quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Tirania financeira - Artigo do professor Benayion.

Tirania financeira
Adriano Benayon * - 14 de janeiro de 2013

Michael Hudson, professor da Universidade Misouri-Kansas, escreveu  excelente artigo, “O enganoso abismo fiscal dos EUA em 2012”.  A enganação diz respeito a  que o déficit orçamentário não precisaria existir (mas existe) e às suas reais causas.

2. Ele está em US$ 14 trilhões, o equivalente a quase um PIB anual dos EUA e menos que seu governo gastou para salvar os bancos. Nouriel Roubini aponta que o recente acordo entre Obama e parlamentares do partido “republicano” prenuncia novo colapso, pois prevê reduções fiscais, e não há como abrir mão de receitas tendo que cobrir um déficit dessa magnitude.

3. Os economistas do sistema clamam que, para reduzir os déficits públicos, há que: 1) cortar despesas sociais, obrigando os trabalhadores a financiarem seus planos de saúde e aposentadorias; 2) fazer que o Estado deixe de investir nas infra-estruturas econômicas e sociais; 3) demitir servidores; 4) privatizar as propriedades e os serviços públicos.

4. O Brasil seguiu, mais de uma vez,  esse caminho, o que intensificou os malefícios da desnacionalização, encetada em 1954, e causa primordial de o País estar muito atrás de países, antes, muito mais pobres.  O serviço da dívida e as privatizações acabaram de inviabilizar o desenvolvimento, de modo irreversível até que sejam substituídas as atuais estruturas econômicas e políticas.

5. A Europa - desprovida de soberania -  pois o Banco Central não emite moeda para  financiar os países membros, arruína-se através das políticas de “austeridade”, que agravam a depressão a pretexto de reduzir os déficits públicos gerados pelo colapso dos derivativos. 

6. Os EUA só não estão de todo afundados, por empregarem a força para obrigar produtores de petróleo a vendê-lo em dólares e por emitirem-nos à vontade para pagar importações e o serviço da dívida.

7. Os analistas não submissos mostram que os déficits não provêm das despesas sociais nem dos investimentos públicos nas infra-estruturas. Na verdade, os orçamentos do Estado foram onerados pelas operações de socorro aos grandes bancos, que ficaram em dificuldades quando os derivativos se revelaram títulos podres, após terem gerado lucros fantásticos para seus controladores.

8. Em suma, a oligarquia financeira, dona desses bancos e de outras indústrias dominantes, comanda, através de títeres políticos, os governos das “democracias”, bem como os formadores de opinião em  cátedras e nos meios de comunicação.

9. Ela subordina a todos, por meio das  políticas fiscal e monetária. Os 0,01% da oligarquia (incluindo executivos) são privilegiados por isenções fiscais e como credores, com o endividamento do Estado e de mais de 90% da população.

10. Por isso não admitem que os Tesouros nacionais emitam moeda para financiar o de que precisa a economia. Criou-se a mentira – aceita como verdade – que isso seria inflacionário. O sistema exige que o próprio o Estado, endividado por ter socorrido os bancos, dependa do crédito deles.

11. O cartel dos bancos, nos EUA, recebe dinheiro emitido pela Reserva “Federal” a juros de 0,25% aa, muito abaixo da taxa da inflação, e aplica em títulos especulativos e nos de países, como o Brasil e a Austrália, que se deixam tosquiar pagando juros elevados nos títulos públicos.
12. Como assinalei em artigo, “No Limiar de 2013”, não interessa à oligarquia acabar com a depressão, que dela se serve para quebrar o poder e a resistência de quantos pretendam equilibrar a sociedade e promover seu bem-estar.

13. O orçamento equilibrado é um dos instrumentos ideológicos para arranjar depressões. Falam da economia como se esta devesse ser gerida por quitandeiros ou políticos demagogos, na linha de Cícero (século I AC): “não gaste mais do que arrecada”.

14. Michael Hudson recorda que as depressões coincidiram com períodos de superávit orçamentário. Este precedeu e/ou acompanhou as seis  depressões iniciadas em 1819, 1837, 1857, 1873, 1893 e 1929.  A atual, iniciada em 2007, é efeito retardado dos superávits de Clinton (1998/2001), postergada  em consequência das bolhas da internet e dos imóveis residenciais, com  inusitada explosão do crédito.
15. Quanto mais obtém maior concentração de riqueza – reduzindo assim o poder relativo inclusive dos ricos fora do topo da pirâmide – mais a oligarquia se converte em tirania.

16.  Discordo de  Hudson quando conclui que isso é não é capitalismo, mas sim feudalismo. Na verdade, o capitalismo converte-se em algo pior que o feudalismo,  porque nele não há limites à concentração.

17. Quanto ao Brasil, lembrou, há pouco, Carlos Lessa, ex-presidente do BNDES:  "Não estamos sequer reproduzindo a República Velha. Esta República atual praticamente universalizou a desnacionalização."

18.  Enquanto isso,  o  sugado povo brasileiro é distraído pelo “combate à corrupção”, como se essa não fosse sistêmica. Milhões indignaram-se com o mensalão e aplaudem o STF.

19. Entretanto, até hoje, dormem, engavetados nos tribunais superiores, os processos em foi provada a colossal roubalheira das privatizações (Vale Rio Doce, elétricas, telecomunicações,  siderúrgicas,  bancos estaduais), após  terem esses tribunais cassado as liminares concedidas para sustá-las. Elas já completaram, impunes e consolidadas, quinze anos em média.

20. Mais tragicômico:  os atuais “governantes”, além de nada terem feito para mudar a triste estrutura formada conforme o  Consenso de Washington,  usam o BNDES e a política fiscal para cevar ainda mais os concentradores, principalmente transnacionais, que desviam  renda nacional, em quantias crescentes, para o exterior.

21. Isso é pouco para a mídia e demais alienados -  antinacionais, desde antes do primeiro golpe contra Getúlio Vargas, 1945. Trabalham pela volta dos perpetradores do desastre em mega-doses.  Mais:  mesmo fora dos dois partidos ocupantes do Planalto nos últimos 18 anos, falta espaço, sob as instituições presentes, para lideranças capazes de oferecer alternativa real. 

* - Adriano Benayon é doutor em economia e autor do livro Globalização versus Desenvolvimento.

        Fechaspas.

domingo, 13 de janeiro de 2013


Família culpa MIT por morte de fundador do Reddit aos 26 anos

13 de Janeiro de 2013  16h40  atualizado às 18h14
Fonte: Google.
O ativista de internet Aaron Swartz morreu aos 26 anos Foto: Fred Benenson/Wikimedia Commons / Divulgação
O ativista de internet Aaron Swartz morreu aos 26 anos
Foto: Fred Benenson/Wikimedia Commons / Divulgação
O mundo da internet homenageava neste domingo o "extraordinário hacker" Aaron Swartz, gênio da informática e cofundador da rede social Reddit, que se suicidou aos 26 anos e cuja morte é atribuida em parte à pressão da Justiça americana, segundo seus amigos e parentes. A família e os amigos do militante morto acusam a Justiça e o Instituto de Tecnologia de Massachussets (MIT), que abriu a denúncia, de serem responsáveis em parte pelo suicídio do jovem.
"Adeus a Aaron Swartz, hacker e extraordinário militante", publicou neste domingo em sua página na internet a Electronic Frontier Foundation, associação em defesa dos direitos no mundo digital, saudando a memória de seu "amigo e colaborador".
Cofundador da rede social de informação Reddit, muito famosa nos Estados Unidos, e militante em favor do acesso livre à internet, Swartz foi encontrado enforcado na noite de sexta-feira em sua casa no Brooklyn, segundo os serviços médicos de Nova York. Swartz também ajudou a criar, aos 14 anos, a tecnologia para compartilhar conteúdos online RSS.
O empreendedor enfrentava um julgamento por acusações de roubo de milhões de artigos científicos do serviço por assinatura JSTOR e poderia ser condenado a 35 anos de prisão e multas de cerca de US$ 1 milhão.
Um de seus amigos, Larry Lessing, disse no site Boingboing.net que "Aaron jamais fez nada em sua vida para 'fazer dinheiro', apenas trabalhava pelo interesse geral. Era brilhante, engraçado, era um rapaz genial".
Há dois anos, o FBI abriu uma investigação contra o jovem que havia publicado gratuitamente documentos da corte federal americana, os quais eram cobrados, em 2008, oito centavos pelo acesso por página.
Em menos de três semanas, ele tinha conseguido carregar mais de 18 milhões de páginas, somando um valor estimado em US$ 1,5 milhão. Amigos, no entanto, lembram que o rapaz sofria de depressão e, em 2007, Swartz falou publicamente sobre a ideia de suicídio, destacou no domingo o jornal The New York Times.
"Sair, respirar um pouco de ar puro, abraçar alguém querido e não se sentir melhor, pior ainda, se sentir incapaz de compartilhar a alegria dos demais. Tudo está cheio de tristeza", escreveu em seu blog na época.

Potiguar quer informações sobre os PEBAS do Seridó.


Ola Luiz,
 
Meu nome é Fabio Franciolly Fonseca e nasci no rn. Sou Fonseca chamado de Pebas por serem ruivos cheios de sardas e olhos claros... pelo menos os mais antigos. Gostaria de saber se tenho como descobrir mais coisas sobre os pebas do seridó. Pois eramos cristãos novos .... posso te contar detalhes interessantes. Eu e minha familia vivemos hoje como judeus, ou seja resgatei a fé antepassada... fui até a Israel.
 
Abraços
 
Fabio