sábado, 11 de julho de 2015

Notícias da Assembleia

NOTÍCIA DO DIA 09/07/2015 | NOTÍCIASMárcia quer fortalecimento do Programa de Resistências às Drogas

  A deputada estadual Márcia Maia (PSB) solicitou, na sessão plenária desta quinta-feira (9), que o Governo do Estado fortaleça os programas de Resistência às Drogas (PROERD) e o Ronda Escolar. Para a deputada, os programas são importantes para crianças e jovens do Estado e não podem sofrer nenhum esvaziamento, em detrimento da implantação do Ronda Cidadã, anunciado pelo Governo do Estado.
“Fui procurada por pessoas que fazem o PROERD e que demonstraram preocupação com um possível esvaziamento do programa e eu não posso me calar porque nosso interesse é que esse programa se fortaleça. Ele é extremamente importante, sobretudo nesta situação de insegurança que vivemos”, disse a deputada. O assunto será debatido nesta quinta-feira (9), às 14h30, em Audiência Pública na Assembleia Legislativa proposta por Kelps Lima (SDD).
Durante pronunciamento, a deputada disse ainda que tem  a informação de que o Ronda Escolar já acabou e que a Coronel Margarida, comandante do PROERD no Rio Grande do Norte, foi destituída do Conselho de Políticas sobre Drogas e demonstrou preocupação quanto a isso. Ela ressaltou a importância de manter a comandante à frente do PROERD e elogiou sua atuação.
O deputado estadual Fernando Mineiro (PT), Líder do Governo na Assembleia, disse que o programa não irá acabar e que esse possível esvaziamento não passa de um boato. “O Governo do Estado não irá acabar o Proerd”, falou o parlamentar. Em aparte, o deputado Kelps Lima (SDD) disse que foi procurado por vários militares para falar do esvaziamento. Jacó Jácome (PMN) também afirmou que foi procurado e elogiou a iniciativa de tratar sobre o assunto.  Getúlio Rêgo (DEM) e Tomba Farias (PSB) parabenizaram o pronunciamento da parlamentar.  

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte | Assessoria de Imprensa
09.07.2015

Deputados discutem projeto de combate às drogas

Crédito da foto: Eduardo Maia

Os deputados Ezequiel Ferreira de Souza (PMDB), Jacó Jácome (PMN) e Fernando Mineiro (PT) se reuniram na manhã desta quinta-feira (9) com representantes do Governo do Estado e do Ministério Público Estadual para tratar sobre o Projeto de Lei nº 015/2015, de autoria de Jacó, que dispõe sobre a erradicação das drogas.

“Nos reunimos com o propósito de adequar a minha proposta às ações do Executivo e do MP e assim formatarmos a Rede Estadual de Políticas Públicas sobre Drogas”, disse Jacó Jácome. Segundo o parlamentar, a Rede irá atuar na prevenção e no combate às drogas, permitindo a participação de todos os setores da sociedade. “Será o maior marco legislativo que o Rio Grande do Norte terá do ponto de vista de combate às drogas”, declarou.

Com as alterações propostas para o Projeto de Lei, a matéria será novamente apreciada pela Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia, Desenvolvimento Econômico e Social da Casa Legislativa. De acordo com Jacó, a proposta será votada antes do recesso parlamentar.

 “A expectativa é que o projeto seja votado na próxima semana, pois o presidente da Assembleia, Ezequiel Ferreira, sempre atento e sensível às causas de relevância social, assegurou que o projeto é uma prioridade do Legislativo potiguar. O deputado Mineiro, presidente da Comissão de Educação, garantiu o mesmo”, concluiu Jacó.

domingo, 5 de julho de 2015

Fordismo, toyotismo e verticalização
Tomislav R. Femenick – Contador e economista


A verticalização da produção é uma ação de uma empresa ou grupo empresarial, que visa à otimização dos recursos que lhe são disponíveis, integrando processos de compra, produção, distribuição e venda de seus produtos. Ao agregar insumos, processos e tecnologia, a empresa ou o grupo estaria reduzindo custos ou ampliando suas vendas; no mesmo setor ou em segmento correlatos.
Há dois tipos básicos de integração da produção; aquela que visa fortalecer a organização assegurando o fornecimento de matérias-primas e outros insumos que lhe são necessários (integração para trás), e a outra que objetiva agregar consumidores (integração para frente); não confundir com diversificação de atividades.
A verticalização da escala produtiva e padronizada foi uma das bases do fordismo, concepção desenvolvida por Henry Ford em sua fábrica de automóveis, segundo a qual tudo deve pertencer ao mesmo dono e deve ser controlado de maneira centralizada, objetivando manter um ritmo adequado da produção. Por esse motivo, no inicio do século passado foi amplamente utilizado o conceito de integração vertical do processo produtivo (integração para trás), centralizado em um mesmo empreendimento. Na forma de pensar da época, as organizações verticalizadas eram chamadas de “tradicionais” e analisadas de forma desvinculadas de seu mercado consumidor.
Nos anos 1950 teve início o processo de mudança na estratégia das empresas para garantir suprimentos para sua linha de produção. A própria Ford adotou a prática do outsourcing, ou seja, a aquisição de componentes junto a terceiros. Essa política foi adotada com o objetivo de reduzir os custos de produção, já que reduz os investimentos fixos (com edificações, máquinas, equipamentos, por exemplo), bem como os custos de estocagem e gerenciamento de material e outros, além de reduzir os encargos financeiros, visto que a redução de necessidade de ativos produtivos reduz a necessidade de tomada de recursos de terceiros para financiá-los.
O conceito de verticalização da produção mais ou menos que perdurou até os anos 1970, quando houve o surgimento de novos paradigmas técnico-econômicos tais como: a) a produção enxuta; b) a customização – personalização, adaptação, adequação dos produtos – de acordo com o gosto ou necessidade do mercado, e c) os blocos regionais – União Europeia, Mercosul etc.
Então foi o declínio das indústrias do modelo fordistas, ou seja, do sistema de produção baseado na verticalização e o nascimento da produção enxuta, também conhecida como toyotismo (desenvolvido pela montadora japonesa Toyota), modelo que integra o just-in-time, kanban, TQC. O just-in-time é um processo de administração da produção que visa reduzir estoques e os custos decorrentes, evitando comprar, produz ou transportar qualquer insumo ou produto antes da hora exata. O kanban é uma técnica que controla os fluxos de produção. Esse conjunto de novas visões sepultou a integração para trás.
            Essa onda de mudanças também atingiu a integração para frente, onde os processos de distribuição da produção, integração dos produtos como insumos de outros setores e “fechamento” da cadeia produtiva deixaram de ser atrativos por produzirem resultados não satisfatórios, tendo em vista os custos de aquisição de novas tecnologias para essas novas atividades.
Então, o novo paradigma industrial passou a se articular sob três dimensões básicas: a) cooperação entre empresas fornecedoras e compradoras; b) uso intensivo de novas tecnologias nas atividades básicas; c) padrão de organização voltada para melhores resultados nas atividades básicas.
Tribuna do Norte. Natal, 05 jul 2015.