sábado, 5 de julho de 2014

Ex-deputado Ney Lopes, no seu blog, comenta entrevista na Rádio 98 Fm. Eis a matéria na íntegra:

Agressão de Henrique Alves à jornalista é tentativa de inibir e intimidar quem lhe peça explicação

Do editor
Ontem, 3, o deputado Henrique Alves, candidato a governador do RN em ampla aliança de partidos, concedeu entrevista ao conceituado programa Repórter 98”, de grande audiência, transmitido em cadeia estadual pela FM98 de Natal, RN, e com apresentação dos jornalistas Felinto Rodrigues e Robson Carvalho.
Aconteceu um fato curioso e digno de análise política.
A certa altura da entrevista, o jornalista Robson Carvalho, que é também graduado em Ciências Sociais, questionou a união do candidato, em nome da redenção do RN, com partidos de ideologias diferentes; pessoas com vida pregressa duvidosa, candidatos diversos à presidência e, sobretudo, adversários ferrenhos em eleições recentes.
Levando em conta que a mensagem de Henrique na campanha é salvar o RN,  o jornalista mostrou incoerências políticas e indagou: “Salvar o quê e quem?”.
O deputado Henrique Alves irritou-se e verbalmente agrediu o repórter ao colocar em dúvida os fatos abordados na pergunta.
Disse que alguém havia escrito aquele texto para ele ler.
Trocando em miúdos: Henrique deixou claro que o jornalista, a FM98 e o programa “Repórter 98” estavam a serviço de outros candidatos e a emissora se permitia fazer perguntas escritas por adversários.
Feriu o conceito do programa “Repórter 98”, que é tido na radiofonia do estado como uma referencia jornalística e ética.
Alguns aspectos devem ser analisados e interpretados na conduta do candidato Henrique Alves.
Primeiro, o seu desejo de não ser contestado, nem pela imprensa, já que se coloca como o “salvador do Rio Grande do Norte” e assim seria sacrilégio pedir-lhe explicações, como foi o caso de Robson Carvalho.
Vincula esse direito de auto imunizar-se com o presumido mérito pessoal de ser agregador, ter capacidade de somar adeptos e partidos, o que outros não possuem por serem radicais, intolerantes, “complicados” e incompetentes.
Conclui-se: competente e capaz somente Henrique, seus  aliados e asseclas políticos.
O deputado Henrique tem até razão quando diz que as alianças políticas no RN ocorreram e ocorrerão sempre.
Isso é uma verdade.
Aliás em 2006, o editor integrou e apoiou a aliança do PMDB com o PFL negociada claramente, sem vantagens de qualquer espécie, até porque ambos os partidos estavam na oposição estadual e federal, portanto longe do poder, o que tornava impossível tráfico de influência.
O editor, em 2006, era do PFL e foi candidato a vice governador na chapa do senador Garibaldi Alves, superando divergências e aproximando convergências, realmente em benefício do RN, aquela época governado pela “aliada de Henrique hoje”, Vilma de Faria e a quem ele fazia seríssimas restrições.
A aliança política de 2006 foi para apoiar o senador Garibaldi Alves, homem que até hoje merece a admiração e o respeito do editor e do RN.
Não houve “trocas”, nem “compensações”.
No momento, a realidade é outra.
A atual coligação do PMDB é com quase 20 partidos e as versões do mundo político são de ter sido construída a base de verdadeira oferta pública de influencia no  poder federal para liberação de dinheiro;  suposta distribuição de favores e benesses, inclusive presumido favorecimento em beneficio de “esquemas” empresariais” em marcha; contradição ideológica e política dos aliados, com a presença de três presidenciáveis no palanque;  condenação radical ao governo de Rosalba Ciarlini, ao qual Henrique e seu vice João Maia foram aliados, com indicações de seis secretarias e mais de 300 cargos comissionados, por mais de dois anos.
Quanto a candidatura de Vilma Faria ao senado houve uma “cooptação”, a base de promessas de financiamento da campanha por vias que serão conhecidas no futuro, tudo em razão do temor de que ela disputasse o governo contra Henrique.
Após silencioso trabalho nas bases peemedebistas, movido a interesses privados, Vilma foi considerada a “joia da coroa” pelo partido, na montagem da chapa.
Esse fato gerou (e gera) pesadas restrições do presidenciável Eduardo Campos, por serem ambos do PSB.
A candidata Vilma de Faria conseguiu superar as restrições, pelo menos aparentemente e até agora.
Na aliança montada à base de cooptações,  Henrique e Vilma escolheram até os seus adversários, eliminando todos aqueles que lhes fossem inconvenientes.
Exemplo:  o DEM-RN foi cooptado, mediante o compromisso de “cassar” Rosalba Ciarlini para a reeleição e o editor deste blog, que pretendeu candidatar-se ao senado.
Na última reunião da Comissão Executiva do DEM foi anunciado oficialmente no plenário,  que a aliança com o PMDB-PSB seria apenas na eleição proporcional, o que não era verdade, desde aquela época.
Portanto, os membros da Comissão Executiva dos Democratas votaram de boa fé.
Foram favoráveis a alternativa de aliança exclusivamente na proporcional, o que seria admissível, se a lei não proibisse.
A cúpula do DEM, na Convenção Regional,  dirigiu o partido para outro caminho, que foi o apoio integral à Henrique e Vilma, ao formular de forma capciosa a pergunta submetida aos convencionais do partido.
Há pesquisas não registradas na justiça que apontam índices de preferência à Rosalba Ciarlini para o governo e Ney Lopes para o senado, superiores a 20%, sem que os mesmos fossem candidatos.
Era apenas, a preferência do eleitor, sem candidaturas lançadas.
Henrique ao cooptar o DEM-RN,  pretendeu eliminar qualquer risco eleitoral para ele próprio e para Vilma de Faria.
E conseguiu.
Restaram como adversários os partidos menores e as candidaturas de Robinson Faria, ao governo e Fátima Bezerra, ao senado, que crescem a olho nu no eleitorado do estado, justamente pelo fato de Henrique e Vilma não terem respondido com clareza, até hoje, a pergunta feita pelo jornalista Robson Carvalho: “Salvar o quê e a quem?”
Outro ponto em análise é que ninguém pode ser contra a atitude política de quem reconhece erros do passado e não fica eternamente olhando pra trás pelo retrovisor.
Henrique tem razão nisto.
O ser humano tem direito de arrepender-se, ser humilde e até pedir perdão.
Todavia, ele diz uma coisa e faz outra.
Ontem, no “Repórter 98” foi a prova.
Enquanto prega esses valores humanos e cristãos, na sua pré-campanha  já acusa um jornalista de colocar a sua profissão a serviço de adversários.
Tudo porque o jornalista lhe fez uma pergunta considerada “inconveniente”.
Por trás da cena, o que o analista conclui é que Henrique ao dizer-se agregador e condenar o radicalismo, deseja na verdade “bloquear”, “impedir”, limitar fronteiras que possam reviver e recordar o seu passado político e de seus aliados sobre o que fez realmente em benefício RN ao longo dos mandatos, bem como o que dizia de alguns correligionários de hoje, inclusive em relação à “ficha suja” etc.
Henrique quer inibir e constranger previamente os adversários, no sentido de que qualquer questionamento feito sobre o passado significará a volta do radicalismo político.
Isso não é verdadeiro, nem lógico.
Política é essencialmente dialética.
Têm que existir teses e antíteses.
A síntese quem fará é o eleitor.
Como admitir-se uma campanha morna, sem vida, sem possibilidade do eleitor conhecer “quem é quem”.
O radicalismo, que deve ser combatido, é outra coisa totalmente diferente.
É a lesão direta a dignidade e a imagem das pessoas, sem provas ou fatos concretos.
Quando há provas,  fatos reais e concretos, tudo deve ser levado (ou revivido) à opinião pública, para que o eleitor conheça e decida na hora de votar.
A política livre e democrática é praticada assim, em qualquer parte do mundo.
Se não for dessa maneira, a impunidade política estará assegurada.
De agora por diante, a dúvida que resta é   saber se o deputado Henrique Alves irá pedir perdão a Robson Carvalho nas próximas horas e assim mostrar-se , mais uma vez, “agregador” e “não radical”.
Talvez seja o caso do presidente da Câmara Federal novamente pedir  perdão e pagar a penitencia, para depois continuar com o apoio dos quase 20 partidos, que segundo ele, se agregaram à sua coligação  sem nenhuma exigência, ou “trocas” ,  todos eles movidos apenas pela profunda admiração ao comportamento político de estadista do candidato Henrique Alves, cuja característica é  somente “agregar” e “combater o radicalismo político local”.
Versão típica de quem acredita em Papai Noel!




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Na edição de hoje, 5,pág. 02 a Tribuna do Norte publica a seguinte nota a respeito:
"Pontos no iiis
Notas & Comentários
O jornalista Felinto Rodrigues, proprietário da Rádio98 FM, considera uma "infâmia", a insinuação de que o deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB) tenha sido deselegante durante a entrevista  concedida na noite de quarta-feira passada na sua emissora.
Felinto recordou sua indignação ao receber telefonema de agradecimento do próprio Henrique, que elogiou o nível do programa e se colocou à disposição para participar de tantas vezes seja convidado. Foi quando Felinto disse estar chateado com o que considera "absurdo".
O jornalista elogiou a postura de Henrique, o seu desempenho e disse que vai abrir o programa, na edição de segunda-feira, esclarecendo o caso e desmentindo qualquer problema. Felinto declarou que não se manifestou nesse sentido ontem mesmo, porque devido ao jogo Brasil x Colômbia,o programa "Repórter 98" não foi apresentado"

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Cuidado com os planos de saúde.

Campanhas com foco no consumo consciente e no acesso de idosos aos planos de saúde
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) lançou duas campanhas publicitárias de utilidade pública para orientar a população brasileira sobre a escolha do plano de saúde. A importância da informação correta para a escolha consciente do plano de saúde mais adequado e a orientação especial aos idosos são os temas abordados. Ambas remetem o consumidor a procurar os canais de relacionamento da agência reguladora.
Antes de contratar uma operadora, antes de tudo, é importante se informar sobre o índice de reclamações e checar quais são os planos com comercialização suspensa. Todas essas informações podem ser encontradas no Espaço da Qualidade e podem evitar dores de cabeça posteriores. Mesmo quem já possui plano de saúde deve ficar atento às regras e saber a quem recorrer em caso de dúvidas ou necessidade. [Portal Saúde > Saiba mais]


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Postado por AssessoRN - Jornalista Bosco Araújo no AssessoRN.com em 7/02/2014 08:34:00 PM

segunda-feira, 30 de junho de 2014


Polícia contabiliza 19 homicídios na Grande Natal durante fim de semana

Publicação: 30 de Junho de 2014 às 09:13 | Comentários: 0
Tribuna do Norte.
No primeiro fim de semana após a Copa do Mundo em Natal, os números da violência voltaram a assustar. O Itep Natal contabilizou 19 homicídios entre a noite de sexta-feira (27) e a madrugada de hoje (30), enquanto quatro assassinatos ocorreram no mesmo período na região de Mossoró. Na capital, seis homicídios.

Além de Natal, foram registrados homicídios em Parnamirim, São Gonçalo do Amarante, Macaíba, Ceará-Mirim e São José de Mipibu. De acordo com dados da polícia, pelo menos 11 homicídios foram por arma de fogo, enquanto um, nas proximidades do Ginásio Nélio Dias, na zona Norte de Natal, ocorreu por espancamento.

De acordo com o secretário de Segurança do RN, Eliézer Girão, durante a Copa do Mundo, houve uma redução em 60% no número de homicídios em comparação a maio. Para atuar na segurança durante o mundial, Natal recebeu efetivo de 4.600 homens do Exército, Aeronáutica e Marinha, além de um grupo de 300 homens da Força Nacional, 160 policiais rodoviários federais e o aumento no efetivo da PM nas ruas durante a competição.

Ainda segundo a Sesed, foram investidos R$ 80 milhões na área de segurança, sendo a maior obra viabilizada o Centro Integrado de Comando e Controle Regional (CICCR), que foi instalado na Escola de Governo e funcionou como o “cérebro” da segurança e defesa durante a Copa. A partir do dia 18 de julho, o local passa a receber, definitivamente, o Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp).

Atualizada às 9h47 para correção de informações.