sábado, 10 de março de 2012

Leite materno é alimento forte.

Aleitamento materno

É conhecida de todos a intensa campanha feita pelo Ministério da Saúde
e Sociedade Brasileira de Pediatria ao incentivo do aleitamento
materno. O leite materno é hoje reconhecido, sem sombra de dúvidas,
como o melhor alimento para o recém-nascido. Durante muito tempo, no
entanto, acreditou-se que o leite humano fosse fraco e que o ideal
seria alimentar as crianças com leite de outros animais, mais
“nutritivos e fortes”.
As conseqüências de tal ideologia até hoje dificultam – e como! – o
trabalho dos pediatras e médicos da família. No inconsciente coletivo
da população ainda paira ideias da mítica existência de “leite fraco”
ou de que tal mãe não consegue dar leite, reforçada pelo fato de que
crianças que se alimentam exclusivamente ao seio necessitam mamar
muitas vezes durante o dia.
Isso ocorre, pois, o leite materno é tão bom, tão adaptado ao bebê que
é rapidamente digerido, penetrando logo, logo no sangue e nas células
do recém-nascido. Dar leite de vaca em tal fase da vida é o mesmo que
dar uma feijoada pra criança: ela vai ficar quietinha, vai dormir a
tarde inteira, mas não porque foi bem alimentada e sim porque está
empanturrada.
O sistema digestivo do bebê não tem condições de digerir as proteínas
do leite de vaca, que ficam “acumuladas” no estômago, fazendo com que
a criança “se empanzine”. E, pra piorar, ainda se acreditava
antigamente que criança boa era criança gordinha. Assim, além do leite
de vaca, se dá aos recém-nascidos as piores “massas” que se pode
imaginar. Mal sabem essas pessoas que uma criança cheia de “pneus” é
tão saudável quanto o papudinho do bar.
O excesso de sais do leite de vaca pode sobrecarregar o rim da
criança. Ele também é pobre em ferro de boa “biodisponibilidade” e em
outros micronutrientes fundamentais pra uma criança saudável, de modo
que, certamente, o que se faz é cultivar uma boa anemia a médio e
longo prazo.
Não há como se discutir. O leite materno é o alimento perfeito para o
recém-nascido. Seria de se estranhar se assim não fosse, se o Supremo
Arquiteto do Universo tivesse errado na medida...
Todo recém nascido deve amamentar exclusivamente até os 6 meses de
idade, iniciando outros alimentos gradualmente a partir de então até
que possa acompanhar o cardápio da família. Mesmo que sua sogra tenha
criado 8 filhos com leite de vaca, o pediatra certamente já criou mais
de 1000 mil e talvez tenha um pouquinho mais de parâmetro pra falar do
assunto...

Paulo Tarcísio Neto
Medicina UFRN
paulo_tarcisio@hotmail.com

sexta-feira, 9 de março de 2012

A UFRN deveria monitorar, também,as praias do litoral sul do RN.

Natal, 09 de Março de 2012 | Atualizado às 16:30
UFRN vai monitorar orla de Ponta Negra à Redinha
Publicação: 09 de Março de 2012 às 00:00

As idas e vindas do mar em Ponta Negra destruíram o calçadão de um dos pontos turísticos mais conhecidos do Brasil, trazendo à tona um questionamento: em uma medida de prevenção, como determinar até onde a água do mar chegará nos próximos anos? Aqui no Estado, os estudos existentes não oferecem um  prognóstico preciso. De acordo com o professor do  Departamento de Geologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Werner Farkatt, os levantamentos atuais permitem apenas afirmar que o avanço é natural e deve ocorrer em menor ou maior grau ao longo do tempo, sem grandes consequências.
Júnior SantosOntem, na maior maré registrada este ano, as águas chegaram até o calçadão de Ponta NegraOntem, na maior maré registrada este ano, as águas chegaram até o calçadão de Ponta Negra

Para definir em quais regiões o avanço se dará e em quanto tempo isso deve ocorrer, o professor explica que seria necessário ter acesso a registros históricos da região, informações que não existem. Essa realidade,  contudo, deve mudar em breve. Na próxima semana, o departamento  de Geologia, juntamente com o departamento de Geografia e o laboratório de Geoprocessamento da UFRN, deverão iniciar os procedimentos que possibilitarão o registro de tais previsões. Os primeiros resultados, no entanto, serão divulgados daqui a 14 meses.

O processo contempla um ciclo  completo de estações do ano e leva em conta, ainda, as variações  proporcionadas pelas mudanças de maré, e por isso leva tempo. "Começaremos em Ponta Negra e chegaremos até as proximidades do Hotel Praia Mar. A etapa seguinte deve contemplar a faixa litorânea que vai de Ponta Negra ao Rio Potengi, mas não há previsões de início para a segunda parte", conta o professor. O trabalho se dá através da instalação de marcos geodésicos e de sondas de varreduras  que produzirão imagens capazes de    identificar o comportamento da nossa orla. São equipamentos de alta tecnologia que colocam o Rio Grande do Norte na vanguarda desses estudos.

A equipe monitora, atualmente, o litoral setentrional do Rio Grande Norte, que vai do município de Touros ao limite com o Ceará. Nas localidades foi observado um avanço razoável, indicado pela observação de um processo erosivo relativamente natural. "Esse processo ocorre em todo Brasil. A culpa não é do mar, e sim da ocupação irregular do homem", explica Werner Farkatt. Segundo o professor, os níveis do oceano no do Rio Grande do Norte não apresentaram grandes variações ao longo dos últimos anos, principalmente em Ponta Negra.

De acordo com os cientistas que compõem a equipe, essa "invasão", é constante mas pode -  nas próximas centenas de anos - recuar. Os prognósticos mais otimistas mostram um aumento de 18 cm a 59 cm do nível do mar nos próximos 100 anos. Em áreas urbanas, esse avanço é mais notado, devido a destruição de equipamentos urbanos. Quando a temperatura das águas muda, muda também o comportamento das correntes oceânicas e dos barrancos de areia.   Se o ambiente da orla é modificado pela ação humana,  as ondas e bolsões de areia irão se adaptar de uma outra maneira,  o que tem provocado os estragos dos últimos meses em Ponta Negra.

Um porém

A tese de doutorado de Michael Vandesteen Silva Souto, do Programa de Pós-graduação em Geodinâmica e Geofísica   traz desde a perspectiva mais pessimista até a mais otimista para a orla do nosso Estado. Na perspectiva mais otimista, quando o nível do mar se elevaria "somente" um metro, o RN teria 15 cidades atingidas, entre elas Natal, Guamaré, Macau, Extremoz, Caiçara do Norte, São Bento do Norte, entre outros.

Quando os cenários vão se agravando, com a elevação do nível do mar crescendo, vão-se incluindo outros municípios como Mossoró, São Gonçalo do Amarante, Touros, Rio do Fogo, até chegar ao número de 23 municípios, sendo 12 na porção mais ao Norte e 11 na porção mais ao sul. Mais uma vez, as áreas do litoral setentrional - depois de Touros - são as mais afetadas. "Sem dúvida preocupa a situação nessas áreas, porque serão mais afetadas. Nos municípios depois de Touros, existem barreiras naturais que amenizam esses efeitos", afirmou o também professor de geologia Venerando Amaro, em entrevista concedida a Tribuna do Norte no final de  2010.  Outros relatórios fixam essa variação entre um e seis metros, mas para que isso ocorra é necessário que todos os fatores - como mudanças climáticas e nas placas tectônicas - ocorram simultaneamente ao logos das décadas, o que é improvável.

Influência das Marés - Como ocorre:

 Maré é o movimento periódico de elevação ou diminuição do nível médio das águas do mar. Ela é causada principalmente pela força de atração gravitacional da lua sobre a terra e pelo movimento de rotação do sistema Terra - Lua em torno de seu centro de massa.

O "bulbo" voltando em direção à lua é devido principalmente à força de atração gravitacional e o bulbo oposto à lua é devido à força centrípeta produzida pelo movimento da terra em torno do centro de massa do sistema terra-lua. As marés variam de acordo com as fases da lua. Quando lua, terra e sol estão alinhados na Lua Nova e na Lua Cheia, a maré é chamada de maré de sizígia, e é durante essa fase que são observadas as maiores variações no nível médio dos oceanos.
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Nota: A TV Ponta Negra, de Natal, foi a única emnissora de tevê que documentou o avanço do mar em 2010, no litoral sul, após a nossa descoberta de que os cacimbões do Exército, construídos por volta de 1943,  era notícia nacional.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Justiça ouve delegado que investigou IPEM/RN.

Delegado afastado após suposta influência de Rychardson confirma investigação no Ipem

Publicação: 07 de Março de 2012 às 14:54
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O delegado Matias Laurentino, ex-titular da Delegacia Especializada em Crimes Contra a Ordem Tributária (Deicot), foi a primeira testemunha de acusação da operação Pecado Capital a ser ouvida pelo juiz Halison Rêgo Bezerra e pelo promotor do Ministério Público Federal Rodrigo Teles. O delegado detalhou que iniciou as investigações como prioridade da auditoria federal instituída pelo Inmetro no Ipem potiguar. Em menos de um mês, no inquérito foi destituído pelo ex-delegado geral Ronaldo Gomes.
júnior santosO delegado Matias Laurentino foi a primeira testemunha de acusação a ser ouvidaO delegado Matias Laurentino foi a primeira testemunha de acusação a ser ouvida

A Polícia Civil investiga o possível tráfico de influência na instituição, mais precisamente por parte de Rychardson de Macedo Bernardo, ex-diretor do Ipem e apontado como mentor de esquema de corrupção no órgão. Escutas telefônicas mostram que Rychardson pode ter influenciado no afastamento do delegado Matias Laurentino da Deicot, por possíveis investigações contra o principal suspeito de comandar o esquema fraudulento no órgão. O juiz Mário Jambo, que analisou inicialmente o processo da operação Pecado Capital na Justiça Federal, chegou ase posicionar sobre o assunto.

"É simplesmente estarrecedor quando este Juízo se depara com a informação de que quatro dias após o mencionado diálogo o delegado Matias Laurentino foi efetivamente transferido para outra delegacia. Fica evidente que Rychardson de Macêdo é pessoa que possui perniciosa influência política", escreveu Jambo em decisão do dia 12 de novembro do ano passado.

Após o depoimento à Justiça, o delegado Matias Laurentino preferiu não dar mais esclarecimentos sobre o caso sob o argumento de que não queria atrapalhar as investigações da Justiça Federal.

Os depoimentos na 2ª Vara Criminal prosseguem durante a tarde. Rychardson de Macedo está no local para atuar em defesa própria. Fonte: TRIBUNA DO NORTE.

segunda-feira, 5 de março de 2012

RN de fora do salão de turismo do Paraná.


Paraíba é o único Estado nordestino no Salão Paranaense de Turismo


Sábado, 03 de março de 2012 - 15h57
A Paraíba é o único Estado do Nordeste presente na 18ª edição do Salão Paranaense de Turismo, que está sendo realizado no Expo Unimed, em Curitiba (PR), nesta sexta-feira (2) e sábado (3). O evento, um dos mais tradicionais da região Sul brasileira, deve reunir, nestes dois dias, mais de dez mil visitantes, entre agentes, operadores de viagens e profissionais do turismo do Brasil e também da Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai.
Esta é a primeira vez que o Governo do Estado, por meio da Empresa Paraibana de Turismo (PBTur), participa do Salão. Segundo o diretor de Marketing da empresa, Temístocles Cabral, o estande paraibano tem sido um dos mais visitados neste primeiro dia. “Já recebemos visita de muitos agentes de viagens interessados em conhecer o ‘Destino Paraíba’”, disse o executivo.
O agente de viagem Júnior Moreira, da Classtur, de Faxinal (PR), é um destes profissionais que visitaram o estande da Paraíba no evento. Segundo ele, a partir do dia 18 deste mês ele fará uma série de visitas às capitais nordestinas – e já programou passar dois dias em João Pessoa. Júnior revelou que tem excelentes informações sobre a Capital paraibana, mas pretende conhecer pessoalmente, para poder negociar pacotes melhores aos seus clientes.
Para a agente de viagem Carolina Freire, da agência Megatour Viagens e Turismo, de Curitiba (PR), João Pessoa é uma cidade “fascinante”. “A cidade tem as praias mais lindas do Nordeste”, observou. Já Débora Ritlei, agente de viagem de Carambei (PR) – onde existe uma colônia holandesa bastante populosa – a Capital paraibana é uma das mais lindas da região. Ela disse que seu namorado é paraibano, por isso já visitou a Paraíba e revelou ter se encantado com as praias urbanas e a “calçadinha”, uma área na qual adorou fazer caminhadas. “É uma cidade muito linda e tranquila”, atestou.
Estratégia – A participação da PBTur no evento em Curitiba parte da proposta de ampliar a divulgação dos atrativos e equipamentos turísticos do Estado. Esses atrativos estão sendo mostrados em um estande de 12 metros quadrados, coordenado pela estatal. “A exemplo dos eventos anteriores, a PBTur disponibilizou, sem nenhum custo, o espaço para os representantes do trade paraibano divulgar seus atrativos, infraestrutura e serviços turísticos”, observou Cabral.
No estande da Paraíba, os profissionais estão recebendo kits institucionais com material promocional contendo revistas, DVD e folder. Além da Paraíba, estão participando do Salão Paranaense representantes do Espírito Santo, Santa Catarina, Rio de Janeiro e Foz do Iguaçu (PR).
Fonte: Governo da Paraíba/SECOM.
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Nota: Os empresários do turismo de Natal, que vivem reclamando dos governos, recebem vultosas quantias para divulgarem o potencial turístico do RN, mas as últimas pesquisas provaram que mais de 73 % dos visitantes são turistas brasileiros. No entanto, o pessoal do setor turistico potiguar quer mais verbas para a publicidade no exterior... Dá para entender? São mais de 4 milhões de reais por ano que o Estado do RN gasta com publicidade para o turismo. Mas os turistiqueiros querem mais. Não dê, não, governadora.
Parabéns para o governo da Paraíba pela iniciativa de enviar representantes para o salão de turismo nacional no Paraná.


JOSÉ, O SUCESSO DE UM SONHADOR


      Públio José – jornalista



                        Ao que tudo indica, desde os tempos mais remotos, sonhar não é um bom negócio. São inúmeros os exemplos conhecidos, através da história, de personagens que imaginaram grandes projetos, grandes descobertas, grandes invenções, grandes planos, enfim, e que amargaram cerrada oposição de seus contemporâneos. Por que será? Já agora, nos tempos atuais, a tradição popular jogou o termo sonhador na vala comum dos significados pejorativos, entranhados de preconceito, tratando-o como algo sem valor, sem graça, sinônimo de avoamento inconseqüente. Tanto é que hoje não é bom se ser identificado como pessoa que sonha, que almeja, que flutua no insondável e fértil terreno da imaginação. Quando se diz fulano é um sonhador, está-se utilizando, na verdade, de um julgamento centrado na intenção de carimbar o outro com tintas carregadas de ironia, de maldade, de ridicularia. Por quê?
                        Na Bíblia, por exemplo, são incontáveis os casos de agressividade direcionada por comunidades inteiras contra pessoas detentoras de grandes sonhos, muitas das quais arcando, além do mais, com a responsabilidade de serem portadoras de sonhos do próprio Deus, segundo testemunhos largamente conhecidos. Noé, o da arca; Moisés, o das tábuas da Lei; Davi, o que unificou os hebreus em torno de um só reino; José, o do Egito; Jeremias, o do cativeiro babilônico; Daniel, o da cova dos leões; e Paulo, e João, e o próprio Jesus, portador do plano de salvação de Deus para a humanidade, tão incompreendido no seu tempo como também nos dias de hoje. No entanto, de todos estes, José, o do Egito, foi mais odiado ainda – pelo simples fato de sonhar. Já havia contra ele uma inveja enorme dos seus irmãos por conta do amor que o pai, Jacó, lhe devotava. Seus sonhos fizeram-no ser mais invejado ainda.   
                        O livro de Gênesis, no capítulo 37, versículos 4 e 5, contempla a saga de José. “Vendo, pois, seus irmãos que seu pai o amava mais do que a todos os seus irmãos, aborreceram-no e não podiam falar com ele pacificamente. Sonhou também José um sonho, que contou a seus irmãos; por isso, o aborreciam ainda mais”. Porque será que aos sonhadores está sempre reservada uma taxa além da média de inveja, de ranço, de embutida rejeição? Ao que parece – e isso tem implicações até os dias atuais – o fato de sonhar impregna o sonhador de uma aura carregada de risco, de exposição avantajada, de visibilidade excessiva. José foi um caso típico. Tudo que fazia, tudo que planejava era amplificado odiosamente pelos irmãos.  A ponto de terem tramado a sua morte, só não o fazendo em função de uma estratégica mudança de planos: ao invés de matá-lo, jogaram-no numa cisterna seca – em pleno deserto.
                        A História nos aponta também a existência de dois tipos de sonhador: o que, diante das pressões, dos inconvenientes, das dificuldades, da iminência de conflito, adota uma postura de retraimento, abandonando seus sonhos, abraçando o caminho da desistência, do querer está de bem com todos, e aquele que não desiste nunca. Que enfrenta tribulações, aflições, incompreensões, sem esmorecer, sem fraquejar, alimentando-se das experiências negativas para sair do processo mais revigorado ainda. Que tal comportamento não seja confundido com intransigência cega e burra! Não. O sonhador que não desiste nunca também sabe recuar, dar um passo atrás. Só que, para este, um passo atrás não significa sinônimo de fraqueza, mas, em verdade, uma forma de se fortalecer mais ainda para seguir adiante, asfaltando, com as inesperadas dificuldades, a estrada da concretização de seus sonhos.
                        É um caminho fácil? Não, não é. Mas, junto com os dissabores, tem também seus momentos de realização. O próprio José foi um clássico exemplo disso. Em um dos seus sonhos, via que o sol (seu pai), a lua (sua mãe) e onze estrelas (seus irmãos) se inclinavam diante dele. E essa perspectiva tempos depois se concretizou. Após ser vendido como escravo, ser caluniado pela mulher de seu dono, mofar por longos dias na prisão, foi libertado pelo rei egípcio. Galgou espaços na corte e alcançou o posto de número dois na hierarquia do reino. Seu mérito foi o de nunca ter desistido de seus sonhos e de ter se mantido sempre fiel a valores e princípios recebidos do seu Deus – o mesmo Deus que assegura hoje “fiel no pouco, no muito te colocarei”. José perdoou os irmãos, reinou sobre os seus e sobre o Egito inteiro. Inscreveu seu nome na História. Ah, os sonhos! Vale à pena tê-los e preservá-los. Ah, como vale!           
                             



domingo, 4 de março de 2012

Médico denuncia laudo de trânsito.


Carta aberta à governadora do RN, Dra. Rosalba Ciarlini
SOBRE DESONESTIDADE E MANIPULAÇÃO PERICIAL NO TRÂNSITO
José Delfino – médico – CREMERN 531               
Em 23 de dezembro passado, um bacharel em Direito, bêbado, às seis da manhã, cortou em alta velocidade o sinal da Prudente de Morais com a Nascimento de Castro e destruiu o carro da minha mulher, Margareth Dore (perda total para fins de seguro). Ela escapou da morte por puro milagre. Foi internada com concussão cerebral e ainda hoje está com amnésia lacunar, possivelmente para sempre.
O causador da tragédia, visivelmente em estado de embriaguês, comentava na ocasião que não aconteceria nada, pois tinha costas largas. Sob influência do pai (agente da policia federal que tentou de todas as maneiras obstruir o serviço da perícia) se negou a fazer o bafômetro. Alegou na delegacia, ainda em visível estado de embriaguês, que não permitiria ser colhida amostra de sangue, no ITEP, por motivo religioso (dizia ele ser católico).
O carro do delinquente embriagado, autor da colisão criminosa e dolosa, apesar de estar com a documentação vencida há dois anos, não foi apreendido, assim como não foi retida a sua carteira de habilitação. Em apenas 48 horas foi emitido um laudo pericial, manipulado e falso, onde as posições dos carros foram criminosa e propositalmente invertidas. De posse do laudo manipulado a seu favor, o autor do crime doloso partiu, pasmem, para intimidação e chantagem: ou pagaríamos todas as despesas ou iriam à justiça.
Contestamos o laudo, por via administrativa, e nada aconteceu. Hoje, quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012, pela manhã, fomos chamados para conversar. A “conversa”, que na realidade foi um monólogo, girou em torno de um novo laudo, no qual agora se lê que não existem provas suficientes para conclusão de culpabilidade das partes. Apesar de me terem  dito, durante o “monólogo”, que foram constatados fatos realmente graves com relação aos que fizeram a perícia e a quem assinou, ou quem influenciou (?) o laudo.
O comandante geral da Polícia Militar mostrou-se indignado, na minha presença e de outras testemunhas, com os absurdos encontrados no laudo inicial. Mesmo assim, optaram por um novo laudo, no qual não se apontavam culpados. Em tempo, o advogado bêbado é de uma família de policiais militares. Um tio é  coronel e exerce função de confiança no gabinete de Vossa Excelência.
É triste se constatar a ocorrência de atitudes criminosas e desonestas, bem como assistir, com revolta , o cinismo inserido nessa cabal demonstração de certeza de impunidade, por pessoas que são pagas para defender o direito do cidadão e fazer justiça.

Como encarar a asma.


Asma
                A asma é uma doença inflamatória crônica do trato respiratório que acomete entre 7 e 10% da população mundial. A idade mais comum de surgimento de tal enfermidade é durante a infância – o que corresponde a 75% dos casos – mas algumas pessoas desenvolvem a patologia na terceira idade, mais comumente entre 50 e 70 anos. Boa parcela das crianças que desenvolvem asma se curam espontaneamente ao chegar a idade adulta.
                Existe um forte componente genético por trás da asma: se um dos pais apresenta a doença, a chance de a criança desenvolvê-la é de cerca de 25%; se os dois pais a apresentam, as chances aumentam para 50%.
                Além do fator genético, no entanto, é necessário haver um desencadeante ambiental para as crises de asma. O fato é que, uma vez que as vias aéreas estão “irritadas”, componentes normais do ar e dos ambientes, que não fariam mal a outras pessoas, sensibilizam as vias aéreas do asmático, desencadeando as crises. É como quando não dormimos à noite e, no dia seguinte, qualquer “coisinha” fora do lugar é o suficiente para nos tirar do sério. Ácaros, poeira, stress emocional, mudanças de clima etc. tudo isso pode desencadear uma crise de asma.
                As crises de asma são compostas, normalmente, por tosse, falta de ar (dispneia) e “piado no peito” (sibilância). Diante de tais sintomas, até que se prove o contrário o indivíduo tem uma crise de asma brônquica – porém é indispensável a avaliação médica para a exclusão de outras enfermidades.
                Existe medicações para retirar a criança da crise – nesse caso, a alopatia, ou medicina ocidental – é praticamente imbatível, e as medicações para manter as pessoas fora da crise – aqui, vale a pena experimentar especialmente a homeopatia, sem igual em problemas alérgicos. A asma tem tratamento e pode ter cura.

Paulo Tarcísio Neto
Medicina UFRN