terça-feira, 19 de março de 2013


Aprovação do governo Dilma sobe um ponto e atinge 63%, mostra pesquisa

BRASÍLIA - A aprovação do governo da presidente Dilma Rousseff subiu um ponto no mês de março em relação a dezembro, conforme a pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta terça-feira, 19, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). De acordo com o documento, para 63% da população o governo de Dilma é ótimo ou bom.

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Segundo a pesquisa, maior problema do governo Dilma é a saúde pública, com 67% de desaprovação - Dida Sampaio/AE - 16/03/2013
Dida Sampaio/AE - 16/03/2013
Segundo a pesquisa, maior problema do governo Dilma é a saúde pública, com 67% de desaprovação
Nos dois levantamentos anteriores, essa taxa estava em 62%, e em 56% tanto em março de 2012 quanto no mesmo mês de 2011. O levantamento revelou que 29% dos entrevistados consideram o governo da presidente regular e 7% acham ruim ou péssimo.
A CNI/Ibope identificou que houve um crescimento do otimismo em relação aos próximos meses do governo, com a taxa de ótimo ou bom passando de 62% para 65%. Os que projetam o restante do governo como regular está em 24% e, como ruim ou péssimo, em 8%.
A aprovação do modo de governar da presidente Dilma subiu de 78% para 79%. Ao mesmo tempo, foi reduzida a fatia que desaprova a gerência da presidente, atualmente em 17%.
Também aumentou a confiança na presidente, que passou de 73% nas duas pesquisas anteriores, para 75% agora. O total de entrevistados que não confiam em Dilma seguiu estável em 22%.
Áreas. A CNI/Ibope identificou que, de maneira mais geral, a população está mais satisfeita com o governo. Em relação ao combate à fome e à pobreza, a taxa subiu de 62% para 64%. Sobre o meio ambiente, o avanço foi de 52% para 57%. No quesito combate ao desemprego a alta foi um pouco mais tênue, de 56% para 57%. A política de combate à inflação recebeu aprovação de 48% da população, ante 45% visto na pesquisa anterior. Sobre educação, a taxa de aprovação subiu de 43% para 47% e em relação à taxa de juros, de 41% para 42%.
Apenas três quesitos da pesquisa estão com taxa de desaprovação acima de 60%. Um deles é a cobrança de impostos, que está exatamente em 60%. Houve melhora nesse item, pois no levantamento anterior a desaprovação era de 65%. Em relação à segurança pública, também houve queda na desaprovação, passando de 68% para 66%. O maior problema da presidente, na avaliação da população, ainda é a saúde, mas mesmo assim a taxa de desaprovação recuou, de 74% para 67%.
Dilma x Lula. A avaliação de que o governo Dilma é igual ao do antecessor Lula atingiu a marca de 61%. Essa é a maior taxa desde março de 2011, quando estava em 64%. No levantamento anterior, divulgado em dezembro, a taxa estava em 59%.
A pesquisa revelou também que para 20% da população o governo da presidente é melhor do que o de Lula. Essa é a quarta vez consecutiva que essa taxa cresce. Já a avaliação de que o governo Dilma é pior do que seu antecessor caiu pela terceira vez seguida e chegou a 18%.
A CNI enfatizou que, ainda que tecnicamente empatados, essa foi a primeira vez que o porcentual dos que consideram o governo Dilma melhor que o de Lula é superior ao dos que avaliam o inverso.
A pesquisa salientou também que o noticiário foi considerado mais favorável ao governo por 38% dos entrevistados, também o maior porcentual visto nos últimos dois anos. De acordo com o levantamento 34% consideraram o noticiário nem favorável nem desfavorável e 11% mais desfavorável.
Na lista dos fatos mais lembrados do governo Dilma estão: tragédia em Santa Maria/presença de Dilma em Santa Maria (12%); governo descarta possibilidade de apagão/ redução das tarifas de energia (10%); redução de impostos da cesta básica (7%); votação da Lei de distribuição dos royalties do petróleo (7%); e aumento do salário mínimo para R$ 678 (6%).




segunda-feira, 18 de março de 2013

E ainda tem gente que gosta desses "sucos" industrializados.


Supermercados do RN vão retirar sucos AdeS das prateleiras, diz Assurn

Tribuna do Norte 
Publicação: 18 de Março de 2013 às 12:30

Sobre a decisão publicada hoje (18) no Diário Oficial da União, ele afirma que "os supermercados irão seguir as determinações da Anvisa, mas querem ouvir o outro lado e esperam que a Unilever [fabricante do produto] se pronuncie sobre os encaminhamentos das mercadorias". Ele diz que a decisão de empresa pode ser de que os supermercados devolvam os sucos suspeitos de contaminação, mas também pode ficar decidido que as mercadorias sejam mantidas nos estoques de supermercados, até que se descubra a contaminação ou não dos sucos.

A decisão de retirada dos produtos AdeS das prateleiras de supermercados ocorreu após publicação no Diário Oficial da União (DOU) de hoje (18), na qual a Anvisa suspende desde a fabricação até o consumo de todos os lotes de 32 produtos da marca.

Na quinta-feira passada (14) a Unilever anunciou recall de 96 unidades do AdeS Maçã em embalagens de 1,5 litro, por contaminação com produtos de limpeza. O consumo poderia provocar queimaduras. Até a sexta-feira passada, 14 pessoas registraram reclamações do produto.

Em relação ao lote comprovadamente contaminado, Eugênio Medeiros considera uma chance remota de esse produto estar no comércio potiguar. "Esses produtos demoram cerca de quinze dias para chegar aqui e o problema foi detectado cerca de dois dias depois do envase", disse.

A Covisa, Coordenadoria de Vigilância a Saúde em Natal, aguarda orientações da Anvisa quanto à conduta em relação aos sucos em caixa da linha AdeS, da empresa fabricante Unilever.

Por enquanto, segundo o chefe do setor de Controle de Alimentos da Covisa, José Antônio de Moura, não há restrição quanto à retirada do produto das prateleiras do comércio em Natal. A iniciativa é dos próprios revendedores do produto.

José Antônio de Moura afirma que a Coordenadoria aguarda essa eventual orientação da Anvisa, tendo em vista que os técnicos e fiscais estavam nessa segunda feira na sade de fabricação do produto.

"Com base nessas análises é que saberão se há necessidade de retirada dos produtos em outros estados. Até agora, sabemos que o problema ocorreu em apenas um lote, que segundo a empresa foi enviado para os estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná", afirmou, ressaltando que a Covisa acompanha a situação com atenção.

Atualizada às 16h27


Jornalista argentino publica documento que indicaria conivência de papa na ditadura

17/03/2013 - 19h28

SILVANA ARANTES
ENVIADA ESPECIAL A BUENOS AIRES

Sucessão PapalO jornalista argentino Horacio Verbitsky voltou a publicar ontem no diário "Página 12" cópia do documento que, a seu ver, "termina com a discussão sobre o papel de (Jorge Mario) Bergoglio" no episódio do sequestro e tortura por parte do regime militar argentino, em 1976, dos padres Orlando Yorio (morto em 2000, aos 67 anos de idade) e Francisco Jalics.


O documento é uma das peças principais do livro "O Silêncio", que Verbitsky lançou em 2005 e no qual acusa Bergoglio de haver delatado Yorio e Jalics aos militares, por envolvimento com a guerrilha.
Trata-se de uma nota de 1979 assinada pelo então diretor de Culto Católico da Chancelaria argentina, Anselmo Orcoyen, na qual se registra que Bergoglio fez formalmente um pedido para a renovação do passaporte de Jalics, instalado na Alemanha, após sua soltura pelo regime militar. Ele e Yorio haviam sido torturados na Escola de Mecanica da Marinha e ficaram cinco meses em poder dos militares.
No entanto, ao protocolar o pedido, Bergoglio fez verbalmente "especial recomendação" para que ele fosse negado, abastecendo o ministério com informações desabonadoras sobre Jalics, incluindo a suspeita de seu "contato com guerrilheiros".
A reportagem de Verbitsky responde diretamente à declaração feita nesta semana pelo porta-voz do Vaticano de que uma publicação de esquerda argentina conduz uma campanha "anticlerical difamatória e caluniosa", com ataques sistemáticos a Bergoglio.
"Bergoglio e seu porta-voz calam sobre esses documentos e preferem desqualificar quem os encontrou, preservou e publicou", afirma o jornalista.
No texto, Verbitsky cita a afirmação feita por Jalics nesta semana de que está reconciliado com Bergoglio e recorre a um teólogo para definir a reconciliaçao, "um sacramento católico", como "o perdão de coração ao próximo pelas ofensas recebidas".
Em 1994, Jalics escreveu no livro "Exercícios de Meditaçao" que um representante da "extrema direita" católica via "com maus olhos" o trabalho que ele e Yorio desenvolviam junto às populações carentes e os havia denunciado como "terroristas" aos militares. Numa carta escrita em 1977 a uma autoridade da Companhia de Jesus, Yorio nomeia Bergoglio como o suposto delator.
Ainda em seu livro, Jalics diz ter tido acesso a 30 documentos que comprovariam a atuação do delator e conta que os destruiu em 1980. "Desde então sinto-me verdadeiramente livre e posso dizer que perdoei de todo o coraçao", afirma, em trecho reproduzido ontem por Verbitsky.


domingo, 17 de março de 2013


17/03/2013 - 03h00

É cedo para santificar o papa

UOL online.
É compreensível que a massa de fiéis reunida na praça de São Pedro, durante a cerimônia fúnebre de João Paulo 2º, decretasse aos gritos: "Santo subito".
Afinal, o pontificado de João Paulo 2º durara 28 anos, tempo mais que suficiente para exibir ao mundo suas qualidades (defeitos também, mas, nessas horas, ninguém pensa em defeitos).
É um exagero, no entanto, a mídia, inclusive a do Vaticano, transformar o noticiário em torno do novo papa em culto à personalidade de Jorge Mario Bergoglio, como reproduzisse para ele o grito de "Santo subito" de oito anos atrás.
Cada detalhe de sua biografia e cada vírgula de suas palavras são apresentados em "odor de santidade", a fragrância que a tradição católica diz que emana dos santos.
Talvez o exagero se deva ao fato de que Bergoglio era um virtual desconhecido para o mundo, o que leva o jornalismo a procurar, em cada pequeno gesto e cada pequena fala, o rosto do novo pontificado.
Está sendo inútil até agora, a menos que se considere que a escolha do nome Francisco seja uma declaração de intenções, a de querer, como disse ontem, "uma igreja pobre, para os pobres". Não conheço um único religioso (ou político) que tenha defendido uma igreja (ou partido ou governo) para os ricos.
Entendo em todo o caso a carência de definições sobre a vasta e complexa agenda da igreja, que, segundo dom Cláudio Hummes, "precisa de uma reforma em todas as suas estruturas".
O papa explicou que "a igreja, embora sendo certamente também uma instituição humana, histórica, com tudo o que isso comporta, não tem uma natureza política, mas essencialmente espiritual".
Os mortais comuns aprendemos a lidar com a política, gostando ou não dela, mas o espiritual é para poucos escolhidos.
O problema é que temas essenciais da agenda da igreja, como o escândalo de pedofilia ou a polêmica em torno do casamento entre pessoas do mesmo sexo, são essencialmente humanos.
O papa precisará mesmo do odor de santidade para levar a cabo o que dom Cláudio definiu como "obra gigantesca" de renovação da igreja. Precisará também da coragem que lhe faltou durante a ditadura militar argentina, como depõe o prêmio Nobel da Paz Adolfo Pérez Esquivel: "Não considero que Jorge Bergoglio tenha sido cúmplice da ditadura, mas creio que lhe faltou coragem para acompanhar nossa luta pelos direitos humanos nos momentos mais difíceis".
O passado, portanto, não permite sentir odor de santidade no novo papa, até porque santos se revelam exatamente nos momentos difíceis. No caso da Argentina, durante a ditadura, o que estava em jogo era condenar a barbárie, não calar-se.
Mas é hora de virar a página Bergoglio e abrir a página Francisco. O que começará a dar um rosto -santo ou não- ao novo papado serão as escolhas para os cargos vitais da Cúria, em especial a nomeação para a secretaria de Estado, o segundo cargo no Vaticano -escolha que será todo um programa de governo do novo papa e lhe dará (ou não) os primeiros "odores de santidade".
Clóvis Rossi
Clóvis Rossi é repórter especial e membro do Conselho Editorial da Folha, ganhador dos prêmios Maria Moors Cabot (EUA) e da Fundación por un Nuevo Periodismo Iberoamericano. Assina coluna às terças, quintas e domingos no caderno "Mundo". É autor, entre outras obras, de "Enviado Especial: 25 Anos ao Redor do Mundo" e "O Que é Jornalismo". Escreve às terças, quintas e domingos na versão impressa do caderno "Mundo" e às sextas no site.