sábado, 17 de novembro de 2012

Brasil não reconhece trabalho dos PMs em missões de paz.


OP publicou: "O Brasil não tem uma tradição em reconhecer os policiais militares que participam de missões internacionais. Um dos pontos que sempre surge entre os veteranos de Missão de Paz é justamente a “falta de reconhecimento”, em todos os níveis (federa"
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Novo post em Policiais Brasileiros em Missões de Paz - United Nations Police "UNPOL"


Formas de reconhecimento e valorização dos UNPOL? (01)

by OP
O Brasil não tem uma tradição em reconhecer os policiais militares que participam de missões internacionais. Um dos pontos que sempre surge entre os veteranos de Missão de Paz é justamente a “falta de reconhecimento”, em todos os níveis (federal, estadual e/ou institucional). Neste post, eu gostaria de tratar sobre uma forma específica de reconhecimento, a condecoração.
Diferentemente dos integrantes das Forças Armadas, que possuem condecorações próprias, participam de solenidades com seus familiares, etc., os policiais militares, além de não receberem qualquer tipo de condecoração por missão no exterior (como realizado em vários países) sofrem ainda com um estigma ultrapassado, arcaico e descabido, de que só “se dão bem” e “ganham em dólar e ficam ricos”, o que hoje em dia é claramente possível de ser desmistificado, como alguns estudos em andamento podem (e poderão) comprovar.
Não agindo as próprias instituições e seus estados de origem, a União deveria assumir posição de reconhecimento desses profissionais, que cedidos, representam o país. Seria, de alguma maneira, uma forma de reconhecimento e valorização do policial militar que abdica da sua vida cotidiana e de sua família, para servir, em nome do Brasil e da ONU, em missões internacionais de segurança e paz. Na mesma medida, as instituições e os governos estaduais poderiam ser, em virtude do engajamento com polítcas externas do governo federal, "estimuladas e reconhecidas".
Gostaria de chamar a atenção para a Medalha da Vitória, do Ministério da Defesa (Pasta responsável pela gestão de operações de paz no país):
*Medalha da Vitória*
A Medalha da Vitória é uma condecoração brasileira que foi criada pelo Decreto nº 5.023, de março de 2004, em reconhecimento à atuação do Brasil em defesa da liberdade e da paz mundial, em especial na Segunda Guerra Mundial (art. 1º). Consoante dispõe o art. 2º do Decreto em referência, a Medalha da Vitória poderá ser conferida aos militares das Forças Armadas, aos civis nacionais, aos militares e civis estrangeiros, aos policiais e bombeiros militares e às organizações militares (grifo próprio) e instituições civis nacionais que tenham contribuído para a difusão dos feitos da Força Expedicionária Brasileira e dos demais combatentes brasileiros durante a 2ª Guerra Mundial, participado de conflitos internacionais na defesa dos interesses do País, integrado missões de paz, prestado serviços relevantes ou apoiado o Ministério da Defesa no cumprimento de suas missões constitucionais (alterado pelo Decreto nº 6.126, de 15 de junho de 2007).
Essa Medalha prevê tacitamente a outorga aos UNPOL brasileiros. Poderia ser, considerando inclusive o baixo número de policiais militares que participam de Missões, uma forma de valorização dos veteranos. (Não tenho conhecimento de muitos UNPOL que a tenham recebido - salvo engano, apenas 2 que na Presidência serviam).
Algumas outras condecorações federais poderiam, além de agraciar os policiais militares veteranos, também as instituições policiais militares estaduais, que cedem seus efetivos para servir o Brasil.
Alguns exemplos:
*Ordem de Rio Branco*
A Ordem de Rio Branco é destinada a galardoar os que, por qualquer motivo ou benemerência, se tenham tornado merecedores do reconhecimento do Governo Brasileiro, servindo para estimular a prática de ações e feitos dignos de honrosa menção, bem como para distinguir serviços meritórios e virtudes cívicas. Pode ser conferida a pessoas físicas ou jurídicas, nacionais ou estrangeiras. Além dos graus mencionados acima, é conferida uma Insígnia da Ordem às corporações militares ou às instituições civis,às quais será aposta em suas bandeiras ou estandartes, sem atribuição de graus.
*Ordem do Mérito da Defesa*
A Ordem do Mérito da Defesa é uma condecoração criada pelo Decreto nº 4.263, de 10 de junho de 2002,e tem por finalidade premiar as personalidades civis e militares, brasileiras ou estrangeiras, que prestarem relevantes serviços às Forças Armadas, os militares que se houverem distinguido no exercício da profissão e, excepcionalmente, organizações militares e instituições civis, nacionais ou estrangeiras, suas bandeiras e estandartes.

*Ordem do Mérito Militar*
A Ordem do Mérito Militar é uma condecoração criada para galardoar militares, civis e instituições, nacionais ou estrangeiros, que tenham prestado serviços relevantes à nação brasileira, especialmente às forças armadas terrestres. O presidente da República é seu grão-mestre, e cuja grã-cruz e colar é sempre transmitida ao sucessor. Entre os grã-cruzes, estão os membros do Conselho da Ordem: ministros da Defesa, das Relações Exteriores e o comandante do Exército.

*Medalha do Pacificador*
A Medalha do Pacificador é uma condecoração criada para galardoar militares e civis, nacionais ou estrangeiros, que tenham prestado assinalados serviços ao Exército brasileiro, elevando o prestígio da Instituição ou desenvolvendo as relações de amizade entre o Exército Brasileiro e os de outras nações.


*Ordem Nacional do Mérito*
A Ordem Nacional do Mérito é uma condecoração criada para galardoar nacionais que tenham prestado serviços relevantes à nação brasileira.
*Ordem do Congresso Nacional*
A Ordem do Congresso Nacional é uma ordem honorífica brasileira destinada a galardoar tanto nacionais quanto estrangeiros que tenham prestado relevantes serviços à Nação, (...)
Convém, todavia, que as Corporações Policiais Militares e os estados brasileiros proporcionem instrumentos simples mas que valorizem e reconheçam o valor dos UNPOL.
Cap. Sérgio Carrera 

OP | novembro 16, 2012 às 6:40 pm | Categorias: Uncategorized | URL: http://wp.me/pcNGB-1bP

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sexta-feira, 16 de novembro de 2012


homem, atrás de, barras, prisão
A FALÊNCIA CONFESSADA DO SISTEMA PRISIONAL
Prof: Carlos Roberto de Miranda Gomes, advogado e escritor
 
A mídia nacional tem noticiado, com destaque, o recente pronunciamento do Ministro da Justiça José Eduardo Cardoso, quando declara ser preferível a morte a ter que cumprir pena de reclusão no Brasil.
Com tal dizer reconhece, com excessivo atraso, a falência do sistema prisional brasileiro, considerado medieval e cruel, que não tem o condão de ressocializar ninguém.
Isso eu já sabia há 44 anos, ainda nos bancos da velha Faculdade de Direito da Ribeira, nas lições inesquecíveis do Desembargador Carlos Augusto Caldas da Silva.
Hoje, a conduta tornou-se uma afronta aos direitos humanos, pois é proclamado como escola de aperfeiçoamento da delinquência, cujos alunos exigem do estado um gasto individual bem mais alentado do que é destinado para o sustento de uma família modesta ou ao incentivo à educação básica.
Prevalece a cultura da violência, a superlotação dos presídios, o descaso, a incúria e a corrupção.
Estamos numa encruzilhada – ou se cria uma política sustentável de segurança pública ou será melhor revogar, urgentemente, a lei restritiva do registro e porte de arma, senão a população honesta vai diminuir substancialmente de tamanho, consagrando o império do caos.
Mas, o que surpreende nesse inusitado pronunciamento, é o fato de que somente agora se proclama tal desajuste, coincidente com a perspectiva de se abrigar nos estabelecimentos prisionais, pessoas de importância no cenário político e empresarial do País, desmascarados no processo do mensalão e julgados pelo Supremo Tribunal Federal.
Até quando vamos suportar tanto cinismo no Brasil?

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

A CNEC não morreu!



Em 1957, estudei no Colégio Mageense, que depois passou a se chamar Colégio Cenecista Dedo de Deus. Em 1968, fui convidada para dar aula, como professora voluntária, no Curso de Admissão do Colégio Cenecista Primeiro de Maio, em Santo Aleixo. Em 1969, fui convidada pelo Gal. Mário Barreto França, Superintendente da CNEC-RJ para dirigir uma Escola Cenecista, em Piabetá, no 6º Distrito de Magé-RJ. Apaixonada pela educação, claro, aceitei, mas quando fui conhecer a sede da Escola (100 alunos matriculados) não havia, fiquei um pouco assustada: a secretaria funcionava no corredor de um prédio que pertencia ao Estado e contava apenas com quatro salas de aula, iluminadas com lampiões a gás. Nenhum recurso mais. Um economista teria me aconselhado a sair correndo, sem olhar para trás. Todavia, consultei o coração e aceitei o desafio: fiquei 11 anos lutando, junto daquela comunidade.
Conheci Dr. Felipe, quando dirigia a Escola, numa tarde, quando estava triste, porque acontecera uma verdadeira catástrofe. Havia chovido muito e o vento derrubara uma grande parte da construção da sede própria, que lutávamos para construir em mutirão com a comunidade. Tudo até ali havia sido feito com verba arrecadada de festas, sorteios, doação de amigos e muito luta. O que fazer agora? Lógico! Escrevi uma carta para a CNEC de Brasília, chorando e pedindo uma ajuda para reconstruir o que foi destruído. Ele, Dr. Felipe, em carne, osso e emoções, veio de tão longe (1000 km de distância) dar a resposta, pessoalmente, trazendo a ajuda de que tanto precisávamos. Nem era grande a quantia em dinheiro, mas o amor demonstrado contagiou, abasteceu, e transbordou em nossas vidas.
Em 1973, fui conhecer Brasília, na única vez que consegui ficar de férias, e aí chegando lá, claro, procurei o endereço da sede da CNEC. Onde? Fui ao Ministério da Educação para saber onde ficava. Ao subir, antes de apertar o botão do elevador, olhei e...lá estava Dr Felipe, dentro do elevador, por  coincidência?  Fiquei muito feliz, porque o reconheci, mas confirmei, ao perguntar, o senhor é o Dr. Felipe? E ele, como sempre, tão simpático disse que sim, aí estufei o peito (porque perto dele a gente se sentia sempre muito grande) e me apresentei. Nem subimos, porque ele estava ali, no MEC,  procurando alguém para ajudá-lo a organizar o Congresso e a comemoração dos 30 anos de vida da CNEC. Em plena crise de abastecimento de carne, levantava-me às 5 horas da manhã para entrar na fila e olha que faz frio, em Brasília, em julho. E as minhas férias? Ficou para outra época.
Voltei ao Rio. O Visconde de Mauá já estava com quase dois mil alunos. Na época eu era Secretária Municipal de Educação de Magé. Mais uma vez, qual foi a minha surpresa, quando o telefone tocou e, do outro lado, Dr. Felipe disse que o meu nome era o mais indicado para Administrar a CNEC-RJ. Fiquei perplexa! Minha cabeça deu milhões de voltas. Com dois filhos pequenos, morando a 50 km do Rio. Como seria isto? E o Visconde de Mauá? Meu marido, sempre respeitou minhas opções, mas esse convite mudaria muito a rotina de nossa vida. Como dizer não?
No dia 5 de junho de 1975, tomei posse. A CNEC estava unificando a administração da Guanabara  com a do Estado do Rio. Agora era um só Estado. Tudo muito complicado! Muitas Escolas deficitárias. Algumas deveriam encerrar as atividades. Só isto iria consumir todo o tempo, mas ainda havia outras 182 escolas cenecistas clamando por assistência. Não havia fim de semana, férias ou feriado. Era dureza ver o meu filho caçula dizer que quando crescesse gostaria de ser piloto para jogar uma bomba em cima da CNEC! Porque ele sentia muito a minha falta... Apesar de todos os sacrifícios, vencemos sempre!
Em 1980, ao sair da direção da Escola, por opção minha, precisava dar assistência aos meus filhos, lá estava a sede própria do Centro Educacional Visconde de Mauá, numa área que meu pai pediu ao Prefeito Magid Repanni e foi doada pela Prefeitura, com o prazo de dois anos para construir, senão perderíamos a área. Todavia, o grande mutirão comunitário deu resultado:12 salas de aula, secretaria, biblioteca, quadra de esportes, banda de música, e o nome da Campanha Nacional de Escolas da Comunidade respeitado no Município de Magé.
Após anos de luta no Rio, no dia 06 de julho de 1990, fomos convocados novamente pelo Dr. Felipe para ajudá-lo, em Brasília, na Administração Central. Quem teria coragem de dizer não a um homem daquele? Arrumamos a mala e fomos eu e o meu marido, Nelci, que sempre me apoiou, trabalhando, sem receber um centavo da CNEC. A grandiosa luta continuou. Daria para escrever um livro, com lágrimas, muitas lágrimas, porém, as vitórias superaram e com a força de Deus caminhamos, sempre. Foram mais sete anos,em Brasília, ombro a ombro, com a equipe-irmã da Administração Central, inúmeras vezes, todos colocando o próprio corpo na frente do grande herói Felipe, para as pessoas não feri-lo, nas duras batalhas. Valeu a pena.
Quando em 1993, Coordenei a grandiosa Festa Nacional do cinqüentenário da  o Teatro Municipal de Brasília estava lotado. A magia da entrada triunfal dos Estados, portando as bandeiras, a emoção do hino cenecista cantado, com tanto fervor, e o encerramento de quase arrebatamento, quando o Pai Nosso foi cantado, a capela.
Em 1996, Dr. Felipe não morreu! O céu o convocou para contabilizar com os anjos, tudo o que a CNEC havia feito até ali: milhares de vidas resgatadas do abandono, do analfabetismo, da falta de oportunidade, da miséria social. A Deus toda honra e toda a glória!
 Ivone Boechat
aluna, professora,
diretora cenecista, Superintendente Estadual da CNEC- Rio de Janeiro e Bahia

Superintendente Itinerante Nacional da CNEC

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Quantos funcionários tem a Câmara de Vereadores? Quanto a DESTAQUE paga de ISS no Carnatal?


Os números da Prefeitura

Publicação: 14 de Novembro de 2012 às 00:00

Tribuna do Norte - p.02.
Laurence Bittencourt - jornalista

Impressionou-me os números referentes à Prefeitura de Natal revelados pelo atual prefeito da capital, Paulinho Freire, um dia ou dois depois de tomar posse no cargo como atual gestor, isso a uma das emissoras de rádio local. O que disse o prefeito com relação a números da prefeitura de Natal? 

Disse, por exemplo, que o município tem uma arrecadação mensal de 60 milhões de reais, e que a folha de pessoal (hoje pela Lei de Responsabilidade Fiscal não pode ultrapassar o valor de 60% do total da receita) consome 52 milhões. Leia de novo: 52 milhões de reais de um total de 60 milhões de reais, mês. 

Logo em seguida, o prefeito acrescentou que do que sobra, ou seja, os 8 milhões de reais, a prefeitura de Natal ainda tem que saldar dividas federais, estaduais e outras. O que sobra? Nada. Como então ter dinheiro para investir na cidade? Simplesmente não tem. Como ter dinheiro para tapar buracos? Não tem. 

Imediatamente após os números dados pelo prefeito fui para a ponta do lápis e verifiquei que se o município arrecada 60 milhões de reais mês e consome com folha de pessoal 52 milhões isso representa 86% do valor total arrecadado pela prefeitura. Contraria a Lei de Responsabilidade Fiscal (quem foi mesmo que instituiu neste país a Lei de Responsabilidade Fiscal? Bom, deixa prá lá)? Totalmente. 

Fiquei me lembrando de algumas entrevistas dadas pela ex-prefeita em que ela acentuava que tinha dado preferencia em sua gestão ao funcionalismo, ou seja, ao pessoal. Deve ter sido mesmo. Ou seja, deve ter aumentado em muito a folha de pessoal. O interessante é que na mesma entrevista de Paulinho Freire ele deu outro número de que a quantidade de funcionários da prefeitura de Natal hoje é algo em torno de 21 mil funcionários. Se dividirmos 52 milhões por 21 mil funcionários, teremos uma média (eu falei uma média) de 2.500 mil reais de salário por cada funcionário, ou seja, para cada um. 

Fácil constatar que aumento de salario apenas não significa "render" votos. Talvez a ex-prefeita tenha acreditado nisto. O aumento na folha de pessoal ultrapassando o limite da responsabilidade fiscal me parece, ainda graceja forte em nosso país. E é justamente por isso que falta dinheiro para fazer saneamento básico, investir em educação, saúde, segurança, estradas, etc, etc. É por isso que temos um aumento considerável de carros por ano, mas não temos planejamento nem recursos para organizar o trânsito. É por isso que faltam recursos para administrar uma cidade. 

O incrível é que pelos números fornecidos pelo atual prefeito, o município de Natal têm mais de 21 mil funcionários e ainda assim as coisas não funcionam. Não é estranho? E não é apenas com relação à tapa buracos não, também não funcionam na educação (que não é só construir prédios ou viver de propaganda), na saúde, na coleta de lixo, etc.

Já se disse que prefeitura (como de resto qualquer governo) não tem o poder de fabricar dinheiro. Mas tem um poder de gastar dinheiro que não é brincadeira. 

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Nota: Paris, capital da França, tinha 1.500 funcionários no ano 2000. E hoje?  Paris recebe mais de 30 milhões de turistas por ano e tem mais de 15 milhões de habitantes.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012


Memória Viva" entrevista Arcebispo de Natal
 
Foto: arquivo/divulgação
O Arcebispo Metropolitano de Natal, Dom Jaime Vieira Rocha, é o personagem entrevistado no programa Memória Viva, da TV Universitária, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. O programa foi gravado e será exibido em duas datas e horários diferentes, neste mês de novembro: dia 15 (quinta), às 19 horas, e dia 18 (domingo), às 16 horas.
 
O apresentador do Programa, Tarcísio Gurgel, contou com a participação do jornalista Paulo Tarcísio e a jornalista Virgínia Coelli. No programa, o Arcebispo foi interpelado sobre a sua infância, personagens que influenciaram na sua formação, além de funções que exerceu e a ascensão ao ministério episcopal, até chegar a Arcebispo de Natal. Vários outros temas também são abordados pelos entrevistadores. [Fonte: site arquidiocese]

domingo, 11 de novembro de 2012

Abmael no tempo de pichador de paredes.


2 histórias de Abimael Silva
 
PPor Cellina Muniz
 
Foto: divulgação
HISTÓRIAS DE ABIMALEK (1)
 
Além de sebista e editor, ele era um ótimo contador de histórias. Era narrador fazendo uma cobrança, era narrador pedindo a cerveja, era narrador relatando leituras. Ele era “o” narrador, daqueles do quilate de Cascudo, concluíam alguns enquanto o ouviam contando um de seus causos.
 
Naquele começo de noite de lua nova, por exemplo, o tema era de uma convergência bastante interessante: pichação e escola. Essa história ele narrou no lançamento das “Conferências no Colégio do Atheneu”, o número 342 da sua coleção João Nicodemos de Lima, num fim de tarde na Revistaria Atheneu.  Ao seu redor, sete ou oito pessoas (vice-diretor, professora, vereadora e não sei mais quem, além de Alice N. e do poeta em processo, fiel escudeiro). Ficaram todos calados e atentos, deleitados com a narrativa do sebista-editor, dinossauro da geração de primeiros livreiros, último representante de uma classe que remonta ao século XVIII...
 
Mas eis a história (como contá-la tentando aquela narrativa?):
 
 
Nos seus tempos de pichador, anos atrás, quando ainda ensaiava os primeiros passos como sebista, saía anarquizando na sua bike pelas noites tediosas de domingo na pacata capital potiguar. Carlos Eduardo nem sonhava em ser prefeito e o boy ganhava certas madrugadas com uma lata de spray por dentro da camisa, pedalando à cata de muros onde pudesse fazer sua publicidade e apresentar-se ao mundo natalense:
 
SEBO VERMELHO: TRANSA FIADO, NO PAU OU FAZ TROCA-TROCA
 
Pois numa daquelas noites tediosas, quando começava na TV o Fantástico, doido para errar, sacou de sua lata (ou tala, na linguagem dos pichadores) e partiu na sua magrela. Pedalou da Cidade da Esperança até Petrópolis, quando deu de cara com o muro da esquina do Atheneu, simplesmente a instituição de ensino de mais tradição na cidade. Nem é preciso pensar nos nomes de quem passou por lá. Inclusive o jovem e iniciante sebista à época.
 
Anos depois do episódio, naquele começo de noite de lua nova das Conferências reeditadas, todos olharam imediatamente para o muro. Um muro alto, com três janelões, limpo e ostensivo. Imaginaram, então, como seria convidativo quando antes das atuais grades no muro da escola.
 
Depois de pichar sua publicidade, pensou o animal – “já trabalhei, agora é hora do lazer. O que é que eu vou pichar?” E como estivesse indignado com o Alfabeto da Xuxa, que naqueles anos de 1980 bombardeava as crianças e todos os demais para que tudo fosse grafado com x, resolveu poetar nas paredes da nobre casa do saber:
 
A XOTA
DA XUXA
É XUJA
 
Acontece que na época do ocorrido, segundo ele contou (com  olhos muito azuis por cima dos óculos), atuava na escola um certo professor que, clandestinamente, era dotado da singularidade de ter como apelido também o designativo de Xuxa, certamente por conta de critérios de ordem sexual.
 
O fato é que tal professor vestiu a carapuça e, alguns dias depois, foi bater lá no Sebo. Escrachou com o aprendiz de pichador: segundo o sebista-editor-narrador-pichador, o professor reconheceu o autor dos escritos infames pela letra (também infame): “Esse foi meu aluno!”
 
Xujou, Abimalek!
 

Inaugurada agência do BB em Extremoz.





Fotos: Max Jordanni/divulgação.


O Banco do Brasil inaugurou no final da tarde da sexta-feira, 09, a agência do município de Extremoz com a presença do ministro da Previdência Social Garibaldi Filho, prefeito da cidade, Klauss Rêgo, superintendente para o estado, Sérgio Luiz Oliveira e o gerente geral nomeado para a unidade, Ricardo Campos, entre outras autoridades e políticos.
 
Na ocasião o gerente Ricardo Campos destacou que a agência significava um dos maiores anseios do povo de Extremoz e se colocou a disposição da população da cidade dizendo que, com responsabilidade estava pronto para promover o desenvolvimento do município. O superintendente do Rio Grande do Norte, Sérgio Luiz Oliveira ressaltou que a agência de Extremoz era a de número 87 no estado e que o banco pretendia, até o final de 2013, completar a abertura de 100 agências em todo o RN, lembrando que a concretização da presença do banco no município se devia a luta incansável do prefeito Klauss Rêgo, para que isto se concretizasse.
 
O ministro Garibaldi Filho disse estar feliz em ouvir a fala do gerente do Banco do Brasil de Extremoz de que a instituição estava presente em 60 municípios do estado.
“Extremoz é muito importante no contexto do Rio Grande do Norte, principalmente pela sua vocação turística. Fiquei feliz em ouvir do prefeito Klauss que a urbanização de Jenipabu estava em andamento e digo que o município está com tudo para ser um dos mais desenvolvidos do RN. Não é a toa que ele é o quarto mais desenvolvido da Região Metropolitana e o terceiro em renda per capita”, informou Garibaldi.
 
Significado
 
 “Esta agência não traz somente a facilidade para o meu povo, que passa a dispor de serviços bancários. Ela é parte da integração do nosso município à Região Metropolitana de Natal e resultado de um trabalho que a nossa administração vem realizando em busca dessa integração”, disse o prefeito de Extremoz, Klauss Rêgo, ao iniciar seu discurso.
 
“Aos poucos Extremoz vai se consolidando como um município forte, que está recuperando a autoestima e a importância. Por isso, reafirmo que as ações da nossa administração significam o comprometimento com a população e o futuro do município”, continuou o prefeito.
 
“Vivemos um novo momento neste município e este momento é para ser comemorado”, emocionou-se Klauss Rêgo. “Com a chegada do Banco do Brasil, o cidadão de Extremoz não precisará mais se deslocar até Natal para fazer uma simples operação bancária, como pagar uma conta de luz, por exemplo,” disse Klauss.
 
Destaque
 
“Reafirmo aqui o que tenho dito ao longo dos últimos três anos e onze meses do meu mandato: Sou prefeito desta cidade para elevar sua condição de um simples município, para transformar a sua economia e colocar Extremoz em posição de destaque entre os municípios que compõem a Região Metropolitana de Natal. Faço um agradecimento especial a superintendência do Banco do Brasil por ter atendido o nosso pleito e realizado o sonho de todos os cidadãos deste município, porque sei que os extremozenses farão um excelente proveito deste instrumento fundamental para a nossa economia e importância social”, concluiu o prefeito Klauss Rêgo. (LS).


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Postado por AssessoRN - Jornalista Bosco Araújo no AssessoRN.com em 11/11/2012 09:22:00 AM