas condolências. Eternas Saudades.
José Gomes de Melo Filho.
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Comentário: Lamento profundamente  o falecimento do jurista, professor e jornalista Raimundo Nonato Fernandes. Tive oportunidade de entrevistá-lo poucas vêzes, no seu escritório do edifício 21 de Março, no centro de Natal.Ele foi companheiro da redação de A República, nos anos 30, ao lado de Luiz e Djalma Maranhão, Eloi de Souza e Valdemar Araújo. Advogado e amigo de Luiz Ignácio Maranhão Filho, comunista convicto, com quem manteve amizade até sair de Natal para residir no Rio de Janeiro. Nos anos 40, 50 e 60, dr. Raimundo Nonato defendeu Luiz Maranhão de processos oriundos de perseguições políticas em Natal e Recife. Certa vez, quando o procurei para falar sobre Luiz Maranhão (não me lembro a data, mas foi nos anos 90), ele concordou falar, mas estava sem tempo. Essa entrevista, que seria gravada, nunca aconteceu, mas ele me confidenciou que Luiz Maranhão foi facilmente localizado no Rio de Janeiro, onde estava vivendo clandestino, mantendo contactos políticos como dirigente do PCB. "Mas Odete era uma mulher extremamente apaixonada por Luis, coisa que nunca vi igual. O que foi que ela fez, apesar das reações contrátrias? Requereu à reitoria da Universidade Federal do Rio Grande do Norte que fosse redistribuída para a Universidade Federal do Rio de Janeiro. A universidade deferiu logo", disse Raimundo Nonato, na calçada da rua Vigário Bartolomeu, onde aguardou alguns minutos um carro para levá-lo para a sua casa. Ele estava acompanhado de um rapaz que seria um segurança pessoal. Não tenho certeza. Raimundo Nonato ainda disse que a ASI da UFRN funcionava a todo vapor e um pedido daquela natureza teria ajudado a repressão a localizar Luis Maranhão no Rio de Janeiro.
Luiz Gonzaga Cortez Gomes.

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