sábado, 5 de maio de 2012

Um pouco da história da extração de petróleo em Mossoró.





AZIZ AB’SÁBER E O PETRÓLEO POTIGUAR




Geógrafo Aziz Nacib Ab’Sáber (1924-2012)
A importância do petróleo como força motriz para a economia nacional poderá ser vista na Matriz Energética Brasileira por Fontes Primárias, acompanhando de perto s Matriz Energética Mundial. Os combustíveis fósseis ocupam, no Brasil, a fração majoritária de 38,0% em nossa matriz, enquanto em nível mundial esta parcela era de 33,1% conforme dados de 2008.
Neste cenário está inserido o rio Grande do Norte (RN) como um dos principais 11 Estados produtores de petróleo e gás natural no Brasil, como responsável por 10,0% da produção nacional, com a extração média histórica diária de 80.572 barris. Quando se refere a produção em campos petrolíferos terrestres a posição do RN salta para o primeiro lugar nacional. Sua área de produção localiza-se nos domínios da Bacia Sedimentar Potiguar, operando atualmente com 77 campos terrestres na maioria em fase de produção e menos de dez em fase de desenvolvimento. Embora o número de poços em operação sofra variações frequentes, quando sua totalidade estava em 3.551 poços, 3.440 eram poços terrestres, e apenas 3,12% correspondiam aos poços localizados no campo marítimo da plataforma continental no litoral potiguar.
Em 2011 a produção de petróleo no RN chegou ao volume de 21,3 milhões de barris, com fração majoritária de 18,6 milhões de barris em poços terrestres e o restante, 2,7 milhões em plataformas marítimas. Transformando este volume total produzido em cifras monetárias, chegaremos ao valor anual de produção do petróleo potiguar em 2011 a 3,56 bilhões de Reais. Parte desta verba é transformada em “Royalties do Petróleo” que são distribuídos mensalmente para 94 municípios potiguares. No dia 23 de março deste ano a Agência Nacional de Petróleo informou o crédito de R$ 19.393.735,47 nas contas dos 94 municípios produtores, com o acumulado dos primeiro trimestre do presente ano de R$ 55.362.630,83. Os benefícios para os municípios e região são produtos das próprias instalações das unidades da cadeia produtiva do petróleo, uma vez que geram empregos, geram tributos, etc., e movimentam substancialmente a economia local e regional, os quais são somados aos “royalties” recebidos.
O desenvolvimento econômico e social em uma região petrolífera estava nas previsões do grande batalhador pelo petróleo potiguar, o agrônomo Vingt-Un Rosado, que em 1965, quando era diretor da Escola Superior de Agronomia de Mossoró, teve um encontro com o renomado geógrafo Aziz Ab’Sáber, levando a ele questões sobre a existência de petróleo naquele município.
A certeza do Vingt-Un Rosado teve início na sua busca incessante pelas provas técnicas e científicas sobre a existência de petróleo no Rio Grande do Norte. Foi no final da década dos anos 1940 que ele teve contato com o trabalho de autoria do geólogo norte-americano Jonh Casper Branner da Universidade Stanford, Califórnia (EUA), intitulado “Possibilidade de Petróleo no Brasil”, publicado em 1922. Conforme referência no artigo do Prof. José Romero Araújo Cardoso “[...] Branner enfatizou que dos cinco horizontes geológicos que produzem petróleo em outras partes do mundo, chamados Devoniano, Carbonífero, Permiano, Cretáceo e Terciário, são encontrados no Brasil [...]”; ”[...] Quando se referiu ao período Terciário destacou que, nas formações costeiras, parece inteiramente possível que esta zona contêm petróleo onde se alarga para o interior, como na Bahia, até 300 milhas, e Mossoró, no Estado do Rio Grande do Norte [...]”.
A partir das leituras iniciais em esparsos artigos, Vingt-Un tornou-se ferrenho defensor da ocorrência de petróleo no Estado do Rio Grande do Norte e de seus benefícios econômicos e financeiros. Na busca incessante por documentação que comprovasse a sua afirmação, os ecos do movimento “o petróleo é nosso”, ele encontrou aqui no RN, correspondência datada de 22 de fevereiro de 1854, do Padre Florêncio Gomes de Oliveira ao naturalista francês Louis Jacques Brunet que realizou estudos sobre o quadro natural nordestino, em meados do Sec. XIX, em comissão organizada pelo Governo Brasileiro. O Padre Flor6encio informou ao cientista francês sobre prováveis ocorrências minerais na Região Oeste potiguar.
Atas da Câmara de Vereadores de Apodi nos anos de 1852 e 1853 enfatizavam os estudos geológicos do Padre Florêncio, foi encontrada uma indicação frisando que “[...] em um dos recantos da lagoa desta vila, que está mais em contato com as substâncias minerais da serra tem-se coalhado, em alguns anos, uma substância betuminosa, inflamável e de boa luz semelhante à cera em quantidade tal que se pode carregar carros dela [...]”. Continuando o Prof. Cardoso referindo-se à obra do Agr. Rosado, “Minhas Memórias do Petróleo Mossoroense” publicada em 2000, ele transcreve: “[...] a <> referida na ata de 1852 poderia perfeitamente tratar-se de exsudações de óleo, fato não de todo desconhecido na Chapada do Apodi. Bancos fossilíferos com odor de <> é há muito conhecido na região[...]”. Outras provas foram encontradas por Rosado em jornal local, como no “O Mossoroense”, que relata no ano de 1908 que, “[...] o farmacêutico Jerônimo Rosado havia constatado a existência de elaterita no açude de carnaúbas (RN), sugerindo a utilização dessa combustível fóssil para iluminar a cidade. A elaterita é um betume elástico, enquanto fresco, endurecendo quando exposto aos fatores exógenos”.
A luta de Vingou Rosado em prol da pesquisa para a exploração comercial do petróleo não era bem recebida pelos governantes daquela época, e precisava de aval de pessoas de renome para as suas afirmações, para a materialização dos seus sonhos, acreditando a existência do “ouro negro” em território potiguar. Foi neste cenário que em 1965 o Eng. Vingt-Un Rosado se encontrou com o geógrafo Aziz Ab’Sáber. O relato sobre este encontro histórico foi narrado por Ab’Sáber quando de sua homenagem durante a realização da 62ª. Reunião Anual da SBPC, em julho de 2010 em Natal, RN. “[...]Ab’Saber conta que estava em Mossoró a trabalho: <>, informou, acrescentando que à época não poderia assinar o trabalho. Dessa forma, a plaqueta Duas Áreas na Região de Mossoró de Interesse para as Pesquisas de Petróleo, teve como autor Antônio Natércio de Almeida, nome inventado por Vingt-Un e cujas letras iniciais reproduziam as do verdadeiro autor Aziz Nacib Ab’Saber [...]”. “[...]Ab’Saber contou ainda que o estudo, que indicava as bacias entre o baixo Jaguaribe e o Mossoró-Apodi e entre o Mossoró-Apodi e o Piranhas-Açu como áreas propícias para a pesquisa de petróleo, foi entregue à direção da Petrobras, porém não conseguiu convencer. "Somente mais tarde, o próprio Vingt-Un esteve à frente da descoberta que confirmava sua hipótese de que Mossoró tinha petróleo", reconheceu.”
Em 1966, o prefeito de Mossoró contratou uma firma para abrir um poço d’água, supervisionado pelo geólogo Lúcio Cavalcante, na praça Pe. João Mota. O poço jorrou petróleo misturado com água e serviu de combustível para as lamparinas da população pobre “durante meses”. Mesmo assim, os poços experimentais perfurados pela PETROBRAS indicaram que a quantidade não era suficiente para a extração em nível comercial, e abandonou a proposta.
Somente em 1974, no início da Crise do Petróleo capitaneada pela OPEP, que o Presidente Ernesto Geisel autorizou a PETROBRAS a intensificar suas pesquisas em todo território nacional, na tentativa de reduzir as importações dos países árabes. Foi durante essa crise do petróleo que, em 1974, chegou a primeira plataforma continental na costa de Macau, RN, e no próximo ano, o poço marítimo RNS-3 já estava produzindo.




Poço de petróleo em Mossoró, RN, operando em plena caatinga.
Crédito: http://www.1000dias.com/ana/mossoro-a-canoa-quebrada/
Em 1979, quando perfuraram os poços de água para o abastecimento das piscinas térmicas do hotel Thermas, em Mossoró, apareceu petróleo novamente, desta vez em maior quantidade. O poço MO-13 originou o campo de Mossoró, em 1979. No início de 1980 foi perfurado com sucesso o poço Mossoró-14, o primeiro poço terrestre comercialmente viável nas terras potiguares. As perfurações dos poços terrestres foram intensificadas no início da década dos anos 1980, nos municípios de Macau, Areia Branca, Alto do Rodrigues e Mossoró.
Este ensaio foi produzido como uma homenagem ao inesquecível geógrafo Aziz Nacib Ab’Sáber (1924-2012). Ele foi lembrado por várias instituições potiguares por sua participação na história do Estado, principalmente como defensor da causa do “Petróleo Potiguar”.
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REFERÊNCIAS
AGÊNCIA NACIONAL DE PETROLEO, GÁS NATURAL E BIOENERGIA/Superintendência de Participações Governamentais. Royalties crédito em: 23/03/2012. Brasília, DF: MME. 2012.
ARAÚJO, José Romero.. Fundação Vingt-Un Rosado/Coleção Mossoroense. Mossoró, RN. s/d. A batalha de Vingt-Un Rosado em defesa da ocorrência de petróleo na bacia potiguar
ARAÚJO, Vagner. A história do petróleo no Rio Grande do Norte. (2010).
COSTA, Mônica. Aziz Ab’Saber critica utilização da ciência para concentração de riquezas. Ciência Sempre No. 19. Natal, RN: FAPERN. 2011.
ROCHA, Marcus. O cenário atual do setor de petróleo no Rio Grande do Norte. Natal, RN: PETROBRAS. 2010.
SEGANTINI, Giovanna Tonetto; LUCENA, Edzana Roberta Ferreira da Cunha Vieira; OLIVEIRA, Ridalvo Medeiros Alves de. Análise do Impacto dos Royalties do Petróleo no Desenvolvimento Local dos Municípios Potiguares. Revista Ambiente Contábil – UFRN – Natal-RN, v. 1. n. 2, p. 12 – 21, jul./dez. 2009.
http://fmmdl.sites.uol.com.br/artigos/petroleo.htm
http://www.vagneraraujo.com/2010/08/historia-do-petroleo-no-rio-grande-do.html
http://www.blogdobg.com.br/2012/01/rn-e-o-5%C2%BA-maior-produtor-de-petroleo-do-brasil/

Valmir de França
*Doutor em Ecologia de Ambientes Aquáticos Continentais/UEM e Universidade Rennes 2, França.
CIÊNCIA EM FOCO é uma Coluna que tem por objetivo a Popularização e Divulgação Científica, no contexto da Educação Científica.
Os temas são abordados em forma de comentários do próprio autor; através de vulgarização de artigos científicos; ensaios, por meio de traduções, de transcrições e demais meios para que o conhecimento científico chegue a todos os leitores de O CAIÇARA “ON LINE”.
*defranca@uel.br; defranca_v@hotmail.com
Endereço para acessar o CV LATTES:
http://lattes.cnpq.br/3639473647113056

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Como desenvolver o país através da tecnologia.



Tecnologia, Desenvolvimento e Ilusões

Adriano Benayon * - 02.05.2012

No momento em que surgem novos avanços na nanotecnologia e na criação de materiais, como o grafeno, é fundamental compreender a interação da tecnologia com o desenvolvimento econômico e social.

2. Indispensável afastar ilusões, pois não há algo de que se fale tanto e de que se entenda tão pouco como essa interação. Mesmo os  que trabalham em  inovar com produtos e processos não têm, na maioria, a percepção de como um país se desenvolve através da  tecnologia.

3. Na teoria econômica, ela é vista como progresso técnico e elemento externo à função de produção, na qual entram os fatores: recursos naturais, trabalho e capital (conjunto de máquinas, instrumentos e materiais utilizados na produção).

4. Alguns autores assinalam o papel da tecnologia como fator organizativo, que determina a composição e a proporção dos fatores de produção.

5. Os que exercem poder sobre o capital, privado ou  público, escolhem a tecnologia a ser adotada.  Para isso, baseiam-se, de um lado, no que os técnicos criam e, de outro, nas estratégias de mercado e/ou nos objetivos da política econômica. Os criadores de tecnologias as desenvolvem em função de suas ideias e do que lhes é demandado por parte dos que comandam o capital.

6. Fator invisível, mas concreto, da produção, a tecnologia decorre do trabalho, pois é gente que a produz: engenheiros, técnicos, artesãos (como nos primeiros séculos da industrialização) ou operários.

7. Por outro lado, tendo valor - e muito, do ponto de vista do mercado e em termos monetários - a tecnologia é quase sempre apropriada pelos detentores do capital, podendo a mais-valia ser especialmente elevada.

8. De resto, o ordenamento jurídico da propriedade industrial está no Acordo TRIPS (Trade Related Intellectual Property Rights) da Organização Mundial do Comércio (OMC), aprovado no Brasil, no final de 1994.

9. Esse acordo protege, muito mais que os direitos dos inventores, as corporações transnacionais. É instrumento da oligarquia para aprofundar o apartheid tecnológico, impedindo a absorção de tecnologia por países e  empresas de menor desenvolvimento.

10. A lesão ao desenvolvimento tecnológico do País foi reforçada com a Lei de Propriedade Industrial, 9.279/1996, enviesada em favor das empresas transnacionais, que controlam os mercados no Brasil.

11. Essas legislações inserem-se no salto qualitativo do crescimento da concentração do poder sob o império anglo-americano, em seguida ao desmantelamento da União Soviética. Foi assim radicalizada a apropriação da tecnologia pelos concentradores transnacionais do poder econômico.

12 Se, antes de 1990, já prevalecia o comando do capitalismo – por definição, concentrador – sobre os benefícios e os rendimentos monetários advindos da tecnologia, esta passou, desde então, a ser cada vez mais amplamente expropriada do Estado, dos empresários médios e pequenos, bem como dos técnicos e demais trabalhadores.

13. Tal como os demais bens suscetíveis de serem públicos, ou de - embora privados - beneficiarem o conjunto da sociedade, a tecnologia vem sendo objeto da privatização concentradora.

14. E o que  isso tem a ver com a desindustrialização do Brasil, com o baixo percentual de empregos de qualidade, com as infra-estruturas econômica e social mal construídas e deterioradas? E com o enorme déficit nas transações correntes com o exterior, o qual não arrefece nem com a redução da demanda, como foi em 2011?

15. Ora,  o Brasil, após agosto de 1954, foi sendo inviabilizado em termos de desenvolvimento econômico e social, ao ter continuadamente subsidiado a ocupação do mercado por empresas transnacionais. Com esse tipo de ocupação, não se desenvolvem tecnologias nacionais, pois raras são as as empresas de capital nacional que subsistem no mercado.

16. Aí reside um ponto-chave: tecnologia capaz de alavancar o desenvolvimento só cresce dentro de empresas em competição nos mercados. Entretanto, domina, na opinião comum, a falsa  concepção de que o Brasil está atrasado tecnologicamente porque investe pouco em educação, ciência, pesquisa básica e tecnologia. 

17. É verdade que investe relativamente pouco. Mas o grave mesmo é que, desse pouco, quase nada resulta em proveito da economia do País. Por que? Porque não há empresas nacionais evoluindo com progressos tecnológicos próprios. Elas simplesmente ficaram sem chance de permanecer no mercado ou de nele entrar, salvo em raros e passageiros nichos, logo apropriados pelos concentradores, principalmente transnacionais.

18. Poderíamos comparar a tecnologia aos nutrientes e adubos de uma planta, que seria a empresa produtiva. Ora, se a planta não é nossa, de pouco nos serve alimentá-la.

19. As transnacionais têm seus centros tecnológicos, em geral nas matrizes, e utilizam nas subsidiárias daqui a tecnologia já paga no exterior durante anos de vendas, o que lhes permite custo real zero no Brasil. Não têm, pois, interesse em investir nem em adquirir alguma aqui desenvolvida.

20. Se alguma lhes interessar, quase nada pagarão por ela, porque, controlando o mercado em sistema de oligopólio, impõem os preços e as condições, na qualidade de únicas compradoras. O que fizeram muito foi adquirir empresas nacionais apertadas pela política econômica, que as oprime em favor das ETNs.

21. Esta é a síntese da questão, como expus e documentei no meu livro “Globalização versus Desenvolvimento: Não existe país que se tenha desenvolvido, havendo entregado seu mercado a empresas comandadas por capitais estrangeiros.

22. Portanto, o conceito de “transferência de tecnologia” no Brasil só tem sentido na direção inversa àquela em que costumam falar dele: de brasileiros para as transnacionais dos países ditos desenvolvidos, ao contrário do que acontece(u) nos países realmente em desenvolvimento.

23. Agradeço ao Prof. Weber de Figueiredo, da UFRJ, por me ter transmitido  um exemplo típico da ilusãodesenvolvimentista” fomentada  por JK:  a eliminação de mais um projeto de indústria nacional, a Romisetta.

24.  Figueiredo assim resumiu informações de Fernando Campanholo sobre esse veículo  produzido pela Romi, empresa brasileira de Santa Bárbara do Oeste (SP), de 1956 a 1959:

O governo JK abriu linha de financiamento subsidiado destinado às multinacionais de automóveis que se estavam instalando no Brasil. A nacional Romi também pleiteou o financiamento, deixando os burocratas embaraçados, pois o financiamento fora pensado apenas para as multinacionais. Mas uma solução engenhosa foi encontrada. O governo baixou uma portaria definindo que automóvel é o veículo que tem dois bancos, o dianteiro e o traseiro! E, assim, a brasileira Romi foi jogada para escanteio, ficando fora do financiamento oficial, falindo a sua linha automotiva.”

25. A Romisetta era um carro leve, de um só banco. Mas o importante é começar a produzir para o mercado, o primeiro passo para evoluir em tecnologia. Não importa não ser de primeira linha.

26. O Fusca da VW chegou a mais de 50% do mercado, dominou-o por mais de vinte anos e pouco evoluiu. Fora desenvolvido nos anos 1930, e a VW  ganhou o incrível subsídio, dado às multinacionais,  em 1954,  de registrar como investimento em moeda, o equipamento e tecnologia de produção, então mais do que amortizados. Portanto, custo zero para o capital e a tecnologia. Além disso, com JK, mais subsídios, como o financiamento oficial.

27. Campanholo conclui: “A fabricação de 3.000 unidades no Brasil no período de 1956 até 1961, principalmente comparados às 22.543 Isettas-BMW fabricadas somente em 1956 pela Alemanha, fica como triste lembrança de quanto nós estamos suscetíveis e passivos aos mandos e desmandos do capital estrangeiro. Até hoje.”

28. Resultado: as transnacionais, que ficaram com o mercado brasileiro de graça, continuam recebendo subsídios e remetendo centenas de bilhões de dólares para o exterior, a diversos títulos. Isso significa descapitalizar o País.

29. O Brasil foi programado pelo império anglo-americano para ser uma área de exploração de recursos naturais, em condição semelhante à maioria dos países africanos, submetidos ao mesmo tipo de intervenção. Além disso, em base de lucros provenientes também da indústria, controlada pelas transnacionais.

30. Foram elementos-chave da estratégia para que esse programa tenha sido realizado a pleno contento das potências imperiais e associadas: 1) a intervenção política e militar diretamente junto aos governos brasileiros; 2) a intervenção do dinheiro e da corrupção nas eleições, no sistema formalmente democrático; 3) o genocídio cultural; 4) o fomento da crença em que a entrada do capital estrangeiro favorece o desenvolvimento, complementa a poupança nacional, e em outras falácias.

31. Os entreguistas, culminando com os mega-entreguistas Collor e FHC, radicalizaram  a aplicação dessa fé bizarra e fatal. Foram muito além da simples abertura ao comércio: fizeram o Estado brasileiro subsidiar os investimentos diretos estrangeiros, de forma inacreditável, e discriminar contra o capital nacional.

32.  O Brasil não deixará de ser um país saqueado e enganado pela conversa fiada, enquanto não se reverter, de modo cabal, tudo isso e a mentalidade subjacente.

33. Eis algumas consequências para um país que participa do BRICs e pleiteia assento permanente no Conselho de Segurança da ONU, só para ser enrolado pela potência dominante:

"Dos 25 navios da Marinha de Guerra do Brasil apenas 14 estão em condições de navegar, e dos seus 23 aviões apenas um tem condições de levantar voo. Enquanto isso, a Rússia, a Índia e a China são potências nucleares, detentoras de tecnologia militar de altíssimo nível..."

"Não produzimos sequer uma calculadora de bolso, pois falta-nos até fábrica de chips somos meros montadores de aparelhos eletrônicos."


*  - Adriano Benayon é Doutor em Economia e autor de “Globalização versus Desenvolvimento” abenayon.df@gmail.com

quinta-feira, 3 de maio de 2012

E haja festas em Gaumaré! E o povo que se dane?


Êta, Brasil velho de guerra!!! E o nosso RN faz parte dele !!! E voce não vê um FDP desses algemado e preso junto com Cachoeira!!!

 

Prefeito de Guamaré tá tocando fogo em dinheiro publico

- O prefeito de Guamaré Emilson de Borba Cunha (PTN), anda torrando o dinheiro público sem dó e sem piedade. Além de gastar quase R$ 2 milhões com a farra da contratação de bandas e cantores famosos nacionais, ele vai literalmente tocar fogo em quase R$ 180 mil com a aquisição de fogos e artifícios.
De acordo com o Diário Oficial do Município, o prefeito Emilson de Borba Cunha para atender as necessidades das Festividades do Calendário de Eventos Turísticos do Município de Guamaré/RN, fechou contrato com ALEX SOARES GOMES-ME, no valor global de R$ 176.450,00 (cento e setenta e seis mil quatrocentos e cinquenta reais).
Por Valderi Tavares

Prefeito de Guamaré decreta emergência mas contrata bandas por quase R$ 2 milhões

Depois de decretar situação de emergência no município, o novo prefeito de Guamaré, Emilson de Borba Cunha (PTN), que assumiu o cargo recentemente, vai torrar quase meio milhão de reais com a contratação da famosa dupla sertaneja Zezé de Camargo e Luciano para a apresentação de um único show no próximo sábado, dia 5, na festa de 50 anos de emancipação política da cidade.
Com a contratação da Banda Cheiro de Amor, através da Empresa CAVEL PRODUÇÕES EVENTOS E SERVIÇOS LTDA, para abrilhantar às festividades dos 50 anos de Emancipação Política de 2012 do Município de Guamaré/RN, o prefeito Emilson de Borba Cunha vai gastar um valor total: R$ 215.000,00(Duzentos e Quinze Mil Reais ); totalizando a bagatela de quase R$ 700 mil apenas com as duas contratações sem licitação.
A estimativa é de que a Prefeitura torre quase R$ 2 milhões com a farra. Além das atrações nacionais como Zezé de Camargo e Luciano, e Banda Cheiro de Amor, o prefeito Emilson de Borba Cunha também contratou Fabio Jr, Reginaldo Rossi, Parangolé, e mais Chicabana, Garota Safada, Mastruz com Leite, Forró da Pegação, Amigos Sertanejos. O Município de Guamaré celebra de 01 a 06 de maio, 50 anos de emancipação política.
Confira: