sábado, 1 de novembro de 2014



O amargo sabor do preço da festa
Tomislav R. Femenick – Contador, Mestre em Economia e Historiador.

Não resta a menor dúvida, o Brasil deu uma maravilhosa demonstração de cidadania e comportamento democrático no domingo passado, com a finalização do processo eleitoral quando reelegeu Dilma Rousseff. Bonito, foi ou não foi? Concordem comigo, que nem nela votei. E tem mais: menos de quatro horas depois de encerradas as votações, já tínhamos o resultado. Tudo computadorizado, tudo on line. Mesmo com a ocorrência de alguns pormenores desagradáveis, foi bonito sim.
Embora sendo o melhor dos regimes – pois outro melhor não existe –, a democracia tem seus problemas e um deles é o custo oculto das eleições. Não estou falando das maracutaias, dos caixas dois, dos desvios de recursos públicos etc. e tal. Estou falando do represamento de medidas e noticias que foram gardadas para depois das eleições; o preço da festa.
O IBGE-Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e o IPEA-Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada há meses que deixaram de divulgar dados essenciais para os negócios e administração do país, porque eles apontavam para situações que poderiam influenciar nas eleições, contra o governo. Agora esses dados estão saindo e juntam-se a outros que saem de outras fontes. E que dados são esses? Qual o preço da festa da democracia verde e amarela? Vejamos alguns deles.
Em setembro passado a dívida do governo federal (a chamada dívida pública federal) atingiu o valor de R$ 2,183 trilhões. Foi uma alta de 0,65%, em relação ao mês anterior quando estava em R$ 2,169 trilhões. Considerando que no final de agosto o Brasil tinha uma população estimada em 202,7 milhões, temos que cada brasileiro deve R$ 9.922,73, sem contar suas dívidas pessoais e mais as dividas dos governos estaduais e municipais.
Outro problema é o fantasma da inflação, que em outubro marcou presença. Na terceira prévia do mês, um dos índices que mede a oscilação dos preços, o IPC-Fipe cresceu 0,34%, porém os alimentos, que atingem mais o bolso dos mais pobres, subiram 1,08%. Isso quer dizer que a meta da inflação controlada pelo Banco Central está indo para o brejo.
Um dos melhores indicadores do comportamento da economia é a forma como as empresas estão pagando suas contas. Se as empresas estão adimplentes (pagando em dia), quer dizer que tudo vai bem, pois elas estão vendendo e recebendo em dia, assim podendo também liquidar seus débitos no vencimento. O contrario também é verdadeiro. Se estiverem inadimplentes é porque não estão vendendo e/ou não estão recebendo seus creditos. Pois bem, o índice da Serasa-Experian de inadimplência das empresas subiu 13,4% em setembro, comparando-se com mesmo mês do ano passado. Foi a maior das altas recentes.
Mas o assunto mais intricado é a Petrobras. Não estou falando em desvios de recursos ou algo semelhante. Não é que a Moody's, uma agência de classificação de risco, rebaixou o rating da Petrobras e, bem pior ainda, manteve perspectiva negativa em relação a estatal, em função do seu alto endividamento. Tudo mundo sabe que o governo represou os preços dos derivados de petróleo como forma de tentar controlar a inflação. O resultado é que a Petrobras está descapitalizada e é dona de uma das maiores dívidas do mundo, se não a maior. Para amenizar esse estado de descontrole gerencial, nos próximos dias ou meses o governo fará um reajuste nos preços dos combustíveis em patamar não muito alto. Porém essa alta será seguida de outras, até que a situação se equaliza.
Dentro desse pacote de atos pós-eleição o Banco Central surpreende mercado e elevou taxa de juros para 11,25% ao ano.
Mas há notícias que podem ser boas: dizem que o governo pretende substituir os ministros da Fazenda, Desenvolvimento e Planejamento. Depende dos novos nomes.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Papa diz que é preciso "superar o assistencialismo paternal"

Papa rebate quem diz que ele é 'comunista'

Fonte: jb.com.br - 28.10.14

 O papa Francisco fez um discurso nesta terça-feira (28) no Encontro Mundial dos Movimentos Populares e disse que é acusado de ser comunista só por pregar o Evangelho. "Terra. Trabalho. Casa. Estranho, mas se falo de alguns desses temas, alguns dizem que o Papa é comunista. O amor pelos pobres é o centro do Evangelho", disse o Pontífice segundo a Rádio Vaticana.
    Ainda de acordo com o líder da Igreja Católica, o evento "não responde a nenhuma ideologia". Durante o encontro, Jorge Bergoglio pediu que os movimentos populares "continuem com a luta" porque ela "faz bem para todos".
    O Encontro dos Movimentos Populares "é um sinal, um grande sinal: vem a uma missa com a presença de Deus, da Igreja, pessoas que muitas vezes têm suas vozes silenciadas". Ele ainda ressaltou que os mais pobres "não se contentam com promessas ilusórias, desculpas ou álibis. E nem podem esperar por uma ajuda de ONG, de planos assistenciais ou soluções que talvez não cheguem" fazendo com que a população, de um modo "perigoso", seja "anestesiada ou domesticada".
    Segundo o Papa, essas pessoas "querem ser protagonistas, se organizando, estudando, trabalhando, protestando e, sobretudo, praticando aquela solidariedade tão especial que existe entre aqueles que sofrem e que nossa civilização parece ter esquecido ou, ao menos, finge esquecer".
    Francisco ainda condenou os grupos que ajudam as pessoas para "domesticá-los", promovendo estratégias que não permitem o desenvolvimento das famílias e das comunidades. "Que tristeza quando alguns presuntos altruístas se reduzem à passividade e negam-se, ou pior, escondem suas ambições pessoais. Jesus disse: hipócritas", ressaltou.
    Mas, ele elogiou quando os "membros mais jovens e pobres" estão nesses movimentos. Isto, segundo Bergoglio, faz com que se possa sentir "o vento da promessa que alimenta a esperança em um mundo melhor".
    Ao falar sobre a sociedade, o sucessor de Bento XVI destacou que os movimentos populares "exprimem a necessidade urgente de revitalizar as nossas democracias, tantas vezes sequestradas por inúmeros fatores". De acordo com seu discurso, é "impossível" imaginar um "futuro para uma sociedade sem a participação protagonista da grande maioria".
    Ele finalizou dizendo que é preciso "superar o assistencialismo paternal" para ter paz e justiça, criando "novas formas de participação que incluam os movimentos populares" e "a sua torrente energia moral".
    Encontro com Morales O porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, confirmou que haverá um encontro entre Evo Morales e o Papa nesta noite.
    Lombardi explicou que, como o presidente boliviano não está em uma comitiva oficial, o encontro "não foi organizado mediante aos habituais canais diplomáticos" e que a reunião será "privada e informal".
    O padre ainda disse que esse encontro simboliza "uma expressão de afeto e proximidade com o povo e a Igreja boliviana e um apoio para a melhora das relações entre as autoridades e a Igreja no país".
    Morales está em Roma como líder dos movimentos populares de seu país.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

"O Brasil tem quatro anos turbulentos pela frente" , segudo o Der Spiegel.

Brasil

Voz da Alemanha

Imprensa europeia vê "vitória apertada" em "país dividido"

Sites destacam divisão entre "Norte e Nordeste pobres" e "Sul e Sudeste ricos", comentam que a campanha foi marcada pela troca de acusações e afirmam que Dilma terá a tarefa de unir o país.
A apertada vitória da presidente Dilma Rousseff no segundo turno da eleição presidencial foi manchete nos sites dos principais jornais e revistas europeus neste domingo e segunda-feira (27/10). Na tentativa de explicar a eleição de Dilma, a mídia europeia destacou principalmente o apoio que ela recebeu dos estados menos favorecidos do Norte e Nordeste, em oposição aos do Sul e Sudeste, mais ricos e industrializados.
Ainda no fim da noite de domingo, o jornal italiano Corriere della Sera escreveu que "o quadro eleitoral confirma um país dividido em dois, com Rousseff dominando o Nordeste pobre do Brasil, onde é mais forte o efeito dos programas sociais, enquanto é grande a preocupação nas áreas mais ricas, sobretudo no estado de São Paulo."
O diário milanês destacou ainda a agressividade da campanha eleitoral: "A tensão da campanha eleitoral, longa e às vezes violenta, teve repercussões também no dia decisivo". O jornal deu destaque à afirmação do candidato tucano, Aécio Neves, de que a campanha eleitoral "ficará marcada como a mais sórdida já feita".
"Apelo ao díálogo"
O jornal francês Le Monde enfatizou a apertada vitória de Dilma e o apelo ao diálogo proferido pela presidente em seu primeiro discurso após as eleições. "Este é o resultado mais apertado depois da primeira eleição presidencial direta, organizada em 1989, após a ditadura militar", escreveu o diário.
"O Nordeste votou em Dilma, São Paulo contra ela", afirmou o Le Monde: "Os 142,8 milhões de brasileiros convocados a votar, num país onde o voto é obrigatório, estiveram divididos entre os partidários da continuação das conquistas sociais realizadas pelo Partido dos Trabalhadores (...) e aqueles de uma alternância [de poder] para relançar a economia."
O jornal destacou ainda os desafios que Dilma tem pela frente, dando ênfase à declaração da presidente de que o "diálogo é o primeiro compromisso" do seu novo mandato, como também à sua intenção de promover uma reforma política e combater a corrupção.
Divisão do país
O diário espanhol El País apontou nesta segunda-feira para a estreita margem de vantagem de Dilma sobre o adversário, dando destaque à divisão do país nesta eleição.
"Como se previa, os mais pobres e atrasados estados do Norte e Nordeste, como Bahia ou Pernambuco, votaram em peso em Dilma. Os estados do sul, mais ricos e industrializados e com uma população com mais recursos, como São Paulo, o estado mais populoso, deram preferência a Neves." O jornal espanhol disse ainda que, "para Rousseff, foi decisivo o apoio do estado de Minas Gerais, local de nascimento de ambos" os candidatos.
O El País afirmou que nunca uma campanha eleitoral dividiu tanto os brasileiros e que a primeira tarefa do vencedor será "fechar a ferida aberta durante as três semanas vertiginosas de uma dura campanha" e que o primeiro discurso de Dilma após ser eleita "apontou para essa direção unificadora".
Xingamentos, acusações e economia
O primeiro discurso da presidente reeleita também foi manchete no jornal britânico The Guardian: "Em discurso de vitória, uma radiante Rousseff disse esperar que o país possa se unir". Segundo o diário, os eleitores aparentavam estar divididos e confusos "por uma campanha eleitoral suja, caracterizada por xingamentos, acusações de corrupção, nepotismo e incompetência".
O The Guardian também destacou as alusões ao regime nazista feitas por ambos os lados durante a campanha eleitoral: "Neves comparou o marqueteiro da campanha do PT, João Santana, ao chefe da propaganda nazista, Joseph Goebbels. Em resposta, Lula da Silva disse que os social-democratas perseguiam o Nordeste pobre do Brasil da mesma forma que os nazistas maltratavam os judeus".
O jornal britânico deu um especial destaque aos desafios que Dilma tem pela frente, afirmando que "o Brasil entrou em recessão técnica no começo deste ano" e que "uma indicação-chave de como Rousseff, uma economista formada, pretende virar esse quadro será a sua escolha do ministro da Fazenda".
Tecnocrata com desafios
O jornal alemão Süddeutsche Zeitung também enfatizou os desafios de Dilma para unir o país: "A presidente terá de se esforçar para melhor o mau humor e unir a nação dividida". O jornal bávaro considerou que faltam à Dilma o "carisma e a popularidade de seu mentor Lula, mas a tecnocrata Rousseff é vista como uma lutadora".
A notícia da vitória de Dilma e a divisão do país também foram destaque no site da revista alemã Der Spiegel nesta segunda-feira. Em sua página de internet, a principal revista alemã afirmou que "uma rachadura atravessa o Brasil. Ela passa exatamente ao longo da fronteira geográfica entre os pobres Norte e Nordeste e os ricos Sul e Sudeste, mas ela também atravessa a sociedade."
A Spiegel afirmou ainda que "o Brasil tem quatro anos turbulentos pela frente" e que a "robusta e autoritária Rousseff tem agora a tarefa de reconciliar o país dividido".

domingo, 26 de outubro de 2014

Encontro de escritores começará com poesia e terminará com livro sobre a Ribeira.




VI ENCONTRO POTIGUAR DE ESCRITORES – VI EPE
29, 30 e 31 de Outubro de 2014


Coordenadores Gerais:
Roberto Lima de Souza - UBE
Diógenes da Cunha Lima - ANL
Valério Alfredo Mesquita – IHGRN
José Willington Germano – Cooperativa Cultural da UFRN


Secretário Executivo
Eduardo Antonio Gosson

Coordenadores Adjuntos:
Anna Maria Cascudo Barreto – ICC
Angélica Vitalino - SEMEC-Parnamirim
Antonio Clauder Arcanjo UBE-RN
Aluizio Matias dos Santos – UBE-RN
Carlos Roberto de Miranda Gomes UBE-RN
Geralda Efigênia – SEEC
Manoel Marques da Silva Filho - UBE-RN
José Lucas de Barros - ATRN
Maria Rizolete Fernandes - UBE-RN
José Martins SPVA-RN
Jurandyr Navarro – Academia de Letras Jurídicas - ALEJURN
Ormuz Barbalho Simonetti INRG
Odúlio Botelho - IHGRN
Rosa Ramos Régis da Silva - ANLIC
Zelma Furtado - AFL-RN



Comissão de Divulgação
Alex Gurgel - blog Grande Ponto
Cid Augusto  - O Mossoroense
Cefas Carvalho- Potiguar Notícias
Cinthia Lopes - TN-Caderno Viver
Jania Maria de Souza - Blog da SPVA
J. Pinto Júnior - TV  Bandeirantes
Lucia Helena Pereira - Diretora de Divulgação
Maria Vilmaci Viana  - blog Vivi Cultura
Moura Neto  - Novo Jornal
Paulo Jorge Dumaresq  - Assessor Especial de  Imprensa
Sergio Vilar - Portalnoar.com
Yuno Silva  - Tribuna do Norte
Blog do MIRANDAGOMES
Blog  Genealogia e História
Blog do IHGRN


VI ENCONTRO POTIGUAR DE ESCRITORES – VI EPE
29, 30 e 31 de Outubro de 2014


PROGRAMAÇÃO OFICIAL

NOITE

Quarta-feira, 29.10.2014

19h – Credenciamento dos participantes
20h – Abertura Solene
(Roberto Lima de Souza Presidente da UBE/RN, Diógenes da Cunha Lima Presidente da ANL ; Valério Mesquita Presidente do IHGRN e José Willington Germano Presidente da Cooperativa Cultural- UFRN
20h30 – Concerto de violão clássico com Alexandre Atmarama

MANHÃ

Quinta-feira, 30.10.2014

09h – A singularidade Poética de Ferreira Itajubá
 Nelson Patriota e  Lívio Oliveira
Moderadora: Rizolete Fernandes

10h30 – O papel das Academias  na difusão da  Literatura Potiguar
Diógenes da Cunha Lima, Cícero Macedo,   Ciro Tavares  e  Zelma Furtado
Moderadora: Conceição Maciel

12h -   INTERVALO

TARDE

15h  2º Fórum Potiguar do livro, da leitura e das bibliotecas: Planos  estadual e municipais
Betânia Ramalho Leite – SEEC, Justina Iva - SME, Cláudia Santa Rosa - IDE  e Vandilma Oliveira - SEMEC
Moderadora : Geralda  Efigênia


16h30 – Bartolomeu Correia de Melo no Contexto Literário regional e nacional
 Arnaldo Afonso,  Manoel Onofre Jr. e Tarcísio Gurgel
Moderador: Nelson Patriota

18h– Sessão  de autógrafos do livro ROSA VERDE AMARELOU de Bartolomeu Correia de Melo (in memoriam), pela esposa Verônica Melo, contendo a obra completa do autor. Edições Bagaço,  Recife.

Sexta-feira, 31.10.2014

MANHÃ

9h – Porque sou Poeta
Carlos Morais dos Santos, Roberto Lima de Souza e Diulinda Garcia
Moderador:  Alexandre Abrantes
10h - Recital Poético
Roberto Lima, voz e violão; Alexandre Abrantes (participação especial) e Eduardo Gosson ,declamações

10h30   -  O Máximo com o Mínimo: Poetrix, Haicai e Aldravia
Gilvânia Machado, Aluizio Matias dos Santos e José de Castro
Moderadora: Valdenides Dias


12h - INTERVALO

TARDE

15h -– Ariano Suassuna  no Contexto Cultural brasileiro
Carlos Newton Júnior – Recife/PE

   16h30 -  Sarau Lítero-Musical de encerramento
Grupo Poesia Potiguar e  Cia (Currais Novos-RN)
Sociedade dos Poetas Vivos e Afins - SPVARN

18h - Sessão de autógrafos do livro  JORNAL DA SAUDADE: NATAL NO MEU TEMPO DE MENINA, comemorativo do Centenário da Escritora Nati Cortez (in memoriam).




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INFORMAÇÕES
 Vagas:
100 vagas para a SEEC/RN
100 vagas para a SME/Natal
100 vagas para a SEMEC/Parnamirim
100 vagas para escritores e público

. Inscrições:
. Professores da rede municipal, estadual e de Parnamirim devem procurar a Ficha de Inscrição em sua respectiva Secretaria de Educação no período de 01 a 20  Outubro  de 2014
. Escritores e o público devem se inscrever  no Instituto Histórico e Geográfico do RN, à Rua da Conceição, 622 – Cidade Alta,  no período de 01 a 20 de Outubro de 2014, entre 8h e 12h


. Local do VI Encontro Potiguar de Escritores - VI EPE:
Academia Norte-Rio-Grandense de Letras – ANL - Rua Mibipu, 443 –Petrópolis - Natal/RN
Data: 29, 39 e31 de Outubro de 2014

Organização: União Brasileira de Escritores – UBE/RN
Academia Norte-Rio-Grandense de Letras – ANL
Instituto Histórico e Geográfico do RN – IHGRN
Cooperativa Cultural da UFRN

. Certificado:
Os participantes receberão Certificado no encerramento do Encontro.
Livraria:
A Cooperativa Cultural da UFRN montará um stand de vendas de livros de autores potiguares