sábado, 7 de junho de 2014

O que é exemplo e o que é enrolamento.



Por Flávio Rezende*
Os seres que cultivam os valores humanos tais como fraternidade, tolerância, amizade, pureza, generosidade, paz, serviço voluntário e os demais que já sabemos, ficam encantados com lindas fotos, vídeos enobrecedores, frases edificantes e buscam ajudar ou fazer parte de ações humanitárias, pois, sentem prazer e júbilo no envolvimento com as coisas do bem.
Esses seres, que existem espalhados pelo planeta, gostam dos arquitetos que trabalham unindo conhecimento técnico com projeção de suas obras impregnadas de respeito à natureza e formas que elevem o pensar e a boa mobilidade de todos. Esses seres curtem quando todos os profissionais liberais executam seus ofícios levando em conta todas as nuances positivas e ofertam serviços diversos com o tempero do amor e o açúcar do humanismo.
Os seres de bons hábitos e pensamentos altruístas vibram quando pessoas decidem direcionar suas existências para o universo político, pois acreditam que a difícil decisão, precisa necessariamente agregar valores missionários, uma vez que esse rumo constrói ou destrói vários outros caminhos, daí ser fundamental que a política seja o espaço de almas boas e verdadeiramente servidoras do bem-estar coletivo.
Quando esses seres observam os movimentos de um semelhante chamado Mujica, que habita ao sul do continente, entram em êxtase com sua simplicidade, com a dispensa de aparatos exagerados de segurança, de transporte e de moradia, que apesar de ocupar o mais alto cargo de seu País, o Uruguai, vive da mesma maneira que antes, não perdendo nenhuma oportunidade de estar com as pessoas, ouvindo, abraçando, sorrindo, como um cidadão qualquer, vestindo as mesmas roupas de sempre e buscando a todo custo melhorar a vida do coletivo.
Seres da seara política como Mujica, Gandhi, Luther King, Mandela, Lincoln e tantos outros, elevam a alegria planetária dos seres de bem, que nutrem nestes exemplos suas vidas, buscando amparo em suas posições, falas e posturas, tornando o planeta mais lúcido e a história mais bela.
Aqui no Brasil, os seres do bem ficaram todos animados quando tempos atrás surgiu uma estrela no céu da política nacional, anunciando uma constelação de novas maneiras de agir e um modus operandi ético e cheio de esperanças para um novo cenário.
O tempo passou, importantes e salutares políticas públicas foram implementadas, o céu estava em constante êxtase até que as nuvens negras começaram a surgir encobrindo o límpido e apreciado azul celeste.
No começo os seres acreditavam que aquele extraordinário líder não sabia de nada, ouviam suas desculpas e promessas de afastamento das nuvens negras, mas, infelizmente, a tempestade foi aumentando, novos temporais surgindo de todos os lados, enchentes, todo tipo de precipitação apareceu e, o líder, encharcado, começou a vacilar, uma conversa aqui, outra diferente ali, até que a nação, vítima do dilúvio, entendeu que o meteorologista sabia sim de tudo, mas não podia informar e nem medidas tomar para estancar as águas, pelo simples fato de estar todo molhado, impossível fazer algo, era parte do temporal e só lhe restava bazofiar.
Hoje os seres de bem lamentam a perda de um Mujica verde e amarelo. O que se apresentou como um possível líder do bem, não anda mais como antes, perdeu a humildade no caminho, prefere a companhia dos companheiros filósofos do esquerdismo ineficiente, buscando inspiração em mumificados sistemas falidos e em decomposição, do que a companhia do povo, do qual se aproxima apenas para pedir, justo o povo que tanto lhe deu.
Hoje o que poderia ser o nosso Mujica distribui frases desconexas e compartilha alegorias vazias para parte de uma plateia eletrizada e anestesiada, virou um ilusionista, ainda prometendo requentados paraísos, que teve oportunidade de criar, mas cedeu a tentação de dominar a tudo e a todos e governar sob o signo da subordinação e da coação.
Mujica é um homem do povo e dá sem querer nada em troca, nem para si e nem para os seus, pois não os tem. Não se apossa dos seres, serve-os com dignidade e humildade crescentes.  O nosso arremedo de líder perdeu todas as características de suas origens, no vestuário, na aparência, nos hábitos, sendo hoje um traidor da esposa e da pátria, a mãe maior, posto que cheio de conversa fiada, não faz um “mea culpa” corajoso e assume que junto com seu stablishment, equivocadamente projetou tomar posse do Brasil, no lugar de governá-lo com os valores que alguns acreditam que já teve um dia.
Agora é tarde. A esposa ainda aguenta a farsa da fidelidade, mas a pátria, acordada, brada aos quatro cantos: queremos o prometido e não concordamos que práticas condenáveis ontem e sempre, sejam ainda utilizadas sob o manto da mentira, deixando os seres de bem decepcionados e os demais sem o mínimo que um bom gestor deve ofertar: segurança, saúde e transporte de boa qualidade.
Dinheiro tem e muito, mas o líder se faz de doido e o povo já atento pode sentenciar que doido também apanha (nas urnas).
*É escritor, jornalista e ativista social em Natal/RN (escritorflaviorezende@gmail.com)

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Mundo

Homenagens a soldados e civis marcam 70 anos do Dia D

Cerimônias na Normandia reuniram líderes de 20 países e 1.800 veteranos da Segunda Guerra. Eventos começaram com fogos de artifícios ao longo da costa e terminaram com discursos de Obama e Hollande.
Os Aliados da Segunda Guerra Mundial lembraram, nesta sexta-feira (06/06), na Normandia, os 70 anos do desembarque das tropas aliadas na região, na data que ficou conhecida como Dia D. A cerimônia realizada na praia de Ouistreham reuniu 20 chefes de Estado e governo, entre eles o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, a chanceler federal alemã, Angela Merkel, o presidente russo, Vladimir Putin.
A série de eventos em diversas localidades para relembrar a data crucial para a libertação da Europa ocupada pela Alemanha nazista começou durante a noite. Fogos de artifício iluminaram os céus dos 80 quilômetros de costa da Normandia. No dia 6 de junho de 1944, mais de 150 mil soldados, principalmente ingleses, franceses, americanos e canadenses, desembarcaram na região.
Pela manhã, alguns dos sobreviventes prestaram homenagem às 20 mil vítimas civis no memorial de Caen. "Quero hoje, neste 70º aniversário, que a homenagem da nação possa se dirigir a todos civis e militares. Iniciado pouco depois da meia-noite, com tumulto e fogo, esse dia terminou com sangue e lágrimas, lágrimas de dor e de alegria, no final de 24 horas que mudaram o mundo e marcaram para sempre a Normandia", declarou o presidente francês, François Hollande.
Evento começou com praias iluminadas
A cerimônia foi o primeiro reconhecimento oficial dos 20 mil civis que perderam suas vidas nas batalhas entre 6 de junho e 22 de agosto de 1944. "Essa batalha foi também a dos civis", afirmou Hollande. O presidente inaugurou durante o evento um monumento dedicado ao sofrimento e sacrifício da população da Normandia.
De Caen, Hollande seguiu para o cemitério de Coleville-sur-Mer, onde participou, ao lado Obama, de uma cerimônia em homenagem aos dez mil soldados americanos enterrados no local.
Cerca de 1.800 veteranos participaram das cerimônias
"O grito dos Estados Unidos, o nosso compromisso com a liberdade, com a igualdade, está escrito com sangue nestas praias. Ao amanhecer, o sangue tingia a água e as bombas cortavam o céu. Milhares de paraquedistas caíram em zonas erradas, milhares de rajadas atingiram carne e areia. Companhias inteiras caíram em minutos. A praia do inferno conquistou o seu nome", disse Obama.
Obama homenagenou veteranos em Coleville-sur-Mer
O discurso do presidente americano durou 25 minutos e foi interrompido diversas vezes para aplausos aos 1.800 veteranos que participaram das cerimônias. "Trabalhamos para transformar antigos adversários em novos aliados. Construímos uma nova prosperidade. Permanecemos, mais uma vez, ao lado das pessoas deste continente no combate até que um muro foi derrubado e uma cortina de ferro também", lembrou Obama do momento atual.
À tarde, os presidentes voltaram a se encontrar na cerimônia realizada na praia de Ouistreham, que reuniu 20 chefes de governo Estado e governo. Além de Merkel, Putin e Obama, estiveram presentes a rainha Elizabeth 2ª, o príncipe Charles e o presidente eleito da Ucrânia, Petro Poroshenko.
No evento, Hollande homenageou a "coragem do Exército Vermelho" durante a Segunda Guerra, e lembrou a contribuição decisiva da antiga União Soviética para o fim do conflito.
 Artistas simulam o famoso desembarque, 70 anos depois
Um jantar oferecido pelo presidente francês, no Palácio do Eliseu, em honra à rainha da Inglaterra encerra os eventos oficiais em lembrança do Dia D.
CN/dpa/lusa/afp/ap

DW.DE

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Rosalba chora e deixa reunião da executiva do Democratas

Rosalba Ciarlini 2

Por Ivo Freire
A governadora Rosalba Ciarlini deixou a reunião da Executiva do Democratas na manhã de hoje sem esperar sua conclusão.
Rosalba chegou à reunião acompanhada do marido e chefe do Gabinete Civil, Carlos Augusto Rosado.
Discursou lembrando seu direito de ser candidata à reeleição e chegou a chorar.
A direção executiva do Democratas, que tem como presidente estadual e nacional o senador José Agripino, decidiu que, hoje, só iria votar a proposta de coligação para as disputas de deputado federal e estadual ao PMDB.
O senador José Agripino quer o DEM sem candidato ao Governo do Estado, e sem a candidatura à reeleição da governadora Rosalba Ciarlini,
Agripino quer também apoiar a provável candidatura do deputado Henrique Eduardo Alves, do PMDB, à sucessão da governadora do seu partido, o DEM, Rosalba Ciarlini.
Fonte:companhiadanotícia.com.br

domingo, 1 de junho de 2014

Sim, eu tenho medo!

Publicação: 01 de Junho de 2014 às 00:00 | Comentários: 0
Fonte:Tribuna do Norte.
Salomão Gurgel [ Psiquiatra ]

Quando era moleque, nas bandas de Janduís, a gente tinha medo de alma, de bicho papão, de papafigo, da besta-fera e de muitos outros fantasmas. Os adultos nos enchiam desses temores, a fim de conseguirem a nossa obediência. Mas nos encorajavam a ser homem, enfrentar o mal e não temer os inimigos que nos queriam ofender e destruir.  Assim, em meio as superstições e a dureza da vida pela sobrevivência, formava-se a nossa personalidade!  Na vida adulta, conscientes, tínhamos que nos libertar dos nossos medos, frutos dos nossos “fantasmas”. Era tudo mais fácil! Quem, já amadurecido, continuava acreditar em bicho papão e dele ter medo?

 Viver, então, era a construção de um processo de superação dos nossos temores induzidos na infância e na adolescência e da consolidação de um equilíbrio interior, que se baseava na descoberta de um valor imprescindível, tanto do ponto-de-vista individual, como coletivo, como é a Segurança. Eu nasci! Sou um Indivíduo!  Eu tenho consciência do meu Ser em expansão num mundo que se considerava seguro! Daí, a minha sensação de leveza e desapego, de destemor e bravura, de coragem e determinação. Em mim havia um sensação maravilhosa do homem bom e pacífico, que se sentia seguro e que, por não atentar contra a vida dos outros seres humanos , podia caminhar, seguro, pelas veredas da vida.

Hoje, já não ligo o radinho de pilhas, às cinco da manhã, para ouvir as notícias, enquanto faço o suco que adoro. Mas a empregada chega, em seguida, sem dar bom dia,  dizendo que mataram dois no seu bairro. Não me atrevo, muito menos, a ligar a TV. Antes de tomar banho, olho para a Bíblia, penso nos Salmos do xará Salomão, o Rei, mas desisto, pois não sei quem são, hoje, os meus inimigos. Antes de sair pro trabalho, a mulher manifesta uma “virose”. Ligo pra farmácia peço que me mandem uns antitérmicos e antitussígenos por um moto-taxista. O rapaz chega, encara-me, sem me entregar os remédios, e abre o verbo: “Doutor, cuide de sua casa, coloque cerca elétrica e monte câmeras filmadoras, pois essa noite a polícia matou três assaltantes!” Já na clínica, a secretária confirma a instalação de um caríssimo sistema eletrônico de segurança, mostrando que é o medo o que determina o nosso “modo de viver”.

Fomos “convencidos” a não ir mais passar fim-de-semana no sítio, nem andarmos mais juntos. A clínica, que tinha em Janduís, e atendia a mais de 3 mil pessoas da região, fui obrigado a fechar. Sinto-me aliviado, quando chego em casa, às 19 horas, mas tenho que ficar todo trancado como se fosse um prisioneiro. Olho pros jornais, mas não me interessa abri-los. Sintonizo canais de TV internacionais, inclusive em russo, mas não me animo.

Então, eu me pergunto: tenho medo de uma violência contra mim e meus familiares? Ou perdi a esperança ao sentir o desmoronamento de valores  individuais e coletivos,o que faz com que nos tornemos apáticos e emocionalmente embotados, onde “viver não é preciso, apenas navegar é preciso!