quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Universidade europeia propõe parceria para pós-graduação

(Wilson Galvão – ASCOM – Reitoria/UFRN - Fotos: Cícero Oliveira)

A reitora em exercício da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Maria de Fátima Freire de Melo Ximenes, recebeu na manhã desta quinta-feira, 12, a vice-reitora da Universidade Aberta de Portugal, Carla Padrel.

O objetivo da reunião foi a proposição de um acordo para que docentes da UFRN tenham a possibilidade de se pós-graduar na área de educação à distância pela instituição europeia. “O ponto inicial desta parceria é a qualificação do quadro docente neste campo específico, algo em torno de 30 educadores. Entretanto, queremos expandir para outras áreas esta possibilidade de capacitação à distância e on-line”, colocou a secretária adjunta da Secretaria de Educação à Distância (SEDIS), Ione Rodrigues Diniz Morais.

Além dela, estava presente o Secretário de Relações Internacionais (SRI), Márcio Venício Barbosa. A Universidade Aberta (UAb) foi criada em Dezembro de 1988, sendo a primeira  instituição pública de ensino universitário a distância existente em Portugal.

Vice Reitora Universidade Aberta de Portugal_12Fev15_Cícero Oliveira BR6.jpg
91% dos municípios tiveram todas as vagas preenchidas na 1ª chamada. Das 1.294 cidades que aderiram ao Programa, 1.181 atraíram profissionais para ocupar integralmente a demanda disponível.
A demanda de 91% dos municípios que aderiram ao novo edital do Programa Mais Médicos foi integralmente atendida já com a primeira chamada de médicos com CRM Brasil. Dentre as 1.294 cidades, 1.181 conseguiram atrair profissionais para suprir 100% das vagas disponíveis no novo edital, lançado em janeiro. Outras 46 tiveram a solicitação parcialmente atendida e 67 municípios ainda não conseguiram atrair nenhum médico. Destas, 30 cidades não foram escolhidas por nenhum profissional dentre as quatro opções disponíveis. Apenas um, dos 12 Distritos Indígenas, não preencheu todas as vagas.

Das 4.146 opções disponíveis para os médicos, 3.936 já foram ocupadas. Ao todo, 1.227 cidades e 12 DSEIs atraíram médicos para ocupar integral ou parcialmente as vagas nas unidades básicas de saúde. Cerca de 50% (605) dos municípios escolhidos estão dentro do critério de vulnerabilidade social e econômico, como as cidades com 20% de sua população em extrema pobreza, com IDH baixo e muito baixo, localizadas no semiárido, Vales do Jequitinhonha, Mucuri e Ribeira e nas periferias de capitais e regiões metropolitanas. Também foi garantida expansão para os distritos indígenas. [Portal Saúde > Saiba mais]

- Confira aqui dados da primeira chamada

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

O pavor do homem diante das extremidades.

Por Flávio Rezende*
 
Quase todos nós vivemos uma existência que pode ser rotulada de normal. Ao longo de nossas vidas vamos cumprindo ritualmente as passagens comuns de paparicação, estudos, trabalhos, reprodução, envelhecimento, doenças e morte.
 
Um ou outro tem em suas andanças coisas bem radicais como viver perigosamente e confrontar a morte ou estágios avançados de evolução espiritual. Como disse, esses são poucos.
 
Nessa vida quase de gado, como um cantor já revelou tempos atrás, tendemos a existir no caminho do meio, sem problemas muito complicados e sem alguns êxtases desejados, lembrando que as referências do presente escrito não levam em conta questões financeiras e nem correlatas.
 
Essa navegação humana por caminhos nem tão espinhosos e nem tão floridos, possibilita um fluxo normal de seres em passagem expiatória por este mundo material, com cada individualidade cumprindo sua sina e, imprimindo a sua história, as conquistas ou débitos que naturalmente temos devido a nosso DNA cósmico.
 
Ao se aproximar dos extremos saímos dessa navegação mais tranquila e suave e passamos a experimentar picos de adrenalina que podem ser do bem ou do mal. Seja para um lado ou para o outro, o homem quando está diante do extremo, sente certo pavor e toda sua estrutura físico-química muda, com o interno buscando elementos que possuímos para fazer frente a novidade, e o emocional em estado de choque tentando entender a situação.
 
No caso negativo isso pode ocorrer na iminência de um acidente de trânsito, diante de um bandido armado, numa briga mais barra ou sabendo de uma notícia bem negativa. Ficamos paralisados, trêmulos, pernas bambas, coração dispara, desmaios podem ocorrer, confusão mental, enfim, o extremo negativo desestrutura o ser e, nesta situação, não conseguimos sobreviver muito tempo. É preciso se restabelecer. Continuar muito tempo assim, é morte certa.
 
Mas situações desconfortáveis também acontecem diante do extremo positivo. Quem tem familiaridade com relatos místicos, textos religiosos ou metafísicos, já leram que alguns seres evoluídos foram indo, seguindo em seus caminhos ascendentes até que diante de suas divindades, tremeram, não conseguiram olhar, ficaram cegos diante da luz, tímidos, sem voz, envergonhados e muitos voltaram ao plano normal sem conseguir dar prosseguimento a essa vivência espiritual profunda.
 
Que leitura podemos fazer deste confronto do ser comum - qualquer um de nós, com altos representantes do mundo espiritual? Que vacilo é esse? Por qual motivo poucos conseguem abrir os olhos e se fundir na energia divina que o encontro proporciona?
 
Não sei a resposta mas identifico isso em pequenos detalhes em meu cotidiano. Como dirigente de uma organização não governamental lisa, que vive constantemente pedindo recursos para continuar suas ações humanitárias, percebo claramente que muitas pessoas temem a proximidade com as coisas do bem. No meu caso, sou mais ajudado por pessoas que não conheço, do que por milhares e milhares que conheço e que até elogiam o trabalho, mas não concretizam o que seus lábios proferem, em forma de ajuda concreta.
 
Vejo em minhas reflexões que as pessoas preferem ajudar aquelas entidades em que elas muitas vezes não conhecem seus dirigentes mais a fundo, preferindo manter certa distância. Na ONG que atuo já realizei muitos e muitos eventos e convidei todos os amigos e familiares. Conto nos dedos das mãos os que foram. Sinto então que as pessoas temem essa proximidade com o bem, temem se comprometer de alguma forma, preferindo a distância.
 
Podia aqui citar muitos e muitos exemplos de como fico isolado neste ato de tentar apoio para o projeto que realizo, de como é difícil ver meus milhares de conhecidos, amigos e parentes, não prestigiando os acontecimentos, não ajudando financeiramente, não doando nada, apenas para não estar perto, pois sei que são pessoas de bem.
 
Finalizo então deixando essa reflexão. Somos seres do meio, que encontram neste setor a tranquilidade que não apavora. Se para baixo as pernas tremem diante da morte iminente, para cima, para o bem, também não queremos muita conversa, não é um espaço que nos deixe tão confortáveis assim, daí muitos terem uma filosofia ativa de elogios e uma prática morna de ações concretas.
 
Diante da percepção que boas amizades e milhares de amigos não movem os moinhos da caridade e da fraternidade que me propus a realizar e que venho tocando há muitos e muitos anos, estou caminhando para passar o bastão e continuar ajudando de maneira mais livre, sem o peso de uma entidade e os compromissos diários de um dirigente.
 
Por enquanto continuo acreditando em dias melhores e sonhando em ganhar na loteria para deixar os amigos em paz e tocar sozinho o projeto social. Nada mais humano que sonhar, pois nossa divindade anda distante e envolvida na névoa cotidiana de nossos egos imperfeitos.
        
*É escritor, jornalista e ativista social em Natal/RN (escritorflaviorezende@gmail.com)


--
Postado por AssessoRN - Jornalista Bosco Araújo no AssessoRN.com em 2/11/2015 07:06:00 PM