sábado, 7 de julho de 2012

Estudante de Jornalismo é Miss RN.

Kelly Fonseca é eleita Miss RN 2012.  Há três anos, ela ficou atrás de Larissa Costa, eleita a Miss Brasil 2009.
Foto: Canindé Soares
Foi a representante da cidade de Guamaré, Kelly Fonseca, 23 anos, 1,80m, a eleita Miss RN 2012. Estudante de jornalismo, ela disputou a coroa com outras 25 candidatas. O evento aconteceu na noite de ontem (5), no Vila Hall/Hotel Vila do Mar, na via costeira em Natal. Larissa Lima, a  Miss Natal, preferida dos internautas, foi a mais votada no site da Tribuna do Norte, ficou com o segundo lugar no concurso e Lidia  Telles, Miss Mossoró em terceiro.
Feliz com a vitória, a nova Miss RN relembrou sua participação em 2009, quando  ficou em segundo lugar e perdeu o título para Larissa Costa, eleita a Miss Brasil daquele ano. O evento dessa quinta-feira contou com a presença da Miss Brasil 2011, Priscila Machado, que ao entregar a faixa a vencedora, a Miss RN estava viajando, elogiou a beleza das mulheres potiguares. [com informações do jornalista Elias Medeiros e fotos por Canindé Soares]


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Postado por AssessoRN - Jornalista Bosco Araújo no AssessoRN em 7/06/2012 09:12:00

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Dr. Raimundo Nonato.

José Gomes de Melo Filho, no Facebook.

Lamento a morte do Dr. Raimundo Nonato Fernandes, ocorrida hoje, cujo velório está sendo realizado no Morada da Paz em Emaús. Tive o privilégio de gozar de sua amizade. Fomos por vários anos companheiros no Conselho Deliberativo do ABC FC. Uma capacidade em Direito Administrativo, escrevia para Revistas Especializadas, sobre Direito Administrativo, era bastante consultado e citado nos seus trabalhos. Foi por muito tempo Professor da UFRN, também Procurador Geral 
do Estado, por duas vezes. O seu escritório no Edifício  21 de Março, tinha uma clientela seleta. O ABC FC., deve muito pelo seu trabalho em prol das causas que ele defendeu salvando o ABC em várias questões. A família enlutada as minhas condolências. Eternas Saudades.
José Gomes de Melo Filho.
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Comentário: Lamento profundamente  o falecimento do jurista, professor e jornalista Raimundo Nonato Fernandes. Tive oportunidade de entrevistá-lo poucas vêzes, no seu escritório do edifício 21 de Março, no centro de Natal.Ele foi companheiro da redação de A República, nos anos 30, ao lado de Luiz e Djalma Maranhão, Eloi de Souza e Valdemar Araújo. Advogado e amigo de Luiz Ignácio Maranhão Filho, comunista convicto, com quem manteve amizade até sair de Natal para residir no Rio de Janeiro. Nos anos 40, 50 e 60, dr. Raimundo Nonato defendeu Luiz Maranhão de processos oriundos de perseguições políticas em Natal e Recife. Certa vez, quando o procurei para falar sobre Luiz Maranhão (não me lembro a data, mas foi nos anos 90), ele concordou falar, mas estava sem tempo. Essa entrevista, que seria gravada, nunca aconteceu, mas ele me confidenciou que Luiz Maranhão foi facilmente localizado no Rio de Janeiro, onde estava vivendo clandestino, mantendo contactos políticos como dirigente do PCB. "Mas Odete era uma mulher extremamente apaixonada por Luis, coisa que nunca vi igual. O que foi que ela fez, apesar das reações contrátrias? Requereu à reitoria da Universidade Federal do Rio Grande do Norte que fosse redistribuída para a Universidade Federal do Rio de Janeiro. A universidade deferiu logo", disse Raimundo Nonato, na calçada da rua Vigário Bartolomeu, onde aguardou alguns minutos um carro para levá-lo para a sua casa. Ele estava acompanhado de um rapaz que seria um segurança pessoal. Não tenho certeza. Raimundo Nonato ainda disse que a ASI da UFRN funcionava a todo vapor e um pedido daquela natureza teria ajudado a repressão a localizar Luis Maranhão no Rio de Janeiro.
Luiz Gonzaga Cortez Gomes.

segunda-feira, 2 de julho de 2012


02 de julho de 2012 às 18:42
Notícia direto do Tribunal de Justiça:
O juízo da 7ª Vara Criminal de Natal não atendeu por completo o pedido do Ministério Público Estadual e decidiu revogar a prisão temporária do ex- secretário de saúde de Natal, Thiago Trindade, do secretário de planejamento, e finanças Antônio Carlos Soares Luna e do coordenado administrativo e financeiro da SMS, Francisco de Assis Rocha Viana. O magistrado transformou em preventiva a prisão temporária de Antônio Carlos de Oliveira Júnior, da Associação MARCA.
Na decisão, o magistrado afirma: “quanto ao investigado Thiago Barbosa Trindade, malgrado inequivocamente consistentes os indícios que apontam para a sua participação nos crimes apontados pelo Ministério Público em seu pedido inicial, não vejo, no momento presente, necessidade na decretação da sua prisão preventiva”.
Ainda segundo ele, ao menos ao que dos autos emerge até o presente instante, o ex-secretário há algum tempo parece estar afastado do núcleo deliberativo e mesmo do núcleo operacional do esquema tido por criminoso que teria lesado os cofres públicos de Natal, núcleo esse do qual um dia parece ter sido um dos protagonistas. “De todo modo, entendo desnecessária, no momento, a decretação de sua prisão preventiva”, destacou o juiz.
Quanto aos investigados Antônio Luna e Francisco de Assis Viana , o juiz entendeu que as medidas cautelares diversas da prisão às quais já se acham submetidos, já se mostram suficientes ao caso, não sendo de absoluta necessidade, ao menos por enquanto, a decretação de suas prisões preventivas.
A prisão temporária de Antônio Carlos de Oliveira Júnior (Maninho) foi convertida em preventiva para a garantia da ordem pública e para a garantia da ordem econômica, devendo ser expedido o Mandado de Prisão Preventiva em seu desfavor.
“Faça-se constar do Mandado de Prisão Preventiva a ser expedido que, caso o investigado comprove possuir Diploma de Curso Superior, deverá ficar recolhido a prisão especial, nos termos do disposto no art. 295 do Código de Processo Penal, e que, caso comprove ser advogado, deverá ficar recolhido em Sala de Estado Maior, ou local equivalente, em que lhe sejam asseguradas instalações e comodidades condignas, a teor do estabelecido pelo art. 7º, V, da Lei nº 8.906/94”, determinou o magistrado.

Governo Federal ajudará o combate a insegurança no RN.

Força Nacional de Segurança é autorizada a atuar no Rio Grande do Norte, Amazonas e Tocantins

Publicação: 02 de Julho de 2012 às 13:37
Fonte:Tribuna do Norte.

O Ministério da Justiça  autorizou o emprego da Força Nacional de Segurança Pública no  Rio Grande do Norte, Amazonas e Tocantins, para prestar apoio técnico e operacional em aviação policial. A autorização foi feita pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, segundo portaria publicada nesta segunda-feira (2) no Diário Oficial da União.

A Força Nacional irá aos estados para fazer a capacitação de profissionais de segurança pública em operação de aeronaves e radiopatrulhamento aéreo, para combate a incêndios, auxílio em catástrofes, resgate de vítimas, transporte médico e de autoridades.

As atividades estão previstas para durar 120 dias, mas podem ser prorrogadas segundo determinação do ministério.

Confira a portaria na íntegra:

"PORTARIA No- 1.301, DE 29 DE JUNHO DE 2012

Dispõe sobre o emprego da Força Nacional de Segurança Pública nos Estados do Amazonas, Tocantins e Rio Grande do Norte para prestar apoio técnico-operacional em aviação policial.

O MINISTRO DE ESTADO DA JUSTIÇA, no uso das atribuições que lhe conferem o art. 87, incisos I e II do parágrafo único da Constituição, e o art. 4º, § 1º, do Decreto nº 5.289, de 29 de novembro de 2004, e tendo em vista o disposto na Lei nº 11.473, de 10 de maio de 2007, no Decreto nº 5.289, de 29 de novembro de 2004, e no Acordo de Cooperação Federativa nº 09, celebrado entre a União e o Estado do Amazonas, publicado no Diário Oficial da União
de 05/05/2009, no Acordo de Cooperação Federativa nº 032, celebrado entre a União e o Estado do Rio Grande do Norte, publicado no Diário Oficial da União de 23/03/2009, e no Convênio de Cooperação Federativa nº 024, celebrado entre a União e o Estado do Tocantins, publicado no Diário Oficial da União de 20/03/2009, resolve:
Art. 1º Autorizar o emprego da Força Nacional de Segurança Pública, FNSP, nos estados supra referenciados, em caráter episódico e planejado, para prestar apoio técnico-operacional em aviação policial, em consonância com as corporações estaduais envolvidas, atendendo às solicitações dos governadores daqueles estados expressos nos Ofícios nº 27/2011-GE (Amazonas), nº 038/2011-GE (Rio Grande do Norte) e nº 228-GG (Tocantins).

§ 1º As ações de apoio técnico-operacional realizar-se-ão por meio da capacitação de profissionais de segurança pública para operarem aeronaves de asas rotativas pertencentes aos órgãos de segurança pública dos estados solicitantes e do emprego operacional destas aeronaves no radiopatrulhamento aéreo, no combate a incêndios
e grandes catástrofes, no resgate de vítimas, no transporte aeromédico e de autoridades no espaço aéreo dos respectivos entes federados.

§ 2º Compreendem ações de apoio técnico-operacional, também,o apoio técnico de profissionais da Força Nacional nas operações de aviação de segurança pública dos entes federados solicitantes. Art. 2º O prazo, no qual serão realizadas as atividades da Força Nacional de Segurança Pública, será de 120 (cento e vinte) dias, contados a partir da data de publicação desta Portaria, prorrogável, se necessário, conforme artigo 4º, parágrafo 3º, inciso I, do Decreto nº 5.289, de 2004.

Art. 3º Convalida-se os atos relativos ao emprego da Força Nacional nos entes federados durante o ano de 2011, na forma prevista do artigo 55 da Lei nº 9.784 de 29 de janeiro de 1999.

Art. 4º Nortearão as ações da Força Nacional de Segurança Pública o disposto na Lei nº 11.473 de 2007, no Decreto nº 5.289 de 2004, na Portaria MJ nº 178 de 2010, esta última no que for compatível com os demais instrumentos legais citados, e nos Acordos e Convênios de Cooperação Federativa pactuados entre as partes. Art. 5º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.

JOSÉ EDUARDO CARDOZO"

*Com informações da Agência Brasil

Fuja do Carrefour.


[PLURAL] Fuja do Carrefour.

FRANÇOIS SILVESTRE
Escritor
fs.alencar@uol.com.br
Fui a Natal. Precisava resolver algumas coisas e comprar uma televisão. Resolvi fazer isso no Carrefour; tem caixa eletrônico do Banco do Brasil e um chope de boa qualidade na praça de alimentação, apesar do banheiro mal cuidado e fedido. A compra teve tudo de normal, quase tudo. A primeira “TV” foi desaprovada no teste. O testador descobriu que fora usada. Voltei e me entregaram outra. Deixei a “televisão” no carro e voltei à praça de alimentação, onde sou conhecido, de longas datas, dos proprietários e garçons.
Após um certo tempo, fui embora. Ao chegar ao carro, nada notei. Quando mexi na capa do computador que deixara no banco dianteiro, notei que estava fofa. O computador sumira. Fui verificar a “televisão”; também sumira. Aparentemente nada arrombado.
Indicaram-me um senhor, aparentemente sério, responsável pela segurança. Numa pequena sala, ele passou a mexer em papéis, escrever numas folhas soltas, telefonar. Uns cinquenta minutos. Depois me disse: “O senhor resolva juridicamente”.
Perguntei o porquê da demora para ele decidir aquilo. “Se era pra resolver na justiça, por que o senhor me reteve aqui esse tempo todo”? Ele respondeu que era a rotina e que eu deixara o carro aberto. Perguntei: “Você fez a perícia”? Silêncio.
Tempo suficiente para a fuga do roubo.
Fui ao Via Direta fazer um BO policial. Descobri que uma porta do carro fora violada. Violação de perito. Voltei ao supermercado. Encontrei funcionários da “casa” entre risinhos, cochichos, sem qualquer atenção a mim. Num certo momento, um dos empregados, talvez ausente do esquema, aproximou-se e falou baixinho: “O senhor levou sorte. Tem coisa muito mais grave acontecendo por aqui”. Disse e saiu empurrando um carrinho de compras.
Conclusões de uma coisa terrível dos nossos tempos. Aprendi, por um amigo policial, que tudo tem uma explicação nessa atividade hoje institucionalizada. O fato de não levar a capa do computador é para o roubado sair dali pensado que nada aconteceu. Feito isso, libera a Loja da responsabilidade do estacionamento.
A demora, na sala de “segurança” da Loja é outra maçada para conseguir a segunda via da Nota Fiscal. Tudo muito suspeito. Você notou que grafei “televisão” com aspas? Pois é. No BO, da Polícia, foi descoberto que o Carrefour me vendera um Monitor e não uma Televisão. Um dentão no ligar da cioba.
Fui enganado na Loja e roubado no estacionamento. O Carrefour não é uma loja comercialmente digna. Fuja de lá. Té mais.
1 comment
1 François Cavalcante { 07.01.12 at 23:01 }
Já faz um bom tempo que o Carrefour e o Hiper Bompreco vem prestando um verdadeiro desserviço à população. Além do problema relatado por Silvestre é corriqueiro os preços divergentes, sempre mais caros do que anunciado nas gôndolas. Esses supermercados hoje vivem mais só cartão de credito e do mercado financeiro do que da prestação de serviços. Fiquemos atentos e boicotemos esses grupos.

Disputam eleitorais acentuam feridas entre PT e PMDB.


Fonte: Estadão - 01.07.2012- Do blog de João Bosco Rabello.
Henrique Eduardo pode ser escanteado da disputa pela presidência da Câmara dos Deputados, especula o autor da matéria abaixo:

"As divergências eleitorais em cidades estratégicas, como São Bernardo do Campo, no ABC paulista, e Campina Grande, na Paraíba, agravaram feridas na combalida relação entre PT e PMDB. De acordo com um cacique peemedebista, os rumos da aliança com o PT em 2014 dependem do resultado das eleições municipais e, logo depois, da sucessão nas presidências da Câmara e do Senado. Outra conjuntura política poderá surgir desses novos cenários, diz o peemedebista.
O PMDB receia que o PT não cumpra o compromisso de apoiar o seu candidato na sucessão do petista Marco Maia (RS) na presidência da Câmara, conforme acordo firmado no ano passado. Os rumores são de que o governo rejeitaria o nome do líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves (RN), que cobiça o cargo. Por isso, planejaria apoiar, nos bastidores, o candidato de uma ampla aliança entre partidos médios, encabeçada por PSB e PSD.
Esse medo se acentua com a recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que reconheceu o direito do PSD ao tempo de televisão e aos recursos do fundo partidário. Nesse cenário, o PSD desponta como a terceira maior bancada da Câmara, ultrapassando o PSDB, e como força política com musculatura para enfrentar o PMDB, caso junte-se ao PSB do governador Eduardo Campos (PE).
O PMDB já não escondia o ressentimento com o PT ao perder espaço no governo da presidente Dilma Rousseff, quando deixou de comandar pastas importantes, como o Ministério da Saúde. Nessas eleições, o maior baque foi o rompimento da aliança de mais de oito anos em Campina Grande, onde o PT deixou de apoiar o candidato do senador Vital do Rêgo Filho (PMDB-PB) para compor a chapa de Daniella Ribeiro (PP), irmã do ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro. A composição foi parte do acordo para que o PP de Paulo Maluf apoiasse Fernando Haddad em São Paulo.
Um alento nesse cenário de disputas foi Manaus (AM), onde após intensa articulação, o líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM), conseguiu trazer o PT para a coligação de um candidato apoiado por ele. O PT resistia e Braga chegou a desabafar com a presidente Dilma Rousseff que seria um desprestígio pra ele, como líder do governo, não levar o PT para a aliança local. Na última hora, uma reviravolta: a candidata que era para ser Rebecca Garcia, do PP, abandonou a disputa. Com isso, a candidata a prefeita será a senadora Vanessa Graziottin (PCdoB), com apoio do PMDB de Braga, do PSD do governador Omar Aziz e do PT. O vice na chapa será um petista, o ex-secretário municipal do Trabalho Vital da Costa Melo".

domingo, 1 de julho de 2012

Chico Canhão, um dos pioneiros da fogueteria.

 
Chico Canhão, um dos cérebros da fogueteria e fogueteria em Natal, quando dava depoimentos sobre os foguetes feitos pelos adolescentes da Sociedade de Estudos Astronáuticos-SEA, de Natal. A participação de Francisco de Assis Varela Barca ocorreu durante a palestra de outro fundador da SEA, o professor e físico PHD Joel Câmara de Carvalho Filho, no auditório da Barreira do Inferno, na manhã do dia 22 de junho. O seminário para professores das escolas públicas terá prosseguimentos no decorrer deste mês.


Palestra do físico Joel Câmara na Barreira do Inferno.

O astrofísico potiguar Joel Câmara de Carvalho Filho, na manhã do dia 22 de junho, foi um dos palestrantes do seminário de astronomia e astronáutica, patrocinado pela Agência Espacial Brasileira, no auditório do Centro de Lançamentos de Foguetes da Barreira do Inferno, em convênio com a UFRN e Secretarias de Educação do Estado e dos municípios de Parnamirim e Nísia Floresta, com o objetivo de transmitir conhecimentos para os professores de geografia e história. O seminário realizou e realizará mais  palestras naquele auditório para mais centenas de professores (as), com o objetivo de melhorar a capacitação dos educadores. Joel Câmara falou sobre o Universo Estelar e a Fogueteria no Brasil e em Natal. Foto de Luiz Cortez.
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A Guerrilha de Catolé do Rocha - 1968. A versão do blog Pontos Históricos informa que o movimento começou em 1969, quando, na verdade, os envolvidos foram presos em 1968.


69 em Catolé do Rocha/PB - histórias que cruzam. Segunda parte: Combatentes da Liberdade (continuação)

Imagem 06 –  “Antiga Cadeia Pública” de Catolé do Rocha/PB (não sabemos data da fotografia)



A opção por elevarem o nível de luta, com a tentativa de implantar uma Guerra de Guerrilhas em Catolé do Rocha, está ligada ao fato de alguns estudantes terem ido dar continuidade aos seus estudos em João Pessoa.  
Lá passaram a ter contato com um movimento estudantil muito atuante e conhecer suas lideranças. Tiveram também contato com partidos e personalidades políticas,  e com situações de embate entre os movimentos sociais e a ditadura militar.


Mas, e a decisão pela Guerra de Guerrilhas? Para responder como se deu essa decisão seria necessário uma investigação mais aprofundada e ao mesmo tempo mais espaço para escrita, pois aqui não podemos nos alongar demasiadamente. Temos alguns indícios sobre isso, mas a entrada nessa história de agremiações políticas (PCB “partidão” e PCBR) merece maior estudo. Temos que saber quais articulações foram estabelecidas, pois inclusive nesse ponto pode haver uma ligação direta ou indireta com a história que segue na terceira parte deste artigo.
O que pretendemos nesse momento é compreender o que foi propriamente a “Guerrilha de Catolé”. Aqui ficamos com as palavras de um dos participantes mais ativos nos acontecimentos. Nesse caso ele atribui o nome de “Guerrilha de Capim-Açu”, nome da serra que serviu como espaço geográfico para os treinamentos:

A guerrilha de Capim-Açu, teve início com uma primeira subida a serra, em que participaram um pessoal mais intelectualizado, Whasingnton líder estudantil ligado ao PCBR um pessoal de Campina da AP, Expedito Figueiredo presidente do Centro Estudantil Catoleense, Pererinha do Banco do Brasil, José Soares e José Cidalino de Almeida estudantes. Houve debates sobre a conjuntura nacional e internacional e a possibilidade de início de um foco guerrilheiro. A segunda subida já foi mais completa e organizada dentro das técnicas da guerrilha rural, nossos equipamentos já indicavam uma preparação para combates com mochilas facões cordas redes coturnos e botas. (...) livros de Chê Guevara, GUERRA de GUERRILHAS, REVOLUÇÃO na REVOLUÇÃO de Carlos Debray, o LIVRO VERMELHO de MAO, um manual de contra guerrilha do exército e tudo que sabíamos sobre Canudos, Zumbi, Lampião, Princesa todo conhecimento sobre guerra de resistência da Revolução chinesa Russa, Guerra do Vietnã. (Ubiratan, entrevista escrita, fevereiro de 2012)

Escolheram a Serra do Capim-Açu, nas imediações de Catolé do Rocha, não por acreditarem que nela era possível fazer movimentações militares, mas por estar mais próxima da cidade e por ser suficientemente grande para realização de trilhas, subida em pedras, montagem de acampamento e outros treinamentos. Imaginavam que a serra era isolada das demais, o que facilitaria o cerco e dificultaria ações de fuga durante os futuros combates.
Para os pais, amigos e vizinhos, diziam que estavam indo caçar. Alguém chegou a “pensar alto” que eles eram “os escoteiros”.
Além dos livros e do conhecimento, tinham como armas: uma submetralhadora cal. 38 de fabricação caseira com pente, mas que dava apenas um tiro e depois tinha que ser rearmada; um mosquete cal. 38 fabricado a partir de um mosquetão por um armeiro “nas margens do Rio Piranhas”; um histórico “Rifle Papo Amarelo do meu avô que pertenceu ao meu bisavô trazido do acre e que foi usado na guerra do Acre sob o comando de Plácido de Castro” (Ubiratan, fev/2012); uma pistola Luger 7mm sem munição; dois revolveres 38; uma espingarda de cartucho; e uma “soca-soca”. A maior parte foi conseguida entre os bens familiares.
Algumas dessas armas resistiram ao tempo e ainda hoje existem, como a pistola Luger, mas não tivemos a possibilidade de ver e realizar uma fotografia pessoalmente. O único material de época que encontramos foi o desenho abaixo (feito possivelmente em 1968): um projeto para fabricação de submetralhadora. Pelo que sabemos até agora, ela foi construída, mas tinha um problema na alimentação e, após um disparo, engasgava e tinha que ser novamente armada. 



 
Imagem 07 –Desenho para fabricação caseira de um submetralha (1968)



Quanto ao grupo dos envolvidos, ele era “(...) bastante heterogêneo, constituído, em sua grande maioria de jovens menores de 18 anos, sem nenhuma experiência política, com pouca formação política. (...) Ari, juntamente com Ubiratan, começaram a organização da militância em torno da perspectiva revolucionária.” (José Soares)
Alguns nomes podem não constar a seguir, mas entre os que participaram dos treinamentos estão: Ariosvaldo da Silva Diniz, os irmãos Francisco Alves Dantas e Flavio Alves Dantas, os irmãos Ubiratan Cortez Costa, Irapuan Cortez Costa, Ubiraci Cortez Costa, Jose Soares Dantas, Carlos Ribeiro de Sá, Rogério Ribeiro de Sá, Manoel  Pedro e irmão, Ronaldo de Jeová, Orinaldo, Luiz Gonzaga, Gildásio de Rui, Santino Rocha, João Salustiano e Noel Veras.
Parece que os jovens catoleenses estavam tão instigados com a ideia de revolução e tão dispostos a pegar em armas por conta disso que ironicamente chegou a surgir uma dissidência formando um novo grupo de guerrilheiros.

(...) depois do exercício da serra, do primeiro treino nas férias de julho de 69 voltamos à capital, dando continuidade aos estudos e a resistência. Em Catolé havíamos sentido uma aproximação de Zezito, Jose Otavio de Vasconcelos filho de Jose Sérgio o “coronel” que vinha do movimento estudantil do Rio Grande do Norte. Achávamos que era um “infiltrado” da oligarquia local mas suas atitudes e coerência  traduzia um honesto interesse pela causa revolucionária mudou essa opinião, então no vazio criado pela nossa ausência, ele junto com Cacheado (Francisco Alves Dantas) e Zeínha (Rogério Ribeiro de Sá) se organizaram e fundaram uma dissidência denominada MR-8 ou  MR-3, morte de Chê ou Ho-Chi-Min e começaram juntando algumas armas, expropriaram o mimíografo do Colégio Estadual, feita antes de uma visita do Governador João Agripino, acelerou uma tomada de posição dos orgãos de segurança uma máquina de descrever da Escola Agrícola, isso no intervalo das férias de julho e o mês de outubro quando fomos presos. (Ubiratan, entrevista por escrito, fevereiro de 2012)

Outras fontes apontam a formação desse “segundo grupo guerrilheiro na mesma cidade e suas ações”, como sendo provavelmente o fator que acelerou o início da repressão contra as movimentações que estavam ocorrendo. Além da expropriação do mimeógrafo ocorrida entes da visita a Catolé do Rocha do então governador do estado em 1969, esse grupo chegou a tramar um plano para matar o delegado da cidade, mas não executaram tal ação.
Possivelmente ao ter conhecimento com maiores detalhes sobre o que ocorria em Catolé do Rocha, e possivelmente tendo recebido uma ordem superior, o secretário de segurança pública do Estado da Paraíba mandou prender os envolvidos.

As prisões aconteceram na cidade quase todas ao mesmo tempo, com exceção de Ariosvaldo da Silva Diniz que, segundo Ubiratan, foi preso no Colégio Liceu, em João Pessoa. Edmilson foi preso em outra circunstância, enquanto distribuía panfletos em João Pessoa.
Acima, na IMAGEM 06, podemos ver a Antiga Cadeia Pública de Catolé do Rocha, com inscrição “Onde fomos prêsos em 22/10/69”.
Parece que os menores de idade permaneceram em Catolé, em prisão domiciliar (não sabemos se a decisão foi judicial ou prática), enquanto que os maiores de idade seguiram para João Pessoa.
Talvez os primeiros que tenham sido levados de Catolé foram Ubiratan e Neto de Boca Rica (este foi presidente do Centro Estudantil). Foram levados para Patos e de lá agentes do DOPS os levaram para a capital. Ficaram por 15 dias incomunicáveis; passaram pela delegacia da polícia federal e pelo quartel da polícia. Aí ficaram por alguns meses até julgamento.
       Através de dois documentos oficiais da ditadura (Certidão emitida pela Auditoria da 7ᵃ Circunscrição Judiciária Militar em Recife/PE, 19 de julho de 1971, e Declaração de Soltura da Penitenciária Modelo de João Pessoa/PB, 29 de outubro de 1970), ficamos sabendo um pouco da história processual de Ubiratan Cortez Costa, depois de ter sido preso:

* em 12 de janeiro de 1970 foi denunciado pelo Ministério Público Militar, com base no decreto-lei 510/69 que seguiu o AI-5 (Ato Institucional n° 5), sendo acusado pelos: “Art. 33 – Incitar: I – à guerra ou à subversão da ordem político-social; II – à desobediência coletiva às leis; (...) IV – à luta pela violência entre as classes sociais; (...) Pena: Detenção, de 1 a 3 anos.” e “Art. 40 – Importar, fabricar, ter em depósito ou sob sua guarda, comprar, vender, doar, ou ceder, transportar ou trazer consigo armas de fogo ou engenhos privativos das Fôrças Armadas, ou quaisquer instrumentos de destruição ou terror. Pena: Reclusão, de 1 a 3 anos";

* foi processado, julgado e condenado pelo Conselho Permanente de Justiça do Exército em sessão realizada em 11 de maio de 1970, sendo condenado a pena de um (01) ano de detenção;

* a defesa recorreu ao Superior Tribunal Militar na data de 01 de junho de 1970;

* Ubiratan Cortez Costa foi solto da Penitenciária Modelo em João Pessoa/PB no dia 29 de outubro de 1970, por cumprimento de pena;

* depois de cumprida a pena e da soltura, o Superior Tribunal Militar informa em comunicado oficial (datado de 17-05-1971) que foi discutido e resolvido o caso, sendo o réu obsorvido de apenas uma das acusações, restando a acusação referente a fabricação, porte e transporte de armas.

     Poderíamos continuar com essa mesma linha investigativa. Falar o que aconteceu com os jovens catoleenses na prisão, os diferentes tipos e níveis de tortura que passaram. Falar dos anos seguintes a saída da prisão, o engajamento deles no movimento hippie, entre outras histórias. Entretanto, para não nos alongarmos em um texto já longo, a partir de agora iremos trilhar os caminhos da nossa outra história.

     Em outubro de 1969 é divulgada uma notícia que agitou Catolé do Rocha: a morte de um estudante por afogamento, tendo seu corpo sido encontrado no açude Olho D’água. Depois confirmaram a identidade do falecido, e este era João Roberto.
   Estudando e militando em João Pessoa, João Roberto se tornou uma grande liderança do movimento estudantil paraibano. Vinha sendo perseguido pela ditadura militar desde a primeira vez que foi preso e fichado pelos órgãos da repressão, no mais que conhecido Congresso da UNE em Ibiúna/SP (1968).    
   Já vimos que a “Guerrilha de Catolé” foi desbaratada ainda na fase muito inicial, quando alguns envolvidos com o movimento foram presos possivelmente em 22 de outubro de 1969.
    Por sua vez, João Roberto “apareceu” morto em 10 de outubro de 1969.

Continua.