sábado, 6 de abril de 2013

Marco de concreto pode ser do tempo da II Guerra.


Nesta terra de tantos “ambientalistas”, não tenho notícias de preocupações com o futuro do “Morro do Navio”, nas dunas de Pium, Parnamirim, a cerca de 22 quilômetros de Natal. Também conhecido como “Morro Vermelho”, por causa da coloração da areia, a área fica a mais de 300 metros do nível do mar, de onde se pode curtir um bonito panorama, inclusive de parte de Natal. A área seria uma  ZPA, perto de Alcançuz e da famosa “Casa de Pedras”, construção do século XVI, do período holandês. E aí? E aí é que morro está sendo degradado pelo homem (bugreiros, praticantes de ralis fora de estrada, etc) e os ventos, devido ao  abandono, mas algumas moradores de Pium estão preocupados com um possível detalhe histórico: um marco de concreto no Morro do Navio.
E o que significa esse marco de 1.50 m de altura e cerca de 80cm de diâmetro, que está “rolando cabeça abaixo” do morro? Segundo um pesquisador que me deu a informação e sugeriu que procurasse os vídeos do Youtube,  o marco de concreto, que está com a parte superior para baixo, seria o alicerce de algum equipamentos militar usado pelo Exército brasileiro no período da II Guerra, provavelmente um haliografo (instrumento de uso manual para orientação marítima).
Os produtores dos vídeos estão afirmando que o marco teria sido feito em 1943 e, segundo os moradores mais idosos de Alcançuz, havia uma placa com inscrições com aquela data. Em Pium, há guias que cobram R$ 25,00 por passeios educacionais e de lazer na área que teria mais de 10 hectares e que está sendo alvo de investidores americanos. Uns dizem que querem construir um clube de golfe, outros que seria um condomínio residencial  sobre as dunas vermelhas, cuja vegetação é rasteira, mas com muitos pés de mangabeiras, um fruta nativa  em extinção. Um guia afirma, no vídeo, o produtor afirma que o Morro do Navio, encravado no município de Nísia Floresta,  “é um pedaço importante de nossa história que deveria receber maior atenção por parte das autoridades”. A àrea seria vizinha ao terreno pertencentes aos herdeiros do médico Silvino Lamartine de Faria e abrange aos dois municípios do litoral sul.
Quem quiser conhecer os acessos ao local basta pesquisa “morro do navio” no Youtube, através do Google.
Luiz Gonzaga Cortez.


 mnavio.jpgMarco de concreto desperta curiosidade dos pesquisadores que querem saber se é mesmo equipamento equipamento militar do tempo da 2ª Guerra (1943?). Foto de vídeo do Youtube.

domingo, 31 de março de 2013

Cassiano Arruda relembra Campanha de Angicos.

Sujeito oculto
Com esse título, o jornalista Cassiano Arruda Câmara (sempre
relembrando fatos da nossa história), na sua coluna de hoje, 31, se
refere a "Experiência de Alfabetização de adolescentes e adultos",
através do Método Paulo Freire, em Angicos/RN, terra de Aluizio Alves,
a partir de 18 de janeiro de 1963. Informa o jornalista que a
Secretaria Estadual de Educação e Desportos relembrará a "Campanha de
Angicos", com programação que será desenvolvida nos próximos dias 2 e
3, mas sem "nenhuma referência ao Governador Aluizio Alves". Bom, acho
que AA deve ser lembrado, e muito.
Não somente Aluizio Alves, mas o jornal "Diário de Natal". Como é a
história?, indagarão. Sim, apesar de extinto, o Diário de Natal,
através do "Cadernos DN EDUCAÇÃO", editado pela jornalista Ana Maria
Concentino Ramos, foi o primeiro veículo de comunicação potiguar a
publicar reportagens sobre o Método Paulo Freire, depois de 1964. Foi
18 de setembro de 1992 que saiu a 1ª reportagem da série sobre "A
Experiência de Angicos", cujo título era "Igreja recusa apoiar método
Paulo Freire" .
A idéia da campanha foi de Calazans Fernandes, secretário de educação,
nomeado por Aluizio Alves, "após um encontro casual num aeroporto do
Rio de Janeiro". Com a idéia na cabeça, Calazans, sabedor de uma
campanha educacional que se desenvolvia no Senegal, procurou Odilon
Ribeiro Coutinho e este sugeriu "um obscuro professor do Recife, que
fazia uma experiência com empregadas domésticas em Ibiribeira". Era
Paulo Freire, que relutou muito em aceitar a missão porque tinha
dinheiro americano no meio, da USAID. Djalma Maranhão recusou porque
já fazia a sua campanha de "Pé no Chão também se aprende a ler", com
"dinheiro brasileiro para o povo brasileiro".
Foram oito reportagens publicadas no caderno "DN EDUCAÇÃO", entre
setembro/92 e março/93. O Sindicato dos Jornalistas do RN-Sindjorn,
criou o prêmio de jornalismo "Raimund o Ubirajara de Macedo" ( foi a
única premiação e não se fala mais nesse concurso).
Parabéns, Cassiano, por relembrar a grande experiência de Angicos, ali
realizada "porque é o centro geodésico do RN e a terra do governador".
Mas isso é outra história.
Luiz Gonzaga Cortez, jornalista e autor da série de reportagens no DN Educação.



Calazans Fernandes (2º à esq.) com o Presidente John Kennedy,na Casa Branca.