sexta-feira, 28 de junho de 2013

SEXTA-FEIRA, 28 DE JUNHO DE 2013

MOVIMENTO POPULAR DE NATAL

Hoje teremos um termômetro para avaliar o grau de sinceridade do movimento popular, marcado para sair da Praça Cívica.
Reivindicações legítimas terão o apoio total da população, mas se acontecerem atos de vandalismo, como ocorreu recentemente na Câmara Municipal de Parnamirim, precisaremos fazer um estudo da situação, pois do contrário estaremos enveredando por um caminho perigoso e simplesmente anárquico.
Espero ansiosamente que o nosso povo não desperdice a grande oportunidade de mostrar ao mundo do que somos capazes e alertar os políticos para os seus compromissos.
O ano de 2014 será de magna importância para o fortalecimento da nossa Democracia e que ela seja reforçada com Ordem e Progresso.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Passe Livre foi criado por membros do PT há 13 anos, em Florianópolis


 

FABIANO MAISONNAVE - UOL
DE SÃO PAULO

Marco zero das manifestações que tomaram o país, os recentes protestos do Movimento Passe Livre em São Paulo são fruto de uma experiência iniciada há 13 anos.

Começou com trotskistas do PT que, desiludidos com a política partidária e influenciados pelos movimentos antiglobalização, passaram a agir de forma autônoma.
O embrião, segundo militantes, surgiu em Florianópolis. Em 2000, esses petistas fizeram uma consulta nas escolas de ensino médio para definir uma "pauta de luta". A opção mais votada foi a do passe livre para estudantes.
"Essa campanha foi sendo tocada de maneira bem modesta", conta o jornalista catarinense Daniel Guimarães, que, aos 29 anos, é um veterano --milita há uma década. Nos primeiros passos, a opção foi impulsionar um projeto de lei na Câmara de de Florianópolis, sem sucesso.
A mudança na forma de atuação ocorreu em 2003, quando estudantes de ensino médio de Salvador bloquearam ruas da cidade durante vários dias contra o aumento da tarifa --episódio que ficou conhecido como a Revolta do Buzu.
A experiência, divulgada principalmente pelo site Centro de Mídia Independente (CMI), rendeu duas lições.
A primeira, explica o militante do MPL e estudante de história da USP Caio Martins, 19, foi que, por ter sido espontâneo, o protesto não tinha representantes, e a negociação caiu no colo de entidades estudantis como a UNE (União Nacional dos Estudantes), que não participaram diretamente dos protestos.
Aparelhadas por partidos, assinaram um acordo que excluiu a revogação do aumento, principal reivindicação.
Outra lição foi o método: "Salvador ensina que é possível uma luta mais radicalizada, para tensionar o poder público", afirma Guimarães.
O exemplo foi colocado em prática nas ruas de Florianópolis em 2004, quando, pela primeira vez, aparece o nome como é conhecido hoje. Na época, o movimento já era apartidário, reunindo trotskistas, anarquistas e militantes sem ideologia definida.
O roteiro, que seria repetido novamente em 2005, seguiu um roteiro semelhante ao de São Paulo: manifestações de estudantes no final da tarde com bloqueio de ruas e ataques a terminais.
A repressão policial também exagerou, mas os protestos continuaram, ganharam adesões e obtiveram a revogação da medida.

Guimarães afirma que os protestos no final da tarde são tanto para parar a cidade como para conseguir a simpatia de trabalhadores no final do expediente.
Já a ausência de carro de som e discursos é uma característica de São Paulo e serve para "rechaçar a história de usar o protesto como massa de manobra", diz ele.
O movimento hoje está em cinco cidades: Goiânia, Brasília e Joinville (SC), além de Salvador e São Paulo, onde tem 80 militantes --de classe média e de média-baixa e idade média de 23 anos, de acordo com Guimarães.
"O MPL tem hoje uma visão madura, que entende apartidarismo como não antipartidário e dialoga bem com os partidos", diz Pablo Ortellado, do curso de gestão de políticas públicas da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP.
O sucesso recente criará "Lindberghs Farias"? "Duvido", diz Ortellado, que escreve sobre o MPL desde 2004. "Eles são ideologicamente contra a forma Estado."

[AssessoRN.com] Advogado Glauber Rêgo é indicado para o cargo de desembargador do Tribunal de Justiça do RN

  
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AssessoRN - Jornalista Bosco Araújo 

27 de junho de 2013 10:28
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Foto: Alex Fernandes/Divulgação
O advogado Glauber Rêgo foi indicado pela governadora Rosalba Ciarlini para o cargo de desembargador do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte. Com a decisão desta quarta-feira (26), a chefe do executivo Estadual seguiu o mesmo posicionamento adotado para a formação da lista tríplice de fevereiro. O ofício comunicando a decisão foi encaminhado à Assembleia Legislativa, após a governadora ter comunicado ao advogado sobre a decisão.
 
Agora o advogado deverá ter seu nome apreciado em sessão na Assembleia Legislativa, em seguida será sabatinado pela CCj e só então terá o nome aprovado em outra sessão na AL. As informações dão conta de que o presidente da casa, deputado Ricardo Motta, cuidou para que tudo acontecesse antes do recesso do legislativo. [Fonte: Justiça em Pauta]

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Com Rosalba candidata à reeleição,

Agripino quer manter aliança com PMDB e PR em qualquer circunstância

Publicação: 23 de Junho de 2013 às 00:00Tribuna do Norte/Natal

»entrevista» José Agripino - presidente nacional do DEM

Anna Ruth Dantas
 - repórter

Presidente nacional do partido Democratas, o senador José Agripino Maia defende a reeleição da governadora Rosalba Ciarlini. Embora considere que ainda é necessária uma recuperação da popularidade, ele se mostra otimista e acredita que a partir do recente programa Sanear RN, lançado pela chefe do Executivo estadual que tem como objetivo ampliar para 80% a cobertura do saneamento no RN, a governadora poderá dar um novo impulso à administração.
Magnus NascimentoSenador do DEM, José Agripino defende a candidatura de Rosalba à reeleição, mas destaca que ela deverá avaliar se tem viabilidadeSenador do DEM, José Agripino defende a candidatura de Rosalba à reeleição, mas destaca que ela deverá avaliar se tem viabilidade

“Se eu fui o governador das estradas e Garibaldi Filho das adutoras, ela (Rosalba) pode vir a ser a governadora do saneamento básico”, disse o senador, lembrando que Rosalba Ciarlini ainda conseguirá financiamento do Banco Mundial, no valor de quase R$ 1 bilhão.

Sobre as recentes críticas públicas feitas pelo ministro da Previdência, Garibaldi Filho, demonstrando descontentamento com o Governo Rosalba, José Agripino defende o diálogo e aposta na argumentação como forma de superar os pontos questionados.
Embora demonstre otimismo com a candidatura a reeleição de Rosalba, o senador do DEM também pondera que o mais importante será manter unido o grupo partidário do Democratas, PMDB, PR, PMN e PP e, para isso, cogita até um terceiro candidato ao Governo, que não seja Rosalba, desde que as pesquisas mostrem a inviabilidade da reeleição. Já na análise do campo da oposição, o senador observa fragilidade nas candidaturas postas.  José Agripino Maia elogia as recentes manifestações de rua e ressalta: a hegemonia do Governo Federal acabou; o jogo para sucessão presidencial de 2014 “está zerado”. Confira a entrevista concedida pelo senador José Agripino:

Nesse momento a governadora Rosalba Ciarlini já se habilita para a reeleição?
Eu acho que ela está construindo um caminho. Dois anos de Rosalba foram consumidos para pagar dívidas, administrar escassez e projetar o futuro. Se você me perguntar se ela já administrou a escassez, digo que ainda não, até porque cada vez que se retira o IPI de automóvel  reduz o Fundo de Participação. As perdas são flagrantes. Agora ela montou programas muito robustos, como Barragem de Oiticica, Poço de Varas, esse vigoroso programa Sanear RN. Se eu fui o governador das estradas e Garibaldi Filho o das adutoras, ela pode vir a ser a governadora do saneamento básico.

Há outros elementos que sinalizem uma recuperação?
A governadora está em vias de obter aprovação pelo Senado de financiamento do Banco Mundial para um programa muito importante que pode sinalizar claramente para perspectiva de ter uma quadra de anos para frente venturosa pelo fato de recursos estarem assegurados com programa de obras já montado. Em função de expectativa venturosa de futuro, acho que o Rosalba pode se posicionar dentro de pouco tempo como candidata viável a reeleição.

Nesse posicionamento de reeleição da governadora, como ficam partidos aliados, como o PMDB?
Acho que na hora H os partidos vão se reunir com maturidade para discutir a melhor alternativa para o Estado e definir uma candidatura. Eu advogo que nós estejamos juntos em qualquer circunstância, que nós não nos apartemos. Cada qual fala pela sua identidade. O PR, PMN, PP, PMDB, principalmente, o Democratas. Mas não podemos perder de vista nossa unidade porque, com a unidade mantida, a perspectiva de vitória é real.

A pública insatisfação do ministro Garibaldi Filho preocupa o senhor nessa bandeira de manter a unidade desta aliança partidária?
Claro que preocupa. Agora em política as divergências são naturais e elas (as divergências) conduzem para prática do diálogo  para explicações e busca de entendimento, sempre com respeito. Sempre com respeito. Se Garibaldi tem divergências, emite opinião sempre sincera, muito francas com relação ao Governo, elas (as opiniões de Garibaldi) têm que ser, como os movimentos de rua, respeitadas, discutidas e, na medida do possível, atendidas.

O deputado federal Henrique Eduardo Alves, em entrevista publicada no último domingo na TRIBUNA DO NORTE, queixou-se de centralização do Governo e defendeu nova reunião do Conselho Político. Como o senhor avalia essas declarações?

É uma opinião a ser considerada. Se ele acha isso e tem razões para achar isso, tem que ser dito ao Governo para que faça o meia culpa se for o caso e mude de atitude em busca da boa convivência com o aliado. Acho que essa manifestação, como qualquer outra, ela precisa ter o respaldo da argumentação. Entendo o diálogo de pessoas que procuram se entender é movido a argumentos. Se os argumentos de quem se queixa são sólidos, cabe a outra parte a superação da dificuldade com o recolhimento da procedência do argumento e o atendimento com a mudança de comportamento para superar a dificuldade. O argumento tem que remeter a mudança de comportamento. Se o argumento existe e na palavra de Henrique o Governo continua centralizador, o argumento tem que ser posto, o Governo tem que fazer sua avaliação e mudar sua postura em nome da boa convivência com os aliados.

O vice-governador Robinson Faria se coloca como candidato a governador, a deputada federal Fátima Bezerra postula, publicamente, o Senado, a vice-prefeita Wilma de Faria sinaliza com uma candidatura na chapa majoritária. Falta os governistas colocarem o bloco na rua?
Não. Eles estão sofregos. Eu não quero agir com demérito a ninguém. Mas eu não vejo tanta robustez eleitoral nesse grupo ao qual você se referiu. Como eles não têm a preocupação de exercer governo, eles ficam no lançamento de expectativas pessoais. Nós temos, sem nenhuma presunção, o perfeito entendimento de que juntos somos uma força político-eleitoral capaz de construir vitórias, com respeito as demandas da sociedade que precisam ser atendidas. Se eles estão esboçando  chapas que muitas vezes são conflituosas, veja que Robinson quer ser candidato a governador e Wilma  não diz a que é candidata,a mas não descarta a possibilidade de ser candidata a governadora.

Há, então, um potencial conflito insuperável na oposição?
Você tem  em um agrupamento menor conflitos na base da pirâmide, no ponto mais importante da disputa. Você já não sabe se Robinson e Wilma serão adversários ou aliados. Segundo ponto a ser considerado é a disputa presidencial. Se o PSB tiver candidato a presidente e o PSD apoiar candidato a presidente que  não o candidato do PSB, como fica essa aliança? São dificuldades que eles vão enfrentar daqui para frente e pode destruir qualquer perspectiva de aliança neste momento. Não passa de intenção [as alianças na oposição] e na hora que a intenção é posta já na largada mostra divergência, porque os ícones tanto do PSB quanto do PSD não escondem que podem pretender disputar a mesma posição ou o mesmo posto de governador. Mas não nos preocupa isso. Temos tempo para fazer nossas avaliações e confiamos que, se nós formos capazes de nos entender em torno de um projeto bom para o Rio Grande do Norte, temos a expressão partidária forte capaz de levar mensagem política com chance de ganhar eleição.

domingo, 23 de junho de 2013

Premiê turco diz que protestos no Brasil são fruto de conspiração internacional

22/06/2013 - 19h56
DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS
Em discurso para milhares de simpatizantes em Samsun, cidade na costa do Mar Negro, o primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, disse que o Brasil é alvo das mesmas conspirações que, segundo ele, tentam desestabilizar seu país.
"O mesmo jogo está sendo jogado agora no Brasil. Os símbolos são os mesmos, os cartazes são os mesmos, Twitter e Facebook são os mesmos, a mídia internacional é a mesma. Eles (os manifestantes) são liderados a partir do mesmo centro", disse Erdogan.
"Eles estão se saindo melhor em alcançar no Brasil o que não puderam alcançar na Turquia. É o mesmo jogo, a mesma armadilha, o mesmo objetivo", prosseguiu.
"Quem ganhou com estas três semanas de protestos? O lobby da taxa de juros, os inimigos da Turquia", afirmou Erdogan, de um palco enfeitado com seu retrato e com um slogan que apelava aos seus apoiadores para "frustrarem o grande jogo" contra a Turquia.
"Quem perdeu? A economia da Turquia, mesmo que em pequena escala, e o turismo. Eles ofuscaram e mancharam a imagem e o poder internacional da Turquia", disse.
Também neste sábado, cerca de 10 mil pessoas se reuniram na praça Taksim, em Istambul. Muitas delas para participar de uma cerimônia para depositar cravos no local em memória das quatro pessoas que foram mortas nas manifestações.
No que parece uma reedição dos protestos de semanas anteriores, os agentes antidistúrbios dispararam bombas de gás para afastar os manifestantes das principais avenidas e também usaram canhões de água.
Durante as duas primeiras semanas de junho, este tipo de enfrentamento era frequente no centro de Istambul, mas após a violenta evacuação do parque Ghazi, no sábado passado, os protestos passaram a ser mais pacíficos.
As manifestações, que ocorrem desde 31 de maio, se espalharam por todo o país e estão voltadas, principalmente, contra Erdogan, que é acusado de autoritarismo e de querer islamizar a sociedade turca.