terça-feira, 17 de novembro de 2015

Miss Brasil, Larissa Costa, visita a Casa Durval Paiva.


17 de novembro de 2015 21:35

A vida é bela
Fotos por assessoria/divulgação
Nesta quarta (18/11), a Miss Brasil Larissa Costa visita a Casa Durval Paiva para um bate-papo sobre Moda e Beleza com as mães e acompanhantes da instituição, dentro da programação do Projeto Moda, Vida e Arte, patrocinado pelos Correios. A palestra começa às 14h30min.

X Fórum do Diagnóstico Precoce
Próximo dia 23/11 é o Dia Municipal, Estadual e Nacional de Combate ao Câncer Infantojuvenil. Em alusão a data, a Casa Durval Paiva vai promover no dia 25/11, no Holiday Inn Natal, a décima edição do Fórum do Diagnóstico Precoce, voltada aos profissionais de saúde e interessados. As inscrições já podem ser feitas online no endereço www.forumdiagnosticoprecoce.vai.la ou pelo telefone (84) 4006-1600. A entrada custa apenas uma lata ou dois pacotes de leite em pó.

Cybervoluntários
Mais de quatro mil cybervoluntários já abraçaram a luta contra o câncer infantojuvenil, e seguem a Casa Durval Paiva no instagram.com/casadurvalpaiva. Curta você também essa causa!

Quanto mais cedo, melhor!
Assim como no Setembro Dourado e Outubro Rosa, a Casa Durval Paiva também apoia a Campanha Mundial de Prevenção ao Câncer de Próstata – Novembro Azul, pois, na luta contra o câncer, quanto mais cedo, melhor!

Casa de Apoio à Criança com Câncer Durval Paiva
Assessoria de Comunicação
Na luta contra o câncer, quanto mais cedo, melhor!

Sandra Cerqueira
Assessora de Imprensa

Casa Durval Paiva - (84) 4006.1600/
 9981-3474/ 9622-4544


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Postado por AssessoRN - Jornalista Bosco Araújo no AssessoRN.com em 11/17/2015 07:03:00 PM

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Como bairro em Bruxelas virou 'celeiro de terrorismo' na Europa

  • Há 5 horas
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Foto JOHN THYSJOHN THYS/AFP/Getty Images
Image captionPolicial vigia rua durante operação para deter suspeitos de envolvimento em ataque em Paris no bairro de Molenbeek em Bruxelas
Após a confirmação de que dois extremistas suicidas teriam vivido em Bruxelas e a emissão de um mandado de prisão contra um terceiro suspeito, nascido na Bélgica, as investigações sobre os atentados de Paris se voltam cada vez mais para o país vizinho.
Não é a primeira vez que investigações de ataques extremistas levam a esse pequeno país de 11 milhões de habitantes, localizado entre a França, a Holanda e a Alemanha.
E mais precisamente ao bairro de Molenbeek-Saint-Jean, em Bruxelas, onde sete pessoas foram detidas durante o fim de semana sob suspeita de terem ligação com os atentados que deixaram pelo menos 129 mortos e 350 feridos em Paris.
"Quase sempre há um vínculo com Molenbeek. Temos um problema gigantesco no bairro", disse o primeiro-ministro belga, Charles Michel, em entrevista à televisão VTM, no domingo.

'Ninho de terroristas'

O mais conhecido cidadão de Molenbeek é Abdelhamid Abaaoud, um belgo-marroquino que está há cerca de dois anos na Síria e ficou conhecido ao aparecer em uma série de fotos sorrindo, ao volante de uma caminhonete carregada de cadáveres.
Abaaoud é considerado o líder de uma célula de terrorismo desmembrada em janeiro na cidade de Verviers, e, segundo a imprensa belga - citando fontes da Procuradoria -, suspeita-se que ele teria planejado os atentados de Paris.
AFPImage copyrightAFP
Image captionAtentados em Paris deixaram pelo menos 129 mortos e 350 feridos
Mas a lista de autores de atentados que passaram pelo bairro é longa. O ministro do Interior, o nacionalista flamengo Jan Jambon, qualificou o local de "ninho de terroristas" no domingo.
O marroquino Ayoub El-Khazzani, suspeito de tentar cometer um atentado em um trem que ligava Amsterdã a Paris em agosto, embarcou no veículo em uma estação de Bruxelas, depois de ter passado semanas em Molenbeek.
Também passaram pelo bairro o francês Mehdi Nemmouche, autor do atentado ao Museu Judaico de Bruxelas, em maio de 2014, e Hassan El Haski, um dos cérebros dos atentados de 2004 em Madri, reivindicado pela Al-Qaeda.
ReutersImage copyrightReuters
Image captionBairro tem grande concentração populacional

Conexão síria

A subprefeita de Molenbeek, Françoise Schepmans, admite que o bairro seja uma espécie de centro de operações de redes de terrorismo.
Schepmans acredita que a alta densidade populacional de Molenbeek - 97 mil habitantes em menos de 6 quilômetros quadrados -, somada ao fato de que 80% dos habitantes é de origem árabe, facilita o anonimato para criminosos que "na maior parte do tempo estão só de passagem".
Para Claude Moniquet, cofundador do Centro Europeu de Inteligência Estratégica e Segurança, os fatos mais recentes estão diretamente relacionados ao número de habitantes do bairro que se uniram aos combatentes islamistas na Síria - apesar de não haver ainda uma cifra exata.
O ministério de Justiça da Bélgica estima que entre 500 e 800 belgas se envolveram no conflito sírio, o que faz do país o principal fornecedor de combatentes europeus em relação a sua população.
APImage copyrightAP
Image captionBélgica é principal fornecedora de combatentes estrangeiros para o 'EI' em relação à população
Um deles era Brian de Mulder, belga filho de uma brasileira, que se somou ao conflito sírio antes da criação do Estado Islâmico, depois de uma rápida radicalização em contato com o grupo extremista Sharia4Belgium.
Acredita-se que o jovem tenha sido morto durante um bombardeio na Síria em 23 de outubro, aos 22 anos.
Não se sabe, por enquanto, se dois homens-bomba de Paris que viviam em Molenbeek - Ibrahim Abdeslam e Bilal Hadfi - eram membros de Sharia4Belgium, considerado o principal recrutador de combatentes belgas para grupos extremistas na Síria.
Mas a Procuradoria da Bélgica confirmou que eles estavam entre os cerca de 120 belgas que lutaram na Síria e voltaram ao país.
Essas pessoas são potenciais aliados em projetos de ataques na Europa, observa Moniquet.

Pobreza

Segundo o ministro Jambon, o número de belgas que viajam à Síria têm diminuído na maioria das cidades desde o início do fenômeno, em 2012.
No entanto, em Molenbeek, as estratégias de "desradicalização" adotadas pelo governo não têm dado resultado e "as pessoas continuam a partir".
"O bairro está fora de controle. Vemos que várias células (jihadistas) estão presentes em Molenbeek", afirmou no domingo, em Paris, prometendo um novo plano de ação específico para o bairro.
O cientista político Dave Sinardet, da Universidade Livre de Bruxelas (VUB), afirma que a composição social do bairro também contribui para torná-lo um terreno fértil para a radicalização.
ReutersImage copyrightReuters
Image captionPara cientistas político, fato de bairro ser jovem e pobre ajuda a explicar radicalização
"É um dos bairros mais pobres e mais jovens do país, com um alto nível de desemprego", observou.
Diferente da parte flamenga da Bélgica, Bruxelas não obrigou seus imigrantes a falar o idioma local ou a integrar-se e facilita até hoje a preservação de costumes dos países de origem.
Esse modelo, elogiado nos anos 70, durante a prosperidade industrial de Molenbeek e o auge da imigração árabe, está sendo agora apontado por muitos políticos como o responsável por ter convertido o bairro em um "gueto" problemático desde a decadência econômica dos anos 90.
O ex-subprefeito de Molenbeek, o socialista Philippe Moureaux, tornou-se alvo de críticas por ter permitido a abertura de 22 mesquitas, muitas delas financiadas pela Arábia Saudita, durante sua gestão, encerrada há três anos.

Armas

Bruxelas também é apontada como um centro do tráfico de armas na Europa, porta de entrada de um grande volume de material desmilitarizado procedente dos países da antiga Iugoslávia.
Essas armas, destinadas a colecionadores ou filmagens, em geral foram manipuladas para não atirarem mais. Mas ela são reabilitadas por uma rede criminosa na Bélgica e voltam a circular ilegalmente.
A proximidade de várias fronteiras internacionais facilita o fluxo desse equipamento.
As investigações dos atentados de Paris de janeiro - contra o jornal satírico Charlie Hebdo e um supermercado judaico - revelaram que parte do arsenal utilizado nessa série de atentados teria sido adquirido em Bruxelas.

MUNDO

"Estado Islâmico" ameaça EUA e Europa com novos ataques

Em vídeo com imagens de atentados em Paris, grupo extremista lança alerta a países que realizam ataques aéreos na Síria. Em contrapartida, grupo de hackers Anonymous declara guerra cibernética ao EI.
Num vídeo divulgado nesta segunda-feira (16/11), o "Estado Islâmico" (EI) advertiu países que vêm realizando ataques aéreos contra o grupo extremista na Síria. Os jihadistas afirmaram que esses países terão o mesmo destino que a França e ameaçaram atacar Washington.
O vídeo, de aproximadamente 11 minutos, começa com imagens de notícias sobre os ataques em Paris da última sexta-feira. "Dizemos aos Estados que participam da campanha de cruzada que vocês terão, se Deus quiser, um dia como o da França. E, por Deus, como atingimos a França em seu centro, Paris, juramos que vamos atacar a América em seu centro, Washington", afirma um homem que aparece identificado como Al Ghareeb, o Argelino.
Os jihadistas também ameaçaram a Europa. "Digo aos países europeus que estamos chegando. Indo com armadilhas e explosivos, chegando com cintos explosivos e silenciadores [de armas], e vocês serão incapazes de nos deter, porque hoje somos muito mais fortes do que antes", diz Al Ghareeb.
Não foi possível identificar imediatamente a autenticidade do vídeo, que aparentemente teria sido produzido por combatentes do EI na província iraquiana de Salah-ad-Din, ao norte de Bagdá. Ele foi divulgado num site usado pelo EI para postar suas mensagens.
Aparentemente em referências às conversações internacionais sobre o conflito sírio, outro jihadista, identificado como Al Karrar, o Iraquiano, declara ao presidente da França, François Hollande, que o grupo decidiu negociar "nas trincheiras e não em hotéis".
Um dia após os ataques em Paris, Hollande classificou os atentados como "ato de guerra" e ressaltou que não iria parar com os ataques aéreos contra o "Estado Islâmico" na Síria e no Iraque.
Guerra virtual
Em resposta aos atentados de Paris, hackers do grupo Anonymous afirmaram que estão se preparando para realizar uma série de ataques cibernéticos ao "Estado Islâmico".
Num vídeo divulgado nesta segunda-feira, um homem usando uma máscara de Guy Fawkes chamou os jihadistas do EI de "vermes" e disse que eles serão perseguidos.
"Esses ataques não ficaram impunes. Vamos lançar a maior operação contra vocês. Esperem muitos ataques cibernéticos. A guerra foi declarada. Preparem-se. Não perdoaremos e não esqueceremos", afirmou o hacker, em francês.
CN/rtr/dpa

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MUNDO

dw.de - 16.11.2015

Países do G20 declaram combate conjunto ao terrorismo

No encerramento da Cúpula do G20, os países-membros assinaram uma declaração conjunta em que se comprometem a combater o terrorismo não apenas militarmente, mas também ao cortar o financiamento de grupos como o EI.
Cúpula do G20 em Antalya, na Turquia
Pela primeira vez na história, as vinte maiores economias do mundo – que representam dois terços da população mundial – condenaram veementemente o terrorismo internacional. Religião não deve servir de justificativa para o terror, escreveram os países do G20 em um comunicado, publicado nesta segunda-feira (16/11) em Antalya, na Turquia, onde os líderes estão reunidos desde domingo.
Ainda sob o impacto dos ataques terroristas em Paris e dos recentes atentados no Líbano e na Turquia, os países-membro votaram por um endurecimento do combate aos terroristas, melhorias na cooperação entre serviços de inteligência e o esgotamento das fontes de financiamento dos terroristas.
O último ponto na verdade é uma das tarefas fundamentais do G20, que desde a crise financeira mundial de 2008 foi incumbido da tarefa de coordenador a política econômica e financeira. A chanceler federal alemã, Angela Merkel, disse que "o fluxo de caixa dos terroristas" deve ser suprimido. Isso se refere especialmente ao "Estado Islâmico" (EI), que construiu estruturas governamentais em parte da Síria e do Iraque e coleta impostos e dinheiro de extorsão.
O ministro alemão das Finanças, Wolfgang Schäuble, que também participou da Cúpula do G20, lembrou que já existem iniciativas para identificar e bloquear as atividades de grupos terroristas no mercado financeiro internacional.
Além disso, após os ataques ocorridos em janeiro ao semanário satírico Charlie Hebdo, a França já havia feito uma série de sugestões. Os chefes de governo prometem que agora irão transformar as palavras em ações. Após o choque causado pelos ataques em Paris, não é possível que as coisas continuem como estão, o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk.
Patrocínio da Arábia Saudita
O financiamento e abastecimento de terroristas do "Estado Islâmico" ocorreram tranquilamente até algumas semanas atrás, acreditam especialistas. As principais fontes continuam sendo a venda de petróleo da Síria e do Iraque, além da cobrança de resgate por reféns ocidentais e a venda de antiguidades roubadas.
Muitas agências de inteligência ocidentais têm destacado em seus dossiês que o Kuwait, o Qatar e a Arábia Saudita financiaram por anos o "Estado Islâmico". Estes países, de maioria sunita, viam no EI uma liderança contra rivais xiitas da região, como o Irã.
Foi apenas quando o EI começou a lançar mão de práticas extremamente cruéis, levando os próprios financiadores a se sentirem ameaçados, que esses países começaram a reduzir ou cortar as verbas para o grupo, afirma Daniel Wagner, chefe de uma empresa privada de análises de segurança nos Estados Unidos. "Eles criaram um monstro que agora está se voltado contra eles próprios", escreveu Wagner no Huffington Post.
O financiamento, porém, ainda é mantido por indivíduos privados desses países. Após a votação de hoje, a Arábia Saudita, também membro do G20, poderia reprimir tais práticas.
A Turquia também tem um papel essencial no envio de provisões ao "EI". Já há um ano a DW informou sobre bens e equipamentos que eram fornecidos por turcos ao EI na cidade síria de Raqqa. O grupo terrorista também teria fornecido petróleo da da Síria para a Turquia. Portanto, o anfitrião do G20 também poderia tomar medidas para cortar o fornecimento do exército terrorista.
Segundo diversos relatos na imprensa, após a desintegração da Líbia, os Estados Unidos teriam enviado uma grande quantidade de armas da Líbia para equipar grupos rebeldes do Líbano. Essas armas também poderiam acabar, em parte, nas mãos de membros do EI.
Obama e Putin tiveram "conversa construtiva", segundo porta-voz russo
Ações militares conjuntas
Às margens da cúpula do G20, os dois principais protagonistas no bombardeio aéreo de rebeldes e terroristas na Síria e no Iraque – Estados Unidos e Rússia –, aparentemente se aproximaram. Durante o encontro, o presidente russo Vladimir Putin e o presidente americano Barack Obama reuniram-se separadamente por cerca de 30 minutos. Segundo um porta-voz do Kremlin, "não houve nenuhma mudança fundamental, mas as conversações foram construtivas."
EUA e Rússia concordaram, pelo menos, em uma melhor coordenação dos seus ataques aéreos – que até agora ocorrem paralelamente. Putin afirmou que "agora as forças devem ser unidas". Os países ocidentes criticam a Rússia de bombardear posições de rebeldes pró-ocidente como forma de apoiar o governante sírio Bashar al-Assad. A Rússia alega que lança ataques contra terroristas de diferentes grupos. Barack Obama ainda anunciou na cúpula que os esforços para eliminar o Estado Islâmico devem ser duplicados.
Segurança aérea
O primeiro-ministro britânico David Cameron ainda vê grandes diferenças em relação à Rússia no que diz respeito à Síria, mas também pontos em que houve aproximação. Ele afirmou que sete ataques terroristas foram frustrados na Grã-Bretanha nos últimos seis meses e indicou que autoridades devem determinar se novas medidas devem ser introduzidas para evitar atrocidades.
O Reino Unido deve dobrar seus gastos com segurança de aviação e está recrutando mais 1.900 pessoas para os serviços de segurança e inteligência, como parte da resposta britânica aos ataques de Paris. Recursos também serão destinados a profissionais de segurança aérea para fornecer relatórios regulares sobre os aeroportos ao redor do mundo. Tais passos seriam parte de uma ampla revisão de gastos e não apenas uma resposta direta aos atentados em Paris.
Merkel: "somos mais fortes do que qualquer forma de terrorismo"
Reforço nas fronteiras da UE
No encontro, Angela Merkel anunciou que a Alemanha e a Grã-Bretanha devem sediar uma conferência de doadores para refugiados sírios em fevereiro. A chanceler federal reconheceu que a Europa deve defender melhor suas fronteiras externas se ainda quer ser capaz de receber refugiados sírios e prevenir, ao mesmo tempo, a possibilidade de infiltração terrorista.
Merkel disse esperar que a cúpula envie um "forte aviso" contra o terrorismo islâmico. "Nós somos mais fortes do que qualquer forma de terrorismo", afirmou a jornalistas.
Se e como as Forças Armadas Alemãs poderiam participar de um reforço nos ataques contra o EI, a chanceler não explicou. "Para isso ainda é muito cedo", disse Merkel. Até agora, a Bundeswehr treina combatentes curdos no norte do Iraque.
Debate sobre refugiados
O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, rejeitou veementemente as sugestões feitas por conservadores de que a União Europeia deveria mudar sua estratégia quanto aos refugiados. "Os refugiados não são responsáveis pelos ataques em Paris", declarou. A Europa irá continuar um continente aberto, afirmou; os refugiados estão fugindo exatamente do mesmo terrorismo vivenciado em Paris na sexta-feira.
Muitos países voltaram controlar as fronteiras. Inicialmente, a justificativa foi permitir um melhor controle e registro da entrada de refugiados. Agora, o medo do terrorismo infiltrado pode ser usado como justificativa para suspender o Acordo de Schengen de liberdade de trânsito entre os países membros da União Europeia.

INTERNACIONAL -DW.DE

Saiba quem é o suspeito de arquitetar os ataques em Paris

O belga Abdelhamid Abaaoud, de 27 anos, já havia sido condenado à revelia a 20 anos de prisão por recrutar combatentes para o "Estado Islâmico". Segundo as autoridades, ele é o "cérebro" por trás dos ataques em Paris.
Abdelhamid Abaaoud IS Islamischer Staat Flagge Koran
Um cidadão belga que se encontra atualmente na Síria é apontando como o principal suspeito de ter planejado a série de ataques terroristas em Paris, que deixaram 129 mortos e mais de 350 feridos na última sexta-feira (13/11).
De acordo com fontes ouvidas pelas agências Reuters e AFP, trata-se de Abdelhamid Abaaoud, de 27 anos, que integra as fileiras do Estado Islâmico na guerra civil que assola a Síria desde 2013, sob o nome de Abu Omar al-Baljiki.
Com ascendência marroquina e nascido em Moleenbeck, na região metropolitana de Bruxelas, Abaaoud é um velho conhecido da imprensa belga. Em 2014, ele foi tema de diversas reportagens locais ao recrutar seu irmão caçula, de 13 anos, para se juntar ao EI na Síria.
O caso provocou comoção no país, que apelidou o adolescente de "o mais jovem jihadista na Síria". Em julho, Abaaoud foi julgado por uma corte belga e condenado à revelia a 20 anos de prisão por recrutar combatentes para as fileiras do EI.
Ele também apareceu recentemente em um vídeo divulgado pelo EI conduzindo uma picape que carregava quatro corpos mutilados em uma área dominada pelo grupo.
Em fevereiro de 2015, a revista Dabiq, um dos veículos de comunicação do EI, publicou uma extensa entrevista com Abaaoud na qual ele declarou ter planejado ataques na Bélgica. Em um vídeo divulgado em 2014, Abaaoud declarou: "por toda a minha vida eu vi o sangue dos muçulmanos ser derramado. Eu rezo para que Alá destrua e extermine todos que se oponham a ele".
Em janeiro deste ano, Abaaoud já havia sido apontado por autoridades belgas como um dos chefes da célula terrorista de Verviers (leste da Bélgica) que foi desbarata em uma operação policial. Na ocasião, dois suspeitos foram mortos.
De acordo com a revista francesa Le Nouvel Observateur, a polícia francesa já conhecia Abaaoud. O nome ele apareceu em diversas investigações. Em agosto deste ano, um homem identificado como Reda H. foi preso pela polícia do país após voltar da Síria. Em depoimento, ele contou que havia recebido a missão de atacar uma casa de concertos na França e apontou que o plano fora arquitetado por Abaaoud.
Ainda segundo a imprensa francesa, o nome de Abaaoud apareceu nas investigações de outros atentados frustrados, como o de um ataque a uma igreja de Villejuif em abril – na ocasião, um terrorista argelino que planejava chacinar membros de uma congregação matou uma mulher, mas não conseguiu seguir com o ataque após atirar acidentalmente no próprio pé.
Autoridades afirmaram que Abaaoud foi também citado na investigações do ataque, em agosto, ao trem de alta velocidade Thalys, que fazia a rota Amsterdã-Paris. O ataque foi impedido por um grupo de passageiros que dominou um terrorista armado com um fuzil.
Le Nouvel Observateur cita ainda que Abaaoud manteve contato com Mehdi Nemmouche, o atirador do Museu Judaico em Bruxelas, em maio do ano passado e que ele conhecia pessoalmente um dos irmãos Abdeslam, que são suspeitos de participação nos ataques em Paris.
JPS/ots

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