sábado, 30 de novembro de 2013

Isaura Rosado sugere intervenção no Instituto Histórico.

Piso antigo do Instituto Histórico é removido sem autorização

Publicação: 28 de Novembro de 2013 às 00:00Tribuna do Norte
No Facebook, a presidente da Fundação José Augusto e secretária de cultura do Estado, Isaura Amélia Rosado, sugere que o IPHAN intervenha no Instituto Histórico e Geográfico do RN.
A cena é contraditória e intrigou quem enxerga em edifícios tombados pelo patrimônio histórico a necessidade de preservação: desde terça-feira, um entulho precioso ocupa a calçada em frente ao Instituto Histórico e Geográfico do RN. Em obras para reparos emergenciais, o edifício construído em 1906 – e tombado desde 1984 – teve parte de seu piso de ladrilho hidráulico retirado antes de um parecer técnico e a devida autorização por parte do Iphan-RN. O fato causou mal estar entre membros da atual diretoria, empossada em março deste ano, e ainda não se sabe o que será feito para tentar minimizar ou mesmo contornar a situação. O piso não era o original, mas estava instalado no local há pelo menos cinco décadas – período estimado.

Nesta quinta-feira, haverá reunião entre a diretoria do IHGRN e técnicos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional no RN para esclarecimentos sobre o ocorrido. Onésimo Santos, superintendente do Iphan-RN, confirmou ao VIVER que a mais antiga entidade cultural do RN deu entrada com pedido solicitando orientação e sondagem do piso. “A documentação estava incompleta, então solicitamos outros documentos para emitirmos um laudo técnico. A remoção foi feita sem autorização, não levaram em consideração nossa diligência e, independente do valor histórico, não esperaram o parecer do Iphan-RN”, avaliou Santos.
magnus nascimentoIHGRN: Decisão em tirar o piso causou divergência entre membrosIHGRN: Decisão em tirar o piso causou divergência entre membros

Ormuz Simonetti, vice-presidente da entidade, autorizou a remoção sob a justificativa de que o piso estava afundando. “Havia rachaduras por todo lado e a ameaça real de desabar por completo, muitas partes estavam ocas. Conversei com algumas pessoas e a restauração era difícil de ser feita. O reaproveitamento do material retirado também é inviável”, garantiu Simonetti. A presidência do IHGRN é ocupada por Valério Mesquita, que tem suas ressalvas quanto a real necessidade da atitude radical.

Ele disse que já visitou uma fábrica aqui em Natal, que trabalha com esse tipo de ladrilho, para tentar encontrar modelos parecidos para repor quando for feita a obra definitiva de ampliação e modernização do IHGRN. De acordo com Ormuz, o metro quadrado do ladrilho hidráulico custa em média R$ 150, “pois o processo é todo artesanal”.

O vice-presidente adiantou que o novo projeto inclui criação de um espaço no subsolo e um mezanino, e isso implicaria em “fazer esse serviço mais cedo ou mais tarde. Até lá,  como vamos ter que trocar tudo de novo depois, o plano é colocar uma cerâmica de baixo custo”. O projeto para ampliação e modernização do Instituto está orçado em R$ 8 milhões, mas esses recursos ainda não possuem fonte definida. Vale lembrar que a emenda ao orçamento do Estado em 2013 destinando R$ 200 mil, aprovada no início deste ano por unanimidade na Assembleia Legislativa, até agora não foi liberada.

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Missão da Polícia da ONU no Haiti.

Nova publicação em Policiais Brasileiros em Missões de Paz - United Nations Police "UNPOL"



Mulheres fazem diferença na execução do mandato da missão de paz, diz chefe da Polícia ONU no Haiti

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Policial brasileira, Virgínia Lima atua na missão de paz da ONU no Haiti. Foto: UNIC Rio/Damaris Giuliana
O chefe da Polícia das Nações Unidas (UNPOL) no Haiti afirmou ao serviço em português da Rádio ONU que pretende aumentar de forma significativa o número de mulheres que participam da missão de paz no país. Segundo Luís Carrilho, várias medidas estão sendo tomadas neste sentido.
Carrilho esteve na sede das Nações Unidas, em Nova York, na semana passada, para participar de um encontro dos comandantes da UNPOL do mundo inteiro.
De acordo com o oficial português, que também serviu no Timor-Leste, as mulheres fazem a diferença na hora de executar o mandato da ONU.
“A rede das mulheres políciais, seja a rede UNPOL, seja a Rede da Polícia Nacional do Haiti, que trabalham em conjunto, mas no nível do terreno, sobretudo trabalhando com as vítimas de crime [como violência sexual] a participação da mulher é extremamente importante”, disse Carrilho ao pedir que os países que contribuem com policiais ampliem o número de mulheres na missão. Atualmente, a força policial da ONU no país caribenho tem cerca de 10% de mulheres.
Policial brasileira atua no desenvolvimento de sistema de combate à violência contra mulheres
A violência doméstica e sexual é um problema grave e histórico no Haiti. Até bem pouco tempo, o medo impedia as mulheres de denunciar e, por vezes, as que procuravam apoio não recebiam ajuda porque muitos policiais não consideravam o estupro um crime.
O acompanhamento da Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (MINUSTAH) ajudou a mudar a situação do país e hoje existe uma rede de auxílio às vítimas, que além de oferecer apoio médico e psicológico, investiga os casos para levar os suspeitos a julgamento.
O trabalho tem sido intensificado nos campos de deslocados, onde é maior a vulnerabilidade de mulheres e meninas.
“Nós vamos até o campo onde ocorreu a violência, levamos a vítima a um hospital de Cité Soleil, que é o hospital que nós temos a maior facilidade por conta da equipe de psicólogas e de médicas”, descreveu a policial brasileira Virgínia Lima ao Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio) em reportagem para marcar o Dia Internacional dos Trabalhadores das Forças de Paz, 29 de maio.
Lá, essas mulheres recebem os remédios necessários no prazo de 72 horas para evitar doenças sexualmente transmissíveis e gravidez, além da documentação obrigatória para que a Justiça receba as denúncias.
“Se ela desejar ir até uma delegacia pra fazer o registro dessa ocorrência, a gente acompanha também”, diz a capitã, acrescentando que há um trabalho de sensibilização nesse sentido.
FONTE: Site ONU
Missão de Paz | novembro 28, 2013 às 7:32 pm | Categorias: Haiti 2013, PMDF, Reportagens | URL: http://wp.me/pcNGB-1hk

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Um artigo do professor Francisco Edilson Pinto Junior.

Carta à tia Sônia Fernandes
Querida tia Sônia,
Fiquei muito feliz com o seu telefonema, em pleno sábado de sol forte, antes de entrar no meu santuário - a sala de aula (sim! Sábado é também dia de labuta para quem ama o que faz). E faço essa carta por gratidão. É claro que segui o seu conselho: “leia o livro ‘A história de Mora’; sei que você vai gostar”... E saindo da Universidade, fui logo à livraria, peguei o livro e, já na fila antes de pagar, comecei a ler a encantadora história do político Ulisses Guimarães, na visão de sua amada esposa, Mora. Mora morena; Mora amada.
Interessante como eu me identifiquei em vários momentos desse livro, pois como o “Senhor diretas”, eu também quero morrer no mesmo dia da minha amada Viviane.  Esta será a maior prova de amor que eu poderei dá-la! Eu também quero voltar - e quantas vezes voltar a essa vida-, já vindo casado com ela. Viviane sempre será o meu oxigênio e a minha glicose, tão necessários para a minha existência...
Realmente, o AMOR é a única coisa que vale a pena nesta vida... Por isso, foi feliz o autor quando, no final do livro, comparou o nosso Ulisses de Brasília, com o Ulisses da Grécia antiga, onde este último ao naufragar, tentando voltar para os braços da sua amada Penélope, ficou preso numa ilha com a ninfa Calipso, e esta ao tentar conquistá-lo, oferecendo-lhe de tudo, até mesmo a imortalidade, recebeu como resposta essa pérola: “Não quero o dom dos deuses. Sois infeliz por ser eterna. Só os mortais conhecem o amor”.
Pois é, cara tia Sônia! E como tem faltado amor nestes dias onde nunca poderia faltar, já que este sentimento é a própria essência da sua existência: a profissão médica. A medicina é a arte de amar. E nunca existirá medicina onde não existir amor! Sabedor disso, Pablo Picasso expressou em forma de pintura na sua tela: “Ciência e caridade”. E veja, cara tia Sônia, que as duas coisas podem sim andar juntas. Elas não são excludentes. A presença de uma não elimina a outra. Pelo contrário, elas se completam. E um médico só com a técnica, sem o amor, é uma doença terminal e incurável que faz adoecer as pessoas; já um médico com amor, mas sem a técnica, é uma doença a procura de cura e se souber encontrar o caminho - e for bem conduzido - conseguirá curar não só os outros, mas também a si mesmo...
Cara tia Sônia,
Volto ao livro de Mora, cujas quatro letras também podem formar a palavra amor, para lembrar a última e longa troca de olhar entre o “Senhor Impeachment” e a sua esposa amada, antes deles morrerem juntos, em alto mar. Cara tia, aqui abro um parêntese para lhe fazer uma confissão: esta parte do livro me fez voltar ao passado e lembrar de um debate que aconteceu nas dependências do auditório central da UFRN. Era a campanha para governo do RN, em 1986. Três candidatos lutavam por esta vaga, e o tio João era um deles. No calor do debate, os outros dois candidatos queriam “arrancar a carótida e a jugular” de tio João... e ele, mesmo assim, ainda teve tempo de trocar um longo e belo olhar com você tia que estava na plateia. Nunca me esqueci desse momento e aprendi, naquele dia, que o político , quando não se considera um deus imortal, é também capaz de amar...
Amar que combina com a palavra olhar. E olhar, que junto com o riso, podem significar a menor distância entre duas pessoas. Olhar e sorriso, outras duas coisas que muito têm faltando nos nossos consultórios médicos... Não olhamos e nem rimos mais durante uma consulta. Nem podemos! A rapidez do encontro (nos pagam mal, então temos que atender mais pacientes para poder sobreviver); as inúmeras ligações dos nossos celulares atendidas durante as consultas; o entra e sai da secretária trazendo papéis e mais papéis para a gente assinar dos convênios (que destrói não só as árvores da mata amazônica, mas também destrói coisas belas da nossa profissão); o som do teclado dos nossos computadores, etc. etc. tudo isso e muito mais não nos permitem essa troca de cumplicidade - olhar e sorrir-, nesse encontro íntimo entre dois es tranhos, o médico e o paciente...  
Cara tia Sônia, curiosamente o código de ética médica tem na sua capa a imagem do deus Janus. O deus com duas faces, uma voltada para frente e outra para trás. Alguns interpretam essa dupla face, como o passado e o futuro, ou seja, devemos olhar para o futuro lembrando sempre de não cometer os erros do passado. Mas eu acredito que o deus Janus também tem outra interpretação, afinal cada um olha de seu jeito, não é mesmo? E a minha maneira de ver essa imagem é a seguinte: devemos olhar para frente, para fora; mas também devemos voltar o nosso olhar para trás, para dentro de nós... E como um ladrão de frases que me tornei - desde que resolvi escrever-, cara tia Sônia, vou agora roubar da senhora mesmo uma frase que encontrei nas suas “iluminuras” (o seu discurso de posse na Academia de L etras do RN): “Olha para dentro de ti, volve-te para ti mesmo, devolve para ti o teu espírito e a tua vontade”, afinal, neste momento nada melhor do que implorar: “Médicos, conhecem-te a ti mesmo!”. Ah! Minha cara tia Sônia, e como nós médicos precisamos fazer esse momento de intensa reflexão. É preciso esse momento de silêncio interior para perceber que o inimigo não mora em Cuba, mas sim dentro de cada um de nós...
Não sei se a senhora viu, nesta semana, a manchete do portal UOL: “Médico cubano volta a atender e é recebido com festa!”... E mesmo tendo se equivocado na receita e prescrito 40 gotas de dipirona, para um paciente que necessitaria de apenas metade dessa dosagem, o médico foi recebido com festa até pela mãe da criança, que ao invés de ter ido procurar um advogado para processá-lo, foi exatamente a sua maior defensora: “Ele é muito atencioso, nos examina com calma e explica tudo direito. É de médicos assim que estávamos precisando”...
Pois é, minha cara tia Sônia, o paciente suporta tudo, até receitas equivocadas, mas nunca, jamais, ele suportará uma coisa: a indiferença! E o que nos resta fazer neste momento, então, para mudarmos esse jogo que se encaminha para um resultado tão incerto e nebuloso? Para responder, recorro novamente a senhora, que iluminada, certa vez terminou a sua oração, pela boca da deusa Atena: “...Que a lide do bem, nos perpetue a vitória, pelos séculos afora...”. Que os médicos voltem a ser médicos, cara tia Sônia, apenas e simplesmente isso...
Um forte e carinhoso abraço, do seu sobrinho, que estar sempre a espera de seus conselhos,
Edilson Pinto
Francisco Edilson Leite Pinto Junior – Professor, médico e escritor.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

DEUS FALA. VOCÊ OUVE?


      Públio José – jornalista

                  

                       Para a maioria da população mundial a afirmação de que Deus fala às pessoas constitui-se uma verdadeira doideira, uma aberração de cunho religioso. Para outras, que se dizem mais estudadas a respeito do assunto, Deus não fala às pessoas, mas se manifesta através dos elementos da Natureza (mares, rios, oceanos, lagos, montanhas), das estações do ano (verão, outono, inverno, primavera) dos fenômenos climáticos (secas, chuvas, nevadas, enchentes) e dos corpos celestes em geral (sol, lua, planetas, satélites). Tanto é assim que inúmeras civilizações passadas – e até expressivas parcelas da população atual – se dedicam a adorar tais elementos imaginando, dessa forma, cumprirem culto a Deus. (Na verdade, estão trocando a adoração ao Criador pela adoração à Criatura, invertendo uma equação espiritual que os faz se afastarem da ordem natural do que Deus planejou para o homem).
                        Bom, este é um assunto para tratarmos outro dia. Voltemos à questão principal: se Deus fala às pessoas – e se é ouvido por elas. Pelo ensaio anterior, sob título “Deus lhe ouve?”, recebemos várias manifestações, via e-mail, de pessoas favoráveis à afirmação e de outras tantas (o que é natural) divergindo. Entre as mensagens recebidas, a de um amigo chamou a atenção. Conta ele que viveu recentemente uma experiência extraordinária – que lhe comprovou que Deus ouve a quem a Ele se dirige. Numa certa madrugada, segundo seu relato, acordou com uma dor aguda no rosto. Além da dor, sentiu a face repuxada violentamente para um lado e a constatação de que sua voz tinha desaparecido. Tentou gritar, pedir socorro – e nada. Nenhum som lhe saiu pelos lábios. Sofrimento, pavor, impotência... Aí se lembrou de Deus. E clamou. E foi ouvido – e prontamente atendido.
                        Em questão de segundos, a dor passou; os músculos faciais retornaram ao lugar; e a voz voltou à normalidade. Aliado a isso tudo, uma sensação de paz, de serenidade, e a certeza de que Deus o ouvira. (Tanto o ouvira que providenciara sua cura). Este é um caso a atestar o desejo e a prontidão com que Deus ouve as pessoas. Mas, e a questão colocada pelo lado oposto? Ou seja, quando Deus quer se fazer ouvir? Algumas O ouvem – e O atendem (os testemunhos são inúmeros). Outras não. O que as diferencia? A fé, em parte, explica a diferença. Pois está escrito:“sem fé é impossível agradar (e ouvir) a Deus”. Daí nem se cogitar a possibilidade dos que não crêem vir a ouvi-Lo. Entretanto, mesmo parcelas expressivas dos que crêem (será?) dizem não ouvir a Deus. E agora? Segundo Jesus Cristo, o fato de tais pessoas não O ouvirem acontece pela prioridade às riquezas, aos favores – às seduções do mundo.
                        Como está escrito (Mateus 13.22): “E o que foi semeado entre espinhos é o que não ouve a palavra, mas os cuidados deste mundo e a sedução das riquezas sufocam a palavra, e fica infrutífera”. Nessa seara, por sinal, não existe receita pronta. (Afinal, Deus não é um computador!). Mas um fato é certo: o ouvir a Deus começa pela aceitação à sua Palavra, pela comunhão com suas revelações – manifestas na Bíblia – e pelo hábito contínuo da leitura, da meditação, do estudo. Pois muito da incredulidade e da insensibilidade espiritual advém não por maldade nem posicionamento antagônico explícito, mas do desconhecimento do que Deus deseja para o homem. Assim, antes de tudo, ouvir a Deus é um gesto de submissão, de humildade, de amor à sua Pessoa. Que, com o passar do tempo, e maturidade advinda, se desdobra em inimagináveis possibilidades. Orientação, consolo, carinho, atenção... Audivelmente. Já pensou?