sábado, 10 de agosto de 2013

COMBATE ÀS TREVAS – XII
(A QUESTÃO DAS DROGAS: O ÁLCOOL)
   Eduardo Gosson*

Das drogas lícitas o álcool é a mais antiga, remonta a 3.500 a.Cristo na região do Oriente Médio e a 6000 a. C. na Mesopotâmia. No texto bíblico, o primeiro cachaceiro foi Noé que tomou grandes porres com o vinho  das uvas por ele plantada. Na velha Roma o vinho era parceiro das orgias e bacanais. Roma tinha dois comportamentos: rigor  na vida pública e devassidão na privada. O poeta Ovídio conheceu o exílio por ter escrito o livro A Arte de Amar, hoje considerado leve face os valores atuais.
Hoje o jovem é incentivado  a beber desde cedo: família e mídia. Na ânsia de não ficar para trás é empurrado para os braços da bebida. Não sabe ele: de cada 100 jovens 10 desenvolverão o vício. Estima-se que o álcool afeta 15% da população, acarretando elevados custos para a sociedade. A indústria do álcool movimenta 3,5% do Produto Interno Bruto – PIB e o governo gasta 7,3% para cuidar do problema. Dinheiro este que poderia ser investido em  educação ou moradia popular.
Por esse e outros motivos advogamos que o álcool deveria ser abolido da nossa sociedade, a exemplo da Arábia Saudita onde é rigorosamente proibido ( o Alcorão não permite). Estrangeiros que são pego bebendo, imediatamente eles colocam dentro do avião e mandam de volta para o país de origem. Poder-se-ia perguntar:
                    - Por que tamanho radicalismo?
                     - Porque o ser humano até hoje não entendeu o valor da delicadeza e da democracia. A única linguagem que a humanidade entende é a da dureza. Já imaginou se um país como a China, com uma população de 1 bilhão e 500 milhões de habitantes, implantasse a Democracia? Simplesmente  deixaria de funcionar e não estaria na Vanguarda deste Terceiro Milênio. A Democracia implantada no Brasil desde José Sarney resolveu os problemas básicos: saúde,  segurança e educação?

*Eduardo Gosson é poeta. Preside a União Brasileira de Escritores – UBE/RN

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Espionagem »
Obama se reúne com gigantes da informática sobre espionagem.Fonte:Diário de Pernambuco

AFP - Agence France-Presse
Publicação: 09/08/2013 15:37 Atualização:

O presidente Barack Obama se reuniu nesta quinta-feira com líderes de gigantes da informática e das telecomunicações, como Apple, Google e AT&T, para discutir o controverso programa de vigilância americano. Foto: Brendan Smialowski/AFP Photo
O presidente Barack Obama se reuniu nesta quinta-feira com líderes de gigantes da informática e das telecomunicações, como Apple, Google e AT&T, para discutir o controverso programa de vigilância americano. Foto: Brendan Smialowski/AFP Photo
O presidente Barack Obama se reuniu nesta quinta-feira com líderes de gigantes da informática e das telecomunicações, como Apple, Google e AT&T, para discutir o controverso programa de vigilância americano, afirmou nesta sexta-feira o jornal digital Politico.

Entre os presentes na Casa Branca citados pelo jornal estavam o diretor-geral da Apple, Tim Cook; o da AT&T, Randall Stephenson, e o renomado informático Vinton Cerf, considerado um dos pais da internet e atualmente funcionário do Google.

O tema do encontro, que também contou com a participação de grupos de ativistas de defesa do respeito à vida privada, foi o programa de vigilância das comunicações eletrônicas levado adiante pela Agência de Segurança Nacional (NSA), cuja existência foi revelada pelo ex-analista dos serviços de inteligência americanos Edward Snowden.

Acusado pela justiça americana, Snowden se refugiou na Rússia, que concedeu a ele asilo temporário.

A Casa Branca não confirmou imediatamente à AFP a realização da reunião, que não foi mencionada na agenda pública do presidente.

Após as revelações de Snowden, o presidente americano afirmou em diversas ocasiões que a vigilância das telecomunicações era realizada de forma legal para contribuir para salvar vidas e impedir atentados. Obama também disse que as conversas telefônicas não eram grampeadas.

O porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, afirmou no dia 11 de junho que o presidente desejava um debate sobre o programa de vigilância, mas que era necessário encontrar um equilíbrio entre segurança e respeito à vida privada.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Começam negociações com a Caixa.


Acesse o Unidade Bancária do RN e fique por dentro das informações  www.unidadebancaria.com.br  Primeira negociação com a Fenaban será nos dias 08 e 09 e as específicas com CEF dia 09 e BB dia 14; CUT e demais centrais vão nesta terça contra a PL 4330, veja  lucro do Safra; Comando entrega pauta específica ao BNB, e saiba de outras informações.
 
Natal, 06 de agosto de 2013
 
Saudações
 
Unidade Bancária do RN-CUT. 

terça-feira, 6 de agosto de 2013


O Globo - 06.08.2013
Arnaldo Jabor
Arnaldo Jabor escreve às terças-feiras


A mãe de todas as bombas

Você está andando pela rua, e de repente uma imensa tempestade de luz cai sobre sua cabeça, como o sol despencando do céu. Você não sabe o que é, nem vai saber nunca porque você derreteu como um sorvete em dois segundos. Fica um lago de seu corpo em volta de seus sapatos, enquanto a cidade inteira vira um deserto fervente, povoado por cadáveres que vagam como zumbis pelas ruas em fogo.
Falo assim para ver se sentimos no corpo o intenso horror do segundo holocausto: as bombas atômicas no Japão.
Há 68 anos, em 6 de agosto de 1945 (hoje), os americanos destruíram Hiroshima.
Enola Gay foi o nome dado ao bombardeiro B-29 que lançou a bomba atômica sobre a cidade japonesa de Hiroshima no dia 6 de agosto de 1945. Foi pilotado pelo coronel Paul Tibbets Jr., então com 30 anos, comandante do 509º Grupamento Aéreo dos Estados Unidos, que, desde fevereiro de 1945, preparava-se para a missão. A fim de realizá-la, Tibbets escolheu pessoalmente um quadrimotor B-29, batizando-o com o nome Enola Gay em homenagem à sua mãe. “Enola Gay” — esse gesto de carinho filial derreteu no fogo 150 mil pessoas. Essa foi a mãe de todas as bombas, parindo um feto do demônio. Daqui a dois dias, será a vez de Nagasaki.
Todo ano escrevo sobre a bomba nessa data. Escrevo não para condenar um dos maiores crimes da Humanidade, mas para lembrar que o impensável pode acontecer a qualquer momento, hoje em dia. A situação no Oriente Médio tende a um conflito entre Irã e Israel, com o corrupto Paquistão atômico ao lado da Índia, também atômica. Sem falar no chiqueiro da Coreia do Norte.
Em Hiroshima e Nagasaki , inaugurou–se a “guerra preventiva”, como chamamos hoje.
Enquanto o holocausto dos judeus na Segunda Guerra fecha o século XX, o espetáculo luminoso de Hiroshima prefigura o inicio da guerra do século XXI. O horror se moderniza, mas não acaba. Auschwitz e Treblinka ainda eram “fornos” da Revolução Industrial, eram massacres “fordistas”, mas Hiroshima inventou a guerra tecnológica, virtual, asséptica. O que impressiona na destruição de Hiroshima é a morte on delivery, “de pronta entrega”, sem trens de gado humano, morte clean, “americana”. A extinção em massa dos japoneses no furacão de fogo fez em um minuto o trabalho de meses e meses do nazismo.
Os nazistas matavam em nome do ideal psicótico e “estético” de “reformar” a Humanidade para o milênio ariano. As bombas americanas foram lançadas em nome da “Razão”. Na luta pela democracia, rasparam da face da terra os “japorongas”, seres oblíquos que, como dizia Truman em seu diário:
“São animais cruéis, obstinados, traidores.”
Seres inferiores de olhinho puxado podiam ser fritos como shitakes...
A bomba agiu como um detergente, um mata-baratas. A guerra como “limpeza”, o típico viés americano de tudo resolver, rápida e implacavelmente... A bomba americana foi considerada uma “vitória da ciência”.
A destruição de Hiroshima foi “desnecessária” militarmente. O Japão estava de joelhos. Diziam que Hitler estava perto de conseguir a bomba — o que é mentira. Uma das razões reais era que o Presidente e os falcões da época queriam testar o brinquedo novo. Truman fala dele como um garoto: “Uau! É o mais fantástico aparelho de destruição jamais inventado! Uau! No teste, fez uma torre de aço de 60 metros virar um sorvete quente!”.
Os americanos queriam vingar Pearl Harbour, pela surpresa de fogo, exatamente como o ataque japonês três anos antes. Queriam também intimidar a União Soviética, pois começava a Guerra Fria; além, claro, de exibir para o mundo um show “maravilhoso”, a superprodução a cores de um novo poder.
Na época, a bomba explodiu como um alívio, e a opinião pública celebrou tontamente. Nesses dias, longe da Ásia e da Europa, só havia os papéis brancos caindo na Quinta Avenida, sobre os beijos de amor da vitória. Naquele contexto, não havia conceitos disponíveis para condenar esse crime hediondo. A época estava morta para palavras, na vala comum dos detritos humanistas.
Hoje, já há uma máquina de guerra se programando sozinha e nos preparando para um confronto inevitável no Oriente Médio. Estamos num momento histórico onde já se ouvem os trovões de uma tempestade que virá. Os mecanismos de controle pela “razão”, sensatez, pelas soft powers da diplomacia perdem a eficácia. Instala-se um progressivo irracionalismo num “choque de civilizações”; sim, sei do simplismo da analise do Huntington em 1993, mas estamos diante do simplismo da realidade, formando uma equação com mil incógnitas impossíveis de solucionar. Como dar conta da alucinação islâmica religiosa com amor à morte, do Paquistão, Índia, Israel, do Irã dominado por ratos nucleares em breve, da invencibilidade dos talibãs do Afeganistão, com a hiperdireita de Israel com Bibi, com o Hamas ou o Hellzsbolah que querem impedir o “perigo da paz”?
Agora, não temos mais a guerra fria; ficamos com a guerra quente do deserto — a mais perigosa combinação: fanatismo religioso e poder atômico. Vivemos dois campos de batalha sem chão; de um lado, a cruzada errada do Ocidente; do outro lado, temos os homens-bomba multiplicados por mil. E eles amam a morte.
“There is a shit-storm coming” — disse Normam Mailer uma vez.
A crença na razão ocidental foi ferida por dois desastres: o 11 de Setembro e a era Bush-Cheney. A caixa de Pandora que Bush abriu nunca mais se fechará.
Sente-se no ar o desejo inconsciente por tragédias que pareçam uma “revelação”. Historicamente, sempre que uma situação fica insolúvel, prosperam as ideias mais irracionais, mais boçais para “resolver” o problema. Mesmo uma catástrofe sangrenta parecerá uma “verdade” nova. Como escreveu Yeats, na “Segunda vinda”: “Tudo se desmancha no ar. O centro não segura a imensa anarquia solta sobre o mundo. Os homens melhores não têm convicção; e os piores estão tomados pela intensa paixão do mal”.



segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Paul Singer dará palestra para cooperativistas.

05 de Agosto de 2013Data Meio---www.easycoop.com.br
Olá como vai?

Gostaria de lhe convidar para o seminário que será realizado no Rio de Janeiro nesta terça-feira, dia 06 de agosto, para tratar da Lei 12.690/12, que passou a regular as atividades das cooperativas de trabalho em todo o país.

No evento, estará presente o nosso querido Professor Paul Singer, que é uma pessoa de um coração maravilhoso e um conhecimento maravilhoso sobre o cooperativismo e a economia solidária. Ele é uma pessoa por quem eu tenho um grande carinho e sua palestra é sempre uma grande aula magna.

Também tive o grato prazer de tomar conhecimento que o Desembargador e Juíz Dr. Sérgio Pinto Martins, aqui de São Paulo, foi convidado para palestrar sobre a Fiscalização de Cooperativas de Trabalho e seus Tomares de Serviço. O evento também marcará o lançamento do novo livro do Desembargador, Cooperativas de Trabalho já com a Lei 12.690/12, no Rio de Janeiro, tendo inclusive a distribuição de alguns exemplares de seu livro.

Dentre os palestrantes, poderemos apreciar os conhecimentos do Procurador Geral do Estado do Rio de Janeiro, o Dr. Flavio Amaral Garcia e também do Juiz Federal Dr. Luiz Dias Borges, Ministro TST – Tribunal Superior do Trabalho, Dr. Ives Granda Martins, o Presidente do TRT da 1ª região, Dr. Carlos Araujo Dummont, o presidente da OAB/RJ, Dr. Felipe Santa Cruz, dentre outras pessoas importantes que você poderá conferir clicando na imagem do convite.

O Presidente da Comissão de Cooperativismo da OAB/RJ, Dr. Ronaldo Gaudio e o Presidente da OCB/RJ, Marcos Dias, reuniram um time de primeira linha para trocar experiências sobre o cooperativismo de trabalho, que é uma grande ferramenta de inclusão social e geração de trabalho e renda.

Eu estarei lá e espero que você também possa estar presente para prestigiar esse grande time de pensadores e legisladores. O seminário não terá custo e não é necessário inscrições prévias, basta chegar e participar. O início será às 9hs, na Sede da OAB/RJ – Plenário Evandro Lins e Silva - Av. Marechal Câmara, 150/4° andar, Rio de Janeiro/RJ.



Beijos!

Abaixo seguem algumas notícias do cooperativismo que separei para você ler e se manter atualizado.


Sandra Campos
Editora Chefe - Portal e Revista EasyCOOP www.easycoop.com.br
Presidente - FETRABRAS - Federação Nacional dos Trabalhadores Cooperadoswww.fetrabras.org.br
Telefone: 11-3256-6009 ou 11-5093- 5400
Celular 11-7846-2836 id 55*29826
Alameda dos Jurupis, 1005 - CJ 114 - Moema
e-mail: sandra@sindicatodocooperado.org.br
Debates destacam a ação dos catadores 
A geração de emprego e renda ligada ao respeito socioambiental e à valorização dos catadores de materiais recicláveis foi pauta de debate no último dia da 1ª Conferência Regional do Meio Ambiente
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domingo, 4 de agosto de 2013

A espionagem do "Grande Irmão".


MUNDO

EUA podem espionar quase tudo que internauta faz, revelam documentos

Com base em dados fornecidos por Edward Snowden, jornal inglês mostra como funciona o XKeyscore, programa mais abrangente do serviço secreto americano, que permite interceptar qualquer atividade online sem autorização.
O sistema de vigilância informática denominado XKeyscore permite ao serviço de inteligência dos Estados Unidos monitorar "quase tudo o que um usuário típico faz na internet". A informação foi divulgada pelo jornal britânico The Guardian nesta quarta-feira (31/07), com base em documentos fornecidos pelo ex-colaborador do serviço secreto americano Edward Snowden.
Em seu website, o periódico publicou uma série de slides, expondo as funções do XKeyscore, que parecem fazer parte de aulas de treinamento interno da Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla original) dos EUA.
Os slides estão marcados como "top secret", sendo restritos a pessoal autorizado de EUA, Reino Unido, Canadá, Austrália e Nova Zelândia. Produzidos em 2007, eles não estavam previstos para ser liberados antes de 2032.
Quatro dos 32 slides foram exibidos com tarjas pelo jornal por revelarem detalhes de operações específicas da NSA – como, por exemplo, a prisão de mais de 300 terroristas. Entretanto, os demais demonstram a operação do software em detalhes.
Protesto em Berlim: Edward Snowden segue contando com apoio da opinião pública mundial
Servidores no Brasil, testes na Alemanha
Segundo o Guardian, trata-se do programa mais abrangente operado pela NSA. Os documentos sedimentam as afirmativas feitas por Snowden em sua primeira vídeo-entrevista ao jornal, em 10 de junho último, quando ainda se encontrava em Hong Kong:
"Eu, sentado à minha escrivaninha, posso grampear qualquer pessoa, desde você ou seu contador, até um juiz federal ou até o presidente, se tiver um e-mail pessoal", declarara na ocasião o ex-consultor da CIA, atualmente foragido na Rússia.
Os slides confirmam que o XKeyscore permitiria a espiões americanos monitorar, em tempo real, e-mails, navegação e buscas na rede, uso de mídia social, assim como praticamente qualquer atividade online de um determinado sujeito-alvo – tudo sem qualquer autorização prévia.
A infraestrutura informática do sistema é baseada num "cluster Linux distribuído de grande escala", com 700 servidores em todo o mundo. Num mapa intitulado "Onde está o XKeyscore?", reproduzido pelo Guardian, pontos vermelhos sugerem a concentração desses servidores na Europa e em outros países – tanto aliados dos EUA (um dos pontos se localiza no centro do Brasil), quanto rivais, como Rússia, China ou Venezuela.
Em pelo menos um ponto o XKeyscore parece diferir dos demais softwares de monitoramento da inteligência americana já revelados: ele é capaz de indexar e tornar pesquisável praticamente qualquer atividade online. "Nenhum outro sistema realiza isso com base em tráfico informático em massa, não processado e não selecionado", diz o documento.
A Alemanha também vem testando o XKeyscore, porém não o utiliza para interceptação de dados, como declarou recentemente o presidente do Departamento Federal alemão de Proteção da Constituição (BfV, na sigla original), Hans-Georg Maassen.
AV/dpa/afp/tg
Fonte: www.dw.de