quinta-feira, 5 de abril de 2012

Como Jesus pregou o perdão, deixo aqui meu texto de Páscoa, enaltecendo os políticos boa praça.


O POLÍTICO BOA PRAÇA
 
Por Flávio Rezende*
 
            Em determinados momentos históricos a sociedade elege algum bode expiatório e todo mundo pega carona no embalo passando a bater pesado no alvo em voga.
            Os cristãos, antes de Constantino pagaram essa matéria, comendo o pão que o diabo amassou e sofrendo humilhações e perseguições diversas. Podemos lembrar ainda nos Estados Unidos os negros e os comunistas, os muçulmanos na Índia e os escravos no Brasil.
            Hoje quem está sendo escorraçado por aqui são os políticos. Não tenho a intenção de analisar se eles merecem ou não. O fato é que todas as mazelas da nação estão sendo creditadas a esta classe que tem representatividade em todos os níveis.
            Preste atenção nos restaurantes, shows, praias, aviões, solenidades, universidades e, perceba que é raro um político ser naturalmente ovacionado pelas pessoas. O que acontece mesmo é o comentário negativo, a vaia eufórica e o olhar condenatório.
            Apesar dessa constatação, vejo um lado bom nos políticos. Eles prestigiam as pessoas em suas promoções e, isso, tenha certeza, é muito importante. Quem não gosta de ver pessoas prestigiando a formatura do filho, o batizado, o aniversário, o lançamento do próprio livro, a inauguração da clínica ou atendendo convite para um almoço fraterno?
            Tenho feito muitas ações em torno da Casa do Bem e algumas pessoais e sempre convido meus muitos amigos e amigas. Na verdade poucos prestigiam as coisas que faço, mas, os políticos estão sempre lá. Neste momento não me interessa se eles vão pensando em algo, o que vale é que eles estão presentes e eu fico feliz por ter sido prestigiado.
            Então não vejo só negatividade em torno dos políticos. Eles também são boa praça. Sorridentes, gentis, prestigiam as pessoas em suas promoções pessoais e, muitos, realmente trabalham em prol do coletivo.
            Para os que andam agindo egoisticamente, lembramos aquela lei muito aceita na Índia, a do carma ou karma. No Wikipédia karma vem do sânscrito e é “um termo de uso religioso dentro das doutrinas budista, hinduísta e jainista, adotado posteriormente também pela Teosofia, pelo espiritismo e por um subgrupo significativo do movimento New Age, para expressar um conjunto de ações dos homens e suas consequências. Este termo, na física, é equivalente a lei: "Para toda ação existe uma reação de força equivalente em sentido contrário". Neste caso, para toda ação tomada pelo Homem ele pode esperar uma reação. Se praticou o mal então receberá de volta um mal em intensidade equivalente ao mal causado. Se praticou o bem então receberá de volta um bem em intensidade equivalente ao bem causado. Dependendo da doutrina e dos dogmas da religião discutida, este termo pode parecer diferente, porém sua essência sempre foca as ações e suas consequências”.
            Aos políticos do bem, então, as boas ações terão boas reações. Os demais...


* É escritor, jornalista e ativista social em Natal/RN (escritorflaviorezende@gmail.com)

quarta-feira, 4 de abril de 2012


Dois novos livros de Itamar de Souza

Daladier Pessoa Cunha Lima
Reitor da FARN
                                                                                                                                         
Há poucos dias, recebi a visita sempre alegre do amigo Itamar de Souza.  Seu bom humor é constante, humor a fluir com arguta inteligência e, algumas vezes, com sutil ironia.  Itamar tem o mérito de analisar os fatos e as circunstâncias de forma sábia, sob a ótica da razão e do humanismo. Em sua personalidade, sobressaem a calma, a visão superior das vivências humanas e o senso crítico equilibrado. É um pesquisador obstinado, pois aproveita todos os momentos para procurar a verdade nos recônditos e nos liames da história, ou nas causas do objeto de estudos, a fim de concluir nova produção cultural. Erudito, figura entre os mais eminentes escritores do Rio Grande do Norte, em todos os tempos, e repete a prática do melhor entre os melhores, do maior entre os maiores, Câmara Cascudo, porquanto seus escritos e suas obras também se assentam em acuradas pesquisas.  Itamar de Souza traz dentro de si a fortaleza do autêntico espírito cristão.  A religião católica faz parte da sua vida, confunde-se com seus atos; sua profunda fé se completa com reflexões teológicas e com estudos filosóficos da igreja de Cristo.
Editados em 2008, dois novos livros de Itamar de Souza serão lançados em breve.  Um dos livros, “Antonio Vieira em Três Dimensões”, é ótimo ensaio sobre um dos maiores estetas/ escritores da língua portuguesa.  O autor aborda três dimensões que preencheram a vida de Vieira: o orador, o político e o missionário.  De início, realça a face mais notória do famoso jesuíta, a do orador sacro; faz rápida passagem sobre o estilo de Vieira e diz que os quase duzentos sermões foram pronunciados na Bahia, em Lisboa, em Roma e no Norte do Brasil (Maranhão e Pará).  Alguns sermões são comentados, um para cada cidade, como o Sermão do Bom Sucesso (Salvador) e o Sermão das Verdades (São Luís do Maranhão).  Quanto à dimensão política, o livro foca na união entre a Igreja Católica e as monarquias de Portugal e da Espanha, durante a expansão marítima desses países: “A esta união entre o Trono e o Altar, para expandir a fé cristã e o Império Lusitano, chamou-se de padroado (em português) e patronato (em espanhol)”.  Em função do padroado, jesuítas, entre outras ordens, vieram para o Brasil, “na manhã da nossa história”. O gênio dos notáveis Sermões cresceu e formou-se intelectualmente nesse ambiente do padroado, e, assim, “...não deve causar surpresa o papel político desempenhado por ele ao longo da sua vida”. Com ênfase, é vista sua passagem pela corte portuguesa, por cerca de dez anos, durante o reinado de D. João IV.  O trabalho missionário compõe a página mais dramática das lides de Vieira, com um legado sem par na defesa dos povos indígenas no Norte do Brasil, conforme consta na obra em apreço.
O outro livro do escritor Itamar de Souza, a ser lançado em breve, é a “Nova História de Natal” – 2ª Edição.  Esse eu já conhecia, pois tive a grande honra de escrever o prefácio.  O excelente livro de 797 páginas ficou muito bonito, com a Fortaleza dos Reis Magos na capa e a Ponte de Todos Newton Navarro na contra-capa.  Em 31/01/2008, publiquei neste jornal um texto sobre esse admirável trabalho que exigiu do autor quarenta anos de pesquisa. Trata-se de obra definitiva, que impressiona pela riqueza de dados, pela precisão dos relatos e pela completude do estudo.  A Nova História de Natal, do pesquisador, historiador, professor, antropólogo, sociólogo e escritor Itamar de Souza, como afirmei no prefácio, merece e precisa estar em todas as bibliotecas do Estado, para que os leitores e estudiosos possam entender como o passado da cidade se transformou no presente e, assim, possam também pensar e projetar melhor o futuro.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Transportadores de ferro de Cruzeta querem receber os fretes.

Trambique? Não sei. O que há é que uma fonte enfurnada, há décadas, na Prefeitura Municipal de Cruzeta, no Seridó doRN, informa que uma empresa indiana, a Susa (ou Suza?) está devendo quase um milhão de reais aos transportadores de minério de ferro para o Porto de Natal. A informação foi prestada na semana passada, em candelária, onde a fonte disse que os camioneiros estão temendo algo no ar, além dos aviões de carreira, pois, em terra, a mineradora está pagando direitinho os donos de ônibus que transportam os trabalhadores de Cruzeta para a zona rural, onde está a mina situada numa velha propriedade do falecido Francisco Nóbrega, o Chico Nóbrega, cujos herdeiros venderam para um grupo minerador.
Sendo procedente, de forma integral, a veracidade da dívida, então vai acontecer um abalo grande nas pequenas empresas transportadoras de minério da região. O último carregamento de ferro para o porrto de Natal, com destino à China, aconteceu em meados de outubro/novembro de 2011.

domingo, 1 de abril de 2012


Muito
Edição de sábado, 31 de março de 2012 
Entrevista >> Adriano de Sousa

"O propósito da revista é a ilusão"

O que acontece quando um dos melhores poetas em atividade do Rio Grande do Norte e também publicitário de sucesso resolve editar e publicar uma revista literária de conteúdo exclusivo dedicado à história do estado potiguar? A segunda edição da revista Perigo Iminente (Editora Flor do Sal, R$ 40, 152 pág) chega hoje às livrarias. Já na manchete o estímulo à reflexão: "Pensar/ se/ potiguar", publicado sobreposto para instigar possibilidades. E elas continuam no subtítulo: "Recortes do espaço, vislumbres do tempo, rascunhos das gentes que in/definem a identidade da tribo". E prosseguem pelo resto da edição em diferentes formatos de linguagem. A questão da identidade potiguar é tratada na publicação sob diferentes ângulos literários, antropológicos, históricos e culturais. Os textos ora explicam, ora confundem, ora ressaltam, ora divertem, ora ironizam, ora comprovam e, por fim, refletem um recorte significativo do que é e quem é o potiguar. Cartas e tratados datados do século 16 se juntam a imagens históricas, artigos antigos e novos, poesias (muitas), textos historiográficos e ensaio fotográfico, finalizando com um teatro de mamulengos, para um recorte, no tempo e no espaço, do mar ao sertão, da capital ao seridó, do sal ao sol do Rio Grande do Norte. Já no editorial, o editor Adriano de Sousa explica: "Perigo Iminente não pretende reduzir a identidade potiguar a uma revista nem tenciona ser um panfleto contra a historiografia oficial. A pretensão é mais singela, mais lúdica: ser um pequeno almanaque do que somos e do que pensamos de nós. E divertir-se com isso. Não como um mero pastiche gráfico dos almanaques - esses googles analógicos, gutemberguianos, quase extintos como fontes de saber e lazer; antes, como uma antologia dos modos de ser potiguar, que, elaborados em épocas diferentes, coexistem no tempo histórico como possibilidades de explicação de nós.


Foto: Fábio Cortez/DN/D.A Press
O que lhe motivou a criar a revista Perigo Iminente? Qual o propósito da revista?

A editora publica a revista pela mesma motivação de publicar livros: o prazer de editá-los e a ilusão de que isso é viável num lugar onde mais gente escreve do que lê. O propósito é a ilusão.

O nome da revista é uma provocação?

Não, não é uma provocação. É uma expressão bacana, criativa, de Manuel Dantas, tema do número 1. O nome veio dessa pertinência.

O projeto gráfico deste segundo número mudou bastante com relação ao primeiro. Será definitivo? Aliás, a revista se pretende anual?

A variação de forma (no volume e na linguagem gráfica) é para a revista variar de si mesma, assim como a temática. A periodicidade anual dispensa-a da obrigação com formatos estanques. Mas ela vai sempre se parecer com um livro.

O conjunto de textos (ou a própria manchete da revista), se analisado de forma contextualizada, deixa transparecer a alguns, certa ironia, no sentido de que o RN não tem identidade.Qual a opinião do editor para esta questão?

Se há ironia, é inconsciente. No editorial, está dito que a revista não pretende provar nenhum sim, nenhum não. Nem talvez. Ela não é um dossiê científico, embora contenha textos acadêmicos de qualidade; é um almanaque que reúne possibilidades de identidade. Um retrato inacabado, sob o photoshop contínuo da história e da cultura. 



Estamos em plena Quaresma

               O tempo quaresmal é o tempo litúrgico de conversão estabelecido pela Igreja para que nos preparemos para a grande festa da Páscoa. É tempo de nos arrependermos dos nossos pecados e de mudar algo em que precisamos ser melhores para viver mais próximos de Cristo. A Quaresma dura 40 dias; começa na Quarta-feira de Cinzas e termina no Domingo de Ramos. Ao longo desse período, sobretudo na liturgia do domingo, fazemos um esforço para recuperar o ritmo e o chamado de verdadeiros filhos de Deus. A cor litúrgica desse período é o roxo, que significa luto e penitência. É um período de reflexão, de penitência, de conversão espiritual em preparação para o mistério pascal. Na Quaresma, Cristo nos convida a mudar de vida. A Igreja nos convida a viver esse tempo como um caminho a Jesus Cristo, escutando a Palavra de Deus, orando, compartilhando com o próximo e praticando boas obras. Ela nos convida a viver atitudes cristãs a fim de que nos pareçamos mais com Jesus Cristo, já que por ação do pecado, nos afastamos de Deus. Por isso, a Quaresma é o tempo especial do perdão e da reconciliação fraterna. A cada dia, durante a vida, devemos retirar de nosso coração o ódio, o rancor, a inveja, os zelos que se opõem ao nosso amor a Deus e aos irmãos. Nesse tempo, aprendemos a conhecer e a apreciar a cruz de Jesus. Com isso aprendemos também a tomar nossa cruz com alegria para alcançar a glória da ressurreição. (Padre Paulo Ricardo - O que é a Quaresma)


 Domingo de Ramos

                       Domingo de Ramos é o dia em que celebramos a "entrada triunfal" de Jesus em Jerusalém, exatamente uma semana antes da sua ressurreição (Mateus 21:1-11). Cerca de 450-500 anos antes, o profeta Zacarias havia profetizado: "Alegra-te muito, ó filha de Sião; exulta, ó filha de Jerusalém: eis aí te vem o teu Rei, justo e salvador, humilde, montado em jumento, num jumentinho, cria de jumenta" (Zacarias 9:9). Mateus 21:7-9 registra o cumprimento dessa profecia: "...trouxeram a jumenta e o jumentinho. Então, puseram em cima deles as suas vestes, e sobre elas Jesus montou. E a maior parte da multidão estendeu as suas vestes pelo caminho, e outros cortavam ramos de árvores, espalhando-os pela estrada. E as multidões, tanto as que o precediam como as que o seguiam, clamavam: Hosana ao Filho de Davi! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana nas maiores alturas!" Este evento aconteceu no domingo antes da crucificação de Jesus.

                Em memória deste evento é que nós celebramos o Domingo de Ramos. Este dia tem esse nome por causa dos ramos de palmeira que foram colocados na estrada enquanto Jesus montava no jumento em Jerusalém. Domingo de Ramos foi o cumprimento das "setenta semanas" do profeta Daniel: "Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até ao Ungido, ao Príncipe, sete semanas e sessenta e duas semanas; as praças e as circunvalações se reedificarão, mas em tempos angustiosos"(Daniel 9:25). João 1:11 nos diz: "Ele Veio para o que era seu, e os seus não o receberam". As mesmas multidões que gritaram "Hosana" agora estavam gritando "Crucifica-o" cinco dias depois (Mateus 27:22-23).
Fonte:blogde cmirandagomes.blogspot.com