quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Caicó não esquece F. Gomes.




F. Gomes - divulgação.

O povo de Caicó jamais esquecerá essa data de 18 de outubro. A cidade já viveu outros momentos de medo e euforia com repercussão nacional de assassinatos de políticos, empresários, médicos, de renomes na sociedade local. Mas foi o nome de F. Gomes, covardemente executado na porta da sua casa, diante da família, que mais indignação causou. Seja qual fosse a opinião, de quem fosse, o sentimento fora unânime: revolta e comoção.       
Assassinado após chegar do trabalho, ao anoitecer do dia 18 de outubro de 2010.
 
Trabalho que sempre fez com coragem e dignidade, nos microfones do rádio, nas folhas impressas. Denunciando, combatendo, mostrando as mazelas do submundo do crime. Oficio também de cunho social ao colaborar com sua mensagem na recuperação de jovens e adultos das ações e usos das drogas e do álcool. Missão dos abnegados, profissional de grandeza, fibra da mais alta categoria sertaneja.
 
Vitima da trama, da covardia, sua morte não ficou impune, nem poderia! A repercussão do fato correu o mundo, na velocidade das balas que o atingiram. Organismos internacionais de jornalismo, entidades de classe, as redes sociais, a imprensa de modo geral, bradaram por justiça. As autoridades públicas uniram esforços para que o assassino fosse preso, não apenas um, mas todo o bando envolvido no crime.
 
A voz de F.Gomes não morreu. Seu exemplo continua, sua coragem se perpetua e engana-se que bala vai calar os meios de comunicação, batalhão da liberdade de expressão em marcha, na defesa dos ideais democráticos.    
           
E assim, F.Gomes vive! 
 
 
- Foto: F.Gomes em Vancouver, no Canadá, onde mora seu amigo Inácio Teodoro, amigo desde criança na Barra da Espingarda, zona rural de Caicó. No Canadá em 2008, na excursão internacional do Corintians de Caicó.


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Postado por AssessoRN - Jornalista Bosco Araújo no AssessoRN.com em 10/18/2012 01:07:00 AM

quarta-feira, 17 de outubro de 2012


Dom Eugênio
Não conheci Dom Eugênio de Araújo
Sales, Cardeal Primaz do Brasil,
recentemente falecido. Pessoalmente,
só o vi uma vez, na capela da Casa
de Saúde São Lucas, no Tirol, durante
o velório do seu pai. Por isso, não
consegui entrevistá-lo. Responsável
pela implantação de sindicatos de
trabalhadores rurais no Rio Grande
do Norte para se contrapor ao avanço
das Ligas Camponesas de Francisco
Julião, Dom Eugênio realizou uma
grande obra de evangelização e
educação das camadas populares, via
uma rede de emissoras de “Educação
Rural”. Defendeu os perseguidos e
oprimidos em Natal e no país, antes,
durante e após o Golpe de Estado
de 1964. Foi assim com o padre
Manoel Barbosa, líder da greve
da Polícia Militar do RN em 1962,
com José Rodrigues, liderança dos
trabalhadores rurais de Pendências,
em 1964. Intercedeu em favor de
presos políticos envolvidos na luta
armada contra o Regime Militar,
obtendo a soltura de inúmeros
deles, além de patrocinar a saída
de muitos deles para outros países,
via clandestina ou legalmente. Foi
um grande homem com postura
de estadista, quase um santo.
Essa história de que fez jogo duplo
é lorota. É claro que ele pode ter
cometido algum erro, isto é, não ter
se empenhado mais para a soltura do
fi lho de uma senhora que teve fi lho
preso numa base aérea e hoje está na
lista dos desaparecidos (assassinados
pelos militares que atuaram na
repressão). Dom Eugênio foi um
homem com H maiúsculo, simples,
pobre e honesto que, creio eu, faleceu
com mais de 90 anos porque deixou
de fumar em tempo (em 1964,
quando ia ao 16º R.I., no Tirol, visitar
o padre Barbosa, não esquecia de
levar uma carteira de cigarros para
ele). Dom Eugênio gostava de fumar
charutos. E daí? Fumar faz mal à
saúde, mas não é pecado. A foto foi
feita por Célia Vale.
Luiz Gonzaga Cortez
Por e-mail
.Transcrito do Novo Jornal, edição de 17.10.2012.

Padre Lucas fará excursão ao México.


Confira roteiro da viagem ao México com Mosenhor Lucas, em março de 2013, inscrições abertas e reservas de vagas pelo  (84) 3236-4287
 
Foto: cartaz/divulgação - clique na imagem para ampliar


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Postado por AssessoRN - Jornalista Bosco Araújo no AssessoRN.com em 10/17/2012 06:35:00 PM

terça-feira, 16 de outubro de 2012

O primeiro coletivo da linha Natal/Caicó.

 
O antigo ônibus que fazia a linha Natal a Caicó, na região Seridó do Rio Grande do Norte, nos anos 20/30 do século passado, era popularmente conhecido  como “Sopa”. A primeira empresa que explorou a concessão da linha foi a “Rede Viação Seridoense”, fundada por Othon Osório de Barros, o seu primo Manoel Genésio Cortez Gomes e Lourival do Nascimento,  naturais de Currais Novos/RN e Parelhas/RN. Segundo Cleomedes Cortez Gomes, segundo filho de Manoel Genésio C. Gomes, a “Sopa” , um misto de madeira montado sobre um chassi de marca de caminhão importado, trafegou com este modelo da foto, até fins de 1939, quando Othon Osório já tinha deixado a sociedade com sr. Genésio (gerente) que, nesta época, estava associado com o parelhense Lourenço Justino do Nascimento, que exercia as funções de tesoureiro e encarregado da área operacional em Natal e interior. Segundo Cleomedes, nos últimos anos de atividades, a empresa começou a dar prejuízos por causa de sabotagens efetuadas por elementos que furtavam graxa, lubrificante indispensável ao bom funcionamento dos veículos. A graxa era cara, o que incentivava os desvios para o mercado clandestino, chegando ao ponto de, certa vez, uma “Sopa” quase pegava fogo porque duas rodas ficaram azuis, tamanho o calor decorrente da falta do lubrificante, fato atribuído à ação criminosa de mecânicos-empregados criminosos. O fato ocorreu nas proximidades de Macaíba, onde hoje é a Br.304 (Reta Tabajara). Na foto, de chapéu e roupa branca,  ao lado da “Sopa”, um dos seus fundadores, Manoel Genésio Cortez Gomes (1899-1976). Ele casou com Maria Natividade Cortez Gomes, constituindo família com 17 filhos (15 vivos). Foto cedida por Cleomedes Cortez Gomes, 80, residente em São Paulo/SP.Posted by Picasa

NÃO ACREDITEM NAS PESQUISAS

Veja o que diz o cientista político Lou Izal Myr:
 
As pesquisas são manipuladas e não refletem a tendência do eleitorado. Realizei um levantamento por conta própria - chamado "trekking", que é consulta por telefone - e concluí que
a próxima Prefeita de Natal vai ser minha mãe. Vejam o resultado:

Telefonei para 1.253 pessoas entre duas e quatro horas da madrugada e perguntei:  - EM QUEM VOCÊ VAI VOTAR PARA PREFFEITO?

98%
dos entrevistados responderam:
- NA PUTA QUE TE PARIU!!!!
Somente 2% disseram:
- NAQUELE CORNO DO SEU PAI!     



Direito Processual: congresso de 25 a 27 próximos, em Natal.






Dr. Carlos Mascato.


O XVI Congresso Brasileiro de Direito Processual e o XVI Congresso Brasileiro Processo Civil e Trabalhista vão acontecer junto com o Fórum Nacional sobre o Novo CPC, no período de 25 a 27 deste mês, no Centro de Convenções de Natal, abordando a temática da competência material da Justiça do Trabalho e da Justiça Comum, tutela de urgência, tutela específica, sistema recursal e execução.
    
Coordenados pelo professor, escritor e juiz do trabalho Bento Herculano Duarte, os eventos vão ter como conferencistas renomados ícones do direito processual nacional, como Fredie Didier, Antonio Carlos Marcato (foto), Renato Saraiva, Alexandre Freitas Câmara e Bruno Dantas, entre outros.
 
As conferências de abertura estão marcadas para começar às 19h, do dia 25, com a seguinte sequência: "Análise crítica do projeto do novo Código de Processo Civil", com Antonio Carlos Marcato, professor da USP, desembargador do TJSP e relator-geral da Comissão de Acompanhamento do Projeto do Novo CPC da Associação dos Magistrados do Brasil - AMB; "O projeto do CPC na Câmara dos Deputados", com Fredie Didier, professor da UFBA, membro da Comissão do Projeto do Novo CPC e, a última conferência, "Precedentes obrigatórios", com o professor titular da UFPR Luis Guilherme Marinoni.
 
As inscrições estão sendo feitas na Potylivros ou online pelo sítio www.direitoeprocesso.com.br/.
 
Por Assessoria de Imprensa


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Postado por AssessoRN - Jornalista Bosco Araújo no AssessoRN.com em 10/16/2012 05:09:00 PM

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Peixe quase leva homem para o mar. "Eu juro!"

Por Leonardo Sodré
Jornalista e escritor
 
Foto:divulgação
Uma boa pescaria começa no planejamento. No nosso caso, os planos e horários começaram na sexta-feira, 12 de outubro, na varanda de nossa casa, na praia da Barreta, como uns insistem, mas que Mercinha diz ser Barra Pequena. Ela tem razão. Mas, voltando à véspera da história, meia com “H” maiúsculo e meia, com ele minúsculo, deixamos todos os detalhes prontos para o dia seguinte: o sábado.
 
O professor Eduardo Farias (Dudu), pescador de grandes feitos em muitos costados por esse mundo afora e Mário Henrique de Farias, seu pai e meu amigo de muitas mesas, combinaram comigo, Mércia e Lucina (o amorzinho e encanto do seu pai), a pescaria histórica do feriadão, depois que passei quase três meses fazendo política no interior. Exultei! Finalmente iria inaugurar o molinete supimpa que havia comprado – por meio de um amigo – em Miami.
 
Quase às 23h, depois de umas duas doses e meia de rum, já havíamos combinado tudo, separado o material de pesca, escolhido os camarões para as iscas e Dudu foi embora para Tabatinga, onde estava instalado com a esposa, para nos pegar por volta das 08h, para irmos pegar o almoço – quero dizer, os peixes - almejado por Mércia, em Malembá. Fomos embora. Dudu, como o pai, é pontual. 
 
Fomos eu, Dudu, Lucina e Mário Henrique. Logo na chegada Mário notou que o Jeep Toyota de Dudu não tinha aparelho de som. O bicho é possante, mas não tem, sequer, um rádio AM. Aí, Mário cochichou no meu ouvido:
 
- Léo, desse jeito vai ser difícil à gente pegar um peixe...
 
Preparamos o material e mandamos ver. Praticamente arremessamos as linhas de uma vez só. Aí, abrimos as primeiras cervejas e ficamos a espera dos peixes que serviriam para reforçar almoço do sábado. Eu estava perto do Jeep quando Lucina disse:
 
- Léo, acabei de ver um peixe enorme sair de dentro da água... Levou uns trinta segundos somente para passar as costas. Era preto, Léo, enorme!
 
Diante de minha grande experiência com peixes e para parecer mais entendido ainda (de peixes) disse que poderia ser uma Cavala da cabeça ovalada. Não sei se vi o se sonhei que existia esse peixe, mas estava mais do que convicto. Mas, não tive tempo de continuar a conversa com Lucina porque a minha vara deu um puxão tão grande que tive que correr e me agarrar com ela.  Devia ser o peixe que Lucina tinha visto. Ele saiu me puxando para dentro da água e Dudu correu para me ajudar. Segurou-me, mas o peixe continuava puxando, até Mário Henrique segurar Dudu e sermos arrastados até quase o pescoço.
 
Perdi o peixe. Ganhei a vida. E todos saíram incólumes do episódio. Mário e Dudu exaustos, a ponta de minha vara quebrada. Claro, que tivemos que renovar a rodada de cervejas, mas continuamos a pescaria. Agora eu usava uma vara emprestada por Dudu.
 
Como existem coisas que somente acontecem comigo, um minúsculo “Barbudo” resolveu se suicidar diante do maior anzol da minha vara de pescar. Imediatamente Dudu gritou do lado Oeste:
 
- Léo, guarde esse infeliz para virar isca na minha vara!
 
Pegou o bicho ainda vivo, iscou e mandou para o mar. Enquanto isso, seu pai, Mário, pegava o primeiro peixe raro daquele sábado: Lagocephalus laevigatus.  Logo depois pegou outro e quando a gente menos esperava a vara de Dudu dobrou-se mais do que as dos nossos coleguinhas do Azulão. Quase foi ao chão. Um horror! Correu todo mundo em direção a ele e haja luta. O peixe puxava para o mar, ele puxava para terra. Lucina disse:
 
- Será que é o mesmo peixe que quase leva Léo para o alto mar?
 
Aí Dudu correu para perto das ondas. Mário gritou:
 
- Meu filho, tenha paciência!
 
- Traga um cigarro acesso, papai. Ele respondeu.
 
Aí, Dudu reuniu todas as forças e deu um tremendo puxão! Veio uma onda forte e molhou ele todinho. Foi quando Mário, pescador mais do que experiente, disse:
 
- Com uma puxada dessa, é assim... Não tem mar que não dê um banho!
 
Lucina não se continha enquanto nos servia cerveja:
 
- Dudu puxe logo esse peixe que somente tem três latinhas de cerveja!
 
Finalmente a Arraia apareceu. Mário Henrique preparou um tremendo ensopado. Era tão grande que alimentou mais de 15 pessoas. Uma beleza!
 
Eu juro!


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Postado por AssessoRN - Jornalista Bosco Araújo no AssessoRN.com em 10/15/2012 05:13:00 PM
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