quinta-feira, 17 de abril de 2014

Novo programa de distribuição de alimentos para entidades assistenciais.

Quinta-feira, 17 de abril de 2014

PAA: Governo do RN e uma Prefeitura do Estado aderiram à nova modalidade do programa

Segundo informação do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), na capital do país, dados computados até sexta-feira passada (11), registram que já são 447 municípios e 23 Estados que se encontram aptos a operacionalizar o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), por meio da modalidade de Compra com Doação Simultânea.
Na modalidade de Compra com Doação Simultânea, os produtos adquiridos dos agricultores familiares são doados às entidades da rede socioassistencial, aos equipamentos públicos de segurança alimentar e nutricional (restaurantes populares, cozinhas comunitárias e bancos de alimentos).
Desde junho de 2013, quando o Governo Federal passou a fazer os pagamentos diretamente aos agricultores que participam do novo modelo, o PAA já repassou mais de R$ 64 milhões às famílias.
Por enquanto, na instância do RN já foram formalizadas as adesões do Governo do Estado e de uma única Prefeitura: a do município de Santo Antonio.
Veja a lista de todas as prefeituras que já aderiram ao PAA clicando AQUI.


Semana Santa

Programação da Semana Santa, na Paróquia de Candelária.
Os horários das Celebrações da Semana Santa que vão acontecer na Igreja Matriz de Candelária são os seguintes: próxima quinta, quinta-feira Santa: a Missa do lava-pés e Ceia do Senhor acontece às 19:30. Na Capela Mãe Peregrina, no Bairro Latino, a Celebração acontece às 16:00. Para esta Celebração os fiéis são convidados a levar alimentos, para serem partilhados com os mais pobres. Logo após, vai haver vigília com Adoração ao Santíssimo Sacramento, no Salão Paroquial, até a meia-noite.
Sexta-feira Santa, dia 18: a vigília com adoração ao Santíssimo Sacramento continua a partir das 08:00 até o meio-dia. Às 15:00, terá início a Via Sacra, saindo da Residência do casal Ivson e Luciana, na Rua Raposo Câmara, n° 3385, em direção a Igreja Matriz. Chegando na Igreja Matriz, terá início a Celebração da Paixão do Senhor. Na Capela Mãe Peregrina, no Bairro Latino, a Celebração da Paixão do Senhor, acontece às 16:00.
Sábado Santo, dia 19: às 08:00 vai haver a limpeza e arrumação da Igreja Matriz. A Missa da Vigília Pascal vai acontecer às 19:30. Para esta Celebração os fiéis são convidados a levar vela e vasilha, para levar água benta. Na Capela Mãe Peregrina, no Bairro Latino, a Vigília Pascal vai acontecer às 19:00.
Domingo de Páscoa, dia 20: a Missa da Ressurreição do Senhor vai acontecer apenas às 17:00. Não vai haver Missa na Igreja Matriz, às 07:00 e às 19:30. Na Capela Mãe Peregrina, no Bairro Latino, esta Celebração acontece às 16:00.
Veja quadro abaixo:

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Mineradora teve lucro em 2013, mas.......

Não consideramos o cenário positivo para a mineração”Publicação: 13 de Abril de 2014 às 00:00 | Comentários:

Tribuna do Norte - 13.04.2014
Vinícius Menna - Repórter


A mineradora Tomaz Salustino conseguiu aumentar seu lucro líquido de 2012 para 2013 em quase três vezes, saindo da casa dos R$ 2,2 milhões para R$ 4,3 milhões. Em entrevista à TRIBUNA DO NORTE, o diretor industrial e comercial da companhia, Tomaz Salustino Soares, explica como esse resultado foi possível.
Júnior SantosExecutivo e neto do fundador da Mineração Tomaz Salustino fala sobre o salto da empresa em 2013, mas afirma que para o setor, de forma geral, momento não é bomExecutivo e neto do fundador da Mineração Tomaz Salustino fala sobre o salto da empresa em 2013, mas afirma que para o setor, de forma geral, momento não é bom


Na entrevista, ele comenta ainda sobre o cenário da mineração do Rio Grande do Norte, que aponta como negativo, e trata ainda de questões como o código da mineração e a possibilidade de recuo nos investimentos do setor no país no ciclo 2014-2018.

Mesmo ciente das dificuldades que poderão vir pela frente, Tomaz Salustino garante: os investimentos na companhia não vão diminuir em 2014. “Pretendemos investir na melhoria da nossa Usina de beneficiamento com o intuito de melhorar sempre a recuperação de teores”, afirmou.

O que provocou o crescimento do saldo de lucros/prejuízos acumulados de R$ 2,2 milhões, em 2012, para R$ 4,3 milhões, em 2013? Quais fatores também contribuíram para quase triplicar o lucro líquido da Tomaz Salustino, que em 2012 foi R$ 1,3 milhões e em 2013 atingiu R$ 3,2 milhões?

Nossa empresa vem ao longo do tempo implantando modernidade em sua administração com reorganização dos setores administrativos colocado em pauta pelo nosso ex-diretor Rogerio Barreto Drummond e aplicação e melhoria das atividades produtivas cujo objetivo foi alcançado no ano de 2013. Outro fator importante foi a venda de imóveis que há algum tempo não faziam parte do objetivo da empresa.

Mas a que se deve esse bom momento?

O bom momento deveu-se as altas cotações do Tungstênio no mercado internacional bem como a variação cambial havida no ano. Esperamos que em 2014 haja continuidade desses fatores para que tenhamos novo sucesso.

Os impostos incidentes sobre o faturamento em 2013 caíram em mais da metade. A que isso se deve? A Tomaz Salustino possui algum tipo de isenção fiscal?

A incidência de ICMS é somente sobre a venda de scheelita para o mercado interno e temos isenção pelo Proadi desde 2008. Quando há exportação a alíquota é zero. A isenção chega até a 70% do imposto devido.

O balanço mostra que os custos de produção e/ou serviços aumentaram, embora o custo dos produtos vendidos tenha caído. Por que isso ocorreu?

Com o avanço da mina e continuidade da extração os custos tendem a aumentar devido a pesquisa interna e demais procedimentos. Como a alíquota é zero para exportação e o preço internacional esteve bem melhor o custo do produto vendido caiu.

Quanto a Tomaz Salustino produz? É apenas scheelita?

Em torno de 15 toneladas ao mês de concentrado de scheelita.

Para onde a mineradora vende a produção?

De 50% a 70% ficam no mercado nacional e o restante vai para exportação. A scheelita é vendida para as metalúrgicas de São Paulo e também é exportada para os Estados Unidos, China e Inglaterra.

Por onde a empresa escoa a produção?

Com relação ao mercado interno, é feito o destino rodoviário para São Paulo e a exportação sai pelo Porto de Natal, Suape - em Pernambuco - e Pecém, no Ceará.

A possibilidade de criação de um porto, localizado em Porto do Mangue, com a vocação para o transporte de cargas provenientes da mineração, pode beneficiar a empresa e a mineração do RN de que forma?

Esse sonho dos Potiguares é sempre bem vindo e esperado e beneficiaria principalmente as empresas de alta produção. Apesar de ser de grande valia, não temos grandes problemas de escoamento.

Como está o cenário para a mineração no Estado? É positivo?

Não consideramos positivo. É uma reclamação geral principalmente dos pequenos produtores. Os maiores sempre estão a exigir melhor apoio governamental, pois os Secretários de Estado nunca são ligados a área e tratam do assunto num segundo plano sempre com esperança no governo federal no que toca ao escoamento de seus produtos pela falta de recursos locais.

Qual é a perspectiva para 2014?

No nosso entendimento permanecerá como está.

As possíveis mudanças com o código da mineração são temidas pelos empresários do setor, já que preveem aumento da alíquota do principal tributo pago pelas mineradoras, a CFEM, além de tornar mais rigorosa a concessão das áreas onde se encontram os minérios. Qual a análise que o senhor faz a respeito desse assunto?

É preciso um aprofundamento na matéria com mudanças paulatinas e se adaptando a realidade, pois do jeito que querem fazer poderá haver transtornos e interferência internacional.

De acordo com relatório do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), com base em informações passadas pelas mineradoras, os investimentos em mineração no Brasil devem recuar no ciclo 2014-2018. Essa análise estaria sendo puxada por uma queda no preço do minério de ferro e por aumento dos custos de produção. Como o senhor vê essa questão?

Esses fatores de recuo são influenciados pelo mercado internacional, pois países grandes consumidores reclamam do preço das commodities há muito tempo e o aumento do custo é inerente do setor de mineração.

A produção da Tomaz Salustino é voltada para a scheelita. Nesse caso, ainda com base no relatório do Ibram, o senhor vê um cenário negativo para este produto, a scheelita, assim como no caso do ferro? Qual o cenário hoje e para 2018?

Produzimos somente scheelita e por se tratar de uma substancia rara na natureza é uma exceção a regra mineral, pois suas normas são estabelecidas por um pequeno grupo de produtores e grandes consumidores e o preço ditado pelo mercado europeu e, hoje, com a influência da China – maior produtor e maior consumidor mundial.

Então o cenário é positivo?

Positivo para o nosso segmento se se mantiver esse bom momento.

O senhor diria que o setor deverá crescer em que ritmo este ano?

Ficando no que está já é de bom tamanho, mas esperamos pouco crescimento acima do que ocorreu ultimamente.

O que está favorecendo o preço do tungstênio nesse momento? Quanto esse preço subiu em 2013, na comparação com 2012 e qual é a projeção para 2014?

As altas cotações no mercado mundial aplicadas ao tungstênio fizeram com que chegássemos a esse bom momento. A variação chegou a beirar os 20% em relação a anos anteriores. Como o crescimento ou a crise depende sempre de fatores externos, ficamos nessa expectativa para 2014.

Quais são os planos de investimento para empresa para este ano? Quanto pretende investir? Esse valor é maior ou menor que no ano passado?

Pretendemos investir na melhoria da nossa Usina de beneficiamento com o intuito de melhorar sempre a recuperação de teores. Deveremos investir quantia em torno de R$ 400 mil, valor um pouco acima do que investimos nesse setor em 2013.

Em que vai investir?

Moinho de barras, transportadores de correia, jig, mesas concentradoras, bombas de polpa e todos os acessórios pertinentes ao projeto.

Economistas apontam um ano difícil para o Brasil este ano. Juros e inflação em alta estão entre os problemas. Como o senhor analisa o ambiente de negócios para as empresas nesse contexto? É um ano difícil?

Em caso de confirmação dessas previsões, teremos um ano negro para a mineração como um todo, difícil em tudo, tanto para enfrentar como para dar sequência.

Que gargalos o setor de mineração enfrenta hoje e como eles podem ser superados?

Quando estamos atravessando bons momentos a dificuldades são sempre superadas e esse gargalos são sempre ligados as políticas públicas defasadas, exigências por demais injustificadas, órgãos fiscalizadores sem a mínima estrutura e, para resolver, somente eliminando-os.

O senhor diz que a maior parte da scheelita fica no Brasil e segue para metalúrgicas em São Paulo. Como está esse mercado consumidor? Está aquecido, retraído ou estabilizado?

Realmente essa é a média histórica de todos esses 70 anos. Nesse início de ano podemos afirmar que o mercado interno está retraído, o que é justificado pela pouca procura do produto.

domingo, 13 de abril de 2014

Um primoroso artigo de Cláudio Emerenciano. Quadrantes de hoje só teve artigos de primeira.

Encontros da vida

Publicação: 13 de Abril de 2014 às 00:00 | Comentários: 0
Tribuna do Norte
Cláudio Emerenciano
Professor da UFRN

Madrugada. A cidade dorme. Abro a janela do meu mundo e contemplo minhas raízes sentimentais. Ingressei anos atrás na chamada terceira idade. Transpus há algum tempo o “rubicão” dos sessenta anos. O silencio da cidade é cúmplice na tentativa de reencontrar afeições, sonhos, esperanças, alegrias, tristezas e motivações do seu universo humano. A cidade sofreu, desde minha infância, fantástica, inesperada e imprevisível transformação. Metamorfose igual ao desabrochar de uma rosa. As pétalas se abriram e revelam outro ser. Semelhante também à transfiguração de uma moça. Ontem menina, amanhã mulher. Inquieta-me a dúvida sobre a maneira de ser dos seus habitantes. Tempo entre minha infância e, agora, esse “novo mundo”.

As ventanias, bruscas e fortes, sobretudo na imensidão da noite, rompem a calmaria do sono da cidade. Os morros que a adornam parecem declamar, aos primeiros clarões da aurora, a poesia da natureza. Ostentam sua indumentária verdejante e albergam pássaros, que cantam sua renovada saudação ao novo dia. É uma espécie de sinfonia pastoral, que, infelizmente, é despercebida por maioria da população.

Há conceitos sedimentados séculos e séculos atrás. Alguns emergiram da aurora dos tempos. Homero, na Ilíada e na Odisséia, decantou o espírito libertário de povos que habitavam margens de mares e oceanos. Seu mais notável personagem, Ulisses, possuía os atributos da coragem e da ousadia ante o desconhecido por vir de uma ilha, Ítaca. A provinciana Natal dos anos vinte, trinta e quarenta, cenário das emulações e confrontos entre xarruas (moradores da Cidade Alta) e canguleiros (habitantes da Ribeira e das Rocas), está consagrada nas “Actas Diurnas” de Cascudo. Essas crônicas sublimam hábitos, costumes e sonhos de uma cidade voltada para o mar. Cidade livre, aberta, imbuída de um espírito talássico, como sempre dizia e repetia o saudoso Odilon Ribeiro Coutinho. Espírito e circunstâncias genialmente captados por Newton Navarro.

Somos universais. Temos sonhos estendidos e debruçados sobre o mundo. Sentimos, sofremos ou desfrutamos alegrias e tristezas. O amor à mulher amada, à terra e aos seus encantamentos. Eis o tema exclusivo dos nossos poetas. Reporto-me ao meu tio-avô, Gotardo Neto, cujos poemas suspiraram a amargura do amor perdido, a desilusão da paixão desfeita, a perda, mas não o esquecimento, da musa de sua vida e dos seus sonhos. As cartas de Heloísa eternizaram seu amor por Abelardo. As de Gotardo projetam seus sentimentos no infinito. O mesmo aconteceu com Ferreira Itajubá e Otoniel Menezes. Laura e Petrarca, Beatriz e Dante, Julieta e Romeu, assumiram nesses poetas versões locais dos seus dramas e tragédias.

Há um contraponto afetivo e nostálgico. Subitamente me sinto arrebatado e reconduzido ao passado. Natal dos anos quarenta e cinquenta. Cidade da minha infância. A Avenida Rio Branco, centro e coração da cidade, era um largo e extenso corredor onde se alternavam, predominantemente, casas em estilo “belle époque” e as grandes lojas da cidade. Suas amplas calçadas eram assombreadas por abundantes “ficus de bejamim”.  Suas cercanias, onde ainda hoje se incluem o “Grande Ponto”, as avenidas João Pessoa e Ulisses Caldas, as Praças João Maria, Sete de Setembro e André de Albuquerque, formavam, naquele tempo, um conjunto harmonioso, bucólico e saudosista. Subsistia um climax evocativo do pós-guerra. As pessoas viviam descontraidamente. A placidez do cotidiano era contagiante. Laços provincianos coexistiam com as inovações trazidas pela Guerra nos hábitos e costumes. Germinava latente, desde os tempos épicos da aviação, uma vocação cosmopolita.

Bares, restaurantes, casas de lanche e sorveterias, confeitarias, o célebre “Natal Clube”, os cinemas Rex e Rio Grande, a Praça Pio X, ainda exibem, em minha memória, as marcas de uma época em que o regional incorporava espontaneamente o universal. Sem rendição nem mácula. Os bondes circulavam em quase toda cidade.  Seus passageiros, sem a pressa dos dias de hoje, deixavam entrar em seus corações a beleza singela da cidade que amavam. Êxtase num pomar. Esplendor de vida e sentimentos. O ritmo da vida na cidade não conhecia o estresse nem a ansiedade.

Os homens capturam sentimentos, sonhos e experiências do passado para legitimar seu presente. A alma da cidade hoje é o que ela foi no passado. É intemporal, como disse João do Rio em “A Alma encantadora das Ruas”. São vivências. Como as que ganharam perenidade em “Cabra das Rocas” de Homero Homem. Em todas as manhãs, o sol despontando e o dia nascendo, a cidade vive, unindo passado e presente...   

Li, recentemente, belíssima crônica de Rubem Braga. Decantando o viver no Rio de Janeiro. Chamando-o de “paraíso terrestre”. O meu paraíso é Natal.  Sempre viva na ternura dos que verdadeiramente a amam e liricamente a possuem.