sábado, 28 de novembro de 2015

Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte | Assessoria de Imprensa
Este e-mail não está abrindo corretamente?
Veja no seu navegador.

Ezequiel Ferreira solicita reabertura das UTIS no Hospital Regional de Currais Novos

Crédito da foto: Eduardo Maia
 
Preocupado com o atendimento da população no setor de saúde no Seridó, o presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira (PMDB) solicitou à Secretaria Estadual de Saúde Pública a reabertura das unidades de terapia intensiva (UTIs) do Hospital Regional Dr. Mariano Coelho, de Currais Novos. Em reunião com o governador Robinson Faria (PSD) na manhã desta sexta-feira (27), Ezequiel lembrou a urgência na reabertura das UTIs na cidade.

“É preciso celeridade no atendimento às solicitações feitas pela Suvisa quando interditou parcialmente o Hospital. Estamos unidos para resolver essa situação”, destaca o presidente da Assembleia, Ezequiel Ferreira.

Os motivos da interdição parcial dos leitos de UTIs – iniciada no dia 24 de novembro - foram desconformidades em relação à estrutura física e falta de equipamento, que já foram solucionadas parcialmente pela diretoria do Hospital conduzida pelo diretor José Arimatéia Bezerra.  “O nosso maior problema agora é o gerador de energia, já que os outros itens da interdição foram resolvidos. Precisamos ter a garantia de continuidade da eletricidade para assistir os pacientes internados”, frisa o diretor.

No último dia 20 de novembro, Ezequiel assinou enquanto governador em exercício um convênio na ordem de R$ 100 mil para abastecimento da unidade hospitalar, que irá garantir o suprimento dos insumos da unidade.

O Hospital Regional e Maternidade de Currais Novos são de média complexidade com atendimento para urgência clínica infantil e adulta, cirúrgicas, obstétricas e traumatológicas com 96 leitos cadastrados, atendendo toda a região do Seridó com mais de 300 internações e quase 4 mil atendimentos na urgência por mês. 

domingo, 22 de novembro de 2015

Telegrama trapalhão vira liberdade em Natal

Telegrama trapalhão vira liberdade em Natal

Por João Bosco de Araújo*
Jornalista  boscoaraujo@assessorn.com  

Foto de acervo do pesquisador Cortez
Nem o título acima, nem o texto que segue abaixo são de minha autoria, mas gostaria que fossem, pois achei interessante a argumentação de que um telegrama enviado três dias antes teria mudado o rumo de uma ação que seria concretizada no meio de uma semana do dia 27 de novembro de 1935, ou seja, nessa data estava previsto o golpe para a instalação de um governo popular revolucionário no Rio Grande do Norte, que certamente as forças de repressão já teriam essas informações, pegando-os de surpresa, com a mensagem antecipada do telegrama, resultando na intentona ou insurreição que durou exatamente esse período, de cerca de três dias.

O texto surrupiei do meu sobrinho Abson de Araújo Soares, aluno do segundo ano do ensino médio do Colégio das Neves, que recebeu a idéia de seu professor de fazer uma redação sobre um fato histórico real, mas com liberdade de criar personagens fictícios. E foi o que ele fez, quando cita o nome do editor do jornal A Liberdade, um bancário de apelido Zé Tampinha. Na verdade, o jornal existiu, e foi o pilar do movimento, porém teve como um dos organizadores o gráfico conhecido por Meneleu, que, segundo o pesquisador e escritor Anchieta Fernandes, este ainda vive em uma cidade do Ceará.

A seguir, o texto do estudante Abson:

“Fato inédito na história brasileira, a capital do Rio Grande do Norte foi sede, em novembro de 1935, de um governo popular revolucionário. O movimento iniciou-se com a participação de forças populares, que só foi possível por causa de um telegrama enviado antecipadamente, cujo conteúdo decretava o início do levante para o sábado, dia 23 de novembro. Conforme estava estabelecido pela Aliança Nacional, a revolução seria na quarta-feira, dia 27, porém, graças ao telegrama trapalhão, o golpe foi antecipado, derrubando o governo de Rafael Fernandes.

Foi nas páginas de ‘A Liberdade’ que o comitê recém instalado dirigiu o manifesto ao povo. O editor do jornal comunista, o bancário José Francisco Corrêa, mais conhecido como ‘Zé Tampinha’, um dos líderes do movimento, contribuiu bastante para o sucesso da revolução em Natal.

Através da publicação, 'A Liberdade' chegava às ruas da cidade. A população tomava conhecimento do novo governo instalado. Ministérios foram criados e empossados. Gente do povo formava o novo governo, como estudantes, funcionários públicos, sapateiros, carteiros e militares não-graduados. Mas o sonho de liberdade dura pouco. Em menos de quatro dias o governo revolucionário chega ao fim. A Intentona Comunista vai por água abaixo, o editor Zé Tampinha é preso com os demais companheiros e o movimento foi contido por tropas do Exército e policiais de outros Estados, que invadiram o RN e restabeleceram a ordem. A data era 27 de novembro de 1935.”

Não sei a nota do professor, mas posso dar a minha: 10.

Agora uma nota de explicação: como estamos no aniversário deste fato histórico, nos seus 73 anos do ocorrido, fui buscar esse texto acima, datado de seis anos atrás, tanto que meu sobrinho cursava o ensino médio, hoje estuda pós-graduação na área de marketing e propaganda, em São Paulo. Esse fato também me faz recordar o meu tio Manoel Salviano, irmão de meu pai.

“Tio Sinhô” era um autêntico contador de histórias, das bandas do Umbuzeiro, em Caicó, e o vi por muitas vezes relatar “a revolução de 35”, segundo sua versão, narrando minuciosamente como Dinarte Mariz juntou um batalhão de homens sertanejos para esbarrar os comunistas – sediados na capital – que marchavam na direção do Sertão. Como narra a história, o Levante foi contido, inclusive em Recife (PE) e Rio de Janeiro, e o meu tio, na ocasião com 29 anos, vivia uma experiência histórica nunca mais esquecida por um jovem sertanejo. O meu sobrinho, por sua vez, outro jovem, criando fatos de uma realidade que me faz mero observador do cotidiano.    

*Publicado no Diário de Natal em novembro de 2008 e outras publicações, anteriormente. Agora nesta data dos 80 anos do Levante de 1935, tendo como cena o RN e outros estados do país.

- No livro A Revolta Comunista de 35 em Natal, o jornalista e pesquisador Luiz Gonzaga Cortez busca detalhes para o fato que revolucionou a história da então provinciana capital potiguar e cidades do interior do estado. Confira postagens anteriores: A Revolta Comunista de 1935 em Natal; A Chacina de Currais Novos (e outras Partes) A Revolta Comunista de 1935 emNatal; Parte VII

©2015 www.AssessoRN.com | Jornalista Bosco Araújo - Twitter @AssessoRN



--
Postado por AssessoRN - Jornalista Bosco Araújo no AssessoRN.com em 11/22/2015 09:21:00 AM

Resposta rápida