domingo, 7 de outubro de 2012

Quinta carta da Europa.


CARTA DA EUROPA 5
Tinha algo a resolver no Consulado do Brasil em Londres e resolví aproveitar para fazer um passeio àquela cidade. Tomei um ônibus em Portsmouth às 5:25 da manhã e cheguei às 7:10 na estação de Victoria que abrange um terminal de ônibus e um de trem, sendo portanto um ponto muito movimentado. Para chegar ao Consulado, tomei um ônibus londrino, pois tenho um passe gratuito para pessoas da terceira idade, o qual não é válido no metrô, que é bem mais rápido, mas muito mais caro.
Resolvido meu assunto no Consulado, que fica junto a uma rua bastante conhecida por seu comércio, a Oxford Street, fui dar uma olhada nas lojas, que se abrem normalmente muito tarde (10 horas). Não esqueci de ir a Selfridges, uma loja de departamento de luxo. Fui direto ao setor de alimentação. Havia iguarias de vários lugares do mundo e aproveitei para comprar um pão da Lituânia. Em seguida tomei outro ônibus para a Galeria Nacional de arte que fica na praça de Trafalgar. A praça estava cheia de turistas, tirando fotos, lanchando ou simplesmente tomando o sol ameno de final de verão. O dia estava belo. Na Galeria, fui ver as obras dos maiores pintores ingleses: Constable (1776-1837), Turner (1775-1851) e Gainsborough (1727-1788). Não deixei de contemplar o “Quadro Eqüestre de Charles I” (que reinou na Inglaterra de 1625 a 1649) pintado pelo pintor flamengo Anthony van Dyck durante 1637-8. Digno de nota foi também  “Os Embaixadores”, pintado por Holbein durante 1497-8. Este quadro é famoso pelo detalhe que tem no centro da borda inferior: uma caveira distorcida. Se quizer ver os 30 mais importantes quadros da Galeria, cujo acervo é 2.500 quadros, favor acessar www.nationalgallery.org.uk/paintings/explore-the-paintings/30-highlight-paintings/.
O que é visitar Londres e não ir a Harrods? Harrods é a loja mais chique do mundo. Pertenceu até 2010 a Mohamed Al-Fayed, pai de Dodi Al-Fayed, namorado da falecida Lady Di, que também morreu com ela. A loja Harrods é enorme, recebe anualmente 15 milhões de fregueses. Bom mesmo é ir ao Food Hall, setor alimentício, que não é caro (acho que é para atrair os turistas) e contém comidas refinadas. Por exemplo, paguei por uma fatia de quiche apenas £2.50 libras (= 7 Reais). Estava deliciosa. Alto mesmo foi o preço pelo qual Al-Fayed vendeu a Harrods a Qatar Holding: a bagatela de 2.4 bilhões de dólares. Certamente não foi vendendo quiche que ele enriqueceu, mas as outras luxuosas mercadorias que dessa vez não tive tempo de ver nos 7 andares do prédio monumental, que toma um quarteirão inteiro de Knightsbridge. Volto a Harrods sempre que vou a Londres, que para mim é uma saborosa atração turística.
Outubro 2012, Portsmouth, Inglaterra
Maria English (Gracinha)