sábado, 14 de setembro de 2013

Mortes "de repente" mata mais no Brasil.


Palavras do Dr. Geniberto de Paiva Campos, potiguar, conterrâneo amigo de todos, médico cardiologista em Brasília, titular do Biocardios - Instituto do Coração. Alumnus do Imortal Professor Ernani Rosado (Turma 1966 - UFRN). Abs. Cortez.

Morte súbita é responsável por um terço dos óbitos

A doença das coronárias e a doença de chagas são responsáveis por um terço dos óbitos no Brasil. E desse total, 10% são de mortes súbitas. A afirmação foi feita pelo médico cardiologista Geniberto Paiva Campos, do Procar - Cardiologia e Cirurgia Cárdio Vascular de Brasília - ao programa "Falando Francamente", da Rádio Nacional da Amazônia.
A morte súbita pode ocorrer em pessoas sadias, e acontece num período de 24 horas, sem apresentar causa aparente, quando o indivíduo está geralmente bem, desfalece e, em seguida, morre. Essa situação é conhecida como Síndrome da Morte Súbita e pode ter várias causas. Para o cardiologista, a principal delas é a doença do coração, ou doença das coronárias, que atinge pessoas em todo o mundo.
PUBLICIDADE
-->
"O infarto do miocárdio pode provocar a morte súbita, a doença de chagas também pode provocar. E tem a morte súbita, que a gente chama de morte elétrica, em que o indivíduo aparentemente está bem e de repente ocorre uma alteração no ritmo do coração, levando-o à morte", disse o médico Geniberto, ao relacionar três condições que, basicamente, respondem pela morte súbita.
Segundo o cardiologista, ninguém deve fazer exercícios físicos sem consultar um médico, para fazer uma avaliação do sistema cárdio-respiratório e saber as condições pulmonar, respiratória e vascular. Geniberto Campos adiantou que às vezes algumas doenças mais complexas podem alterar a condição do indivíduo no dia-a-dia e na prática esportiva e, por isso, é bom fazer um exame clínico para saber se o coração está funcionando bem.
"Deve ser feito no mínimo um eletrocardiograma e, depois, pode-se fazer outros tipos de exames, como os testes hergonométrico e espirométrico para avaliar as condições respiratórias e um ecocardiograma". Para o cardiologista, esses exames ajudam bastante o médico e o atleta de alta performance ou o de fim-de-semana. Ele recomenda que pelo menos uma vez por ano as pessoas submetam-se a uma avaliação física, principalmente as que têm mais de 40 anos, idade em que os exames passam a ser obrigatórios.


Nenhum comentário:

Postar um comentário