sexta-feira, 16 de março de 2012

OPERAÇÃO EXPURGO 

 PF prende funcionário terceirizado suspeito de corrupção em Natal
 
Publicação: 15/03/2012 19:48 Atualização:
Da redação do DIARIODENATAL.COM.BR, com PF-RN

A Polícia Federal prendeu na tarde desta quinta-feira, 15, um funcionário terceirizado, 33 anos, lotado na área de imigração do Aeroporto Internacional Augusto Severo, quando ele recebia em um shopping de Natal, propina em dinheiro de um cidadão norueguês, sob pretexto de que o estrangeiro havia ingressado no país em desacordo com a lei brasileira.

A ação faz parte da Operação Exturgo, o nome da operação é uma referência ao processo de afastamento e limpeza de algo nocivo e prejudicial.

As investigações do Núcleo de Inteligência da PF tiveram início imediatamente após a mulher do estrangeiro procurar a sede da Superintendência do órgão em Natal para relatar que no último dia 3 deste mês, enquanto aguardava a chegada do marido que vinha do exterior, um prestador de serviços da PF que trabalha no atendimento a passageiros lhe procurou, no saguão daquele aeroporto, orientando-a a acompanhá-lo até o Setor de Imigração, alegando que havia um “impeditivo legal” para que aquele passageiro ingressasse no país.

Na presença da esposa, que é brasileira, o funcionário contratado liberou o ingresso do estrangeiro, orientando-os a aguardarem um contato posterior, quando então “resolveriam à pendência”, até porque o norueguês retornaria para o seu país ainda este mês.

Desde então, aquele atendente passou a manter contatos telefônicos com o casal, exigindo que lhe pagassem vantagem financeira indevida. Na data de hoje, o suspeito determinou local, horário e a forma do recebimento da propina.

Com base nestas informações e com a colaboração das vítimas, os policiais se dirigiram até o estabelecimento comercial indicado e aguardaram a chegada do acusado, o qual recebeu voz de prisão em flagrante, logo após ter aceito a importância indevidamente solicitada no valor de R$ 200,00 (duzentos reais) visando permitir que o norueguês retornasse para o seu país de origem, sem qualquer tipo de embargo.

Por ser considerando servidor público, o funcionário terceirizado foi preso pela prática do crime de corrupção passiva, uma vez que as provas indicam que solicitou o dinheiro e infringiu dever funcional. Em caso de condenação, o suspeito poderá pegar até 12 (doze) anos de reclusão. É Importante ressaltar que o envolvido, mesmo se tratando de um trabalhador terceirizado, responde como se funcionário público fosse, conforme previsto no Código Penal.
Após ser submetido a exame de corpo de delito, o acusado encontra-se custodiado na Superintendência da PF e deverá ser transferido nas próximas horas para o sistema prisional do Estado, onde permanecerá à disposição da justiça.

Com a prisão do funcionário terceirizado, a Polícia Federal remove e extirpa dos quadros de prestadores de serviço, um componente que feriu e contrariou a principal regra do serviço público que é a honestidade e probidad.
DN - 16.03.12

segunda-feira, 12 de março de 2012

"Brasil:Colônia de Banqueiros" internacionais.



    Brasil privatizado e desnacionalizado

Adriano Benayon *   05.03.2012

Cada vez mais, o nosso País vai sendo enredado na trama da oligarquia financeira e belicista imperial, cujo programa, no tocante ao Brasil, é evitar seu desenvolvimento, mantendo-o fraco, alienado e desarmado para sofrer, sem reação, o saqueio de seus recursos. Apontei, em artigo recente, algumas das razões pelas quais é muitíssimo enganosa a comemoração de o Brasil ter, agora, o sexto maior PIB do mundo.

2. Afora o que escondem as estatísticas, mormente consideradas isoladamente, o PIB quantifica somente a produção realizada em um país, sem oferecer ideia alguma a respeito de quem ganha com essa produção, nem quanto às necessidades de quem esta serve.

3. Por exemplo, os minérios extraídos de nosso subsolo são, em sua esmagadora maioria, destinados ao exterior, onde entram na produção de bens cujo valor agregado, em termos monetários,  é maior que o dessas matérias-primas, dezenas e até centenas de vezes.

4. Na agropecuária e na agroindústria, a fabulosa dotação de terras aproveitáveis, de água e de sol pouco serve à qualidade de vida da grande maioria dos brasileiros, pois, no mínimo, três quartos das terras são usadas na pecuária extensiva para proporcionar carne barata aos importadores, e  em mais de 70% dos 25% das terras restantes estendem-se culturas orientadas para a exportação de alimentos e de matérias-primas. Só a soja ocupa 40% da área cultivada, para fornecer farelo destinado, quase todo, à alimentação de animais no estrangeiro.

5. Nem mesmo a minoria dos brasileiros em condições econômicas e culturais para desfrutar de alimentação saudável, o consegue, porquanto a produção agrícola utiliza, em nível de recorde mundial, defensivos altamente tóxicos, produzidos por transnacionais estrangeiras. Estas fornecem, ademais, as sementes transgênicas, que causam a degradação da agricultura, a dependência e a insegurança nessa área estratégica, e ameaçam a sobrevivência das abelhas e das espécies vegetais.

6. Entre outros efeitos do modelo, o saldo das transações correntes do balanço de pagamentos partiu de resultado positivo, no quadriênio 2004-2007, de US$ 40,2 bilhões, para déficit US$ 149,2 bilhões de 2008 a 2011, ou seja, houve queda de US$ 189,4 bilhões (cifras apontadas pelo economista Flávio Tavares de Lyra).

7. Mais: o balanço das mercadorias ainda teve saldos positivos, em função da colossal quantidade exportada de bens primários, mas esses saldos são decrescentes. Como são crescentes os déficits dos balanços de rendas e de serviços (lucros, dividendos e juros remetidos oficialmente pelas transnacionais), os saldos negativos na conta corrente  aumentam rapidamente.

8. Isso ilustra a preponderância das empresas com matrizes no exterior nas relações econômicas do Brasil.  De 2008 a 2011, o déficit nos serviços acumulou US$ 99,4 bilhões, e o das rendas, US$ 256 bilhões.

9. Até há pouco, o balanço de pagamentos vinha sendo “equilibrado” pelo ingresso líquido de capitais estrangeiros, um pretenso remédio, que, na realidade, aumenta a doença estrutural da economia, algo como drogados sentindo alívio ao ingerir mais tóxicos, incrementando sua dependência.

10. Se, para compensar os déficits na conta corrente, não for suficiente a soma das entradas líquidas de investimentos diretos estrangeiros, mais a compra líquida de ações de empresas locais, o balanço de pagamentos só fecha através de empréstimos e financiamentos: elevando o endividamento externo. Ou a dívida interna, com os dólares convertidos em reais pelos aplicadores do exterior para auferir os juros mais altos do mundo.

11. Tais aplicações podem tomar o rumo de volta a curto prazo, junto com seus rendimentos  mais apreciação cambial, devido: 1) à iminente nova recaída do colapso financeiro dos bancos no exterior, a despeito de terem sido socorridos com dezenas de trilhões de dólares e de euros por seus governos, satélites dos banqueiros; 2) ao efeito combinado disso com a  previsível crise das contas externas, acarretando intensa fuga de capitais.

12.  Isso fará acabar (temporariamente, pois a maioria das pessoas não gosta de encarar verdades desagradáveis) com muita ilusão acerca dos “êxitos” da economia brasileira. Esses, no que têm de real, deveram-se à exuberância dos recursos naturais e à capacidade de trabalho de muitos brasileiros e estrangeiros aqui radicados. Entretanto, o modelo dependente e entreguista impede o Brasil de colher os frutos dessas vantagens.

13. Na realidade, as crises, a estagnação, se não a decadência, no longo prazo, são consequências necessárias da estrutura econômica caracterizada pela desnacionalização, pela concentração e pela desindustrialização.

14.  As três foram sendo implantadas segundo o modelo inculcado pelo império financeiro mundial nas mentes crédulas e/ou corrompidas  de pseudo-elites e de classes médias subordinadas, resultando na deterioração estrutural, que se agrava continuadamente.

15. Neste momento, em que o “governo” petista leva adiante mais privatizações, é perda de tempo dar atenção às críticas do PSDB, que, quando esteve no “comando” da União Federal, de 1995 a 2002, fez que esta desse enorme salto qualitativo para o abismo, com privatizações em massa, grandemente danosas para o Brasil.

16. Ocioso também gastar tempo com as “justificações” dos petistas, cujos “governos” de 2003 até hoje (mais de nove anos), além de jamais terem tratado de corrigir o desastre estrutural intensificado pelos tucanos, vem-lhe adicionando mais medidas prejudiciais ao interesse nacional.

17. Conforme listagem formulada por Maria Lucia Fattorelli, coordenadora da Auditoria Cidadã da Dívida, o  governo do PT acumula as seguintes privatizações: 1) previdência dos servidores públicos (projeto do Executivo, por ser transformado em Lei no Congresso); 2)  jazidas de petróleo, incluso o pré-sal (cujo marco regulatório foi alterado a gosto do cartel anglo-americano); 3) aeroportos mais rentáveis do País; 4) rodovias; 5)  hospitais universitários; 6) florestas: 7) saúde, educação e segurança.

18. Claro que - à exceção do 1º e do 3º  itens supra -, essas áreas já vinham sendo privatizadas em “governos” anteriores. Entretanto, não há como ignorar que o Executivo Federal e sua base parlamentar têm dado prosseguimento à radicalização do modelo entreguista, cuja primeira oficialização remonta ao golpe de 1954, resultado de conspiração que resultou na derrubada do Presidente Getúlio Vargas, urdida e executada por serviços secretos estrangeiros com apoio da 5ª coluna local,

19. É verdade que, mesmo enquanto Vargas foi presidente, já eram muito fortes as pressões e a influência das potências anglo-americanas sobre o Brasil, e ele, mais cauteloso que ousado e revolucionário, fraquejou em momentos decisivos, quando a única saída, já em 1952, seria o contra-ataque, inclusive alijando do Exército os principais oficiais simpáticos àquelas potências ou por elas cooptados.

20. Naquele ano, o ministro das Relações Exteriores e o chefe do Estado-Maior das FFAA negociaram acordo militar com os EUA, sem o conhecimento do ministro da Guerra, que se demitiu, quando Vargas consentiu com esse acordo. O presidente começou, então, a perder sua base militar e ser posto na defensiva pelos artífices da conspiração.

21. Por que fazer referência ao golpe de 24 de agosto de 1954 como marco do modelo que gradualmente espatifou o que restava de independência nacional? Porque, 20 dias depois, foram baixados regulamentos, como a Instrução 113 da SUMOC (nas funções de Banco Central), os quais permitiram que as subsidiárias das transnacionais importassem  máquinas e equipamentos amortizados no exterior, mais que sucatados após mais de dez anos de uso,  e o registrassem como investimento em moeda estrangeira, com altos valores.

22. Inaugurava-se assim a política de subsidiar as empresas estrangeiras e de tornar praticamente impossível a permanência no mercado de empresas brasileiras por muito tempo. Os subsídios foram sendo, por vezes substituídos e, em geral, acumulados.

23, JK não fez revogar quaisquer medidas do governo udeno-militar instalado com o golpe de 1954 e, ainda por cima, criou vantagens especiais para “incentivar os investimentos estrangeiros”. Em 1964/66 o czar da economia do presidente militar eleito pelo Congresso, com a colaboração de JK, após o novo golpe, Roberto Campos, deu grande impulso ao desbaratamento da indústria de capital nacional.

24. Apavorada pelo espantalho do comunismo, grande parte da classe média e dos militares deixou-se manipular pelo falso maniqueísmo da Guerra Fria, caindo nos braços do império anglo-americano. Em consequência, a desnacionalização e a concentração cresceram vertiginosamente até os dias de hoje.

25.  De fato, nem sequer os dirigentes militares menos alinhados com os EUA, e menos ainda, os do regime instalado - sob a supervisão dos serviços secretos estrangeiro, durante e após a transição para a pseudo-democracia - trabalharam por conter a concentração econômica, nas mãos, cada vez mais, das transnacionais.

26. Assim, a estrutura econômica dos anos 90 em diante já era outra bem diferente da dos anos 50, quando ainda o voto popular não era totalmente teleguiado pelo dinheiro e pela grande mídia, a serviço dos concentradores, nem existiam redes de TV. Atualmente, os partidos políticos, quase todos, estão a serviço das transnacionais ou de bancos estrangeiros e locais.

27. Até 1964, o voto popular, que favorecia Vargas e seus seguidores, foi frustrado pelas intervenções a mando do estrangeiro, com a desestabilização de governos eleitos, apoiada pela grande mídia e fomentada pelas transnacionais e pelos governos dos países hegemônicos. Ou seja pelas “democracias ocidentais”, as quais, como hoje está claríssimo, nada tinham de democráticas e, agora, descambam para o estado policial internamente e para ostensivas e brutais agressões imperiais no exterior. JK foi o único que, eleito pelo voto popular, terminou seu mandato. Mas por que? O dito no parágrafo 23 o explica.

28. Ao longo dos governos militares, embora tenham sido cassados e afastados muitos nacionalistas das FFAA, não se cuidara de privatizações, e foram criadas novas estatais.  Entretanto, nem mesmo após o primeiro daqueles governos, claramente pró-EUA, houve reversão das políticas favorecedoras das transnacionais e cerceadoras das empresas privadas de capital nacional.

29. Por isso, os “milagres” de JK e de alguns governos militares (altas taxas de crescimento do PIB), mostraram-se falsos e redundaram na explosão da dívida externa, no final dos anos 70, seguida da inadimplência em 1982,  ficando o  País à mercê dos fraudulentos credores externos.

30. Sem lideranças revolucionárias capazes de entender o desastre estrutural da economia e de lutar por revertê-lo, o Brasil  submeteu-se aos famigerados planos Baker e Brady e ao Consenso de Washington. A Constituição de 1988 foi fraudada para privilegiar o serviço da dívida, o que levou a pagamentos astronômicos e, apesar deles, ao crescimento exponencial da dívida interna.

31. Seguiram-se privatizações sob o ridículo pretexto de obter recursos para o pagamento das dívidas, num processo em que o País gastou centenas de bilhões de reais para alienar patrimônios fantásticos. É isso que está sendo reativado agora, e não nos admira, pois, se FHC teve por meta destruir o que ficou da Era Vargas, o PT foi criado para dividir os trabalhadores, com mais um partido, este pretensamente de resultados, simpático às transnacionais e desprovido de consciência nacional.

* - Adriano Benayon é doutor em economia e autor do livro Globalização versus Desenvolvimento, editora Escrituras SP.




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domingo, 11 de março de 2012

Repercute o laudo troncho de acidente.

ACIDENTE EM NATAL COM CONSEQUÊNCIAS ABSURDAS. DIVULGUEM!

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João Felipe da Trindade me enviou o seguinte imeio:

11 de março de 2012 08:35





Divulguem! Podem acontecer com um nosso.
REPASSANDO
JÁ SAIU NA IMPRENSA, PORÉM PRECISAMOS DIVULGAR MAIS AINDA, POIS É UM DESCALABRO, PARA NÃO DIZER, VERGONHA. ESTA CIDADE ESTÁ SOB O PODER DO MAIS FORTE, OU A LEI DO "SABE COM QUEM ESTÁ FALANDO?."
REPASSANDO....divulguem!
ACONTECEU EM NATAL e a estrutura oficial que deveria proteger o cidadão assume postura repulsiva.
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Em 23 de dezembro passado, bem cedo pela manhã, Margareth Dore voltava – como de costume - pela Rua Nascimento Castro da sessão de hidroginástica. Chegando à Prudente de Morais, com o sinal aberto para ela, cruzou tranquilamente a via quando foi brutalmente atingida por veículo conduzido por um condutor totalmente embriagado. Margareth foi salva por verdadeiro milagre tendo sido retirada, desacordada, pela mala do carro. O automóvel ficou destruido ( perda total para o seguro). A vítima ficou periodicamente na UTI com concussão cerebral e, até o presente, é acometida de amnésia lacunar permanente, segundo o marido, também médico, o Dr. Delfino.
Ocorre que o motorista – o grave infrator – inadmitiu realizar o teste do bafômetro, bem como, o exame de sangue. O pai do embriagado condutor, um policial federal e o tio, coronel da policia do RN, tomaram a frente d
os desdobramentos oficiais do acidente, ameaçaram o Dr. Delfino, esposo da Dra. Margareth, conseguiram testemunhas falsas (duas) e, em virtude dos importantes cargos públicos que ocupam, manipularam o laudo invertendo a posição dos carros. O incrivel é que o laudo oficial ficou pronto em 48 horas (recorde!!!), culpando a vítima, Dra. Margareth. Mais incrível, ainda, é saber que o motorista infrator, um advogado, que conduzia seu veículo alcoolizado, tinha habilitação vencida havia dois anos e, tal documento, sequer fora apreendido.
O irresponsável infrator é assessor da governadora do RN e, até o presente, não se conseguiu conhecer
a identificação do tal indivíduo. Em carta aberta dirigida à Governadora do Estado do Rio Grande do Norte, publicada em jornais e divulgada em emissoras de radio local, o esposo da vítima fez denuncia notadamente em face dos absurdos atos oficiais que distorceram a verdade do grave sinistro.
O Ministério Público se manifestou ao encontro da preservação da justiça em face do relato do Dr. Delfino sobre a ingerência dos policiais - familiares do infrator - junto a órgão do DETRAN onde conseguiram a emissão de novo laudo atribuindo culpa recíproca.
O causador do acidente, além de ameaçar o casal de médicos (Drs. Delfino e Margareth) com atos que envolvem seus parentes policiais, está absurdamente exigindo indenização......................
Divulguem!



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“Ser útil nem sempre é ser agradável”jl

Pau Brasil= coração do Brasil.

Este autor concorda com o uso dos seus textos, desde que informem a autoria e o local da divulgação.
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Verde Calistrato

Arlindo Freire*
O Páu-Brasil=Ibirapitanga
Caesalpinia Echinata
Deveria ser
Querido, Amado e Respeitado
Por cada brasileiro
Porque Ainda vive no Brasil
Com folhas Verdes Brilhantes
Mais as flores Amarelas
Exalando Perfume Natural
Dando a sua Mensagem
Com Fortaleza e Esperança
Para toda a Humanidade
Mais os Indígenas e Civilizados
Sem guardar Ódio nem Rancor
Mesmo depois daquele Horror

A semente do Pau-Brasil
Com a forma do Coração
É igual ao mapa do Brasil
Revelando sua Grandeza
Assim como de todo Mar
Em que possamos Amar.

No Pau-Brasil da Colonização
Houve bastante Exploração
Com a madeira e muita Tinta
Antes de ser quase Extinta
Cortada para ser Roubada
No contrabando Embarcada
Com destino a toda Europa
Sem deixar valor de Troca.

No vermelho como Sangue
A seiva do Páu-Brasil é Rica
Para o bom gosto Feminino
Em numerosas tonalidades
Fazendo alegria e bondade
À mulher de variada Idade.

Nas folhas de Verde Brilhante
Caesalpinia se mantém Elegante
Andando pelo mundo Cantante
Olhando e fazendo o que Quer
Com a sua elegância de Mulher
Sem temer o medo do que Vier

Na sua história de 511 Anos
Depois do feito de Cabral
A árvore da origem do Brasil
Ainda existe perante o Mal
Com o passado sobre o Varal
Feito por homens do Covil.

No Amarelo da pequena Flor
Continua sempre o seu Pavor
Sem perder ainda Esperança
Na simbologia da Confiança
E a cabeça para o azul do Céu
Oferecendo néctar para Mel.

O Pau-Brasil em cada Cidade
Pode ser uma feliz Realidade
Na purificação do ar sem Fim
Retirando a substancia Ruim
Para saúde geral com Paz
Pelohumano que sabe e Faz.

No saber atual da Medicina
A pesquisa começa a Falar
Que o Pau-Brasil ajuda Curar
A doença que Extermina
Desde o início dos Tempos.

Podemos pensar além Disso
No silêncio do Compromisso
Plantar pelas ruas e Avenidas
As sementes bem Preferidas
Produzidas em nossas Terras
Desde os planaltos até Serras

Neste mundo da Confusão
O Selecionador de Algodão
Pessoa humilde e Coerente
Deixou na sua vida Patente
Com determinação e Saber
Exemplo para o mundo Ver

Na frente de pequena Casa
Plantou 4 mudas do Vegetal
Na geografia Leste de Natal
Diante das Dunas e Oceano
Hoje com mais de 40 Anos
Como um dos seus Planos
Para defender a Natureza
Com sua decisão ou Firmeza
Hoje em dia ainda vivem Dois
Porque outros já se Foram!!!!
..................................................
Na falta de rima-métrica
Combina-se a Ibirapitanga.
Homenagem
Ao Selecionador de Algodão
Raimundo Calistrato Sousa.
Natal-RN ........ *1911+2001
............................................................
*Jornalista-Sociólogo-UFRN.
Natal-RN-Fev.2012.