sábado, 27 de abril de 2013

Tremor de 2.2 graus na praia de Touros/RN.

O laboratório de Sismologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte registrou na tarde dessa sexta-feira (26), um tremor de magnitude 2.2 graus na escala  Richte, por volta das 17h47, em local situado a 22,5 quilômetros de Touros, município localizado no litoral norte potiguar.
 
Também na mesma região, no dia 2 setembro de 2006, o laboratório da UFRN registrava um sismo de magnitude 4.0, que foi inclusive sentido em Natal. [por Jornal de Fato.com]


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Postado por AssessoRN - Jornalista Bosco Araújo no AssessoRN.com em 4/27/2013 09:18:00 AM
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Para: AssessoRN - Jornalista Bosco Araújo
     

terça-feira, 23 de abril de 2013


HUGO CHÁVEZ MORREU MAS O CHAVISMO VIVE
José Brendan Macdonald

A recente morte precoce de Hugo Rafael Chávez Frias (1954-2013), carinhosamente tratado por milhões de seus compatriotas como Comandante Chávez e presidente da Venezuela de 1999 a princípios de 2013, ou seja, ao longo de 14 anos e eleito quatro vezes por eleições democráticas, nos faz pensar na significativíssima história da America Latina destes albores do século XXI.  Hugo Chávez com seu “socialismo do século XXI” é um sinal de esperança para a America Latina e o Terceiro Mundo (vão desculpando o anacronismo do termo) em geral.  Seus funerais atraíram a presença de 33 chefes de Estado da America Latina e alhures. 
Depois da ascensão de Fidel Castro em Cuba em 1959 foi necessário o espaço de quatro décadas para algum governo latino-americano ganhar fôlego suficiente para desafiar ao imperialismo e implantar um projeto alternativo ao capitalismo em alguma medida notória.  Coragem para tanto não é para qualquer um.  Neste sentido Chávez alentou uma rebeldia dormente na alma dos oprimidos e de seus simpatizantes.  Dos seus simpatizantes sim pois não se acomodar com as benesses de uma apaziguada carreira de oficial do exército como Hugo Chávez e conduzir um levante militar frustrado contra um governo de um presidente tão corrupto, corrupto até o pescoço, como o do Presidente Carlos Andrés Pérez só pode ser um percurso de rebeldes idealistas e abnegados condoídos com o sofrimento dos pobres, de longe a maioria dos seus compatriotas.  Isso semelhantemente ao exemplo do filho de usineiro Fidel Castro que se escondeu e arriscou sua vida durante longo tempo na serra.
A Venezuela não está só na America Latina como país em tempos recentes a se rebelar na medida do possível contra o imperialismo e fazer experimentos com pendores para um modo de produção anti-capitalista e daí com um projeto ao menos intuitiva e implicitamente construtor do que eventualmente poderá chegar a ser uma futura civilização apto a brindar uma eventual sociedade sem classes, a única onde cada um/a recebe de acordo com suas necessidades e contribui de acordo com suas capacidades. 
Nestes albores do terceiro milênio na America Latina há também outros países onde ocorrem tentativas de seguir um destino promissor que o capitalismo e a civilização burguesa não possibilitam.  Nos últimos anos do século XX surgiram poderosos movimentos indigenistas de forte caráter reivindicatório na Bolívia e no Equador, ambos países com altíssimo porcentual de ameríndios.  O único movimento social, se é que podemos caracterizá-lo como tal, na Venezuela com semelhantes reivindicações a favor da maioria da população explorada foi um movimento clandestino de jovens oficiais das forças armadas.  Uma amiga minha, quando prefeita da cidade interiorana de Acarigua na Venezuela me contou como em 1992 foi abordada por jovens oficiais do exército à paisana que lhe fizeram uma visita.  Falaram com ela sobre seu movimento e seus ideais para a libertação do povo.  Mas a prefeita, desconfiada, desconversou.  Não confiava em militares que queriam se rebelar contra um governo, se bem que notoriamente corrupto, era formalmente democrático.  É que, conforme eu lhe sugeri, com a idéia na cabeça de que, depois de tantas ditaduras sanguinárias conduzidas por militares na America Latina, um certo ceticismo era recomendável.  Mas depois da derrota do Tenente Coronel Hugo Chávez e do então evidente comprometimento seu com os interesses populares, a prefeita reviu sua reação e foi visitar Chávez na cadeia.  As ditaduras militares realmente criaram uma desconfiança, quando não preconceito, contra os militares no sentido de se achar que todos  eles seriam incapazes de abraçar a causa popular.  Mas a história dá umas voltas e nos ensina que nem sempre essa desconfiança procede. 
Não surpreendentemente o levante de Chávez o fez conhecido em toda a Venezuela e aumentou sua popularidade sobremaneira.  Foi anistiado pelo próximo presidente, Rafael Caldera, em 1994, aquele que sucedeu a Carlos Andrés Pérez após a renúncia forçada deste em razão de seu envolvimento em enriquecimento ilícito. 
.  Em 1998 Chávez se candidatou à presidência da república e foi eleito.  Ele e muitos outros oriundos em larga medida de movimentos populares redigiram uma nova constituição muito diferente da clássica constituição das democracias tradicionais.  É claro que permanecem no quadro nacional instituições burguesas como o latifúndio, a grande corporação capitalista nacional e transnacional e outras.  Procura-se eliminar o latifúndio mas não de um só golpe.  Uma sociedade alternativa jamais pode entrar em efeito em 24 horas.  Mas na Venezuela de hoje está presente a intenção de construir uma sociedade alternativa onde se torne impossível a manutenção dos extremos de uma pobreza desumana e degradante e de uma riqueza obscenamente insaciável e sim se torne possível, graças a novos mecanismos, uma autentica participação de todos e todas na geração da coisa pública em prol de todos os cidadãos e cidadãs de cada comunidade. 
Como Chávez, alguns poucos outros políticos nos anos seguintes se candidataram a presidente  em países da America Latina, prometendo a convocação de uma assembléia constituinte.  Foi o que Rafael Correa prometeu e cumpriu no Equador e Evo Morales também na Bolívia.  Mais tarde em Honduras, em 2009, o Presidente José Manuel Zelaya, já na presidência havia alguns anos, quando ventilou a eventual convocação de uma constituinte, foi deposto por um golpe de Estado e expulso do país de madrugada.  Assim, Honduras ia ser o quinto país rebelde da America Latina depois de Cuba, Venezuela, Equador e Bolívia. 
Não somente em Honduras mas também na Venezuela houve tentativas de remover o presidente pela força.  Em abril de 2002 foi abortado um complô cívico-militar para depor o presidente.  Em dezembro de 2002 e janeiro de 2003 houve uma greve da aristocracia trabalhista da PDVSA, a empresa estatal do petróleo da Venezuela,  e uma campanha diuturna pela poderosa mídia televisiva privada contra o governo.  Os conspiradores não conseguiram seu golpe de Estado mas causaram um estrago enorme à economia.  Na Bolívia e no Equador também houve tentativas marcantes de depor os presidentes Morales e Correa.  Em ambos países essa subversão de direita foi frustrada. 
Hugo Chávez morreu.  Mas a luta pela afirmação dos direitos dos excluídos continua na Venezuela e continua em toda a America Latina para a qual a memória de Chávez é uma referência indelével e uma rica inspiração.  Chávez fundou as famosas missões: entre outras foi criada a Missão Mercal para disponibilizar alimentos bons e baratos para milhões de necessitados, o que também gera renda para muitos agricultores.  A Missão Barrio Adentro (Favela Adentro) leva hospitais, clinicas, enfim facilidades médicas para as áreas dos excluídos.  A Missão Ribas se dedica à preparação de pessoas para terminar o segundo grau.  A Missão Zamora visa reorganizar padrões de propriedade agrícola, inclusive o uso de terras ociosas para aproveitamento.  A idéia é eliminar o latifúndio na medida do possível.  E há muitas outras missões também visando a melhor cuidar da situação fundiária, da educação, da saúde, etc. 
Chávez também inspirou o desenvolvimento e a cooperação regionais.  Foi um dos mais dinâmicos promotores da UNASUL ou União de Países Sulamericanas e posteriormente da CELAC ou Comunidade dos Estados Latinoamericano e Caribenhos
que reúne todos os países da America menos o Canadá e os Estados Unidos.  Fez vários convênios com os pequenos países do Caribe facilitando-lhes por preços menores o petróleo venezuelano.  As duas organizações internacionais citadas acima, especialmente a segunda, pretendem ultrapassar a influencia da Organização dos Estados Americanos formada em 1889 e até hoje com sede em Washington.  Seu intuito era que os Estados Unidos tivessem uma forte influência na América Latina ao nível das iniciativas diplomáticas. 
Há poucos dias Nicolas Maduro, o candidato do chavismo, ganhou as eleições para a presidência da Venezuela por um triz.  A propaganda da oposição, dizendo-se não anti-chavista apesar de logicamente continuar a sê-lo, explica em parte essa quase derrota do chavismo.  A maior luta certamente é a da conscientização do povo.  Aliás, dos povos.  Pois o chavismo é uma face de uma política nova de rebeldia contra o status quo.  É preciso construir uma nova sociedade onde todos e todas devem contribuir de acordo com suas capacidades e receber de acordo com suas necessidades.  Isso significa a condução de uma revolução.  A maioria das pessoas ainda não percebe que esse tipo de sociedade é possível.  O comodismo nos acalma, nos leva a pensar que as coisas não podem mudar.  Mas a necessidade é a mãe da invenção.  Por isso o chavismo surgiu como um modo peculiar de transformar uma sociedade vitimada pela falta de vontade de criar uma sociedade onde todos possam se desenvolver.  Mas ele nos ensina que já que a elite tenta manter o status quo as massas podem mudar esse quadro.  Foi a grande lição de Hugo Chávez para o povo da Venezuela e, aliás, não só para o da Venezuela.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Chuva de 148 mm faz sangrar açude de Timbaúba dos Batistas.


21 de abril de 2013
Chuva de 148 mm faz sangrar barragem em Timbaúba dos Batistas
agua
Espetáculo das águas em Timbaúba dos Batistas, neste dia 20 de abril
Confesso que estava com meus dedos pinicando para escrever o que se vê na foto acima. Chuvas que fazem sangrar barragens e limpam a vista do sertanejo seridoense. Em Timbaúba dos Batistas, uma chuva de ontem na madrugada  de sábado, de 148 mm, na comunidade rural do Encampinado, fez sangrar a barragem do lugar, proporcionando uma das mais belas imagens deste sábado, 20, no Seridó. Coisa boa é chuva. É disso que o povo gosta. É isso que o povo quer. Por V&C.
Fonte: blog de cardoso silva.