sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Visitem o saite dhnet.org.br e vejam as matérias sobre a Campanha de Angicos.

Método Paulo Freire – 30 anos da campanha de alfabetização de adultos de Angicos/RN
1962-1992 – Série de Reportagens do jornalista Luiz Gonzaga Cortez – Prêmio jornalista Raimundo Ubirajara de Macedo – 1993.
A primeira matéria da série de reportagens foi publicada no Caderno “DN Educação”, do Diário de Natal, Ano I, número 002, em 16 de setembro de 1992, sob o título “ Igreja recusa apoiar método Paulo Freire
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Método Paulo Freire – 30 anos da campanha de alfabetização de adultos de Angicos/RN
1962-1992 – Série de Reportagens do jornalista Luiz Gonzaga Cortez – Prêmio jornalista Raimundo Ubirajara de Macedo – 1993.
A primeira matéria da série de reportagens foi publicada no Caderno “DN Educação”, do Diário de Natal, Ano I, número 002, em 16 de setembro de 1992, sob o título “ Igreja recusa apoiar método Paulo Freire”.
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SEGUNDA-FEIRA, 25 DE JULHO DE 2011

Campanha de alfabetização de adultos será lembrada.

Os 50 anos da campanha de alfabetização de adultos será lembrado em 2012 em Natal, por um grupo de admiradores do professor Paulo Freire, idealizador do método revolucionário de alfabetização que foi implantado em Angicos, terra do governador Aluizio Alves. Em 1992, publicamos uma série de reportagens no Diário de Natal, através do caderno Educação, editado pela jornalista Ana Maria Cocentino Ramos. Vamos transcrever as reportagens.


25/07/2011


Método Paulo Freire – 30 anos da campanha de alfabetização de adultos de Angicos/Rn.

1962-1992 – Série de Reportagens do jornalista Luiz Gonzaga Cortez – Prêmio jornalista Raimundo Ubirajara de Macedo – 1993.

A primeira matéria da série de reportagens foi publicada no Caderno “DN Educação”, do Diário de Natal, Ano I, número 002, em 16 de setembro de 1992, sob o título “ Igreja recusa apoiar método Paulo Freire”.



Há trinta anos, desenvolveu-se no centro geodésico do Estado do Rio Grande do Norte, em Angicos, a campanha de alfabetização em massa de adolescentes e adultos, de 14 a 70 anos de idade, da América Latina. Foi a aplicação do chamado “Método Paulo Freire” de Alfabetização de Adolescentes e Adultos que, em 40 horas/aulas, alfabetizou centenas de criaturas que tinham “fome da cabeça”, graças ao inédito sistema pedagógico que alfabetizava e conscientizava políticamente.

O método era diferente, até então, dos já aplicados pela educação tradicional. Não havia livros nem cartilhas, mas uma série de palavras geradoras. Não havia professor. O coordenador era quem ensinava. Classe? Não existia. Os alunos eram reunidos em “círculos de cultura”. E os locais? Eram colégios, salões ou locais suntuosos ou não? A resposta também é não.

As “turmas”de adolescentes e adultos, os círculos de cultura, reuniam-se em qualquer local – debaixo de uma mangueira, na cela de uma cadeia pública, no armazém da fazenda, no alpendre de uma casa do sítio do pequeno lavrador, numa escola abandonada, sem luz elétrica, água encanada e as tradicionais instalações escolares.

As aulas eram ministradas à noite, depois do término da labuta diária dos alunos, de ambos os sexos, com os mínimos meios que dispusessem. As primeiras turmas contavam com rapazes, moças, velhos, homens e mulheres calejados pelo trabalho pesado na agricultura, na marcenaria e construção civil etc. Eram jovens e velhos operários e camponeses de uma terra calcinada e abandonada pelos poderes públicos.

Planejada em 1962 e iniciada em 18 de janeiro de 1963, os participantes da “Experiência de Angicos”, executada pelo Serviço Cooperativo de Educação, da Secretaria de Educação e Cultura do Estado do RN – SECERN, através do Setor de Alfabetização de Adultos, viveram momentos fantásticos e inusitados em Angicos – viram mudo falar, viram crianças de 5 anos se alfabetizar sem ser alunas e o povo pensar que o Presidente da República ainda era Getúlio Vargas

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