sexta-feira, 1 de junho de 2012

O bate boca repercute mundo afora.

Blog de mossoró.

quarta-feira, 30 de maio de 2012


GILMAR MENDES: LULA É A CENTRAL DE DIVULGAÇÃO DE BOATOS



Gustavo Gantois = 

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), voltou a se defender nesta terça-feira(29/5) do que considera um ataque promovido por "bandidos e gângsters" que estariam tentando atrapalhar o julgamento do mensalão. Segundo Mendes, o ex-presidente Lula estaria servindo de "central de divulgação" de boatos contra ele.

"Ele recebeu esse tipo de informação. Era gente que o subsidiou com esse tipo de informação e ele acreditou nela", afirmou o ministro.

Questionado se Lula seria responsável por disseminar a história de que teria viajado a Berlim com o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) custeado pelo bicheiro Carlinhos Cachoeira, Mendes foi ainda mais enfático. "As notícias que me chegaram é que sim. Ele era a central de divulgação disso", acusou.

O ministro entregou aos jornalistas uma pasta com documentos e extratos de cartão de crédito que acusam as despesas sobre a viagem à Granada, na Espanha, em abril do ano passado. Segundo Gilmar Mendes, ele foi participar da inauguração do Centro de Investigação de Direito Constitucional da universidade local e aproveitou para encontrar Demóstenes em Berlim. 

De acordo com os documentos, a primeira parte da viagem, até Granada, foi custeada pelo Supremo. Os papéis advertem que o voo de retorno partindo de Berlim foi alterado por conveniência do ministro Gilmar Mendes. No total, as passagens custaram R$ 16.110,61.

A hospedagem entre os dias 12 e 16 de abril foi paga pela Corte, no valor de US$ 2.425. Entre os dias 19 e 24 de abril, o ministro bancou sua própria estadia em Berlim, no valor de R$ 3.714,20, parcelado em três prestações. No entanto, Mendes não explicou como viajou de Granada para Berlim.

"Vamos parar com fofoca? A gente está lidando com gângsters, com bandidos que ficam plantando essas informações. Desde 1979 eu viajo à Alemanha. 

Sempre vou. Eu tenho uma filha que mora lá, eu dou aula lá. Sou professor de Granada. A passagem é tirada pelo Supremo. Eu preciso de alguém pagando minha passagem, minha gente? Eu não preciso ficar me apropriando de dinheiro de fundo sindical nem de dinheiro de empresa", defendeu-se.

Na avaliação do ministro do Supremo, a tentativa de desmoralizar sua relação com Demóstenes tinha como objetivo atrapalhar o julgamento do mensalão. "O objetivo era melar o julgamento, dizer que o Judiciário estava envolvido numa rede de corrupção. Tentaram fazer isso com o Gurgel e estão tentando fazer isso agora comigo", avaliou Mendes.

Avião
Ainda sobre os boatos de que Cachoeira teria custeado sua viagem, Gilmar Mendes advertiu que lembra de apenas duas ocasiões em que viajou em avião fretado ao convite do senador Demóstenes Torres. As duas foram para Goiânia.

Na primeira, em 2010, foi para um jantar acompanhado do também ministro do STF Dias Toffoli e do ex-ministro Nelson Jobim. A segunda viagem, em 2011, foi para participar como paraninfo de uma formatura de bacharéis em Direito. Desta vez, estava acompanhado pela ministra Fátima Nancy, do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e também por Toffoli.

Segundo o ministro, as viagens foram feitas em aviões da empresa Voar, de táxi aéreo, e que teriam sido cedidos pelo senador. Mendes, no entanto, não soube dizer quem teria custeado o aluguel das aeronaves.

"Se eu pegar uma carona com ele, caso ele tivesse um avião, teria algo de anormal? Eu fui duas vezes a Goiânia a convite dele. Tudo combinado, tudo divulgado. Tem lá anotado qual foi o avião, da empresa Voar. Isso é público, não estou escondendo nada. Vamos dizer que eu tivesse pego um avião que ele tivesse oferecido? Eu tinha algum envolvimento com eventual malfeito dele?", reagiu nervoso.

Carlinhos Cachoeira 
Acusado de comandar a exploração do jogo ilegal em Goiás, Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, foi preso na Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, em 29 de fevereiro de 2012, oito anos após a divulgação de um vídeo em que Waldomiro Diniz, assessor do então ministro da Casa Civil, José Dirceu, lhe pedia propina. 

O escândalo culminou na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Bingos e na revelação do suposto esquema de pagamento de parlamentares que ficou conhecido como mensalão.
Escutas telefônicas realizadas durante a investigação da PF apontaram contatos entre Cachoeira e o senador democrata Demóstenes Torres (GO). Ele reagiu dizendo que a violação do seu sigilo telefônico não havia obedecido a critérios legais. 

Nos dias seguintes, reportagens dos jornais Folha de S.Paulo e O Globo afirmaram, respectivamente, que o grupo de Cachoeira forneceu telefones antigrampos para políticos, entre eles Demóstenes, e que o senador pediu ao empresário que lhe emprestasse R$ 3 mil em despesas com táxi-aéreo. Na conversa, o democrata ainda vazou informações sobre reuniões reservadas que manteve com representantes dos três Poderes.
Pressionado, Demóstenes pediu afastamento da liderança do DEM no Senado em 27 de março. No dia seguinte, o Psol representou contra o parlamentar no Conselho de Ética e, um dia depois, em 29 de março, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski autorizou a quebra de seu sigilo bancário.

O presidente do DEM, senador José Agripino Maia (RN), anunciou em 2 de abril que o partido havia decidido abrir um processo que poderia resultar na expulsão de Demóstenes, que, no dia seguinte, pediu a desfiliação da legenda, encerrando a investigação interna. Mas as denúncias só aumentaram e começaram a atingir outros políticos, agentes públicos e empresas.

Após a publicação de suspeitas de que a construtora Delta, maior recebedora de recursos do governo federal nos últimos três anos, faça parte do esquema de Cachoeira, a empresa anunciou a demissão de um funcionário e uma auditoria. O vazamento das conversas apontam encontros de Cachoeira também com os governadores Agnelo Queiroz (PT), do Distrito Federal, e Marconi Perillo (PSDB), de Goiás. Em 19 de abril, o Congresso criou a CPI mista do Cachoeira.

Quarta – feira 30/5/2012 ás 6:05
Postado pelo Editor

"Quando um magistrado da Corte Suprema bate boca, o Estado de Direito bate os dentes".


Política
Edição de sexta-feira, 1 de junho de 2012 
Ponteio

Aluisio Lacerda // aluisiolacerda@gmail.com

Tudo pelo índio

O Código Florestal e as reservas indígenas não estavam na pauta do Congresso Nacional da Unale, realizado com sucesso em Natal, mas o ex-ministro das Minas e Energia, Shigeaki Ueki, cutucou os ambientalistas ao proferir sua palestra na manhã de ontem sobre o tema central da conferência (energia): "Em nenhum outro país o índio vive apenas da caça e da pesca, só no Brasil". E botou a culpa no Constituinte de 1988 que "concedeu direitos que nem mesmo os índios esperavam". Importantes para a nossa matriz energética, as hidrelétricas não podem avançar porque lá adiante há uma imensa reserva indígena. Além da redução das áreas agrícolas. "Nunca tivemos nem a preocupação de perguntar ao índio se ele não quer ser aculturado", fustigou o nissei que já presidiu a Petrobras. Mas o Brasil é o único país que atingiu a meta da Agência Internacional de Energia, ao estimar para 2030 que o mundo consuma 30% de energia renovável. Nossa matriz energética já supera os 40%. Qual a nossa meta, então? Energia barata, que não deve ser uma política estadual ou municipal, mas nacional. O consumo médio per capita no planeta está em torno de 2.730 kwh/hab. O Brasil perde para Argentina, Chile, Uruguai, Venezuela e nações menos desenvolvidas, como África do Sul.

- O advogado Erick Pereira é o convidado da Federação das Câmaras Municipais do Rio Grande do Norte que realiza hoje, em Caicó, o 1º Simpósio Legislativo do Seridó. "A Ficha Limpa e o Futuro das Candidaturas" é o mote.

- O PSB, que indicará candidato a vice-prefeito na chapa de Carlos Eduardo Alves (PDT), ainda não definiu se o nome é o da deputada estadual Márcia Maia, que resiste, ou o da vereadora natalense, também do PSB, Júlia Arruda.

- Tem cacique analisando as pesquisas eleitorais em Natal. São qualitativas. E que o candidato dele à prefeitura não precisa estar bem nas amostras, basta ser experiente e preparado. Leitura: o novo nem sempre traduz mudanças.

- O Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Rio Grande do Norte (Sinte/RN) terá mesmo de recolher as custas judiciais. O Sinte entrou com ação judicial pedindo a isenção, mas o juiz Ibanez Monteiro, da Vara da Fazenda, negou.

Leitos de UTI 

Pode ter sido mera coincidência, mas a exposição do caos da saúde pública do Rio Grande do Norte na mídia nacional produziu efeitos. O Ministério da Saúde habilitou 29 leitos de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) adulto para o Hospital Walfredo Gurgel e dez leitos pediátricos para o Hospital Infantil Varela Santiago. Portaria nº 497, de 29/05/2012.

Ação parlamentar 

O governador Eduardo Campos (PSB/PE) não ouviu a palestra do ex-ministro Shigeaki Ueki, que criticou o legislador Constituinte de 1988, mas fez o contraponto ao falar para os congressistas da Unale: "A Lei de Responsabilidade Fiscal equilibrou os Estados, temos um sólido sistema financeiro e combatemos as desigualdades. Foram os políticos que construíram isso".

Até os dentes

Numa roda de deputados de vários Estados, momentos antes da abertura do segundo dia do Congresso da Unale, no Centro de Convenções da Via Costeira, um deles resumiu a encrenca entre Lula e Gilmar Mendes citando artigo de Eugênio Bucci, do jornal O Estado de S. Paulo: "Quando um magistrado da Corte Suprema bate boca, o Estado de Direito bate os dentes". 


quarta-feira, 30 de maio de 2012

Acessem à verdade nacional.

Amigos
O site da Biblioteca Nacional com jornais antigos tem um novo enderêço. Por sua importância para as nossas pesquisas informo a todos. 
Vale a pena excursionar por ele. É uma viagem ao passado. Muitas histórias que nos chegaram distorcidas por cronistas tem outras versões nesses jornais. A política era braba como agora. Dependendo do dono do jornal, como hoje, as versões são as mais diversas.Santos viram diabos e o contrário.

http://memoria.bn.br/hdb/periodicos.aspx


PGR »Sinal Fechado: desembargador Expedito Ferreira move ações

Publicação: 30/05/2012 08:45 Atualização: 30/05/2012 08:26
Do Diário de Natal
 
Investigado pela Procuradoria Geral da República (PGR) e pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o desembargador Expedito Ferreira de Souza moveu, na última semana, ações judiciais contra cinco pessoas por calúnia, difamação e injúria. As petições foram feitas entre os dias 17 e 18 deste mês e pedem explicações ao marido da governadora Rosalba Ciarlini, Carlos Augusto Rosado, o ex-secretário da Casa Civil, Paulo de Tarso Fernandes, o procurador geral do Estado, Miguel Josino, e os envolvidos na Operação Sinal Fechado, José Gilmar Carvalho Lopes, Alcides Fernandes e George Olímpio.

De acordo com o site do TJ-RN, o processo contra Carlos Augusto foi arquivado por falta de elementos para comprovar a calúnia. Foi solicitado ao juiz da 7º Vara Criminal, José Armando, que o marido da governadora desse explicações em juízo sobre eventuais citações do nome de Expedito. "Não consegui extrair da narrativa quais teriam sido as referências, alusões ou frases proferidas pelo interpelado [Carlos Augusto] que eventualmentepudessem configurar crimes de calúnia, difamação ou injúria em desfavor do interpelante", diz a sentença.

Na 8ª Vara Criminal foram movidos dois processos. Um contra Miguel Josino e outro contra Paulo de Tarso. Ao procurador geral do Estado também caberia explicações em juízo sobre o envolvimento do desembargador na operação Sinal fechado. Porém, como Josino possui foro privilegiado, o juiz Ivanaldo Bezerra Ferreira dos Santos se declarou incompetente para o caso e determinou a remessa do processo ao TJ. Em relação a Paulo de Tarso, o magistrado relatou que o mesmo não fez nenhuma acusação usando o nome do desembargador e julgou extinta a interpelação judicial movida por Expedito.

As interpelações contra Gilmar da Montana e George Olímpio aparecem nas movimentações do TJ-RN como ainda não julgadas. Ambos são réus no processo decorrente da Sinal Fechado, mas ainda não teriam feito nenhuma acusação pública ao desembargador, ao contrário de Alcides, que durante delação premiada falou ao Ministério Público sobreExpedito ter recebido propina. O processo movido contra Alcides corre na 4ª Vara Criminal.

Apesar de Alcides ter dito ao MP que o desembargador recebeu propina durante as fraudes do sistema de inspeção veicular, o nome de Expedito surgiu pela primeira vez ainda nas interceptações telefônicas feitas nas investigações da Sinal Fechado. O nome do desembargador foi citado várias vezes em conversas entre os empresários Gilmar da Montana e Edson Cézar.