quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Bancos de leite com baixos estoques.

A cada início de ano uma triste realidade se repete nos Bancos de Leite Humano do Rio Grande do Norte, que já sofrem constantemente com estoques limitados. A chegada do período de férias leva os estoques a níveis muito baixos, o que compromete a alimentação dos recém-nascidos internados nos hospitais.
 
“O leite materno é insubstituível, nenhuma fórmula industrializada é capaz de fornecer os mesmos nutrientes, por isso a falta dele compromete a recuperação dos bebês”, afirma Evanuzia Dantas, Coordenadora do Aleitamento Materno da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap).
 
O Estado do Rio Grande do Norte conta com seis Bancos de Leite Humano (BLH), distribuídos entre os municípios de Natal (3), Mossoró (1), Parnamirim (1) e Caicó (1). Neles o leite materno doado fica armazenado e, depois de devidamente processado, é fornecido com qualidade e segurança de acordo com a necessidade de cada criança.
 
Em média, esses bancos alimentam mais de 880 bebês por mês, além de realização de atendimento individual e visita domiciliar às mães doadoras. Entretanto, o número de mães doadoras de leite humano está em baixa, e essa redução se agrava ainda mais no início do ano, quando as famílias saem de férias para veranear. Recebem o leite materno os recém-nascidos prematuros, aqueles que necessitam de algum cuidado médico, ou ainda quando a mãe é impossibilitada de amamentar por algum problema de saúde.
 
Dados da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano mostram que de agosto a dezembro de 2013 o número de doadoras caiu quase 50%, enquanto que o número de crianças que receberam leite humano, no mesmo período, aumentou em mais de 25%.
 
“Nesta terça-feira (07) o estoque de leite na Maternidade Escola Januário Cicco era de apenas três litros, quando a demanda diária é de 10 litros, havendo necessidade de priorizar os recém-nascidos para receber o leite materno”, conta a coordenadora. No BLH do Hospital Dr. José Pedro Bezerra (Santa Catarina) a situação é a mesma, lá o leite disponível não é suficiente para todos os bebês internados. “Solicitamos às mães que amamentam e que têm leite em excesso que procurem um banco de leite ou telefonem e doem um pouco do seu leite para ajudar tantas vidas”.
 
Para fazer a doação, a mãe pode entrar em contato com qualquer banco de leite, pessoalmente ou por telefone, onde receberá as devidas orientações sobre a ordenha e armazenamento corretos. O Corpo de Bombeiros, por meio da parceria “Amigos do Peito”, faz a coleta das doações diretamente nos domicílios em toda a Grande Natal.
 
Contatos dos Bancos de Leite do Rio Grande do Norte
 
Natal
• Maternidade Escola Januário Cicco (MEJC) – (84) 3215-5957 / 0800-721-0078.
• Hospital Dr. José Pedro Bezerra (Hospital Santa Catarina) – (84) 3232-7728.
• Hospital Cel. Pedro Germano (Hospital da Polícia Militar) – (84) 3232-3669.
 
Parnamirim
• Maternidade do Divino Amor – (84) 3272-4367
 
Mossoró
• Banco de Leite de Mossoró (vizinho à Casa de Saúde Dix-Sept Rosado – (84) 3315-3471/3478
 
Caicó
• Banco de Leite de Caicó – (84) 3421-2018 /2354.
 
Assessoria de Comunicação - ASCOM
(84)- 3232-2618/3232-2630/8137-2493
Fonte: Assessorn.com.br

Artigo de Sávio Hackradt.

Ah, se eu pudesse!

Publicação: 09/01/14Tribuna do Norte.

Sávio Hackradt 
secretário chefe do Gabinete Civil da Prefeitura do Natal

Pois é. Se eu pudesse trancaria todos os partidos do Rio Grande do Norte, representantes dos poderes (judiciário, executivo e legislativo), representantes da sociedade civil, de empresários e trabalhadores numa sala, fechava a porta e jogava a chave fora. Mas antes diria a todos os presentes: vocês têm duas semanas para se entenderem e apresentarem um plano que tire o estado deste atoleiro; quebrem o pau nas discussões, apresentem suas ideias, propostas, gritem, defendam seus argumentos, se engalfinhem nas discussões, usando palavras ásperas ou não, mas, definam diretrizes para o estado; acabem com essa discussão atrasada e inútil sobre nomes para governador, vice-governador, senador, deputados federais e estaduais. Ninguém suporta mais isso. O povo quer saber como viver melhor o seu dia-a-dia, desde a hora que sai de casa para o trabalho até a hora de retornar com segurança. Apresentem ao povo potiguar soluções para os próximos 20 anos. E só depois disso é que serão apresentados nomes que vão liderar a jornada da salvação do Rio Grande do Norte. Sim, jornada, porque o estado, só então – e assim –, terá condições e percorrer um longo caminho e entrar com segurança numa nova era capaz de acompanhar o desenvolvimento no Brasil e no mundo.

Somos um elefante perdido na imensidão do Brasil, que caminha tropeçando nas próprias pernas, cambaleante, como se estivesse bêbado à procura de um porto seguro. Até quando suportaremos essa caminhada?

Não é possível mais o Rio Grande do Norte continuar da maneira que se encontra. A maioria expressiva da sociedade só perde com a atual situação.

O Rio Grande do Norte precisa de um líder – ou líderes – surgido(s) de uma forte conjunção de forças políticas (partidos), sociais (sociedade civil organizada), empresarial (empresários) e sindical (trabalhadores) para iniciar um novo caminho, capaz de colocar o estado neste novo milênio e novo século. Não podemos e não devemos permanecer no milênio e século passados. A permanecer como estamos, estaremos construindo o desastre de nosso futuro. É hora de grande responsabilidade e os partidos políticos, atores protagonistas nas transformações, precisam assumir o papel de vanguarda e conclamar os outros atores (sociedade civil organizada, os poderes constituídos, empresários e trabalhadores) para juntos construírem um grande pacto de salvação do Rio Grande do Norte. Sem “salvador da pátria” – mas sim com homens e mulheres de bem, comprometidos em resgatar condições dignas para o povo potiguar. Com certeza, no meio desses homens e mulheres de bem surgirá naturalmente o líder ou líderes. Não é preciso que todos concordem com o Pacto de Salvação do Rio Grande do Norte, mas é obrigatório que a maioria expressiva o deseje. Alguns ficarão no meio do caminho, outros se agregarão à longa jornada.

O Rio Grande do Norte não suporta mais conviver com os poderes executivo, legislativo e judiciário acima do bem e do mau. Os movimentos de protestos nas ruas já sinalizam: os líderes dos poderes vão ter que mudar, se adaptar aos novos tempos e às exigências, porque a sociedade está deixando claro que não aceitará mais poderes que se consideram intocáveis, castas privilegiadas. Quem viver, verá.
Tribuna do Norte