terça-feira, 24 de dezembro de 2013

SAMU com plantão no litoral sul e norte do RN.

23 de dezembro de 2013 17:54
 
Foto:Demis Roussos/Divulgação
Durante o verão e o carnaval os freqüentadores das praias do litoral norte e sul do Estado contarão com uma proteção extra do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192 RN). A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) iniciou, no último sábado (21), a Operação de Verão 2013/2014 que se estenderá até o dia 06 de março, quinta-feira após o carnaval.
Segundo a coordenadora do Samu 192 RN, Cecília Picinin, o atendimento intensificado na rota do litoral está relacionado ao número de acidentes nesse período do ano. ‘‘Durante o verão aumenta a população flutuante e há uma elevação nos casos de emergência. Em virtude dessa demanda, o Samu 192/RN dará essa assistência diferenciada à Região Metropolitana’’, declarou.
Para diminuir o tempo resposta e atender melhor a população neste período, o Samu 192/RN acrescentou mais duas viaturas de suporte básico à sua frota, sendo uma para atuar na Praia de Búzios, litoral sul, e outra para a Praia de São Miguel do Gostoso, no litoral norte. “Os veículos extras possuem tração 4x4 e podem atender a ocorrências em dunas, beira mar e em outros lugares de difícil acesso. Somente para a operação verão estaremos reforçando o nosso efetivo com mais 15 condutores de veículos de urgência e 15 técnicos de enfermagem”, disse Cecília Picinin.
Cecília Picinin destaca ainda que além deste reforço de veículos e efetivo, toda a frota que habitualmente presta assistência a população para os atendimentos de urgência e emergência será mantida, com exceção da Unidade de Suporte Básico (USB), que normalmente fica no Posto de Atendimento da Avenida Maria Lacerda, será remanejada para a Praia de Pium, onde o fluxo de veículos aumenta.
Ao todo, a Região Metropolitana contará com 19 ambulâncias (sendo 15 de suporte básico e 04 de suporte avançando, incluíndo uma para atendimento neonatal e pediátrico) e 02 motolâncias.
As ambulâncias de suporte básico contam com um condutor e um técnico de enfermagem, para atender casos clínicos e de trauma de menor complexidade. As ambulâncias de suporte avançado possuem médico, enfermeiro e contam com equipamentos como um cardioversor, bomba de infusão, respirador mecânico, e outros aparelhos de reanimação e trauma.
Assessoria de Comunicação - ASCOM
Redação ASCOM (84)- 3232-2618/3232-2630/8137-2493
Fonte: assessorn.com.br

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

50 mil mortos na guerra contra o narcotráfico no México.


22/12/2013 - Copyleft
Fonte: cartamaior.com.br 

Javier Sicilia, um poeta mexicano contra o narcotráfico

O poeta mexicano Javier Sicilia fez da morte do filho de 24 anos uma causa não só sua, mas de todas as outras vítimas da chamada guerra ao narcotráfico.


 
 
 
Arquivo

Cuernavaca, México – A narração pontual do horror pode não bastar. O desfile interminável de mortos na rua, de imagens de gente pendurada nas pontes, de decapitados, fuzilados, a contagem regular de novas vítimas que se somam as 50 mil da véspera são só isso: imagens e estatísticas. A sociedade prossegue mergulhada em um estranho silêncio. Mas um estouro entre tantos torna-se uma revelação incrível.

O poeta mexicano Javier Sicilia encarna na pele e nos ossos essa transformação da sociedade mexicana. Com ele se passou do silêncio à rua, da mansidão à rebeldia, da solidão e do anonimato ao movimento, da mais profunda injustiça ao sonho de que exista uma justiça. Um drama precipitou esse despertar coletivo. No final de março de 2011, Juan Francisco Sicilia, seu filho de 24 anos, foi assassinado pelo crime organizado junto com outros seis jovens no Estado de Morelos.

Dessa morte íntima, Javier Sicilia fará uma causa, não sua, mas sim de todas as outras vítimas. Javier Sicilia saiu à rua para reclamar justiça, por seu filho e pelas dezenas de milhares de mortos que o narcotráfico deixou no país. Marchas, caravanas ao longo do país, pouco a pouco o México foi abrindo os olhos ante o horror com que convivia. Dessas marchas surgiu um grupo, o Movimento pela Paz com Justiça e Dignidade.

Sicilia obrigou o presidente que havia lançado uma guerra contra o narcotráfico, Felipe Calderón, a dialogar, aceitar as responsabilidades do Estado, a pactuar uma lei geral de vítimas mediante a qual fossem garantidos os seus direitos. Sem disparar um só tiro. Só com as marchas, as caravanas, a poesia como aposta e alguns cadernos que foram sendo preenchidos com os nomes de tantos mortos anônimos.

O Movimento pela Paz com Justiça e Dignidade é uma das iniciativas mais originais e únicas do último quarto de século. Deu nome e sobrenome aos mortos. Não tem similar no mundo: não só enfrentou o Estado, como também os criminosos, a impunidade e o pior inimigo da justiça: o silêncio.

“Já não há mais o que dizer. O mundo já não é digno da Palavra”, escreveu Javier Sicilia no último poema de seu último livro. O poeta decidiu calar-se para sempre, mas não o homem de ação que, em seus protestos por justiça coletiva, descobriu o México extenso da dor e do horror.

Em seu mundo natural de Cuernavaca, Javier Sicilia fala com essa marca que fica nos olhos quando a vida fere sem avisar. Não há ódio nem rancor em suas palavras, mas sim o peso de uma consciência viva e a bondade que, para além do mal, persiste no coração humano. Às vezes, a poesia pode convocar a consciência moral de uma nação no momento de máximo horror, de máximo adormecimento dessa consciência. Javier Sicilia e seu movimento tornaram realidade esse “milagre cívico”.

Seu movimento tem uma essência muito pessoal. Frente à violência extrema que assola o México, você saiu à rua para pedir justiça tendo a poesia como mediadora.

Os dois grandes movimentos dos últimos 20 anos que tem uma posição moral indiscutível foram gerados com uma linguagem poética. O zapatismo e o nosso.

Toda linguagem poética rompe a unicidade o unívoco das linguagens políticas e permite voltar a ver a realidade em sua profundidade, em seu horror e em sua humanidade. Ambos os movimentos, com diferentes linguagens poéticas, mas sempre utilizando os recursos da poesia, as imagens, os símbolos, as metáforas, funcionaram e desvelaram um horror que estava oculto sob as linguagens unívocas do político, sob a abstração da estatística. Também revelaram a responsabilidade do Estado frente a essa humanidade negada. No caso do Subcomandante Marcos foi com as comunidades indígenas, no caso do Movimento pela Paz com Justiça e Dignidade foram as vítimas desta guerra contra o narcotráfico lançada pelo ex-presidente Felipe Calderón.

Por que a poesia pode mais que a própria verdade do horror e do incontável número de assassinatos? Qual é sua capacidade de interação, de revelação ou de consolo?

A poesia nasce do mais profundo do humano, nasce do coração, e só desde o coração se pode assumir tanta dor e dar tanto amor. Isso é o que permitiu a ambos movimentos fazer o que fizeram pelas vítimas, ir contra o crime organizado, contra o Estado e plasmar o registo de sua respectiva desumanidade, de seu terrível desprezo, e das dívidas que o Estado tem com as vítimas.

Você conseguiu o que quase ninguém havia conseguido até então: interpelar o Estado, colocá-lo diante de sua responsabilidade.

A base de um Estado consiste em garantir a paz, a segurança e a justiça de uma sociedade. Quando isso não se cumpre há algo que está falhando profundamente.
E isso é o que ocorre no México, onde há 98% de impunidade. Se está se matando, sequestrando e destruindo a vida humana, como faz o crime organizado, há algo que não está funcionando bem no Estado. E alguém tem que interpelar o Estado. Em um dos diálogos com o ex-presidente Felipe Calderón, ele se atreveu a me dizer por que eu não reclamava para os narcos. Eu lhe respondi: diga-me que não há Estado e então nós nos acertaremos com os criminosos. Mas, até onde sei, o Estado tem que responder por isso.

O Movimento pela Paz com Justiça e Dignidade nasceu em 2011, depois do assassinato de seu filho e amigos. O México já conhecia um grau de horror inqualificável, no entanto, essas mortes despertaram o país, o fizeram olhar de frente para o que estava ocorrendo.

As linguagens que descrevem fenômenos sociais não são suficientes para explicar isso. Por que, a partir de mim e de meu filho, foi possível conseguir uma coisa desta natureza? A explicação histórica, antropológica, não basta para entendê-lo.

Creio que pertence a uma ordem que nos rebaixa, a uma espécie de milagre cívico nascido do horror, da tragédia. Creio que não há resposta. Eu nunca pensei em passar à ação coletiva, não pensava que ia fazer um movimento. Eu só fui protestar, reclamar, expor minha palavra. E algo ocorreu a partir dessa palavra e tudo começou a se articular, algo estava aí à espera de uma palavra-chave, de uma palavra mágica que convocasse uma mobilização, uma dignificação, uma lógica humana de vida, de força moral.

Creio que a partir da morte de meu filho João Francisco e de seus amigos e das palavras proferidas se despertou a reserva moral do país, que estava adormecida, mergulhada. Mas estava viva. O terror adormece, o terror busca escapar por saídas psíquicas que nos levam à aparência de certa indiferença. Mas as reservas estão aí. Enquanto não se matar completamente a alma de um povo, a reserva moral está esperando algo que a detone. Aqui foi uma tragédia e uma palavra dura, indignada, ou seja, dizer: “Basta. Estamos fartos disso”. As forças vivas despertaram a partir da morte. O horror que era negado neste país tornou-se visível.

A partir desse despertar, foram realizadas caravanas em todo o país pela paz. O que descobriu neste périplo?

Vi um México que intuía que existia, do horror e do mal, um México que nunca havia sentido antes com todo o peso de minha carne, um México que toquei com todos os meus sentidos. Vi esse México massacrado, destroçado, sofrendo. Um dia, em uma das caravanas que fizemos em uma das zonas mais duras do país, Durango, se aproximou de mim um menino de cinco anos com o retrato de seu pai. Ele me disse: “esse é meu pai, mataram ele, ontem me entregaram ele envolto em um cobertor”. Esse menino órfão era a imagem do país. Nestes tempos, o horror é a incapacidade de vê-lo. Por isso o horror se torna mais brutal.

Devo dizer também que um Estado corrupto como este também gera uma tremenda corrupção moral. Há uma parte deste país que, junto com o Estado, está profundamente corrompida, degradada. Não se explica que tenhamos chegado onde chegamos. Este é um poder que se baseia na máfia e na delinquência. Por isso temos o que temos. Refazer isso será muito custoso. É muito fácil destruir, corromper. Construir é muito difícil.

O movimento se confrontou com dois poderes: o do Estado e o dos criminosos.

Todo poder é covarde porque utiliza uma força que transcende toda proporção humana. Os criminosos exercem um poder cínico, covarde. E tivemos que confrontar essa imensa covardia, esse imenso cinismo, tanto do Estado quanto dos criminosos. Os desafiamos desde nossa pequenez e com as armas que são o amor e a dignidade. Com isso atravessamos este país, atravessamos os Estados Unidos. Já não podem ocultar o horror, a dor e a impunidade. Terão que encontrar um caminho de justiça e de paz. A força coletiva é muito importante frente ao poder, o poder precisa ver uma nação de pé, expressando-se. A democracia não se resume às urnas. A democracia é o poder do povo. Quando um povo se une e desafia um Estado que não está cumprindo a vontade desse povo, aí começamos a viver a democracia.

Isso é o que ocorreu com as mobilizações. Neste momento, o Estado teve medo e começamos a viver a democracia. Foi a presidência, o poder político, que veio até nós e disse: “dialoguemos”. De acordo, dissemos, mas segundo nossas condições.

Não dialogamos na obscuridade, não dialogamos atrás de portas fechadas, dialogamos frente à nação porque este é um tema da nação e diz respeito a todos nós. Assim foram os diálogos. Chamamos o poder de tu e o confrontamos como o que ele é: servidor desta nação, da cidadania. Mas nós sozinhos não valíamos nada. O poder não zombou de nós porque chegamos unidos.

Vocês conseguiram também algo muito profundo: dar nome e sobrenome aos mortos, dotá-los da identidade que o Estado e os criminosos negavam. Retiraram o manto de silêncio.

O país acumulava cinco anos de profunda dor, de muitas vítimas. Neste momento, tínhamos mais de 40 mil mortos, 10 mil desaparecidos. E apesar disso, nada ocorria. O poder político falava de “baixas colaterais” enquanto que o presidente dizia: “estão se matando entre eles”. O poder negou às vítimas seus direitos civis, seus direitos humanos. Eu disse: através da morte de meu filho assumo a morte de todos. A partir deste momento, todos os jovens assassinados neste país, que são a maioria, são meus filhos. Assim começaram a chegar as vítimas, assim começaram a falar, assim começou a falar a alma de um povo. As vítimas vinham e narravam seu horror, sua dor, com suas próprias palavras.

Fomos do norte ao sul do país para que as vítimas falassem, para que contassem sua história. Uma palavra se tornou a palavra de todos, com seus respectivos nomes, sobrenomes e histórias. Formou-se uma grande coalizão, reunindo setores da esquerda e da direita, o que foi fundamental para este movimento. O nome de João Francisco Sicilia nomeou a todos. O que fizemos foi abrir os espaços públicos aos negados para que nomeassem seus mortos, suas dores, sua condição de vítimas. Eu não fui mais que a voz de uma tribo de pessoas que sofriam, por minha voz falaram as vítimas e através do nome de meu filho estão falando muitas outras vítimas.

Como se salva um ser humano que, em seu nome pessoal e no de sua sociedade, enfrentou o horror? Com esquecimento, perdão?

O perdão é complexo. É preciso entender o perdão. Há quem ache que o perdão é esquecimento, mas não é. O perdão é um dom, é um ato de gratuidade como o amor. Quando me perguntam se perdoei os criminosos que mataram meu filho eu respondo: sim, perdoei. Pedi justiça, não pedi sua morte. Mas para que esse dom se cumpra, o perdão não pode prescindir da justiça. Tem que haver arrependimento da outra parte. Caso o contrário o perdão não ocorre.

Você disse depois da morte de seu filho que não escreveria mais.

Minha relação com a escritura mudou substancialmente. Deixei de escrever poesia.

As palavras degradadas de minha época já não me bastam para dizer, veja o paradoxo, o horror indizível que estamos vivendo, nem para empreender a reconstrução do sentido. O idioma não me basta mais. Estamos diante de fenômenos onde a linguagem entra em crise. Fenômenos de horror, da morte, de ausência de sentido que colocam em crise a língua e, sobretudo, a mais alta expressão da língua que é a expressão literária. Um escritor vive da língua de sua época, quando essa língua se degrada pela barbárie que estamos vivendo no México, pelo uso mentiroso da linguagem, essa língua já não é suficiente para poder refundar os sentidos. Isso ocorreu em meu país.

Tradução: Marco Aurélio Weissheimer



Créditos da foto: Arquivo

domingo, 22 de dezembro de 2013


O pior inimigo é o falso amigo.


DANUZA LEÃO 



J Á QUE É inevitável ter inimigos, a coisa melhor do mundo é ter um de verdade: que te odeie com lealdade e sinceridade -sem nenhum fingimento.
Ele é capaz de falar mal de você em público sem ter, em momento algum, medo de que repitam o que ele disse. E também pode te dar um tiro ou uma facada, mas sem nunca te enganar -sempre numa boa.
Não é, positivamente, do tipo que diz "vou te contar uma coisa, mas não repita, fica só entre nós". Dele você pode esperar sempre o pior: que impeça que aquele negócio que estava planejando havia anos se realize, que diga àquela gata que está povoando seus sonhos que você é um cafajeste, que o dinheiro que você esbanja vem do tráfico de drogas -ou coisas ainda piores. Sabendo do que ele é capaz, você pode sempre se defender -o que é mais fácil do que lidar com a hipocrisia.
Como guerra é guerra, nada que ele faça de ruim poderá surpreender -essa é a vantagem de ter um inimigo leal. Quando se encontram num restaurante, você já sabe que deve ficar alerta e se sentar de costas para a parede, como fazem os malandros.
Ele é capaz de seduzir sua filha menor, de contratar alguém para roubar seus documentos e de jurar sobre a Bíblia sagrada que viu você subornando um político. Tudo faz parte, e quanto mais coisas ele fizer contra você, mais você aprende a se defender; como se aprende com um inimigo assim -ah, como se aprende.
Perigosos mesmo são os pseudo-amigos, aqueles que te tratam bem e que volta e meia fazem um comentário sobre você -maldoso e irônico, mas não tão maldoso a ponto de chocar-, afinal, é apenas uma brincadeira, será que você perdeu o humor? E aquele que passou anos construindo a imagem do bom caráter de carteirinha pode fazer você levar a vida inteira na dúvida, sem ter coragem de encarar a verdade: que se trata apenas de um crápula.
A tal da imagem ilude muita gente, que durante anos pensa que o personagem é defensor das boas causas, dos fracos e oprimidos, e sempre politicamente correto -faz parte do modelo, claro. Incapaz de encarar uma briga de frente, ele não consegue nem ter inimigos, pois, como ser humano, não passa de uma fraude -e de um covarde.
Está sempre atrás de alguma vantagem -alguma pequena vantagem- e frequentemente comete traições -pequenas traições que dificilmente poderão ser comprovadas. E se alguém ousar acusá-lo de alguma coisa, sempre haverá alguém para defendê-lo -afinal, de uma pessoa com um passado tão correto, só um louco ousaria dizer alguma coisa.
Suas maldades e falhas de caráter nunca são grandiosas, porque nada nele é grandioso. Suas maldades são pequenas, porque tudo o que ele faz é pequeno; pequeno como sua pessoa, como sua alma. Mas, às vezes, se tem que conviver com gente assim -como fazer?
Se for seu caso, não faça nenhum tipo de concessão. Cometa um assassinato, internamente, e esqueça de que ele existe -mas esqueça mesmo. Mas atenção: é importante que ele saiba que você sabe perfeitamente quem ele é.
Fique cego quando passar por ele, e se alguém mencionar seu nome, não ouça; esqueça das mesquinharias de que é capaz um pobre ser humano.
E valorize seus inimigos, os bons. Eles estão sempre dispostos a liquidar com você, mas sempre com a maior lealdade.


Grande Natal registra dois homicídios de sábado para domingo

Publicação: 22 de Dezembro de 2013 às 10:11FONTE: TRIBUNA DO NORTE

Vinícius Menna - repórter

A Delegacia de Plantão da Zona Sul registrou dois homicídios na Grande Natal entre o fim da tarde de sábado (21) e a manhã deste domingo (22). José Carlos Augusto de Oliveira, 26, foi morto a tiros quando saía de uma festa, no Centro de São José de Mipibu.

De acordo com testemunhas, ele guiava uma motoneta Shineray vermelha, de volta para casa, com sua namorada e um amigo ao lado, quando foi abordado por dois homens que vinham em uma moto preta.

De acordo com o delegado que estava de Plantão na DP da Zona Sul, Sérgio Freitas, a vítima respondia por um homicídio que teria ocorrido há um mês, também no Centro de São José de Mipibu.

“Quando ele chegou próximo ao cemitério, há uns 500 metros da festa, os homens se aproximaram de moto e emparedaram a vítima. Foi dado um disparo, próximo do pescoço”, informou.

Parnamirim

Um adolescente de 17 anos foi morto dom dois tiros na Rua do Cemitério Central, no Centro de Parnamirim. O crime ocorreu por volta das 16h e o jovem chegou a ser socorrido para o Pronto Socorro Clóvis Sarinho, mas não resistiu aos ferimentos.

Conforme o delegado Sérgio Freitas, os disparos atingiram o adolescente pelas costas, acertando a região do abdômen e o braço.

Zona Norte

Um terceiro homicídio ocorreu na madrugada deste domingo (22). Alexandre Revoredo Fontes, 27, foi morto a tiros na Avenida Industrial, bairro Jardim Progresso, Zona Norte de Natal. Não há informações sobre o motivo do crime.

Querem transformar as cooperativas em ONGs.

 20 de Dezembro de 2013Data Meio---www.easycoop.com.br
Nesta foto: Sandra Campos, presidente da FETRABAS, com os juízes Paulo Sorci e Alberto Gentil, da Corregedoria do Tribunal de Justiça de Sã Paulo

Olá, como vai?!

A luta não deve cessar até conquistarmos a vitória!!!

Com este pensamento e fé que a democracia será restabelecida no estado de São Paulo, estive na Corregedoria do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo para apresentar a insatisfação do cooperativismo referente à imposição feita pela JUCESP com a  Deliberação 12, que obriga as cooperativas a se ligarem a uma ONG, de direito privado.

Fiquei muito feliz ao tomar conhecimento pelos juízes Alberto Gentil e Paulo Sorci que, segundo o Provimento CG 23/2013, de acordo com o código Civil, as cooperativas podem e devem ter seus atos registrados apenas em cartórios, a  exemplo dos sindicatos.

Veja o que diz o REGISTRO CIVIL DAS PESSOAS JURÍDICAS - SEÇÃO I - DA ESCRITURAÇÃO

1. É atribuição dos Oficiais do Registro Civil das Pessoas Jurídicas:

a) registrar os atos constitutivos, contratos sociais e estatutos das sociedades simples; das associações; das organizações religiosas; das fundações de direito privado; das empresas individuais de responsabilidade limitada, de natureza simples; das cooperativas; e, dos sindicatos (grifo nosso).

Fiquei muito feliz ao receber essa informação, pois desta forma as cooperativas e seus cooperados serão bem atendidos, já que em toda cidade tem um cartório, o que não é o caso da Junta Comercial. E o melhor ainda, os cartórios são fiscalizados pela corregedoria e não legislam em favorecimento dos interesses inescrupulosos do capital, que a tudo acha que pode comprar.

Infelizmente, em nosso País muitos sujeitos sem escrúpulos acham que fechando mega espaços para fazer festas milionárias regadas a muito champanhe e whisky importado, com shows sertanejos e artistas globais top de linha, vão conseguir calar o “VERDADEIRO CLAMOR COOPERATIVISTA”. Mas isso não vai acontecer, pois não há dinheiro no mundo que compre a dignidade de pessoas honestas.

Não necessitamos de padrinhos mágicos ou favorzinhos, queremos ser livres para trabalhar e criar nossos filhos! Não podemos mudar o mundo, mas podemos fazer um mundo melhor e juntos vamos conseguir!

Desejo a você um Natal especial! Que Cristo esteja em seu lar, protegendo toda a sua família.

E que venha 2014, repleto de paz, sucesso e muitas vitórias a todos nós, que dia a dia fazemos a diferença para nossa família!!!

Beijos e Boas Festas!

Sandra Campos
Presidente
FETRABRAS – Federação Nacional dos Trabalhadores Cooperados
Editora Chefe - Portal e Revista EasyCOOP
Telefone: 11-3256-6009 ou 11-5093-5400
Endereço da sede da FETRABRAS/SINTRACESP
Alameda dos Jurupis, 1005 - CJ 114 - Moema
e-mail: sandra@sindicatodocooperado.org.br
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