quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Quer trabalhar na ONU?

Nova publicação em Policiais Brasileiros em Missões de Paz - United Nations Police "UNPOL"



Carreiras Internacionais

As Nações Unidas estão à procura de candidatos qualificados que estejam interessados numa carreira profissional como funcionários internacionais. Para esse efeito, será lançado em breve o Programa Jovens Profissionais 2013, uma iniciativa de recrutamento que visa dotar as Nações Unidas de novos talentos.
A seleção dos candidatos é efetuada através da realização de um exame de admissão (National Competitive Recruitment Examination).
Em 2013, as candidaturas para os exames de recrutamento para os quadros das Nações Unidas distribuem-se por duas fases e nas seguintes áreas:
» Administração, Finanças e Informação Pública: 3 de junho – 1 de agosto 2013;
» Assuntos Jurídicos e Estatística: 8 de julho – 5 de setembro 2013.
A formalização das candidaturas realiza-se online no site de recrutamento das Nações Unidas.
Em 2013, as candidaturas para os exames de recrutamento para os quadros das Nações Unidas distribuem-se por duas fases e nas seguintes áreas:
Administração, Finanças e Informação Pública: 3 de junho – 1 de agosto 2013;
Assuntos Jurídicos e Estatística: 8 de julho – 5 de setembro 2013.
Condições de elegibilidade
Possuir, no mínimo, um diploma universitário de primeiro nível (licenciatura) relevante para a área profissional de candidatura;
Ter 32 anos, ou menos, no final de 2013 (nascido a partir de 1 de Janeiro de 1981);
Ser fluente em inglês e/ou francês;
Ser português ou nacional de outro país elegível.
Exame escrito Consulta o Exemplo
Consulta também as Datas-Chave:
Candidaturas
3 de junho – 1 de agosto 2013:
Administração;
Finanças;
Informação Pública.
8 de julho – 5 de setembro 2013:
Assuntos Jurídicos;
Estatística.
Exame 3 de dezembro 2013
Para saberes mais consulta o site Carreiras internacionais
Fonte: CIEJD
Missão de Paz | outubro 10, 2013 às 6:21 pm | Categorias: Noticias | URL: http://wp.me/pcNGB-1h0
TRADIÇÃO DA CAVALGADA
 
Enviado por Sérgio Enilton
 
Foto: Divulgação
O município de Acari vem transformando-se na Capital Seridoense das Cavalgadas. A cada mês uma cavalgada é realizada em algum lugar do Seridó. Além de ser um evento cultural geralmente realizado em localidades comumente ligadas à tradição do Vaqueiro, ao criatório do gado e patrimônio cultural, também é uma maneira de reunir amigos para festejar uma data comemorativa ou até mesmo chamar a atenção para uma campanha importante. Bem como, à devoção ao Santo Padroeiro da cidade.
 
Esta terra onde o rio Acauã passa serpenteando e suas águas são represadas pela 3ª Maravilha do RN – o nosso Gargalheira, é possuidora de um potencial turístico invejável, a maioria das cavalgadas tem a finalidade de valorizar a natureza e a cultura do Vaqueiro, já que o ambiente rural é conotado de paisagens belíssimas e inspiradores.
 
A Cavalgada da Ribeira do Acary, conhecida como "A Cavalgada da Ribeira”, vem acontecendo desde o início de 2003, quando o casal acariense Juarez Pires Galvão e Maria José Mamede Galvão e Família, conhecidos em todo território da Carnaubinha e Acauã, carinhosamente recepcionaram os cavaleiros, amazonas, vaqueiros e admiradores, moradores locais e ribeirinhos do “Velho Gargalheira”.
 
Aliás, a Cavalgada da Ribeira do Acary é uma organização do povo acariense, e a cada ano seus representantes participam de Cavalgadas em Jardim do Seridó, São Vicente, São José do Seridó, Parelhas, Carnaúba dos Dantas, Florânia, Tenente Laurentino, Frei Martinho, Cruzeta, Currais Novos e outras terras do Seridó.
 
Não se trata de um evento público institucional, nem tão pouco vinculado a cor partidária ou agremiação política partidária. É um evento do povo acariense, criado ainda na gestão do Secretário de Turismo Sérgio Enilton, com a participação de amigos e admiradores da Cavalgada. E a exemplo é um evento aberto ao povo porque é incontestável a presença de todos em edições anteriores; reunindo cavaleiros, amazonas, amigos e simpatizantes.
 
A Cavalgada da Ribeira do Acary estimulou a participação de todos na grande Festa do Agricultor, durante os festejos de nossa padroeira no mês de agosto. Incentivou a prática da vaquejada e principalmente o Encontro de Vaqueiros da Ribeira do Acary, com a realização da Pega de Boi na Fazenda Pitombeira, uma promoção de Marcos Nepomuceno e parceiros.
 
Enfatizamos que de Acari mantém-se a tradição do vaqueiro, a exemplo de nossas cavalgadas outros municípios do Seridó tem promovido seu evento durante as festividades do Padroeiro.
 
Historicamente, a Cavalgada e a Pega de Boi no Mato vêm de uma tradição que sempre esteve identificada com a vaqueirama nordestina e, por isso, mantém a tradição familiar em Acari, passando de geração a geração envolvendo cavalos, gado, vaqueiros e cavaleiros.
 
E se você gosta de cavalgar e de curtir uma autêntica confraternização entre cavaleiros, vaqueiros e amazonas, sinta-se convidado para participar da Cavalgada da Ribeira do Acary com destino a Cruzeta no próximo dia 13 de outubro (domingo) a partir das 05h00min horas.
 
No dia 19 de outubro com destino a Carnaúba dos Dantas e no dia 01 de dezembro será o encontro na cidade de Jardim do Seridó. Com certeza você será muito bem-vindo.
 
Sérgio Enilton da Silva


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Postado por AssessoRN - Jornalista Bosco Araújo no AssessoRN.com em 10/09/2013 06:52:00 PM

Resposta rápida

terça-feira, 8 de outubro de 2013

'De repente me vi numa situação parecida com a do Lula'

Marina Silva explica ao 'Estado' as razões para ter se filiado ao PSB e não esconde a mágoa do PT

08 de outubro de 2013 | 19h 50


Daiene Cardoso e Eduardo Bresciani - O Estado de S. Paulo
Em entrevista exclusiva ao Estado, Marina Silva explica as razões para ter se filiado ao PSB e não esconde a mágoa do PT. Ela afirma que sua decisão tem semelhanças com o ousado movimento que Luiz Inácio Lula da Silva fez no final da década de 70, nas greves do ABC, e que culminaram na criação do PT. Confira os principais trechos:
Veja também:

Marina diz que 'coerência' a levou para o PSB  - André Dusek/Estadão
André Dusek/Estadão
Marina diz que 'coerência' a levou para o PSB
Influências sobre decisão
"O que me levou a essa coligação programática foi a coerência. Eu sempre disse que a Rede Sustentabilidade não estava aí na lógica da eleição pela eleição, que nós desejávamos era discutir propostas e ideias, mas acho que os sinais não eram suficientes. Nós já abdicamos das eleições de 2012. O que me fez pensar essa possibilidade, acompanhada pela maioria da executiva da Rede, foi a coerência com o que nós estamos nos propondo, de que nós queremos muito mais do que eleição. Analisamos o que mantinha coerência com a visão de que o que nos interessa é uma agenda estratégica para o Brasil. Em termos de candidatura posta com a qual podemos fazer um diálogo com alguma possibilidade de prosperar era o PSB. E o PSB foi um partido que entrou com a liminar na Justiça, que quando o ministro Roberto Amaral deu uma declaração bastante dura contra a Rede, o governador Eduardo Campos fez questão como presidente de fazer uma nota dizendo que a Rede tinha direito de se constituir como partido. Então, eu vi ali a disposição para o diálogo."

Sem foco no Planalto
Alguém me perguntou: é vingança? Eu disse: não, é uma sede muito grande de esperança. Geralmente a gente vê nos outros aquilo que está dentro da gente. Alguém que tem 20%, 16% ou 26%, se dispõe a esse gesto. Isso eu acho que tem algo que fala por si mesmo. Eu não preciso dizer que é desprendimento. Acho que é uma grande ambição, de que a política pode ser melhor, de que o Brasil possa ser melhor. É uma ambição saudável e que não vou abrir mão. Foi por ela que eu saí do PT, o que passei até a decisão de conversar com o Eduardo Campos e selarmos a aliança programática não chega nem perto do sofrimento que eu passei na decisão de sair do PT. É porque eu acredito que o sonho não pode parar. A história não para. Alguém tem que continuar. É engraçado que foi muito bom poder ficar recordando esses dias todos. Quando o Lula fez o movimento no ABC e quis transformar aquele movimento em um partido político foi muito incompreendido, pelo PMDB de luta, que dizia que iria dividir as oposições, pelos partidos marxistas leninistas que tentavam rotulá-lo de ser um partido de direita para fazer o jogo da direita e era rotulado pela direita de ser um partido de esquerda que era um perigo para o Brasil. E de uma forma diferente, sem a força do Lula, a estrutura sindical, de repente eu me vi numa situação de alguma forma parecida. Uns querendo rotular a Rede Sustentabilidade como um partido frágil e outros entendendo que de fato é um esforço para criar uma instituição que dialoga com esse novo sujeito político que está surgindo e outros dizendo que não é algo diferente, é como todos os partidos. Não é a mesma coisa. Tem muita gente que discorda do que eu fiz, está me criticando fortemente, mas compreendendo e respeitando, mas dentro da Rede. Nós estamos metabolizando, debatendo. A Rede não está se fundindo com o PSB, está fazendo uma aliança programática.

Desistência da candidatura
Qual é o problema? Não frusta porque as pessoas estavam frustradas com o que o TSE fez. Quem inviabilizou a possibilidade de a Rede ter a sua candidatura foram os cartórios reconhecidos pela Justiça Eleitoral. Não vamos deslocar o que aconteceu anteriormente ao que ocorreu posteriormente. A Rede sabe muito bem disso. A questão é, deveria ter ficado apenas dentro da Rede e não ter nenhuma incidência na conjuntura política do País, ou deveria ir para um partido, e o PPS dizia: façam a mesma filiação transitória e você tem a possibilidade de ser candidata, no meu entendimento, aí sim era dizer o mais importante era a candidatura pela candidatura, mas o mais importante é poder expor a proposta. Eu via que tinha uma torcida muito grande por uma coisa e por outra, ir para um partido para ser candidata ou me resignar na metáfora que eu fiz de ser a Madre Tereza de Calcutá da política. Eu ficaria no meu conforto e neste momento 99,9% das pessoas jovens da direção da Rede Sustentabilidade estariam felizes, teria sido uma atitude de anticandidatura e com certeza estariam dizendo que tudo que foi referenciado na plataforma Brasil que queremos, eu me omiti por vaidade, para preservar meu capital político e junto aos meus e de dar uma contribuição para o país. Eu me vi diante de uma situação que o Eduardo Gianetti diz que é de dilema, ou faz isso ou aquilo, ou vai para o recolhimento do conforto ou vai para um partido que mesmo com toda a narrativa nós podemos dizer que ela foi para uma sigla de aluguel. Era um dilema e eu tive que criar um trilema, e aí você elimina as duas possibilidades e cria uma terceira que não estava prevista por ninguém. Foi o que aconteceu. Não está previsível porque a lógica da política é: serei eu e o resto que está por aí, ninguém presta. E eu digo que tem muitas coisas dentro do PT, do PSDB, do PSB, do PPS, do PMDB. As pessoas tem o previsível porque não consideram outra possibilidade. Na conversa com o Eduardo, era muito claro para nós dois, eu não quero destruir ninguém, quero construir. Aí as pessoas dizem, vocês são a costela do Lula e eu até brinquei: a costela é uma coisa melhorada.

Decepção com o PT
Você me perguntou o que me decepciona, eu vou começar pelo que me emociona. O que me emociona no PT foi o PT ter cumprido de fato o que sinalizou na questão da justiça social, tirar 30 milhões de pessoas da extrema pobreza, que era uma promessa que o presidente Lula fazia de um jeito muito simples, no jeito dele, eu quero que as pessoas possam tomar café da manhã, almoçar e jantar, isso me emociona. Mas infelizmente o PT não foi capaz de entender que nós que fomos a força criativa, produtiva e livre que produziu um ato de mudança na década de 80 e chegou até aqui não poderíamos nos conformar com a repetição do sucesso, que é estar no poder. Isso foi aprisionando o poder nessa lógica de não conseguir ver as novas bandeiras, as novas utopias. Eu lutava muito para dizer que a sustentabilidade era a ideia cujo tempo chegou, de que era a atualização da utopia. Mas quando eu dizia isso, as pessoas achavam que eu estava querendo cacifar a minha agenda. Nas campanhas muitas pessoas diziam, você não pode aparecer, se não a gente perde voto, e eu me resignava, porque eu dizia, não quero atrapalhar. Eu me resignava porque eu dizia: não quero atrapalhar, quero que o PT ganhe, que o Lula ganhe. Só que chegou um tempo que eu comecei a ver que jamais eu ia fazer as pessoas se convencerem de que a utopia desse século que todo mundo está correndo atrás é o desenvolvimento sustentável, que é ressignificar as nossas bandeiras, ressignificar nossa utopia. Foi por isso o ato extremo de sair do PT e ir para o PV. Eu estou acreditando profundamente que o Eduardo pode dar uma contribuição para essa atualização. Nesse momento o peso está muito nos ombros dele.

Alianças regionais
As conversas que estavam postas nos Estados elas também vão participar de um processo de reelaboração e ressignificação. Porque se a aliança prospera, ela vai se adensando na direção de um novo caminho e uma nova maneira de caminhar.

Transferência de votos
Não acredito em transferência de voto porque o voto não é meu, o voto é do eleitor. E a gente tem que começar a respeitar o eleitor. Eu acho um desrespeito esse negócio de que você é dono dos votos de cidadãos e cidadãs conscientes. As pessoas votam em quem elas se convencem de votar. O eleitor, o cidadão, não quer ficar nessa posição de mero expectador, ele quer ser protagonista, autor, mobilizador. E isso ficou claro nas manifestações agora de junho. O pessoal entrou em crise, 'mas como é que tem esse bando de gente na rua e não foi um sindicato, não foi um partido, não foi a Marina, não foi o Lula'? Quem chamou foi o próprio cidadão porque ele é um novo sujeito politico, é autor, é mobilizador. É isso que temos que entender e cada vez mais vai ser assim. E vai ter que negociar com ele. Não vamos trata-lo como se ele tivesse uma atitude passiva. Tanto não tem que botou o Congresso para, envergonhadamente, enterrar a PEC 37. Botou o Congresso e o governo para, envergonhadamente, ressuscitar para em seguida matar a reforma política. Quem fez isso foi o cidadão. Ou a gente convence esse cidadão, de que essa proposta é boa para o Brasil, ou ele não vai dar o voto só porque a Marina está dizendo vote no Eduardo, no João, no Francisco ou na Maria. Vamos começar a respeitar o cidadão. Eu digo: não acredito em salvadores da pátria, eu acredito em homens e mulheres que se disponham a construir pátria. Eu não acredito que alguém propõe para um povo um destino, eu acredito em quem propõe um mundo melhor, construído por todos. É por isso que eu fiz esse gesto. E só Deus e o tempo dirão se foi para ajudar a mudar ou se foi para me vingar. E, se eu não tiver mais aqui, com certeza, como historiadora, eu ficarei feliz do mesmo jeito porque foi para construir.

Cabeça de chapa
Esse trabalho não é ele quem vai conseguir, numa aliança a gente tem que conseguir juntos. É um convencimento conjunto. Agora, para convencer os outros, a gente tem que ter o que dizer. E não só o que dizer, a gente tem que mostrar o que está fazendo. E é desse estar fazendo é que vamos mostrar muito mais pelo que fizemos do que pelo que dissermos. Mas a gente está só no começo, vamos começar o diálogo. Não tem nada impositivo. A Rede tem o seu programa, o PSB tem o seu programa, a Rede tem seus militantes, o PSB tem os seus militantes, e vamos nos comportar como um partido político. A história vai provar que o que aconteceu com a Rede Sustentabilidade é o maior paradoxo da política partidária brasileira. Tem partido que se legaliza dentro de uma pasta para tentar ganhar capilaridade social, com apoio inclusive do governo para já ter um ministério. Tem partido que tem capilaridade social, não quer um ministério para aumentar cada vez mais os gastos públicos e mesmo assim não consegue um registro legal. Eu não tenho como objetivo de vida ser a presidente da República, eu tenho como objetivo de vida um país melhor. Se para isso necessário for ser presidente da República, serei com a mesma alegria que faço como professora de história. Eu acho que as pessoas não entenderam que o meu gesto porque continuam não acreditando nisso que estou dizendo. Se o Eduardo se comprometer com essa agenda, se o Eduardo fizer um gesto de mudanças significativo que o Brasil precisa, eu não preciso ser vice dele, eu só preciso ser cabo eleitoral. Eu repito aquela história de que sábio são os que aprendem com os acertos dos outros. Estúpidos são aqueles que não aprendem nem com os seus acertos. O PT e o PSDB tem dois grandes acertos para aprender, serão estúpidos se não aprenderem com eles que podem fazer mais e melhor, podem fazer mais com sustentabilidade. Eu não tenho nenhum problema com isso se o Brasil for melhor, não tenho como objetivo de vida ser presidente do Brasil, tenho como objetivo de vida ter um país melhor. 

Festa do Boi começa dia 11, sábado.

FESTA DO BOI

Conheça a história do Parque Aristófanes Fernandes, no RN
Parque de Exposições Aristófanes Fernandes, em Parnamirim (Foto: Divulgação/Anorc) 
Parque de Exposições Aristófanes Fernandes, em Parnamirim (Foto: Divulgação/Anorc)
A maior exposição de animais e máquinas agrícolas do Rio Grande do Norte, a Festa do Boi, chega a sua 51ª edição este ano DE 11 A 20 DE OUTUBRO. Criado em 1962, o evento é realizado no Parque de Exposições Aristófanes Fernandes, em Parnamirim, cidade da Grande Natal. O nome do parque é uma homenagem a ao ex-político potiguar nascido na cidade de Caraúbas, na região Oeste do estado, responsável por fundar a primeira fábrica de leite de maniçoba do estado. O parque é responsável por grandes movimentações agropecuárias no país, como a realização de leilões, desfiles e mostras de animais.
 
Saiba Mais
A história do parque começou no ano de 1949, quando surgiu em Parnamirim um parque de vaquejadas onde os trabalhadores rurais 'corriam' com os animais. Em 1953, o então governador Sílvio Pedroza implantou os primeiros galpões em alvenaria. Dois anos depois, a localidade passou a ser conhecida como Parque de Exposições, com a primeira mostra de animais e máquinas agrícolas sendo realizada em 1956.
  
Na década de 1950, na gestão do governador Dinarte Mariz, o espaço recebeu outras benfeitorias na estrutura. Em 1961, no governo de Aluízio Alves, o parque recebeu a primeira grande reforma, assumindo as dimensões atuais e a homenagem a Aristófanes Fernandes. Em 1985, durante a gestão do governador José Agripino, as exposições anuais passaram a ser chamadas de Festa do Boi.
 
Atualmente, o Parque de Exposições possui uma área de 27 hectares, com espaços construídos para exposições de bovinos, caprinos, ovinos, equinos, aves e demais criações. O local ainda conta com um laboratório de análises clínicas veterinárias, auditório para palestras e arquivos com registros dos rebanhos potiguares, além das sedes de várias associações de criadores filiadas à Associação Norte-rio-grandense de Criadores (Anorc), como também o escritório da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater).
*Com informações da Anorc
Parque de Exposições Aristófanes Fernandes, em Parnamirim, palco da Festa do Boi (Foto: Divulgação/Anorc) 

domingo, 6 de outubro de 2013

Sonhar é de graça
"Se você acha que o conhecimento custa caro, experimente optar pela ignorância!". (Abraham Lincoln)

(*) Rinaldo Barros
A conversa de hoje é um contraponto entre dois temas, contraditórios e imbricados um no outro.
A UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), em novembro de 2005, distribuiu um documento (Rumo às Sociedades do Conhecimento), coordenado por Jérôme Bindé, o qual "incita as autoridades governamentais a investir em uma educação de qualidade para todos, a multiplicar os locais de acesso comunitário às tecnologias da informação e da comunicação, e a encorajar o compartilhamento do saber científico entre os países afim de reduzir as diferenças numéricas e cognitivas que separam o Norte do Sul e também abrir o caminho para uma forma “inteligente” de desenvolvimento humano sustentável".
Para os autores, não deveriam existir excluídos nas sociedades do conhecimento, posto que o conhecimento é um bem público que deveria estar disponível para todos nós.
            Desde então, venho assuntando cá no meu canto: como poderemos entender a explosão de revoltas sem causas, sem bandeiras e sem lideranças, envolvendo jovens e adultos, auto-convocadas via redes sociais, e promovendo o vandalismo contra tudo o que representa o poder; movimentos fermentados nas periferias das áreas urbanas degradadas? Qual a origem real deste fenômeno?
            A propósito dessa questão, um dos principais pensadores da esquerda norte-americana, Michael Hardt, considera que, hoje, qualquer país europeu reúne condições para a eclosão de distúrbios similares aos que ocorrem em Los Angeles, no Brasil, no Egito ou no México. Já ocorreram em Paris, em Madrid, em Atenas...
            E eu ouso acrescentar que qualquer país reúne as mesmas condições, desde que pratiquem modelos econômicos excludentes e opressores; semelhantes ao que vivenciamos aqui no patropi.
            A meu sentir, os acontecimentos atuais não são uma luta contra qualquer governo que eventualmente esteja de plantão, mas contra a estrutura de pobreza e exclusão. E acrescento, estrutura sustentada pela manipulação, pela propaganda, pela repetição sistemática de mentiras e ilusões. Em contraste com a realidade.
São os pobres se rebelando contra sua exclusão e subordinação na sociedade. É por isso que a comparação com as revoltas de Los Angeles e Paris ajuda a compreensão.
Sim, há diferenças culturais e raciais que demarcam a linha dos conflitos nos dois casos. Mas o essencial nos dois casos é a existência de pobreza e exclusão social. Não é surpresa que esse tipo de conflito chegue na era da globalização e da internet.
Esse tipo de pobreza e exclusão é resultado do modelo econômico, que tem o “deus mercado” (o consumismo) como regulador de todas as questões, igualmente no Rio de Janeiro, na cidade do México, em Paris, Nova Orleans ou São Paulo. Ou, como diria Zé Ninguém, Oropa, França e Bahia.
            Para Hardt, nos tempos atuais não há mais sentido em falar apenas em dominação de um Estado nacional sobre o outro, mas, sim, de uma nova forma de soberania: um "poder em rede" formado por instituições supranacionais, grandes corporações capitalistas dominando o mundo inteiro.
            Acrescento que o grande capital internacional (volátil) é essencialmente especulativo. Sua  estratégia tem um único foco: o lucro máximo. Sem compromisso com o desenvolvimento ou com evolução do ser humano.
            Face a essa realidade cruel que nos agride perigosamente, e para recarregar as baterias da esperança, é  importante conhecer e divulgar o documento da UNESCO "Rumo às Sociedades do Conhecimento".
A UNESCO propõe que os governos, o setor privado e os parceiros sociais devem, no século 21, introduzir uma "dotação por tempo de estudo" que dê aos indivíduos o direito a educação continuada, até mesmo após o término do tempo da instrução formal. Aponta a educação como a única saída para evitar a barbárie.
Ao mesmo tempo em que se aumentem investimentos em pesquisa, é preciso promover novas formas de partilhar o conhecimento. Também é preciso promover a diversidade lingüística e as culturas locais.
Nada assombroso, nem revolucionário. Apenas um dever de casa que todos já deveríamos ter feito.
Doloroso é constatar que, apesar de tudo o que fizemos, e após um rosário de decepções - no ano em que comemoramos 25 anos da Constituição cidadã, o povo brasileiro ainda sonha com sua libertação do jugo secular.
Sonhar é de graça ou, mais realisticamente, de ilusão também se vive.

                (*) Rinaldo Barros é professor - rb@opiniaopolitica.com

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QUEM ESTÁ COMENDO ALFARROBAS?

                                                            
Públio José – jornalista



                          Na parábola do filho pródigo, contada na Bíblia, (Lucas, capítulo 15, versículo 11 em diante) de conteúdo bastante conhecido, fica esboçado o desejo muito forte, da parte de um dos principais personagens da história, em conquistar muito cedo a liberdade. Trata-se de um dos filhos de um próspero fazendeiro que não estava aceitando a realidade simples, bucólica, singela até, que vivia no campo. Ele queria rebuliço. Queria viver novas emoções, experimentar o que se passava no horizonte distante da cidade. As notícias chegavam até ele com cores fortes, dando conta do charme, do frisson, dos prazeres que a urbe oferecia. Assim, essas informações começaram a atiçar sua curiosidade. E o desejo de colocar a mão noutro estilo de vida se instalou, definitivamente, em seu íntimo. Só uma coisa ele não sabia: o preço que teria de pagar pela liberdade precocemente conquistada.
                        Os problemas começaram na divisão do patrimônio. O pai do rapaz não estava preparado para fazer a partilha da riqueza. Mas, para atender à vontade do filho, aceitou vender parte dos bens da família para antecipar a cota que cabia ao herdeiro tão ansioso. O desfecho da história todos conhecem: o moço pegou o dinheiro da herança e partiu para a cidade, onde torrou a fortuna inteira. Arruinado, teve que trabalhar. E, como não tinha nenhuma qualificação profissional, contentou-se com o primeiro emprego oferecido. Nesse momento o preconceito começou a falar mais alto e a sua condição de falido fez surgir a face cruel da frieza e da insensibilidade humanas. O rapaz, antes tão cheio de amigos e de garbosos companheiros da alta sociedade, fora contratado para tratar de porcos. Assim, de repente, viu-se rodeado apenas pela solidão do curral dos porcos e pelo fedor sempre presente dos animais.     
                        Além do mais, cuidar de porcos era uma atividade desprezível. Segundo a tradição, eram animais impuros. Mais degradante ainda, e inteiramente impensável, era dividir com eles a comida, o que terminou acontecendo em razão da sua penúria financeira. Os porcos eram alimentados com alfarrobas, fruto, em forma de vagem, da alfarrobeira, árvore comum na Palestina. E as pessoas sem recursos, em caso de extrema necessidade, também recorriam a ela para fugir da fome. O moço chegara, assim, ao fundo do poço. E a ansiedade da juventude, enfim, cobrara seu preço. Agora, o que fazer? Como sair de posição tão humilhante? O filho decidiu, então, voltar ao pai. O consumo da alfarroba, na história do filho pródigo, representa o estágio mais dramático na luta de um homem pela sobrevivência, semelhantemente aos que ainda hoje, praticando uma rotina degradante, recorrem à lata do lixo.
                        Estes o fazem tão somente para continuar a ruminar sua miséria e indigência. Já o rapaz encontrou na alfarroba o desfecho doloroso pela busca ansiosa, insana até, pela liberdade, sem dispor ainda de uma estrutura psicológica condizente para tanto. Na Bíblia, há um livro de uma sabedoria imensa, o Eclesiastes, que diz em seu capítulo 3, versículo 1: “Tudo tem seu tempo determinado”. Antecipar o tempo pode acarretar prejuízos incalculáveis, além de dar início, precocemente, ao consumo de porções indigestas da vida. Portanto, retornar ao pai foi, antes de tudo, um gesto de maturidade. Uma prova de sensatez. Já o fazendeiro, no episódio, representa a figura do próprio Deus. Que se coloca sempre de coração aberto para receber – e perdoar – o filho que retorna ao lar paterno. Mesmo que este tenha decidido, por conta própria, antecipar seu tempo, causando ao pai, com isso, incontáveis prejuízos.