quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Eu também não vi e não gostei....



Pressão total da mídia.

Jornalista ▶ tarcisiocavalcanti@bol.com.br http://ptarcisio.blogspot.com
 
Nesses dias de final de mais uma novela da Globo, outra vez apontada como um fenômeno de comunicação de massa, andei me questionando: Serei um alienado?
 
Pois, a tal “Avenida Brasil” acabou e não vi – nem tive vontade de ver – uma única parte de qualquer dos seus capítulos, não obstante a badalação diária em jornais impressos e digitais, nos mais diversos canais de TV, inclusive, nos concorrentes da própria Globo.
 
Poderia até dizer como disse o grande Zeca Pagodinho a respeito de caviar: “Nunca vi, nem comi, só escuto falar”.
 
E vou dizer mais uma coisa: Pelo menos por onde ando, não vejo – ou melhor: não vi esse fenômeno todo não. No máximo, aqui e acolá um comentário ingênuo, sem maior importância, muito mais ligado aos encantos de determinados personagens mais chamativos e suas taras.
 
Mas, não posso negar. Pela mídia, “Avenida Brasil”, no mínimo, chegou perto do maior espetáculo da Terra. Ao amanhecer do sábado, vendo o portal de O DIA, fiquei sabendo: “Foi Carminha” (que matou Max); na VEJA: “Último capítulo tem a maior audiência do ano”. Mas, a própria VEJA, não sei porque cargas d´água, lá na frente admite em outro destaque: “Avenida Brasil tem final óbvio e cheio de lacunas”.
 
Nunca gostei de novela de TV – sem dúvida um fenômeno de comunicação pela audiência (eu diria) “avassaladora” que alcança, mas sem outra preocupação, pelos menos há algum tempo, que não seja a de estimular o consumo e banalizar a sacanagem.
 
Claro: Salvo as raras e honrosas exceções que justificam a regra.
 
De minha parte, se esse desinteresse por novela e outras modas significar, mesmo, que estou por fora, tudo bem. Não é de hoje que nunca fiz questão de estar na moda, embora respeite e, muitas vezes, até, admire, os que pensam de forma diferente e preferem, exatamente, o contrário.
 
Imagino que seja, exatamente, pra isso que fomos contemplados com o direito ao “livre arbítrio”.
 
Do mesmo modo, numa outra seara, me recuso a entrar no coro generalizado contra os desprezados. Se me coubesse julgá-los – ainda bem que não me cabe, pois não tenho nem vocação nem competência para isso – poderia até condená-los; mas, jamais, negaria a qualquer deles um gesto de solidariedade. Não pelos seus hipotéticos erros. Mas, pela sua solidão, pelo seu isolamento; pelo verdadeiro e desumano linchamento social a que são submetidos.
 
*Texto publicado na coluna do jornalista no NOVO JORNAL


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Postado por AssessoRN - Jornalista Bosco Araújo no AssessoRN.com em 10/24/2012 04:40:00 PM

Viver

Natal, 25 de Outubro de 2012 | Atualizado às 16:27

Crônicas, imagens e traços de um passado praiano

Tribuna do Norte
Publicação: 25 de Outubro de 2012 às 00:00

Emanuel AmaralOrmuz Barbalho Simonetti é um dos mais antigos veranistas da praia da Pipa
Ormuz Barbalho Simonetti é um dos mais antigos veranistas da praia da Pipa

Ormuz reúne crônicas escritas entre 2009 e 2012, publicadas em jornais locais e no seu blog. "Comecei a escrever sobre Pipa pelo fato de os guias turísticos trabalharem muito mal a história da praia. Resolvi desmistificar isso usando pesquisas históricas e a relação antiga de minha família com o local. Somos uns dos veranistas mais antigos de lá. Costumo dizer que eu já frequentava Pipa na barriga da minha mãe", diz. 

O autor vai longe, desde os franceses que navegavam o litoral em 1587 para traficar Pau Brasil, até os holandeses e os primeiros colonos portugueses. Ormuz Simonetti fala sobre a "saga" dos primeiros veranistas, que iam para a praia em carros de boi e fazendo picadas pela mata. "O veraneio em Pipa começou em 1926, após uma cheia que devastou Tibau do Sul em 1924. Minha mãe tinha três anos de idade quando foi a Pipa pela primeira vez", conta. A partir daí Ormuz aborda as rendeiras de bilro, a culinária praieira, a carpintaria naval do Mestre Francisquinho, a devoção a São Sebastião, a extinção dos tiradores de coco, a fauna e a flora da região, o Cruzeiro do Pescador, entre outras histórias. 

O livro também traz uma seção de fotos em que mostra Pipa de 50 anos atrás, ao lado dos mesmos cenários de hoje. As ilustrações são de Levi Bulhões. Os textos refletem os contrastes trazidos pelo progresso da Pipa, como a praia tomada por barracas, canos de esgoto, vendedores ambulantes, comércio desenfreado, e o problema das drogas. "Pipa só fica como antigamente à noite. É o horário ideal para os saudosistas", afirma. 

Serviço: Lançamento de 'A praia da Pipa do tempo dos meus avós'. Quinta,(hoje, 25), às 19h, na ANL, Rua Mipibu, Petrópolis. 

Foi o mesmo promotor que autorizou o caramanchão sobre o cajueiro dos empresários de Pirangi


Nota do blogue:

Em entrevista no RN TV, da Inter TV Cabugi, há poucos minutos, o procurador geral da justiça, Manoel Onofre Neto, disse possíveis vítimas do promotor de Parnamirim podem procurar o Ministério Público para comunicar atos desabonadores do promotor preso, tendo emvista que há notícias de que teriam sido praticados ou tentativas de atos dessa natureza. 

Leia a matéria abaixo.


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Promotor é preso acusado de corrupção

Publicação: 25 de Outubro de 2012 às 00:00



Isaac Lira
, Margareth Grilo e Alex Costa - Repórteres da Tribuna do Norte

O promotor de Justiça de  Parnamirim, José Fontes de Andrade, foi preso de forma preventiva ontem à tarde  acusado de prática de corrupção. A prisão do promotor foi pedida pelo próprio Ministério Público Estadual, que após investigação flagrou José Fontes pedindo R$ 12 mil par arquivar um procedimento aberto contra uma construtora. José Fontes, que é promotor da área de meio ambiente, ficará preso no quartel da Polícia Militar. 
Alex FernandesPromotor José Fontes foi ao ITEP fazer exame de corpo de delito antes de ser recolhido ao Quartel da PM
Promotor José Fontes foi ao ITEP fazer exame de corpo de delito antes de ser recolhido ao Quartel da PM

A denúncia contra o promotor de Justiça chegou ao conhecimento do Ministério Público do Rio Grande do Norte no último dia 17 de outubro, a partir de denúncia do próprio construtor vítima do pedido de propina. Após avaliar que a denúncia estava devidamente comprovada, o procurador geral de Justiça, Manoel Onofre Neto, requereu o pedido de prisão preventiva ao Tribunal de Justiça do RN. Na tarde de ontem o Desembargador Virgílio Macêdo Júnior expediu mandados de busca e apreensão e determinou a prisão preventiva de José Fontes de Andrade.

A investigação realizada pela Procuradoria Geral de Justiça documentou, por meio de gravação em áudio e vídeo, que o promotor José Fontes pediu, em seu gabinete, na sede das Promotorias de Justiça de Parnamirim/RN, a quantia de R$ 12 mil a um empresário para arquivar um suposto procedimento que estava sob sua responsabilidade. A gravação foi realizada após o empresário - cujo nome não foi identificado pelo MPE - informar a Procuradoria acerca do suposto pedido de propina. Dessa forma, a vítima foi orientada a gravar um encontro com o promotor. 

Para o Ministério Público Estadual, o promotor de Justiça, "no exercício de sua atribuição na defesa do meio ambiente, urbanismo, bens de interesse histórico, artístico, cultural, turístico e paisagístico, solicitou   vantagem indevida ao proprietário de uma obra de engenharia em construção no município de Parnamirim/RN, sob a alegação de irregularidades".

A prisão foi efetuada pelo Procurador-Geral de Justiça e pela Corregedora-Geral do Ministério Público, Maria Sônia Gurgel da Silva, com apoio do Gabinete de Segurança Institucional - GSI e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado - GAECO.

As buscas e apreensões autorizadas pelo Tribunal de Justiça foram realizadas na 10ª Promotoria de Justiça da Comarca de Parnamirim e na residência do Promotor de Justiça. Paralelamente ao cumprimento do mandado de busca e apreensão, a Corregedoria-Geral do Ministério Público realizou uma inspeção na 10ª Promotoria de Justiça da Comarca de Parnamirim.

Segundo nota publicada ontem, o Ministério Público "repudia o envolvimento de um Membro da instituição em fatos dessa natureza, tendo tomado as medidas necessárias à apuração do crime e à responsabilização do agente político envolvido".  O MPE destacou ainda "a importância da vítima ter representado contra o Promotor de Justiça, esclarecendo, ainda, que se outras pessoas foram afetadas por crimes semelhantes que busquem a Corregedoria-Geral do MP para que sejam tomadas providências".

Silêncio na chegada ao Itep

A chegada do promotor de Justiça, José Fontes Andrade no Instituto Técnico e Científico da Polícia Civil (ITEP-RN), ontem a noite, para exame de corpo delito foi silenciosa. O comboio era pequeno. Apenas dois veículos, sem qualquer aparato de policiamento armado. Um dos carros, um gol verde, conduzia o preso. O outro, era o veículo oficial do procurador-geral, Manoel Onofre Neto, que comandou a execução do mandado de busca, apreensão e prisão do promotor.

Os veículos chegaram ao ITEP-RN às 19h05. Antes de conduzir o preso ao interior do Instituto, o procurador-geral, o promotor de Justiça Alexandre Gonçalves Frazão, coordenador-geral do Gabinete de Segurança Institucional e o coordenador  de Operações do GSI, tenente-coronel, Raimundo Aribaldo Mendes de Souza, fizeram questão de comunicar a chegada e checar as condições de atendimento.

Depois de uma conversa de aproximadamente 10 minutos, os três retornaram ao veículo onde o promotor José Fontes foi retirado e conduzido ao interior do prédio. Cabisbaixo, Fontes apoiou-se em no procurador-geral e evitou encarar as pessoas, embora a entrada do prédio estivesse tranquila, com  a presença de, no máximo, dez pessoas, incluindo servidores do órgão. Foi levado direto para a sala de exames.

O exame de corpo delito foi feito pelo médico legista de plantão, Carlos Jatobá e demorou cerca de 15 minutos. Às 19h32, a equipe do MP deixou o prédio, conduzindo o preso ao Quartel da PM. Na saída do ITEP, Fontes se apoiou, novamente, em Onofre Neto, procurando esconder o rosto. Cercado pelos coordenadores do GSI foi abordado pela TRIBUNA DO NORTE, mas não deu uma palavra. Encobriu o rosto, com papéis que segurava, desde a chegada no Instituto. 

Não foi possível identificar se era algum tipo de documentação. Ao ser abordado pela TN, o procurador-geral Onofre Neto e o coordenador do GSI evitaram dar declarações. "Falo amanhã, somente amanhã", resumiu o procurador-geral, em tom sereno. Visivelmente abatido, Onofre Neto informou apenas os nomes das pessoas que conduziram a operação, que também teve apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado - GAECO. 

O MP não divulgou as condições em que a prisão foi efetuada. Mas, pelo traje do promotor José Fontes - vestia uma camiseta azul claro e uma bermuda azul escuro - ficou evidente que havia sido preso em casa. Pela Lei orgânica do MPE, o promotor deve residir na comarca em que atua, ou seja, Parnamirim. Mas não havia confirmação de que ele reside nessa cidade.

Na antessala do ITEP, durante a presença do MP no órgão, alguns curiosos se mostraram indignados com o fato de um promotor estar envolvido em suspeitas de corrupção. "É um ladrão de gravata", comentou uma das servidoras do Instituto, evitando se identificar. O ITEP, segundo os servidores, foi previamente comunicado de que o MP estava trazendo "alguém", no início da noite para a realização do exame. A operação foi mantida em sigilo até o momento da prisão. O GSI que deu apoio a toda a operação foi criado pela Lei Complementar Estadual 446/2010. 

José Fontes fica detido no Quartel da PM

A movimentação à frente do Quartel da Polícia Militar, localizado na avenida Rodrigues Alves, no bairro Tirol, permanecia normal até a chegada de uma viatura da Polícia Ambiental que trazia dois colchões para garantir o repouso do promotor de justiça da Comarca de Parnamirim, José Fontes de Andrade. Após passar por um exame de corpo de delito no Instituto Técnico-Científico de Polícia (Itep), o promotor acusado de corrupção passiva foi encaminhado para o quartel da PM, acompanhado pelo procurador geral de justiça, Manoel Onofre Neto. Dois carros, um Hyundai Tucson de cor preta e um Gol de cor verde chegaram ao quartel por volta das 20h15. Recebido pelo coronel Francisco Araújo, o promotor foi encaminhado logo de seguida para a sala do Comando de Patrulhamento Metropolitano (CPM), onde permanecerá em prisão preventiva. A sala onde o promotor de justiça está instalado possui banheiro, ar condicionado, armário e cama. Não há televisão no local. Três advogados estavam à porta do quartel com uma procuração e insistiam em entrar e conversar com o promotor, mas foram impedidos pela Polícia Militar.

AMPERN fará investigação paralela

A Associação do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Norte - AMPERN divulgou nota no início da noite de ontem na qual se posicionou integralmente a favor da investigação acerca da conduta do promotor José Fontes de Andrade, preso ontem sob a acusação de corrupção passiva. Segundo a Associação, é necessário investigar o fato, garantindo a ampla defesa, e punir os responsáveis. Além disso, a AMPERN irá instaurar um procedimento para avaliar a incompatibilidade dos atos do promotor "com a dignidade do Ministério Público", o que pode resultar em expulsão.

"A AMPERN é integralmente favorável à ampla investigação dos atos de corrupção atribuídos ao seu associado, manifestando o seu repúdio a todas as formas de corrupção, especialmente se praticadas por quem deve zelar pela legalidade, moralidade e pelo regime democrático. Acaso sejam confirmados estes gravíssimos fatos, após o devido processo legal, com a garantia da ampla defesa e contraditório, seja aplicada a punição devida", disse a nota da Associação.

Fonte: Tribuna do Norte/Natal.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

ICMS na energia elétrica pode baixar.


Instituto propõe mudança na forma de cobrança do ICMS sobre a conta de luz


Publicação: 24/10/2012 07:36 Atualização:

Uma mudança na forma de cobrar o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) que incide sobre a energia elétrica poderia reduzir em cerca de 1,2% o valor pago pela conta de luz. O cálculo é do Instituto Acende Brasil, que defende a mudança no critério de cobrança do imposto.
Atualmente, o ICMS que incide sobre a eletricidade é calculado por um critério chamado tributação por dentro, no qual a base de incidência do imposto inclui o próprio imposto. Isso faz com que a tributação real seja maior que a alíquota do imposto indicada na conta. Por exemplo: uma alíquota de 25% de ICMS representa uma tributação real de 33,3%.  Uma alíquota de 30% corresponde a uma tributação real de 42,8%.
“Defendemos que acabe esse negócio de cobrar o ICMS por dentro. Não faz sentido que a base sobre a qual é cobrado o imposto leve em conta o próprio imposto. É uma falta de transparência total e é incorreto, do nosso ponto de vista”, diz o presidente do instituto, Cláudio Sales.
Ele reconhece que a mudança é complexa porque, como o ICMS é um imposto estadual, qualquer alteração envolve a relação entre os estados e a União. “Mas, com vontade política, tudo se consegue”. Segundo Sales, a redução de tributos sobre a energia elétrica favorece a economia, inclusive a dos estados, porque a redução se converte em maior consumo de outros produtos e serviços, sobre os quais também incidem impostos.
Para o tributarista Ives Gandra Martins, a mudança na cobrança do ICMS seria o ideal, mas para isso deveria haver alterações no Código Tributário Nacional. “Aí a discussão passa a ser mais complicada, porque tiraria receita dos estados”, argumenta. Ele lembra que a forma de cobrança atual do ICMS existe desde a criação do imposto, em 1967, e não só na conta de luz, mas em todos os produtos.         
“É da própria sistemática do ICMS desde o seu lançamento. Na conta de luz chama mais a atenção por ser um imposto maior, ele representa um terço do valor da conta, o que é considerável”, explica. Segundo Martins, a forma de cobrança do imposto já foi questionada na Justiça, mas sempre houve o entendimento de que ela é correta.

Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o ICMS representa 21,7% do custo total da energia. Os outros custos são divididos da seguinte forma: geração (32,4%), transmissão (6,4%), distribuição (24,1%), encargos setoriais (10,2%) e impostos federais (5,2%).
Fonte: Diário de Pernambuco.