sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Terceiro artigo do futuro médico Paulo Tarcísio Neto.


As diversas formas de medicina – a Homeopatia
Ao amigo Luiz Gonzaga Cortez
Prezado Gonzaga,
                Na última semana, conversamos um pouco sobre os princípios que estão por trás da acupuntura. Hoje nos focaremos na prática da homeopatia, sistema médico geralmente atribuído a Hahnemann, havendo quem afirme que suas raízes remontam a Paracelso, Hipócrates e aos mestres destes.
                Na medicina ocidental tradicional, se tenho uma febre, tomo uma medicação “anti-febre” (antipirética); se tenho dor, tomo uma medicação “anti-dor” (analgésica); se tenho uma inflamação, tomo uma medicação antiinflamatória, de maneira que se diz que a medicina alopata baseia-se no princípio da “Cura pelo oposto.” Isto é, se tenho um sintoma, tomo uma medicação que anula aquele sintoma, como para suplantar aquilo que está equivocado no corpo. Alopaticamente, atuamos para “consertar” o corpo.
                A homeopatia atua, por sua vez, não “consertando” o corpo equivocado, mas despertando nele a capacidade de consertar-se a si mesmo. Se observarmos bem, nosso organismo tem uma capacidade de auto-cura inata – se tenho uma infecção, meu próprio organismo iniciará um processo de defesa contra ele, geralmente curando-se sozinho. O que ocorre é que, por diversas razões, essa capacidade de nosso corpo está desequilibrada. Cabe ao médico homeopata reequilibrá-la para que o corpo cure a si mesmo. Trata-se de um processo “educativo”, por assim dizer.
                A “pedagogia” que nosso organismo compreende é a dos venenos. Se quero ensinar a um engenheiro a construir um prédio, por exemplo, devo dar-lhe diversos problemas virtuais de construção de prédios para que, quando encontre esses problemas na vida real, ele já saiba como resolvê-los. Se quero que meu corpo aprenda a curar uma febre, dou a ele um veneno que provoca febre, mas de uma maneira tão diluída, tão diluída, como um problema de matemática – servirá apenas para que ele, quando encontre o problema de verdade, “na vida real”, saiba como curá-lo.
                Desta maneira, diz-se que a homeopatia cura através dos semelhantes: ofereço ao meu paciente uma medicação que provocaria, em doses plenas, aquele sintoma; mas que está tão diluída ao ponto de ter o efeito contrário. Chama-se, na teoria homeopática, de “Energia Vital” à parte sutil do organismo que está desequilibrada e que se cura através da homeopatia e a preparação de suas medicações ocorre através das “dinamizações”, ambos conceitos demasiado longos para serem aqui explicados.
                Especialmente nas alergias, a homeopatia tem resultados excepcionais. Mas são diversas as enfermidades que encontram nela seu melhor tratamento. Cada caso é um caso, cada paciente é um universo. Não se pode generalizar. Existem excelentes homeopatas em Natal. Consultar-se com um é uma ótima maneira de descobrir um pouco mais do fascinante que é a homeopatia.

Paulo Tarcísio Neto       
Medicina UFRN

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Lixão ao lado do poço da Caern.

Há dois anos, alguns moradores da praça Tomaz Toscano da Mata,em Candelária, situada  atrás da delegacia de polícia, reclamaram de um ecoponto que a Prefeitura de Natal estava construindo na área. Com apoio de Victor Vale, presidente do CONACAN, o movimento obteve êxito. A obra parou e os agentes poluidores acharam bom demais, pois colocam lixo orgânico lá e tudo fica por isso mesmo. Ninguém reclama da fedentina, de ratos, baratas. Está tudo beleza", diria o vulgo seboso. Está duvidando? Vá lá conferir. Vejam os sacos com restos de comida, de cascas de laranjas. A rataria está de engordando...
A limpeza das principais de rua de Candelária começou há 10 dias. Hoje, a limpeza continua nas ruas secundárias, através de garis da URBANA e de empresas contratadas. O centro de Candelária está limpo, mas há locais em que a água está acumulando, devido a estouros de canos e reparos nos calçamentos.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

'Essa crise mostrou as feridas do órgão', diz ex-diretor-geral do Dnocs

11h52m | 31.01.2012

Elias Fernandes e Ramon Rodriges comentaram o futuro do Dnocs durante a solenidade de posse
O ex-diretor-geral do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), Elias Fernandes, afirmou nesta terça-feira (31) durante a solenidade de posse do novo diretor interino, Ramon Rodrigues, que a crise pode beneficiar o órgão.

Elias considera que a atual crise do Dnocs pode corrigir diversas deficiências estruturais do órgão. "Vocês vão me achar masoquista, mas gostei dessa crise (...) pois ela mostrou as feridas do órgão", conta.

O antigo diretor-geral pediu exoneração do cargo, após denúncias apontadas pelo relatório da Controladoria-Geral da União que indicava um suposto favorecimento de Elias a seu estado de origem, Rio Grande do Norte.

Fernandes ainda apontou que os frutos de todo o seu trabalho à frente do Dnocs serão colhidos em 2012. "Este órgão tem um futuro brilhante pela frente", completa.

Novo diretor
O novo diretor-geral, Ramon Rodriges, alertou que ocupará o cargo somente de forma interina. "Estou numa missão transitória. Quero deixar bem claro que estou assumindo essa função de forma interina", explica.

Ramon nasceu em Pernambuco, mas viveu grande parte de sua vida no Ceará. Ele ocupava, atualmente, a Secretaria Nacional de Irrigação vinculada ao Ministério de Integração.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Por que não há ONGs no Nordeste seco, pobre e faminto?

Por favor, me respondam. Você tem a resposta na ponta da língua. É OU NÃO É?

    DÚVIDA CABÍVEL. Por que não tem ONGs no Nordeste seco?
    Você consegue entender isso?
    Vítimas da seca
    Quantos? 10 milhões
    Sujeitos à fome? Sim
    Passam sede? Sim
    Subnutrição? Sim
    ONGs estrangeiras ajudando: Nenhuma

    Índios da Amazônia
    Quantos? 230 mil
    Sujeitos à fome? Não
    Passam sede? Não
    Subnutrição? Não
    ONGs estrangeiras ajudando: 350
    .Provável explicação: A Amazônia tem ouro, nióbio, petróleo, as maiores jazidas de manganês e ferro do mundo, diamante, esmeraldas, rubis, cobre, zinco, prata, a maior biodiversidade do planeta (o que pode gerar grandes lucros aos laboratórios estrangeiros) e outras inúmeras riquezas que somam 14 trilhões de dólares.
    .O nordeste não tem tanta riqueza, por isso lá não há ONGs estrangeiras ajudando os famintos.
    .Tente entender: Há mais ONGs estrangeiras indigenistas e ambientalistas na Amazônia brasileira do que em todo o continente africano, que sofre com a fome, a sede, as guerras civis, as epidemias de AIDS e Ebola, os massacres e as minas terrestres. Agora, uma pergunta:
    Você não acha isso, no mínimo, muito suspeito? É uma reflexão interessante.
    Por qual motivo o governo brasileiro não exige que ONGs cuidem do nordeste?

domingo, 29 de janeiro de 2012

Segundo artigo do médico Paulo Tarcísio.

As diversas formas de medicina – a acupuntura

Ao amigo Luiz Gonzaga Cortez,

Amigo Gonzaga, continuemos com nossa viagem pelas distintas formas de medicina. Hoje vamos nos focar um pouco mais na Acupuntura, reconhecida como uma ciência originária da China e que conta com, dizem os econômicos, cerca de 5000 mil anos de tradição. Obviamente, em poucos parágrafos não é possível resumir com grande profundidade tão vasta ciência, mas vamos introduzir um pouco o assunto.

Compreender a acupuntura é difícil para nossa visão ocidental extremamente materialista e cartesiana por ser necessária a consideração de que o homem é formado por algo que está além do corpo físico.

Tanto um mineral quanto um vegetal se caracterizam por apresentarem corpos físicos. No entanto,os vegetais certamente têm algo a mais que os minerais. As filosofias orientais antigas chamavam esse “algo a mais” de corpo energético, ou corpo prânico, ou Qi.

O ser humano, assim como os minerais e vegetais, tem um corpo físico e um corpo energético; mas, além desses, também apresenta um corpo emocional e um corpo mental.

Com poucas exceções à regra, as doenças se caracterizam por apresentarem “raízes” nos 4 planos do homem: físico, energético, emocional e mental. Ao passo que a alopatia foca seu tratamento na raiz física da doença, a acupuntura atua num plano mais sutil, no plano energético.

Mas como, por meio de algumas agulhas, consigo atuar no meu corpo energético? A “energia” que circula em nosso corpo não está distribuída de maneira aleatória, mas de modo ordenado e lógico – baseia-se na ideia do equilíbrio dos opostos, Yin e Yang, sobre o qual se baseia todo o universo segundo os chineses.

Um desequilíbrio permanente nesse fluxo energético pode ser a causa ou a conseqüência de nossas enfermidades.

Por exemplo, se tenho uma tendinite, além da inflamação nos tendões – raiz física da doença – há também uma alteração no fluxo da energia do organismo. Se, através da acupuntura, reorganizo o fluxo energético, é grande a probabilidade de reverter a inflamação que há no físico, cessando ou reduzindo consideravelmente os sintomas da doença.

Essa é uma explicação extremadamente simplificada da fisiologia e patologia das enfermidades sob a ótica da acupuntura e medicina tradicional chinesa, mas é o que cabe num curto texto virtual. É certo que não há nada melhor que um bom acupunturista para, pessoalmente, esclarecer suas dúvidas sobre as doenças e se seu caso pode ser eficazmente tratado através dessa medicina extremamente barata e de raríssimos efeitos colaterais. Cada caso é um caso, cada paciente é um universo e um médico com uma boa dose de bom senso poderá ser-lhe muito útil.


Paulo Tarcísio Neto

Medicina UFRN