sábado, 31 de agosto de 2013

Gracinha e a Inglaterra.

A Inglaterra e eu – Capítulo 1
Maria das Graças English.*

Vou começar uma estória hoje sobre fatos atuais dessa grande ilha européia, saxônica com pinceladas latinas. Quando faço palavras cruzadas, o alemão não me ajuda, pois foi transformado de tal maneira que virou uma língua própria, só compreensível pelos lingüistas  - o inglês.
Nessa ilha  estão agora conglomerados povos de várias origens coloniais e outros ficam tentando fincar pé, atraídos pelo bem-estar. O serviço nacional de saúde, o NHS, é muito eficiente e muito indulgente. É tanto que trata de muitos pacientes estrangeiros  que de alguma maneira burlaram as normas. Ouvem-se agora muitas reclamações dos ingleses, fala-se de privatização deste órgão público, há protestos. Tento não botar fogo neste fogo lento, cuidando da minha saúde e aproveitando as iniciativas que visam evitar maiores problemas físicos e mentais, tais como administração do peso, do bem estar, prevenção contra o câncer mamário e do sistema digestivo, etc. Tem muito inglês que não utiliza estes  serviços pois não acredita que pode ficar doente ou se está doente.
Com a crise econômica outros males humanos aparecem. O que aconteceu há poucas semanas foi lamentável. Dois homens com idade por volta dos sessenta, se altercam para ocupar um lugar no estacionamento de um grande supermercado, destinado a pessoas inválidas. Tudo vira agressão física. O resultado é morte. No entanto, a polícia reage rapidamente e o atacante é preso por homicídio involuntário. O chocante foi também a revelação de que o morto tinha recebido poucos dias antes a liberação médica de um tratamento contra câncer. Por aí se vê que males da psiquê podem ser mais determinantes que o próprio câncer.

E depois vem a estória dos cachorros. Num  país com muitos deles, não passa muito tempo sem haver um acontecimento grave ou fatal envolvendo caninos. O público em geral está de saco cheio e demanda intervenção da polícia. Que fazer se os ingleses adoram seus “bichinhos”? Obrigar os donos a por um michro chipe da identificação em todos eles e, em caso de  acidente, prender o patrão. A lei vai entrar em vigor breve, mas eu já me sinto aliviada.
*Maria das Graças English é natalense.

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