terça-feira, 20 de outubro de 2015

ssembleia Legislativa do Rio Grande do Norte | Assessoria de Imprensa
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Assembleia Legislativa presta homenagem ao Dia do Aviador

Crédito da foto: Eduardo Maia

 
Por propositura do deputado estadual Ricardo Motta (PROS), a Assembleia Legislativa celebrou o Dia do Aviador em sessão solene na manhã desta terça-feira (20). A data é comemorada no dia 23 de outubro, quando o patrono da Força Aérea Brasileira (FAB), Alberto Santos Dumont, voou com seu 14 Bis, em 1906, em Paris.

“Nossa Aeronáutica mostra seu valor nas ações mais diversas, como as operações de ajuda humanitária de que participa em solo brasileiro e no mundo, levando a solidariedade, uma marca tão nossa, aonde for preciso. No RN, temos o privilégio de contar com a presença da Base Aérea de Natal (BANT). São 73 anos de atividades e bons serviços prestados ao nosso povo”, ressaltou o parlamentar.

Em nome da Força Aérea Brasileira e seus aviadores, o brigadeiro do Ar e comandante da 1ª Força Aérea, Hudson Costa Potiguara, recebeu a placa alusiva à data e agradeceu a honraria, citando a história da aviação no Brasil e a determinação de Santos Dumont, que inspira os aviadores. “Estamos todos de parabéns. Esses homens e mulheres de azuis que voam e fazem voar e que, com valores de soberania e democracia, vem tornando fortes as asas que protegem o Brasil”, disse.

Presidindo a sessão, o deputado Getúlio Rego (DEM) enalteceu a importância das Forças Armadas no Brasil e leu uma nota do deputado federal Rafael Motta (DEM) ressaltando a importância da aviação para o Rio Grande do Norte e do potiguar Augusto Severo, que teve relevante papel nos primórdios da engenharia aeronáutica.

Estavam presentes da sessão solene ainda, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ezequiel Ferreira (PMDB), a deputada Cristiane Dantas (PCdoB), o deputado Carlos Augusto Maia (PTdoB), o coronel Araújo Lima, sub-comandante da Polícia Militar, o comandante do III Distrito Naval, Afrânio de Paiva Moreira Júnior, o chefe de Estado Maior da 7ª Brigada de Infantaria Motorizada, coronel José Girino Bezerra, o chefe do Estado Maior da Força Aérea, coronel Roberto Benzecry e o secretário municipal de Segurança e Defesa Social, Osório Jácome.   

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

9/10/2015 17h20 - Atualizado em 19/10/2015 18h05

Eduardo Cunha diz que não renuncia à Presidência da Câmara

Documentos demonstram que ele tem contas não declaradas na Suíça.
'Esqueçam, não vou renunciar', afirmou deputado em entrevista.

Fernanda Calgaro Do G1, em Brasília
O presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), durante entrevista coletiva no Salão Verde (Foto: Gustavo Lima/Câmara dos Deputados)O presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), durante entrevista coletiva nesta segunda-feira (19) no Salão Verde da Casa (Foto: Gustavo Lima/Câmara dos Deputados)
O deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) afirmou nesta segunda-feira (19) que não renunciará à presidência da Câmara. "Esqueçam, não vou renunciar", declarou.
Na última sexta-feira, documentos do Ministério Público da Suíça revelados pela TV Globo mostraram que Cunha é titular de contas em bancos na Suíça. Em março, em depoimento à CPI da Petrobras, ele afirmou que não tem contas no exterior. Cunha é alvo de uma representação no Conselho de Ética da Câmara dos partidos PSOL e Rede, que tentam cassar o mandato de deputado do presidente da Casa.
"Aqueles que desejam a minha saída têm de esperar o fim do mandato para escolher outro", disse Eduardo Cunha na entrevista.
Ele afirmou que se sente em condições de continuar na presidência da Câmara. "Tenho legitimidade para executar todos os atos da função [para] que fui eleito", declarou.
O presidente da Câmara voltou a se recusar a falar sobre as contas na Suíça – disse que isso cabe aos advogados – e reiterou o teor das notas divulgadas anteriormente, em que afirmou não ter contas no exterior nem ter recebido "qualquer vantagem".
O peemedebista negou se sentir isolado politicamente. Ele sustentou ainda que não precisa do apoio do PMDB para se defender.
"Eu não preciso que ninguém me ajude a fazer a minha defesa. A minha defesa será feita por mim mesmo e pelos meus advogados num segundo momento no foro apropriado", argumentou.
Conselho de Ètica
Sobre a representação no Conselho de Ética por suposta quebra de decoro parlamentar, Cunha disse que se trata de uma situação "técnica" e não política.
"Eu vou precisar provar exatamente o que me acusam para que aí possa a maioria do Conselho [de Ética] e do plenário [da Câmara], se satisfazer com as defesas que serão feitas. Isso não é uma situação política, é uma situação também técnica. Vou tratar também tecnicamente", disse.
Dilma
Cunha foi questionado sobre entrevista da presidente Dilma Rousseff na Suécia no fim de semana, na qual, ao comentar as provas da existência de contas de Cunha na Suíça, Dilma disse lamentar "que seja um brasileiro".
"E eu lamento que seja com um governo brasileiro o maior escândalo de corrupção do mundo", respondeu Eduardo Cunha na entrevista.
Votações na Câmara
O deputado também falou sobre suposta preocupação do governo com a pauta de votações na Câmara, afirmando que continuará trabalhando com a mesma "celeridade".
"Se o governo sofreu derrotas, [...) é porque não tem uma base em condições de dar esse quórum e vencer as votações", afirmou.
CPI da Petrobras
Cunha contestou ainda críticas de que os trabalhos da CPI da Petrobras, com fim previsto para esta semana, não deverão ser prorrogados a fim de poupar a ele próprio e a outros parlamentares que teriam se beneficiado do esquema de corrupção na estatal.
"Se a própria CPI não votou a sua prorrogação, não é o presidente da Câmara que vai fazer isso de ofício. (...) Não participei de nenhum acordo", disse.

domingo, 18 de outubro de 2015

CARTA À SENADORA FÁTIMA BEZERRA

                      "Roda mundo, roda gigante, roda moinho, roda peão..."
                                                  Chico Buarque

Excelentíssima   Senhora FÁTIMA BEZERRA
Senadora do Rio Grande do Norte

Proclama-se aos ventos que "o sonho acabou". São os apressados: aqueles que comem cru porque não sabem administrar o tempo. Já dizia um dos fundadores do PT no Estado, o poeta e escritor JOÃO RÉGIS CORTEZ DE LIMA: “No tempo não havia horas, porquanto é uma porta aberta para eternidade”.

E Vossa Excelência sabe muito bem, agora que foi eleita pelo povo potiguar a sua representante no Senado, quanto é difícil o caminho. Muitos desistiram, outros  ficaram  na estrada e poucos chegaram ao topo da montanha. Relembro alguns fatos para evitar o esquecimento:

1979 – abril. Começo do fim da Ditadura Militar. Explode a primeira greve do Magistério Potiguar. À frente da Associação dos Professores estava a professora IRACEMA BRANDÃO, que pertencia a velha guarda e não conhecia os novos métodos de luta sindical: GREVE. O Estatuto do Funcionalismo Público não permitia essa modalidade de luta. A greve continuou e se não teve ganhos materiais, teve imensos ganhos políticos: possibilitou a organização dos funcionários públicos, especialmente dos trabalhadores da Educação, que resultou no atual SINTE. Acompanhei tudo de perto porque fazia parte do Comando de Greve. Também estiveram nessa luta os Professores Vicente Barbosa, Egídio, Iara, Miudinho, Joaquim Gaspar (região do Serídó), José Antenor de Azevedo, Sara Lordão (in memoriam), Nalba Dantas, Erineide Lopes, seu Rodrigues, entre outros.
Foram mediadores entre o Governo e o Magistério os advogados Varela Barca e Hélio Galvão. Depois a Comissão Justiça e Paz ligada à Igreja Católica.
Veio o processo eleitoral e apresentamos uma chapa que foi derrotada pelo professor Manoel Lucena candidato oficial do Governo. Contudo, ganhamos experiência e na eleição seguinte o professor JOSÉ ANTENOR DE AZEVEDO foi eleito e passou a sofrer uma oposição ferrenha dos professores.  Na eleição seguinte vocês ganharam. As lutas travadas desde então foram muitas até chegarmos ao atual piso para o magistério, que representa um avanço para a categoria, mas precisa ser complementado por outras medidas: Escola de tempo Integral, bem equipadas, e pessoal motivado. Se o Brasil tivesse adotado esse modelo idealizado pelo professor DARCI RIBEIRO, a situação seria outra e nós teríamos ultrapassado a Coreia do Sul em todos os índices.

1989 - Desde então partimos para outras lutas: fui assessor do Instituto de Terras – ITERN (1989) onde participei da Comissão Central dirigida por Angel Gabriel Vivalle cidadão chileno que foi Ministro da Reforma Agrária do governo de Salvador Allende. Essa equipe   elaborava os projetos de Reforma Agrária (fazenda Hipólito, em Mossoró foi o primeiro a ser posto em prática na Nova República).
1990 – Estive na Secretaria de Governo e na Fundação da Gestão Pública Integrada assessorando a professora Marlusia Saldanha que tentou por em prática o sonho de uma Gestão Pública Integrada.
1991-1993 – Estive na Fundação Hélio Galvão oportunidade em que idealizei e coordenei o curso LITERATURA POTIGUAR: UMA VISÃO SINCRÔNICA,  destinado aos professores da rede pública.
1993 – Fui convocado pelo Poder Judiciário para organizar a sua memória. Dediquei 10 anos da minha vida a esse projeto, que resultou no Memorial Desembargador Vicente de Lemos: estão organizados os Acervos (fotográficos, bibliográficos, documental, utencilial, idumentarial,etc). Escrevi dois livros sobre esse assunto: História do Poder Judiciário do RN e Ministros Potiguares.
2006 – Junto com outros intelectuais (Anna Maria Cascudo, Manoel Onofre, Livio Oliveira, Racine Santos, Pedro Vicente, Carlos  Gomes, Nelson Patriota) ajudei a organizar     a União Brasileira de Escritores – UBE/RN, sendo eleito por três mandatos (2008-2009, 2010-2011 e 2012-2013) a presidência.
2015 –Retornei à Secretaria de Estado da Educação no dia 09 de Setembro estando lotado na Coordenadoria do Livro – CODESE. Na volta fui bem recebido, porém uma surpresa desagradável: não recebi o meu salário  do mês de Setembro e o de outubro fui informado que também não receberei porque tem um trâmite burocrático a ser seguido (isso é UM ABSURDO.SALÁRIO É ALIMENTO e só o Poder Judiciário pode sustar). Não sou iniciante no serviço público e sim fim de carreira.
 Pesa sobre os meus ombros a guarda de três netas, sendo duas do meu filho FAUSTO GOSSON que morreu por overdose de cocaína aos 28 anos de idade, deixando-me em profunda solidão. Também sou portador do Mal  de Parkinson há dez anos, tomando remédios caríssimos. Como o Estado não garante nada neste país, estou gastando em torno de R$ 1.500,00 com remédios. São medicamentos de uso contínuo. Sem eles não consigo andar.
Por fim, rogo a Vossa Excelência que interfira politicamente junto ao Governador para resolver essa questão uma vez que estou exaurido fisicamente pela doença.  Continuo  acreditando que o sonho não acabou e que os nossos inimigos não estão no poder.
Cordialmente,
EDUARDO GOSSON
E-MAIL:                eduardogosson115@gmail.com
Tel:                      9-8782-3660