sábado, 18 de julho de 2015

Atenção meninas de Caicó: a rainha da Inglaterra é milionária.

Quão rica é a rainha da Inglaterra?

  • 11 julho 2015
Fortuna da rainha foi estimada por jornal em 340 milhões de libras
A notícia de que o patrimônio da Coroa britânica teve lucro recorde de 285 milhões de libras (R$ 1,4 bilhão) no ano passado significa que a rainha da Inglaterra receberá 2 milhões de libras extras em financiamento público no próximo ano.
Mas exatamente quão rica é a rainha? E de onde vem este dinheiro?
Apesar de muitos detalhes sobre as receitas da rainha serem públicos, sua exata fortuna é desconhecida, porque ela não é obrigada a revelar suas finanças pessoais.
De acordo com a lista dos mais ricos de 2015 do jornal Sunday Times, sua fortuna é estimada em 340 milhões de libras, 10 milhões a mais do que no ano anterior.
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A principal fonte de receita é o Fundo Soberano, composto por uma porcentagem fixa dos lucros do patrimônio da Coroa.
Este patrimônio data de 1760, quando o rei George III chegou a um acordo com o governo para que o excedente da receita com as terras da Coroa fossem destinados para o Tesouro britânico.
Em troca, o rei não teria mais que pagar pelos custos do governo civil e as dívidas acumuladas por monarcas anteriores, passando a receber um pagamento fixo anual. Desde então, cada novo monarca renovou este acordo.

Portfólio

Pista de corrida está entre as propriedades do patrimônio da Coroa britânica
Hoje, o patrimônio da Coroa é um negócio comercial independente, com um dos maiores portfólios de propriedades do Reino Unido e com um valor de 11,5 bilhões de libras, uma soma recorde e que representa um aumento de 16,1% em relação a 2014.
A maioria dos bens deste portfólio está em Londres, mas também envolve propriedades na Escócia, no País de Gales e na Irlanda do Norte.
Isso inclui o parque Windsor Great, que compreende uma área de 5 mil hectares, e a pista de corrida de cavalos Ascot, uma das principais do Reino Unido.
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Mas grande parte desta coleção é formada por propriedades residenciais, escritórios, lojas e centros comerciais.
Sob o acordo vigente, todos os lucros obtidos a partir deste patrimônio são pagos ao Tesouro, e 15% deste dinheiro é dado à rainha.
Patrimônio da Coroa ainda é composto por lojas e centros comerciais em Londres
Este pagamento compõe o Fundo Soberano, que é usado para dar apoio à monarca em suas funções oficiais.
No ano passado, o Fundo Soberano foi de 37,9 milhões de libras, dos quais a rainha gastou 35,7 milhões.
Este dinheiro cobre custos com sua equipe, manutenção de propriedades, viagens, entre outras coisas.
Tecnicamente, o patrimônio da Coroa pertence ao monarca durante a duração de seu reinado, mas, na prática, não pode ser vendido por ele ou ela.

Receita privada

Já os gastos gerados por outros membros da família real são custeados por uma receita privada da rainha, o privy purse.
Os fundos para isso vêm em sua maioria do Ducado de Lancaster, um portfólio de terras, propriedades e bens da rainha que são administrados se forma separada do patrimônio da Coroa.
Este portfólio consiste de 18.454 hectares de terra na Inglaterra e no País de Gales, além de propriedades comerciais, agrícolas e residenciais.
Apesar de ser classificado como um patrimônio privado da rainha e ser herdado, não pode ser vendido por ela.
Assim como o patrimônio da Coroa, os lucros do Ducado de Lancaster vão para o Tesouro, que então financia parte das despesas da rainha não cobertas pelo Fundo Soberano.
Castelo Balmoral é uma das propriedades privadas da rainha
Neste ano, a receita privada da rainha foi de 13,3 milhões de libras, valor em sua maioria composto pelo portfólio do Ducado de Lancaster.
Existe até mesmo um cargo governamental, o chanceler do Ducado de Lancaster, cuja função inclui administrar as propriedades e aluguéis deste ducado.
O posto cabe atualmente a Oliver Letwin, parlamentar eleito pelo distrito de West Dorset e que também é responsável pelo gabinete oficial do governo britânico.
De forma separada, a receita do Ducado da Cornualha financia os gastos privados e oficiais do príncipe de Gales e da duquesa da Cornualha.
Ambos são isentos do pagamento de taxas para o governo porque são entidades da Coroa.

Portfólio de investimentos

Obras de arte, como esta pintura do rei Charles I, estão na coleção real
Mas a extensão dos ganhos privados da rainha são menos conhecidos.
De acordo com o Sunday Times, ela tem um portfólio de investimentos que consiste em sua maior parte de ações de empresas britânicas consideradas mais confiáveis, avaliado em 110 milhões de libras.
A rainha também tem propriedades privadas, incluindo a Sandringham House, em Norfolk, o castelo Balmoral, em Aberdeenshire e outras casas menores.
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Seus bens ainda incluem uma coleção de selos, joias, carros, cavalos, o legado da rainha-mãe. Tudo isso contribui para sua fortuna pessoal.
Separadamente, ainda há a coleção real, que inclui joias da Coroa, obras de arte, móveis antigos, fotografias históricas e livros, num total de mais de 1 milhão de objetos avaliados em 10 bilhões de libras.
Mas esta coleção não pode ser contabilizada na fortuna da monarca porque é administrada em nome de seus sucessores e do país.

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte | Assessoria de Imprensa
17.07.2015

Deputados do RN visitam obras de transposição do Rio São Francisco

Crédito da foto: Eduardo Maia

A Frente Parlamentar da Água segue trabalhando na discussão e cobrança de ações efetivas de combate à seca no Rio Grande do Norte. Os deputados Ezequiel Ferreira (PMDB), Galeno Torquato (PSD), Gustavo Fernandes (PMDB) e George Soares (PR), integrantes da Frente, visitaram nesta sexta-feira (17) as obras de transposição do Rio São Francisco em trecho que inclui os municípios da Paraíba.

Os parlamentares se juntaram ao presidente em exercício da Assembleia Legislativa da Paraíba, João Henrique, e ao presidente da Frente de Combate aos Efeitos da Seca no estado paraibano, Jeová Campos (PSB), com o objetivo de integrar os projetos do dois estados e intensificar os pleitos junto ao Governo Federal e ao Ministério da Integração.

“A união das bancadas e o desejo de ver o Nordeste se tornar prioridade na agilidade dessa obra é a nossa missão. Esse é o primeiro passo. Iremos ainda a Pernambuco e Ceará para fortalecer essa luta, que é um grito de 40 milhões de nordestinos”, disse o presidente da Assembleia potiguar, Ezequiel Ferreira.

No município de São José de Piranhas, a comitiva percorreu as obras do canal (2km) e túnel (15km) responsáveis pelo transporte da água que chegará pelo estado do Ceará à Paraíba, com destino a barragem de Boa Vista, com capacidade de 300 milhões/m³. Em Cajazeiras, os deputados visitaram as obras da barragem de Caiçara, com vazão de 50 milhões/m³, que irá distribuir a água para o reservatório Engenheiro Ávidos e, em seguida, para o Rio Grande do Norte por meio do Rio Piranhas-Açu.

“Viemos conhecer o andamento dessa volumosa obra tão importante para o Rio Grande do Norte e para o Nordeste. Temos que nos unir para reivindicarmos do Governo Federal ações imediatas para essa grande crise hídrica que a região está vivendo”, declarou o presidente da Frente Parlamentar da Água, Galeno Torquato. "O andamento das obras na Paraíba refletem no Rio Grande do Norte. Estamos acompanhando de perto estes serviços", complementou o deputado Gustavo Fernandes.

No entendimento dos participantes da visita, a unificação do discurso e definição de prioridades comuns aos estados são importantes para fazer com que o Governo Federal tenha informações precisas sobre as maiores necessidades dos estados afetados pela crise hídrica.

“Queremos mobilizar a classe política do Rio Grande do Norte, Paraíba, Ceará e Pernambuco para forçar o Governo Federal a, dentro dos cortes atuais, não fechar muito as portas para as obras de transposição do São Francisco”, explicou o deputado George Soares.

Durante o encontro, que contou também com a presença do prefeito Domingos Neto (São José de Piranhas), os parlamentares assinaram um requerimento direcionado ao ministério da integração solicitando providências para a conclusão das obras.

“Precisamos diminuir as distâncias. Selamos hoje um caminho que espero que nos leve diretamente à presidente Dilma para clamarmos pela conclusão das obras de transposição do São Francisco”, disse o deputado paraibano Jeová Campos.

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte | Assessoria de Imprensa
16.07.2015
Souza ressalta importância do INSS e
diz que greve dos servidores é justa
Crédito da foto: João Gilberto
O deputado Souza Neto (PHS) fez pronunciamento na sessão plenária desta quarta-feira (15), prestando solidariedade aos servidores em greve do INSS. O parlamentar, servidor licenciado, disse que a causa é justa e que se sente como parte desta luta.
“Apoio incondicional à greve iniciada no último dia 7 de julho. A remuneração total formada por 90% de gratificações não são incorporadas aos vencimentos”, disse Souza.
De acordo com o parlamentar, o INSS tem mais de 15 mil servidores recebendo abono de permanência em serviço e metade da força de trabalho dos previdenciários federais trabalha no limite de suas forças. “A maioria dos idosos ou portadores de enfermidades poderia estar aposentado, abrindo vagas no setor público”, reforça o deputado.
O parlamentar disse ainda que é imprescindível destacar a importância da seguridade social para o Brasil e que apesar de influenciar direta e indiretamente, a previdência e seus impactos positivos ainda são desconhecidos para a sociedade brasileira.
“A Previdência tem cumprido o seu papel social e tem sido um instrumento de combate à pobreza resgatando a dignidade de brasileiros. Os pagamento de vários benefícios são todos de responsabilidade do INSS”, enfatizou Souza
Em aparte, o deputado Getúlio Rêgo (DEM), disse que o PT tem medo de enfrentar as demandas de qualquer segmento. “Estou no nono mandato e nunca fui contra qualquer segmento do funcionalismo. Qualquer que seja a sua origem tem o meu apoio e o meu voto”, disse Getúlio.
 Entre as reivindicações da categoria estão reajuste de remuneração de acordo com a inflação, incorporação das gratificações e jornada de 30 horas.

terça-feira, 14 de julho de 2015

Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte | Assessoria de Imprensa
14.07.2015

Sessão solene marca o centenário da América na Assembleia Legislativa

Crédito da foto: Eduardo Maia

Em comemoração aos 100 anos de fundação do América Futebol Clube, a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte realizou, na manhã desta terça-feira (14), uma sessão solene que contou com a participação dos dirigentes do clube, torcedores, autoridades do mundo esportivo e das administrações municipais e estaduais.

A sessão, proposta pelos deputados Hermano Morais (PMDB) e Gustavo Carvalho (PROS), homenageou 13 personalidades que fazem parte desses 100 anos de história.

“Quis a providência divina que, neste ano de comemoração pelo centenário, eu estivesse em exercício de duas orgulhosas funções: presidente do América e deputado estadual. E posso dizer que este Poder se sente honrado de homenagear o América Futebol Clube saudando a história dessa instituição. Àquela época os fundadores não tinham ideia da bem aventurança que tinham criado, instituíram não apenas um time de futebol, mas uma verdadeira nação”, discursou Gustavo Carvalho (PROS).

O América Futebol Clube foi fundado em 14 de julho de 1915. Em um cenário que prevalecia “as sequelas da primeira Guerra Mundial, qualificada pelos conterrâneos como a Grande Guerra”, como destacou Carlos Gomes, filho de José Gomes da Costa, um dos fundadores do clube alvirrubro.

Na ocasião, foi exibido um breve documentário sobre o centenário, sustentado por detalhes históricos narrados durante o discurso de Carlos Gomes. “O estado vivia um clima de pós-guerra, quando as providências remanchavam o progresso, precisamente pela dúvida da solidez da atividade produtiva e pelo estado precário das finanças públicas. Apesar disso, os jovens se divertiam com jogos triviais, entre os quais o futebol”.

O desembargador Marcelo Navarro fez uma alusão à representatividade da cor da bandeira do time com uma série de símbolos. “É a cor do sangue, da revolução, da vida. O pequeno grupo que fundou o América se tornou uma nação”, destacou. Marcelo Navarro também citou, além das vitórias e conquistas, o desempenho das equipes no futebol amador e de salão e ainda da importância dos eventos promovidos dentro da sede social do América para a formação da identidade dos potiguares.

O ministro do Turismo e torcedor do América, Henrique Alves (PMDB), foi um dos homenageados e declarou o seu amor. “O América não é apenas um clube de futebol, é um sentimento da cidade”. Os deputados Dison Lisboa (PSD), Gustavo Fernandes (PMSB), Ricardo Motta (PROS) e Hermano Morais (PMDB) também prestaram homenagens ao clube.

Homenageados na solenidade 100 Anos América Futebol Clube

Desembargador Oscar Pires Homem de Siqueira (In Memoriam), fundador
Carlos Homem de Siqueira (In Memoriam), fundador
José Gomes da Costa (In Memoriam), ex-presidente
Humberto Pignataro (In Memoriam), ex-presidente
Humberto Nesi (In Memoriam), ex-presidente
Heriberto F. Bezerra (In Memoriam), ex-presidente
Rui Barreto da Silva (In Memoriam), ex-presidente
Carlos José da Silva (In Memoriam), ex-presidente
Carlos Jussier T. Santos, ex-presidente
José Rodrigues de Oliveira (In Memoriam), ex-presidente
José Vasconcelos da Rocha, presidente do conselho deliberativo
Juvenal Lamartine de Faria (In Memoriam), colaborador
Lavoisier Maria Sobrinho, colaborador
Henrique Eduardo Lira Alves, colaborador

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Capitais não terão novos cursos de medicina.

Os novos cursos de medicina criados dentro da estratégia do Programa Mais Médicos vão ofertar 2.290 vagas de graduação em 36 municípios do país. As cidades contempladas não têm faculdade na área e não são capitais de estado, o que contribui para a interiorização do ensino médico. Os ministros da Saúde, Arthur Chioro, e da Educação, Renato Janine Ribeiro, anunciaram sexta-feira (10/7) a escolha das instituições de ensino superior (IES) particulares que devem implantar o curso até 2016. A medida faz parte da ampla estratégia de reestruturação do atendimento médico no país, que abrange ações na área de provimento de profissionais, formação médica e infraestrutura. [Portal Saúde Saiba mais]

- Confira aqui lista de cidades e instituições selecionadas



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Postado por AssessoRN - Jornalista Bosco Araújo no AssessoRN.com em 7/13/2015 01:03:00 PM

domingo, 12 de julho de 2015

Mauricio de Nassau da Silva.

O FABULOSO QUEM?
Tomislav R. Femenick (www.tomislav.com.br)











Em um desses feriadões encompridados, eu quis inovar nas minhas rotinas diárias. Decidido a quebrar com a mesmice do dia-a-dia, resolver não ler jornais, abrir a caixa de e-mails, ligar a internet, ver televisão, ler livro, escrever ou ir à praia. Cedinho, desci e fui andar no pretensioso jardim de alguns metros quadrados que orna a minha casa e tomei um banho de piscina, coisas que eu não fazia há já alguns meses. Depois de tomar café e acender meu charuto matinal, fui brincar com a cachorra, mas as horas não passavam. Fiquei doido para, pelo menos, folhear o jornal; mas me contive. O jeito foi andar pelas ruas do entorno da minha residência. Como era feriado, também era muito cedo para encontrar alguém nas ruas. Vez ou outra aparecia uma alma penada que passava por mim e fazia um cumprimento meio acanhado, com as palavras ditas pela metade, faladas para dentro.
            Assim passei a manhã inteira, procurando fazer coisas diferentes. Liguei para os amigos daqui, de outros cantos do Brasil e fiz até uma ligação para a minha sobrinha que mora no Texas, nos Estados Unidos, coisa que antes nunca tinha feito. Mas não consegui falar com ela, vez que lá era dia de trabalho. Lá para as tantas, arrastei minha mulher e fomos passear em um dos shoppings da cidade. Eu acho que essa parte da ideia fui minha e de quase todo mundo, pois toda a população da urbe estava lá. Mal dava para se andar nas alamedas. As lojas que estavam abertas tinham compradores “escoando pelo ladrão” e a praça da alimentação formigava de gente. Em determinada altura vi-me em frente de uma livraria. Parei um pouco e fiquem conversando com meus botões: folhear livro é a mesma coisa de ler livro? Resolvi que não era. Entrei.
            Estava vendo as prateleiras das novidades e olhando as outras, quando uma jovem senhora se aproximou e pediu que eu autografasse um livro meu sobre contabilidade, que ela havia terminado de comprar. Atendi e agradeci à minha ilustre leitora (todo meu leitor é ilustre) o fato dela comprar algo de minha autoria e me voltei para continuar a folhear os livros que faziam parte de um lote de lançamentos. Ai fui abordado por um senhor com mais ou menos a minha idade, que tinha em mãos um exemplar de outro livro de minha autoria. Falei para mim mesmo: “Puxa, isso nunca me aconteceu antes, e agora acontece em dose dupla”. 
            Mais não era nada disso. O cidadão queria simplesmente discutir o conteúdo do livro. O livro em questão era a biografia do Padre Mota, lançado há poucos anos, de quem o dito cujo se disse bastante conhecedor. Questionou o que disse ser a “aridez” do meu texto, que no seu entender deveria ser mais informal, menos técnico. Achava que teria que haver mais “causos” engraçados, que eu deveria ter contado aquele do Raimundo Sacristão e aquela outra história etc. e tal. Disse que não faria falta se eu não tivesse escrito nada da primeira parte, onde são abordados aspectos da região e da gente de Mossoró e do Oeste do Rio Grande do Norte. Nessa altura eu lhe perguntei se ele era de Mossoró e ele me respondeu que não. Ai ele engatou uma marcha mais forte e continuou sua análise. Disse que o livro deveria ter mais noticias sobre o padre e menos do prefeito, pois ele, evangélico, não concordava com essa história de padre se meter em política.
            Ai aconteceu algo surrealista. Eu perguntei: “O senhor conhece Mossoró?”. Ele respondeu: “Não. Não gosto de calor”. Eu: “O senhor já leu o livro”. Ele: “Não. Folhei aqui na livraria”. Eu: “Como é o seu nome”. Ele: “Johan Maurits van Nassau-Siegenda da Silva, mas os meus amigos me chamam só de Maurício de Nassau”. E foi embora, sem ao menos dizer um tchau.
            Minha mulher, que até então estava em outra parte da livraria vendo outros livros, chegou e me perguntou: “Estava conversando com quem?”. Respondi: “Com o próprio, o fabuloso Mauricio de Nassau”. Ela: “Com o fabuloso quem?”.

Fui para casa ler meus jornais, abrir a caixa de e-mails, ligar a internet, ver televisão, ler meus livros e escrever meus artigos. Só não havia mais tempo para ir à praia.