sexta-feira, 12 de abril de 2013


Uma receita "nova" de cozido de peixe em panela de pressão.

Você  já comeu peixes inteiros? Você nunca comeu um peixe de açude, de rio e do mar inteirinho, com cabeça, espinhas e tudo que tem direito?
Se você não comeu, então, está na hora de experimentar um quilo de sardinha. Pegue as sardinhas, limpe bem e coloque num panela de pressão. Em seguida, pegue um copo tipo "americano" (desses que tem nos bares) e encha de vinagre e coloque sobre os peixes. Adicione mais 300 ml de água. Sal a gosto, pimentão, cebola, alho e colorau, a seu critério, isto é, você pode colocar uma molha e espalhar sobre os peixes. Não mexa. Tampe a panela e deixe no fogo brando durante 20/25 minutos.
Deixe a panela esfriar e retire os peixes devagar para não espapaçar e coloque no prato. Está pronto para você comer tudo, inclusive as espinhas, cabeças e caudas.
Agora se você colocar peixes maiores, tucunarés, por exemplo, corte os peixes ao meio e faça os mesmos procedimentos e coloque mais água. Se for peixe grande do mar, idem, corte os peixes ao meio, coloque um copo de vinagre e 300 ml de água. Tempo da panela de pressão no fogo baixo: 40 minutos. 
Essa receita é apropriada para ocasiões em que você não tomou mais de uma cerveja e/ou uma dose de uísque. 
È melhor começar a experiência com sardinhas inteiras (nada de sardinhas mixurucas enlatadas, cheias de venenos apelidados de conservantes e corantes), mas as encontradas nos supermercados, embaladas em sacos plásticos congeladas (sardinhas médias ou grandes). O nome dessa receita é "Peixe ao Morro do Navio". È uma delícia. Verdade, não é ficção.
Bom apetite.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Relembrando um texto que não foi postado integralmente.

Mexeram com o marco do Morro Navio na manhã de ontem, 6.
O marco de concreto do antigo Serviço Geral  Heliográfico do Exército,
chantado no topo do Morro do Navio, nas dunas de Pium, Parnamirim/RN,
foi revirado sábado e tirado do local onde se encontrava desde
1942/43. Na manhã de ontem, foi constatado que o marco do Exército
brasileiro foi arrastado por cerca de seis metros do local do morro
que estava com posição invertida, isto é, a parte do baldrame estava
para cima, conforme vídeos feitos em agosto/setembro de 2012 e que
podem ser vistos no Youtube.
O marco de concreto pesa mais de 500 quilos, aproximadamente, mas foi
danificado por cabo de aço, haja vista que foram achados pedaços do
concreto. O marco tem baldrame com 40 centímetros de altura e base
tem medidas de 90 cms. por 70 cms. O "buraco" da estrutura em que era
colocado o heliográfo tem 12 cms. de diâmetro e o marco 1,15
centímetros de altura 47 centímetros de largura. Na face da posição em
que foi encontrada hoje, domingo, 7, tinha inscrições  1942 (parte
superior), S.G.H.E. e 1943 (parte inferior). Mas a posição de hoje não
era a de ontem. Na manhã de ontem, segundo informações,  vários
"trilheiros" motorizados  e pessoas da Fundação Rampa de Natal,
chegaram ao Morro do Navio através de carros tipo "troler" . Estiveram
lá Augusto Maranhão, presidente da Fundação Rampa, o professor Werner
Barros Spencer (que seria o autor de Estudo de Impacto Ambiental no
qual informa que a àrea é estéril arqueológica e históricamente, sem
nenhum marco histórico, etc), um guia e Leonardo Dantas, assessor de
imprensa. Gustavo Maranhão, no seu twitter, informou ontem que tinha
participado de uma expedição na manhã de sábado e que fará outra no
próximo sábado à praia de Touros. Maranhão informou ainda, no twitter,
que consultará o Exército Brasileiro(ou outra pessoa sugeriu isso?) o
que pode fazer com o marco do Morro do Navio: deixar lá ou levar. Em
suma, a expedição teria sido para verificar a origem do marco e a
veracidade das inscrições. Para transportá-lo somente com trator, e
olhe lá.
Foto de Luiz G. Cortez.


Neste texto, escrito no noite de domingo,7, e modificado no dia seguinte,8, esqueci de informar que trouxe do local vários pedaços do concreto que estavam espalhados na área do achado.E outro material que não vou revelar agora. E estão comigo. O sr. Augusto Maranhão não é presidente da Fundação Rampa, mas o oficial da reserva da F.A.B., Marco Sendin.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Matéria da Tribuna do Norte repercute.

Após chamadas em páginas da internet nesse último final de semana, este blog, aliás, foi um deles, reproduzindo postagens do jornalista e pesquisador Luiz Gonzaga Cortez, a chamada grande imprensa também decide pautar sobre as dunas do Morro do Navio, no litoral ao Sul da capital do RN, Natal. O jornal Tribuna do Norte na edição desta quarta (10), destaca: “Morro do Navio é alvo de degradação ambiental”, clique para lerna página online da TN. (Em tempo: observações de Bosco Araújo).

Esta foto foi feita por um dos integrantes do grupo que esteve no Morro do Navio, na manhã/inicio da tarde de domingo. Por ter sido feito por Rostand, por mim, e mais duas pessoas fizeram a mesma foto, como eu, Luiz Gonzaga Cortez. Vento nenhum arrastaria esse obelisco do topo ou de onde estava enterrado na duna para o pé do Morro do Navio.


Postado por AssessoRN - Jornalista Bosco Araújo no AssessoRN.com em 4/10/2013 09:30:00 AM

Resposta rápida

terça-feira, 9 de abril de 2013


Operação prende 11 por desvio de verbas de shows públicos no RN

UOL


DE SÃO PAULO
Onze suspeitos de participar de um esquema de corrupção que desviou R$ 13 milhões com a contratação fraudulenta de shows musicais, entre 2008 e 2012, foram presos nesta terça-feira (9), no Rio Grande do Norte.
Batizada de Máscara Negra pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte, a operação aconteceu nas cidades de Macau (180 km de Natal) e Guamaré.

Segundo a Promotoria, os gastos nas festas foram feitos com 90% de valores recebidos em royalties do petróleo e mais de 70% do recebido do FPM (Fundo de Participação dos Municípios).
Uma parte da operação Máscara Negra aconteceu nas cidades baianas de Salvador e Serrinha, onde foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão.
A sede da Prefeitura de Guamaré foi alvo de busca e apreensão, assim como as secretarias de Turismo e Finanças, cujos secretários foram presos. As casas de uma ex-primeira dama da cidade e do atual chefe de gabinete da prefeitura, também preso, foram alvo da operação.
A ação da Promotoria aponta que a Prefeitura de Guamaré gastou em 2012 R$ 6.138.548 para contratar atrações musicais para o Carnaval e para a festa de emancipação política.
Também foram constatadas irregularidades no contrato com a empresa que decorou o município para a festa de emancipação.
A Promotoria acusa os gestores municipais de Guamaré de se "associarem com empresários do ramo artístico para desviar recursos públicos, superfaturando custos dos shows."
Emilson de Borba Cunha (PTN), ex-prefeito de Guamaré, é procurado pela Justiça por participação no esquema. Até a publicação da notícia, a reportagem não havia conseguido localizar seus advogados de defesa.
A apuração da Promotoria afirma que os artistas recebiam cachê bem menor do que o anunciado pela Prefeitura de Guamaré. A chamada "gordura" (valor que sobrava) era dividida entre os responsáveis pela contratação.
Em Macau, de 2008 a 2012, o valor gasto com festas foi de R$ 7 milhões. Um dos alvos da operação é o ex-prefeito Flávio Vieira Veras (PMDB). A casa dele foi revistada hoje e foram apreendidos computadores, telefones e um carro importado.
A Operação Máscara Negra faz parte de ação nacional contra a corrupção, realizada hoje em outros 11 Estados brasileiros, e que conta com a participação de órgãos estaduais e federais.

Trabalhadores cooperados se unem.



  
 
 Dra. Talita (SINCOTRASP), Sandra Campos (FETRABRAS), Michel (SINCOTRASP) e Robson e André (COOPERBLUE)

Olá, como vai?!

Quero dividir com vocês mais um grande parceiro que se uniu ao SINCOTRASP e à FETRABRAS. Essa semana recebemos a visita dos Diretores Cooperados da COOPERBLUE, da Cidade de Botucatu. Eles estiveram aqui em nossa sede para trazer as demandas que a cooperativa estão enfrentando e, até o momento, não haviam encontrado um ombro amigo, um aliado, para lutar junto.

As pautas são fáceis de resolver. Porém, sozinhos eles não conseguiriam tão cedo. A cooperativa possui mais de 16 anos de vida e tem hoje 200 chefes de família que dependem diretamente do que produzem na cooperativa. Eles estavam me contando que ficaram felizes em se sentirem acolhidos como em uma família e fiquei extremamente feliz em conhecer pessoas tão bacanas e esforçadas em lutar pelo bem comum!

Os Cooperados vão usufruir de todos os benefícios da FETRABRAS e a Cooperblue ganha um aliado para lutar ombro a ombro, além de uma entidade forte e representativa, que é oSINCOTRASP.

A especialidade da cooperativa é o segmento de costura. Eles produzem diversas peças com muita qualidade e determinação. Já passaram por altos e baixos. Eles lembraram que o Deputado Milton Flavio, que é da Cidade de Botucatu e foi o fundador da primeira FRENCOOP em nosso estado, certa vez foi visita-los e deu a eles uma grande injeção de ânimo, mostrando o grande potencial que eles tinha e, na época o então Deputado, mencionou o orgulho que tinha de ter fomentado a cooperativa, incentivado a união destes trabalhadores para mudarem o seu modo de sobrevivência e ainda disse mais, “uma dia vamos ter uma marca de jeans fazendo sucesso no Brasil e no exterior chamada COOPERBLUE, e vou ter muito orgulho de falar eles são da minha terra, Botucatu!!!” Pois é,  como uma palavra amiga marca a vida de muitas famílias e é capaz de estimular a garra e a determinação para que eles vençam.

Eles são tão bacanas e parceiros que se ofereceram para receberem pessoas das comunidades que quiserem montar cooperativas e ensinarem o que fazer. Vamos ainda buscar juntos os cursos de corte e costura do Governo do Estado e do Munícipio para capacitar mulheres em costura, quando as máquinas estiverem disponíveis, e assim estas mulheres da comunidade carente vão poder costurar dento de suas casas, junto com seus filho e ainda gerar uma renda extra para a família. Como fico feliz em me unir a pessoas que pensam no próximo!!!

Eu amo as histórias que mostram que a união em cooperativas é capaz de transpor barreiras até então intransponíveis!

O Cooperativismo é como uma grande família solidária e aqui também somos assim. A cada pessoa que se agrega ao nosso projeto é uma vitória e é tão importante quanto o primeiro que chegou e tão especial como a cada filho que temos. Como um coração de mãe, que ama a todos os seus filhos incondicionalmente, e olha que de filhos eu entendo, tenho quatro diamantes em casa!

 
Beijos,

Sandra Campos
Editora Chefe - Portal e Revista EasyCOOP www.easycoop.com.br
Presidente - FETRABRAS - Federação Nacional dos Trabalhadores Cooperados www.fetrabras.org.br
Telefone: 11-3256-6009 ou 11-5093-5400
Celular 11-7846-2836 id 55*29826
Alameda dos Jurupis, 1005 - CJ 114 - Moema
e-mail: sandra@sindicatodocooperado.org.br 
FETABRAS recebe a visita da Cooperblue  
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Morro do Navio é àrea de preservação ambiental.

O Marco de concreto encontrado no alto da duna conhecida como Morro do Navio, além de ser uma descoberta historicamente importante, possui implicações ambientais que devem ser consideradas antes da implantação de qualquer empreendimento naquela área, principalmente aqueles com elevado potencial de degradação ambiental. Devido ao crescente interesse de empresas nacionais e estrangeiras em iniciarem atividades na região, alguns esclarecimentos são necessários.




O Morro localiza-se no município de Nísia Floresta/RN e insere-se nos limites da Área de Preservação Ambiental Bomfim-Guaraíra (APA Bomfim-Guaraíra) que é uma Unidade de Conservação da Natureza.



As Unidades de Conservação da Natureza (UCs), de acordo com a lei nº 9985 de 18/07/2000, que institui o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), são espaços territoriais com características naturais relevantes e limites definidos, instituídos pelo poder público para garantir a proteção e conservação dos seus recursos naturais.

De acordo com o site do IDEMA, as APAs existentes no Rio Grande do Norte são a APA Jenipabu; APA Piquiri-Una; APA dos Recifes de Corais e APA Bomfim-Guaraíra, onde existe o referido Marco de Concreto.

A APA Bonfim-Guaraíra está localizada nos municípios de Nísia Floresta, São José de Mipibu, Arês, Senador Georgino Avelino, Goianinha e Tibau do Sul e foi criada pelo Decreto Estadual nº 14.369 de 22 de março de 1999, com o objetivo de ordenar o uso, proteger e preservar: os ecossistemas dunar, mata atlântica, manguezal; lagoas, rios e demais recursos hídricos; espécies vegetais e animas.

Transcrevemos abaixo trechos da Resolução 001/86 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) que destacam a importância da história e da cultura nos Estudos de Impacto Ambiental:


“Art. 6º - O estudo de impacto ambiental desenvolverá, no mínimo, as seguintes atividades

técnicas:

I - Diagnóstico ambiental da área de influência do projeto completa descrição e análise dos

recursos ambientais e suas interações, tal como existem, de modo a caracterizar a situação

ambiental da área, antes da implantação do projeto, considerando:

c) o meio sócio-econômico - o uso e ocupação do solo, os usos da água e a sócio-economia,

destacando os sítios e monumentos arqueológicos, históricos e culturais da comunidade, as

relações de dependência entre a sociedade local, os recursos ambientais e a potencial utilização

futura desses recursos.”

( De acordo com a Resolução CONAMA nº 001/86 – grifo nosso - )


Portanto, antes da implantação de qualquer empreendimento potencialmente causador de impactos ambientais, há de ser feito um Estudo de Impacto Ambiental (EIA), no qual deve ser considerada a presença do Marco de Concreto do Morro do Navio, preservando assim o patrimônio histórico-cultural da comunidade.


Flávio H. S. Gameleira

Concluinte do curso de Gestão Ambiental

Área de abrangência da APA Bomfim-Guaraíra

Fonte: http://www.idema.rn.gov.br/contentproducao/aplicacao/idema/unidades_de_conservacao/imagens/apa%20bonfim-guara%C3%ADra.jpg

Marco do Morro do Navio danificado.

 O repórter mostra as marcas deixadas pelo cabo de aço usado no arrasto do pesado marco de concreto que estava no Morro do Navio, a dois quilômetros da vila de Pium, Parnamirim, litoral sul do RN. O marco foi colocado pelo Exército Brasileiro em 1942/43, durante a IIª Guerra Mundial, sobre o qual se instalou o instrumento (haliografo) para comunicação com sinais de luz solar entre as forças terrestres e os navios de guerra que por ali navegavam e/ou participavam de treinamentos. O morro fica na frente da praia de Cotovelo, a 2,5 kms. de distância.
Na operação de arrasto ou desviramento do marco de concreto houve ação humano para abrir um buraco e nele atravessar um cabo de aço por baixo de um ferro e, em seguida, propiciar a remoção por seis metros. Até às 13 horas de domingo, o marco estava neste local, ao 50 m do pé do morro. O repórter Luiz Cortez esteve no local por recursos próprios, juntamente com o convidado Rostand Medeiros, escritor . 
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domingo, 7 de abril de 2013

Mexeram com o marco do Morro Navio na manhã de ontem, 6.


Foto de Luiz Cortez.

O marco de concreto do antigo Serviço Geral  Heliográfico do Exército, chantado no topo do Morro do Navio, nas dunas de Pium, Parnamirim/RN, foi revirado sábado e tirado do local onde se encontrava desde 1942/43. Na manhã de ontem, foi constatado que o marco do Exército brasileiro foi arrastado por cerca de seis metros do local do morro que estava com posição invertida, isto é, a parte do baldrame estava para cima, conforme vídeos feitos em agosto/setembro de 2012 e que podem ser vistos no Youtube.
O marco de concreto pesa mais de 500 quilos, aproximadamente, mas foi danificado por cabo de aço, haja vista que foram achados pedaços do concreto. O marco tem baldrame com 40 centímetros de altura e base  tem medidas de 90 cms. por 70 cms. O "buraco" da estrutura em que era colocado o heliográfo tem 12 cms. de diâmetro e o marco 1,15 centímetros de altura 47 centímetros de largura. Na face da posição em que foi encontrada hoje, domingo, 7, tinha inscrições  1942 (parte superior), S.G.H.E. e 1943 (parte inferior). Mas a posição de hoje não era a de ontem. Na manhã de ontem, segundo informações,  vários  "trilheiros" motorizados  e pessoas da Fundação Rampa de Natal,  chegaram ao Morro do Navio através de carros tipo "troler" . Estiveram lá Augusto Maranhão, presidente da Fundação Rampa, o professor Werner Barros Spencer (que seria o autor de Estudo de Impacto Ambiental no qual informa que a àrea é estéril arqueológica e históricamente, sem nenhum marco histórico, etc), um guia e Leonardo Dantas, assessor de imprensa. Gustavo Maranhão, no seu twitter, informou ontem que tinha participado de uma expedição na manhã de sábado e que fará outra no próximo sábado à praia de Touros. Maranhão informou ainda, no twitter, que consultará o Exército Brasileiro(ou outra pessoa sugeriu isso?) o que pode fazer com o marco do Morro do Navio: deixar lá ou levar. Em suma, a expedição teria sido para verificar a origem do marco e a veracidade das inscrições. Para transportá-lo somente com trator, e olhe lá.


O jornalista Luiz e o escritor e pesquisador Rostand  de Medeiros fazendo medições no marco de concreto no "pé" do Morro do Navio, na manhã de domingo,7.


Seca de 1904: os mortos de fome na Ribeira (Natal-RN).

"Olhar sobre a história", publicada da edição de hoje do NJ, com a
histórica foto dos retirantes da seca de 1904 em Natal, feita pelo
fotógrafo alemão Bruno Burckhardt, obrigou-me a transcrever trecho do
livro "Reminiscências do Rio Grande do Norte", do engenheiro Henrique
de Novaes, que aqui esteve como membro da Missão Sampaio Correa, a
mando do Governo Federal para projetar obras contra as secas. O que
escreveu Novaes, nas pags. 68/69:
"Finalmente, a 12 de março, pelas 14 horas, chegamos a Natal,
minúscula capital do Rio Grande do Norte, cidade atrazada, repleta, no
momento, de retirantes das zonas sertanejas assoladas pelas secas...
Condoeu-me naturalmente o coração, ainda criança, ante os quadros
desoladores da miséria humana, em extremos que a minha pouca
experiência não me havia ainda permitido conceber. Vi morrer gente de
fome na terra brasileira que, - ensina-se nas escolas - é dadivosa e
prodigiosamente rica... Não menor, porém, o espanto dos demais membros
da Comissão,a começar pelo seu diligente Chefe: "Dolorosa - escreveu
Sampaio Correa - a nossa impressão, ao atravessarmos as ruas da
pequenina cidade, em busca de hotel em que provisoriamente nos
hospedamos. Natal estava invadida por cerca de 4 mil retirantes,a
dormirem ao relento nas ruas mais afastadas do centro, quase sem
vestes e sem alimentos, que lhes não podia fornecer a pequena
população da cidade, em geral pobre, de 10 a 12 mil habitantes no
máximo. Vezes várias, as famílias dos engenheiros hospedados no hotel,
situado no centro comercial, tiveram de acudir, com um prato de sopa
ou com uma fatia de carne, a retirantes, caídos nas proximidades,
exaustos de fome".
A comitiva de engenheiros, técnicos e ajudantes, a pé e a cavalo,
passaram 8 dias para chegar a Natal, vindos do sítio São Luiz, de
Maria S. Dantas Pegado Cortez, a avó do meu pai, Manoel Genésio Cortez
Gomes e de José Cortez Pereira de Araújo, em Currais Novos, onde ela
tinha uma hospedaria. Marica Pegado faleceu em 1927.
A cena descrita por Sampaio Correa ocorreu na Ribeira, onde ficava o
Hotel Evaristo, o único de Natal, depois chamado "Hotel
Internacional", ao lado do Teatro Carlos Gomes,hoje Alberto Maranhão.
O fotógrafo alemão tinha escritório da capital da Paraíba, como prova
a foto de Aristides Gomes, sobrinho de José Gomes de Mello Júnior, tio
de Tomaz Salustino Gomes de Melo que, por sua vez, era primo legítimo
de Manoel Genésio.
Luiz Gonzaga Cortez, jornalista.
Você recebeu uma imagem.


Aristides Gomes, Currais Novos/RN.