sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

POR QUEM OS SINOS NÃO DOBRAM
"Aos omissos, está reservada a antecâmara do inferno". (Dante Alighieri, in Divina Comédia)
(*) Rinaldo Barros
Em que pese a falta de memória do brasileiro, todos ainda lembramos da comoção (comedida, contida no interior dos lares) que tomou conta do Brasil como reflexo do assassinato da menina Isabela, fato que pode ser explicado pela dor profunda que nos envergonha, enquanto seres humanos.
Todavia, lamentavelmente, esse caso não é uma exceção: no Brasil, uma criança é assassinada a cada dez horas, mas por causa de sua condição social e da impunidade reinante, não se transformam em notícia.
Em seis anos (2005 a 2011), o Ministério da Saúde registrou 5.049 homicídios de meninos e meninas com idades até 14 anos. Os bebês não escapam da brutalidade e, segundo pesquisa do Lacri - Laboratório de Estudos da Criança, da USP, apenas 10% dos casos de violência física e psicológica em crianças é notificado. E o percentual dos "arrependidos" de ter filhos, sem planejamento, é maior entre as pessoas de menor renda (a maioria da sociedade). Com um agravante: a violência doméstica infantil é mais velada que a violência urbana. Vizinhos fingem não saber. A grande maioria é omissa, como se não fosse co-responsável.
Essa realidade é a mesma dos espancamentos e assassinatos de mulheres e de jovens na faixa entre 16 a 24 anos, compondo a banalização da vida, em cenários do inferno cotidiano de milhões de miseráveis morais, guiados pelo individualismo, e motivados para o ter, o ter mais.
Acrescente-se a isso a ausência de valores na Família (desestruturada), na Escola defasada em relação à complexidade do mundo pós-moderno, mutante, onde tudo é descartável; e teremos o caldo de cultura eivado de armadilhas que induzem à violência.
As crianças estão cada vez mais entregues à própria sorte, à televisão, à internet ou ao traficante. Quase nunca mantêm contato com o calor humano das relações familiares educativas (respeito, solidariedade, perseverança, tolerância, onde até o castigo físico era - antigamente - para corrigir e moralizar, era uma forma de amor), nem com os exemplos dos mestres inesquecíveis, nem com os grandes nomes da história ou da literatura; e muito menos com os valores universais que deveriam presidir as nossas instituições.
Aliás, já existe uma tese (do francês Charles Melman) de que, "pela primeira vez na história, a instituição familiar está desaparecendo, e isso tem conseqüências imprevisíveis".
Tudo indica que, com raras exceções, o mundo contemporâneo vivencia uma crescente inversão de valores. Sobretudo, vivemos num mundo eivado de hipocrisia, cuja estrutura moral ameaça ruir; e o deus-mercado domina quase todas as instâncias da vida.
Em pleno século XXI, lanço um olhar sobre o Planeta e vejo que as mesmas potências que desenvolvem a ciência para a vida, estimulam a indústria da morte.
Prega-se a virtude, mas pratica-se a falsidade generalizada: um falso compromisso, uma falsa democracia, uma falsa justiça, uma falsa liberdade, uma falsa eterna juventude, uma falsa estética.
Dói constatar que as instituições que deveriam assegurar a Justiça e a Ética, em nosso país, num gesto muito estranho, não raramente desmoralizam seus próprios pilares.
Como orientar, preparar o espírito do jovem adolescente que adentra cada vez mais cedo na selva da vida? Como os jovens reagirão frente à inexistência de parâmetros morais?
Até quando consentiremos calados, na destruição gradativa da nossa civilização, em todos os campos da expressão humana?
Temo que esta situação já anuncie a derrota do pensamento, a morte dos sonhos e o florescer da barbárie. Será que não cabe mais perguntar "onde vamos parar?".
Será que já chegamos ao inferno mais profundo?
Para reverter essa tendência suicida, e evitar a barbárie, é urgente eliminar a miséria e a fome, urbanizar os espaços degradados, organizar as comunidades, universalizar o ensino fundamental e médio, valorizar a escola e resgatar o papel do professor, garantir a qualidade e vincular a escola ao mundo do trabalho, da ciência e da cultura, através de uma "Lei de Responsabilidade Educacional".
Resumo da ópera: nenhum de nós é inocente nesse sentido, e não é ético virar as costas. Estamos todos conectados. Não existe separação entre nós e o que fazemos uns aos outros.
"Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro", como queria Mateus (6:24).
E não esqueçam que, em Dante, aos omissos está reservada a Antecâmara, o lugar mais quente do Inferno. Por serem tão perniciosos, nem o capeta permite sequer que os omissos adentrem ao círculo natural do inferno. Resumo da ópera: é pelos omissos que os sinos não dobram.
(*) Rinaldo Barros é professor - rb@opinaopolitica.com

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quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Ao contrário da propalada crise financeira, Petrobrás tranquiliza o mercado e oferece perspectivas de expansão do RN.

    Petrobras
INFORMAÇÕES, FOTOS, GRAVAÇÕES DE ÁUDIO E VÍDEO
EM
WWW.PETROBRAS.COM.BR/AGENCIAPETROBRAS
Nota à imprensa
17 de dezembro de 2013
Descoberta primeira acumulação de petróleo em águas profundas da Bacia Potiguar, no Rio Grande do Norte

Petrobras comunica a descoberta de uma acumulação de petróleo na concessão BM-POT-17, a primeira em águas profundas da Bacia Potiguar, na sua porção localizada no estado do Rio Grande do Norte.

A descoberta ocorreu durante a perfuração do poço 1-BRS-A-1205-RNS (1-RNS-158), informalmente conhecido como Pitu, em profundidade de água de 1.731 metros e localizado a cerca de 55 km da costa do estado do Rio Grande do Norte.

O intervalo portador de petróleo líquido foi constatado por meio de perfis e amostragens de fluido que serão caracterizados por análise de laboratório. O poço ainda está sendo perfurado a uma profundidade de 4.197 metros e a perfuração prosseguirá até 5.028 metros.

A Petrobras é a operadora da concessão BM-POT-17, com 80% de participação, em consórcio com a empresa Petrogal Brasil S.A., que detém 20%.

Em decorrência de processo de Farm-out, em andamento, e depois de obtida a aprovação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a BP Energy do Brasil Ltda passará a atuar como concessionária e as participações das consorciadas no BM-POT-17 serão: Petrobras (40%), BP Energy do Brasil Ltda (40%) e Petrogal Brasil S.A (20%).

O consórcio dará continuidade às operações para concluir o projeto de perfuração do poço até a profundidade prevista, verificar a extensão da nova descoberta e caracterizar as condições dos reservatórios encontrados.



    Gerência de Imprensa/Comunicação Institucional
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segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Um time de futebol "arrasa" uma cidade na Inglaterra.


Double Trouble

Robin English – 16/12/13 – Portsmouth

Portsmouth is a city in shock. After 500 years of building ships for the Royal Navy and other nations (including Brazil), the naval shipyard is to close. Ordinary families here can trace their ancestry back many generations, and for the first time sons will not be following in their fathers’ footsteps. Out and about in the streets you don’t notice any difference. Christmas is almost upon us, the shops are full, the coffee shops are booming, the streets lit up with Christmas decorations. But beneath the surface all is not how it seems. Instead of spending cash, people are brandishing their credit cards, storing up future problems. The “live now, pay later” culture is alive and kicking. Pompeians (as people from here are called, after  Pompeii the Roman emperor, no-one knows why), are used to shocks, however, as they have survived worse calamities.

About six years ago the Pompey football team were riding high in the Premiership (the English 1st Division) having won the FA Cup, the greatest trophy in English football. Today they are languishing at the foot of the 4th Division after being relegated three times in successive seasons. An unenviable first in football history. Portsmouth was 90% destroyed by German bombs during the 2nd World War, but recovered like a Phoenix from the ashes. To recover three divisions will take longer and nothing is assured in the competitive and passionate world of football.

 

Tradução:  Problema em dobro

Portsmouth é uma cidade em choque. Após 500 anos construindo navios para a Marinha Real e outros países, inclusive o Brasil, o estaleiro naval será fechado. Muitas famílias aqui são descendentes de gerações e gerações de construtores navais, e pela primeira vez os filhos não seguirão os passos de seus pais. Nas ruas, não se percebe nenhuma diferença. O Natal se aproxima, as lojas estão apinhadas de gente, as cafeterias estão se multiplicando, as ruas estão iluminadas e decoradas para o Natal. Mas, sob a superfície, tudo não está como aparenta. Em vez de gastar o dinheiro que têm, as pessoas estão exibindo seus cartões de crédito, empurando com a barriga problemas para o futuro. A cultura do “viver agora e pagar depois” está firme e forte.

No entanto, os pompeianos (como são chamados os habitantes daqui – a origem deste nome remonta a Pompeii, imperador romano, ninguém sabe por que) são acostumados a choques, pois eles sobreviveram a calamidades piores. Há cerca de seis anos atrás, o time de futebol de Pompeii estava em alta na 1ª Divisão deste esporte na Inglaterra e ganharam o maior trofeu do futebol inglês. Hoje eles estão nos últimos lugares da 4ª Divisão, após terem sido relegados a planos inferiores em 3 torneios sucessivos. Fato inédito na história do futebol inglês. Portsmouth foi 90% destruída por bombas alemãs durante a segunda guerra mundial, mas se recuperou das cinzas como um Phoenix. Se recuperar de três divisões levará mais tempo e nada está assegurado no mundo competitivo e apaixonante do futebol.

 

 

Mensagem de Eduardo Gosson para os escritores.


MENSAGEM DO PRESIDENTE DA UBE-RN AOS ESCRITORES POTIGUARES



Prezados Escritores e Escritoras Potiguares:

Estamos no mês mais bonito do ano: dezembro, mês dedicado ao Menino Jesus, que há 2013 anos mudou o curso da História, com a sua mensagem de paz e esperança.

Aqui, em nosso RN, a estação de Verão anuncia mangas, cajus e praias... aproveitamos, então, para dizer-lhes da nossa satisfação em saber que você faz parte da família UBEANA, a quem tive o prazer de servir, como modesto operário da Cultura, seis anos como Presidente e dois anos como Secretário. Agora, é hora de partir para fazer manutenção porque a fuligem do tempo corrói e, feito as devidas adequações, regressar para ajudar o novo Presidente, poeta Roberto Lima de Souza, a conduzir o barco porque esse é o nosso destino. Sabemos o quanto é difícil navegar nos mares da Cultura, uma vez que a fogueira das vaidades exige bombeiros bem preparados para apagar. Contudo, como afirmou o poeta Fernando Pessoa:”Tudo vale a pena/desde que a alma não seja pequena”.

Feliz Natal, feliz Ano novo!

Eduardo Gosson
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