sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Novos relatos da Intentona de 1935

Publicação: 2015-12-04 00:00:00 | Comentários: 0 - Tribuna do Norte - Natal/Rn
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A programação que lembra os 80 anos do levante armado de 1935 contra o governo, em Natal, tem mais um evento neste sábado (05). O Sebo Vermelho vai lançar “O Comunismo e as Lutas Políticas do RN na Década de 30”, livro que reúne a série de reportagens do jornalista Luiz Gonzaga Cortez sobre os antecedentes, as ações e os personagens da Intentona Comunista.
DivulgaçãoMovimentos políticos da primeira metade do século XX são abordados em novo livro de Luiz Gonzaga CortezMovimentos políticos da primeira metade do século XX são abordados em novo livro de Luiz Gonzaga Cortez

A publicação original das reportagens foi no “O Poti”, a edição dominical do jornal Diário de Natal. Os jornais deixaram de circular há alguns anos e a homenagem de Luiz Gonzaga, no livro, é para “os companheiros e editores da redação”. Na época, algumas das informações levantadas nas pesquisas para as reportagens, causaram certa polêmica. Uma delas, foi a afirmação de que o soldado da PM Luiz Gonzaga, cultuado como herói da resistência aos revoltosos, nunca foi militar. A revelação consta da entrevista feita pelo jornalista com o aposentado Sizenando Filgueira, que era do Partido Comunista Brasileiro (PCB) e um dos líderes da rebelião.

“Ele não era herói nem militar na época. Ele apenas era um débil mental, menor de idade, e deram-lhe um fuzil para acompanhar os que fugiam do quartel em procura da Base Naval”, afirma Sizenando (pag. 91), para em seguida descrever como matou Gonzaga: “(...) olhava para a direita e vi quando ele estava procurando fazer pontaria para atirar. Antes que ele atirasse, eu atirei. Só dei um tiro e ele caiu”. Sizenando conta em detalhes como foi o ataque ao antigo “Quartel do Batalhão de Segurança” (a antiga Casa do Estudante, no Passo da Pátria), com nomes de outras testemunhas para a morte. Documentos oficiais da época também apontam para a versão contada por Sizenando.

O domínio dos revoltosos sobre Natal durou três dias – de 23 a 25 de novembro de 1935 – e a insurreição, que era mais contra o Estado Novo de Getúlio Vargas que uma tentativa de implantar um estado proletário, também ocorreu em Recife e Rio de Janeiro. Derrotados, os líderes foram presos – aqui, no interior do Estado – e a repressão política/policial que se instaurou atingiu a todos os opositores do governador Rafael Fernandes.

Polêmicas à parte, a pesquisa jornalística feita por Luiz Gonzaga Cortez para as reportagens se constitui em um material de estudo valioso para entender a história política do século XX no Rio Grande do Norte. Algumas das lideranças tidas como referenciais, ainda hoje, se formaram e atuaram naqueles episódios revoltosos e nem sempre claros das alianças, conspirações e interesses da década de 1930. Com essas reportagens, Luiz Gonzaga chegou a ganhar três prêmios “Elias Souto” (FJA – 1984/1986 e 1992) e um outro da Fenaj.

O lançamento, com a presença do autor, será a partir das 9h e deverá se estender até o meio dia. O Sebo Vermelho fica na avenida Rio Branco (Cidade Alta), quase esquina com a rua Coronel Cascudo. O preço do exemplar será de R4 30,00.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Assaltante faz arrastão em escola de dança no Tirol e leva carro de uma vizinha

  

2 de dezembro de 2015 22:15


Um assaltante com arma em punho fez um arrastão em uma escola de dança no bairro Tirol, por volta das 19h desta quarta-feira (2), em Natal. Segundo uma das vitimas, o bandido chegou a pé, sozinho, e anunciou o assalto, levando telefones celulares e outros objetos das pessoas que estavam no salão de dança e se preparavam para cantar os parabéns a um aniversariante do dia.


Ao sair fora na rua, o bandido assaltou um carro de uma moça que abara de sair do condomínio onde mora a poucos metros do prédio da escola que também funciona uma academia de esportes. O local é cercado de condomínios residenciais, na rua Monsenhor José Paulino, nas proximidades do shopping Midway.

©2015 www.AssessoRN.com | Jornalista Bosco Araújo - Twitter @AssessoRN


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Postado por AssessoRN - Jornalista Bosco Araújo no AssessoRN.com em 12/02/2015 07:45:00 PM
FUNPEC contrata obra para a sede do Instituto do Cérebro

(Sirleide Pereira – Ascom-reitoria/UFRN) Fotos: Wallacy Medeiros

A diretora geral da Fundação Norte-rio-grandense de Pesquisa e Cultura (FUNPEC), Tereza Neuma de Castro Dantas, e a diretoria técnica da Empresa Empreendimentos e Construção Civil Ltda (ECCL) celebraram contrato na tarde dessa terça-feira, no gabinete da reitoria da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), para a edificação da sede própria do Instituto do Cérebro (ICe).

O edifício do ICe será erguido em área de   m2, na vizinhança entre o Restaurante Universitário (RU) e a Superintendência de Infraestrutura (SIN) e custará cerca de 18 milhões de reais.

Escolhida por processo licitatório, a contrata ECCL se responsabilidade em entregar a obra no prazo de 2 anos, com direito a mais 90 dias, e deverá iniciar os trabalhos dentro de cinco dias a partir de hoje, data da assinatura do contrato, sob a fiscalização da SIN/UFRN.

Testemunharam o ato a reitora da UFRN, Angela Maria Paiva Cruz e o diretor do ICe, Sidarta Ribeiro, além de técnicos da FUNPEC, da universidade e empreiteira.

O Brasil tem de reviver como Nação



Adriano Benayon * - 01.12.2015

Ao longo da 1ª metade do Século XX, o Brasil fez notáveis progressos através da industrialização e do fortalecimento das instituições financeiras públicas. Também, na área social, com a decretação do salário mínimo (1930) e da legislação trabalhista (1932, consolidada em 1943). Economia e relações sociais são interdependentes.
2.  Entretanto, esses avanços -  interrompidos de 1946 a 1950, quando a  política do País se submeteu facilmente ao império angloamericano e à polarização ideológica da Guerra Fria – não foram suficientemente retomados e atualizados,  sequer com a volta de Getúlio Vargas à presidência da República em 1950, pelo voto direto do povo.
3. Isso porque, diante disso, a intervenção do poder mundial tornou-se maciça e sustentada por abundante corrupção, que penetrou em todos os campos estratégicos, com o objetivo de fazer abortar o surgimento de uma potência industrial no Hemisfério Sul.
4. Essa intervenção logrou derrubar o presidente e inaugurou uma era, que completou 61 anos, de sucessivas renúncias à autonomia econômica e política do Brasil.
5. A desnacionalização da indústria, política oficial desde janeiro de 1955, conduziu à desindustrialização e causou déficits externos, originadores da dívida externa e depois da dívida pública interna.
6. A política de destruição da Nação foi grandemente radicalizada por meio das três primeiras eleições diretas, sob a Constituição de 1988, regime de aparente democracia: a de Collor em 1989 e as duas de FHC,  1994 e 1998, que desencadearam verdadeiros tsunamis de entreguismo e institucionalizaram a devastação socioeconômica do País.
7. A corrupção, em todas suas acepções, já havia formado maioria folgada dos constituintes, para inserir na Lei Básica normas estratégicas contrárias aos interesses nacionais.
8. Os analistas viciados no engano de qualificar tudo sob o prisma ideológico esquerda/direita, definiram como “Centrão” os constituintes “centro-direita” favoráveis a essas normas, que poucos da “esquerda” combateram.
9. Nem um só parlamentar denunciou a aprovação do art. 164, nem a inserção no texto constitucional, por meio de fraude, de cláusula no inciso II, parágrafo 3º do art. 166, que elimina limites à aprovação de verbas para o serviço da dívida. O art. 164 põe o Tesouro Nacional à mercê dos bancos.
10. O peso do dinheiro concentrado e da mídia antibrasileira nas eleições continuou a eleger Congressos cada vez mais alheios aos interesses do País, a ponto de terem aprovado dezenas de emendas à Constituição, favoráveis aos concentradores financeiros estrangeiros e locais.
11. Ora, o processo de degradação econômica, política e cultural teve início nos anos 50, quando o Brasil não havia construído  infraestruturas econômica e social de país desenvolvido.
12. Pior:  a maioria das que se implantaram, após 1955, foi planejada em favor dos carteis transnacionais aqui instalados para obter lucros ilimitados da extração dos abundantes recursos naturais e do controle do mercado consumidor.
13.  A de transportes já era deficiente e não foi corrigida, ficando ainda mais lastimável, considerado o crescimento  econômico, ainda expressivo até o final dos anos 70, graças a estes fatores:    inércia da industrialização anterior;  crescimento demográfico; os fabulosos recursos naturais do País; haver, até então, recursos de monta para investimentos públicos, pois as finanças do Estado ainda estavam em processo de serem arruinadas pelo modelo dependente, causador das exações referentes ao serviço da dívida.
14. Como lembrou o professor de tecnologia Weber Figueiredo,  o presidente Vargas, em 1950, dada a insuficiência de trens em face da demanda de passageiros, mandara ampliar o sistema ferroviário. Havia 676 trens e transportavam-se mais de 500 mil passageiros/dia. Hoje  são 450 mil e pouco mais de 100 trens, muitos daquela longínqua época. Numerosas conexões no interior foram suprimidas em São  Paulo e outros Estados.
15. Os transportes no Brasil retratam a situação de um país ao qual foi negada permissão para desenvolver-se. Tudo serve aos carteis transnacionais do petróleo/indústria automotiva. Predominam as rodovias. Não há linhas de metrô que  atendam minimamente a demanda das regiões metropolitanas. As principais ferrovias são de natureza colonial:  transportam aos portos colossais quantidades de minérios: Belo Horizonte/Vitória; Carajás/Itaqui.
16. Onde  houve desenvolvimento, houve uso intenso das aquavias, como os cinco grandes lagos que ligam, nos EUA,   Meio Oeste, Costa Leste e Canadá. Inglaterra, França, Alemanha construíram densas malhas de rios navegáveis e canais. Em 1900, já tinham boas ferrovias e ainda as estendem e aperfeiçoam. A China constrói ótimas ferrovias e trens de alta velocidade em todo seu extenso e acidentado território.
17. As ferrovias para transportar matérias-primas minerais e agrárias remetem ao modelo econômico que não valoriza os recursos naturais do País nem os processa em indústrias de capital nacional, porque acabou com elas, ao entregar o mercado às transnacionais.
18. Esse modelo causa mega-catástrofes irreparáveis, como a do rompimento das barragens de dejetos das minas, em Mariana, MG, operadas pela Samarco, controlada pela transnacional anglo-australiana Billiton, com participação da Vale.
19. Dada a corrupção e a obtusa mentalidade entreguista, nenhum dos poderes - a nível federal, estadual e local - exige reais controles de segurança, nem se mostra inclinado a acabar com os intoleráveis abusos.  Chegam ao ridículo de participar de entrevistas midiáticas junto com executivos da transnacional transgressora.
20. O desastre econômico e ambiental remete, por sua vez, à privatização da portentosa Vale Rio Doce, em 1997, no esquema que entregou patrimônio de dezenas de trilhões de dólares, por 3 bilhões, “pagos” com títulos podres e compensados por créditos fiscais e outras benesses.
21. Da Serra de Carajás transportam-se diariamente 576 mil toneladas do melhor minério de ferro do mundo, com o que ela tende a acabar em 80 anos.
22. O saqueio mineral é subsidiado pela isenção tributária na exportação (Lei Kandir, LC 87, 13.09.1996, aplicável também ao agronegócio) e premiado por taxação ínfima na extração.
23. A CFEM (Compensação Financeira pela Extração Mineral) -  calculada sobre o líquido (a ETN arranja e superfatura despesas minimizar o faturamento  bruto) -  cobra estas alíquotas:  alumínio, manganês, sal-gema e potássio: 3%; ferro, fertilizantes e carvão: 2%; ouro: 1%; pedras preciosas,  carbonados e metais nobres: 0,2%. 
24. Foram extraídas, em 2013, das “nossas” minas de ferro 370 milhões de toneladas, 90% para exportação  e 10% para o mercado interno. Com a acelerada desindustrialização, a dependência do exterior continua crescendo, e, mesmo com preços em queda,  os minérios metalúrgicos respondem por 13% do valor total das exportações.
25.  Na agricultura o quadro é semelhante: 55%  das terras são usados para cultivar soja - metade da qual se destina à exportação - causando pauperização dos solos – e contaminação de aquíferos -  decorrente do intenso uso de fertilizantes químicos, sementes transgênicas e pesticidas altamente tóxicos.
26. As exportações agrárias somaram, em 2014,  US$ 96,7 bilhões = 43% das exportações totais do País, de US$ 225,1 bilhões, que equivalem a míseros 10% das exportações da  China!
27. O caos agrário liga-se à miséria da energia, via setor sucroalcooleiro, formado por enormes usinas e plantations, a maioria já desnacionalizada, a exportar açúcar e álcool (6,1% das exportações totais), segundo o interesse dos patrões transnacionais.
28. Esse esquema prevalece contra a correta ideia original do programa do álcool (1974), que incluía agricultura familiar, descentralização, culturas alimentares combinadas e aproveitamento de óleos vegetais - como dendê, macaúba, pinhão manso etc. -  para substituir o diesel do petróleo, além do erguimento da química do álcool e dos óleos vegetais.
29. Além de se fazer tudo errado no biodiesel, engodo para ocultar a mão pesada das transnacionais - governantes das poluidoras fontes fósseis -  as “alternativas” preferidas têm sido as dependentes de tecnologia e equipamentos importados, como a eólica.
30. Ainda sobre a infraestrutura de energia, não é de omitir a devastação em curso, desde Collor e FHC, a qual desnacionalizou o grosso da geração e distribuição da hidroeletricidade, e instituiu um sistema de precificação, impossível de entender, para propiciar indecentes lucros aos beneficiários, que já elevou as tarifas, em 150% acima da inflação.  No processo, sugaram-se as estatais, a ponto de pôr a Eletrobrás em situação falimentar.
* - Adriano Benayon é doutor em economia pela Universidade de Hamburgo, Alemanha e autor do livro Globalização versus Desenvolvimento.

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Borracha escolar resolveu mistério dos pergaminhos medievais

O velino ultrafino das bíblias medievais terá sido feito com a pele de animais abortados? A resposta foi agora obtida utilizando uma técnica muito simples e não invasiva.
Uma simples borracha em PVC permitiu a uma equipa internacional de biólogos, arqueólogos, medievalistas e outros especialistas concluir que o finíssimo pergaminho de que foram feitas, na Idade Média, as páginas das primeiras “bíblias de bolso”, afinal não provém, como especulavam alguns, da pele de fetos de animais. Os resultados foram publicados na última edição da revista Proceedings of the National Academy of Sciences(PNAS).
Milhares de bíblias de bolso foram fabricados, a partir do século XIII, sobretudo em França, mas também em Inglaterra, Itália e Espanha, lê-se num comunicado a Universidade de Iorque (Reino Unido), onde o estudo foi realizado. Alexander Devine, co-autor do estudo, e estudioso de manuscritos antigos, explica no mesmo documento que a importância e a influência das bíblias produzidas em grande escala ao longo do século XIII foram “o resultado directo do seu formato em volume único e portável, tornado possível pela combinação inovadora de estratégias de miniaturização e de compressão conseguidas através do uso de pergaminho extremamente fino”.
Como salientava, por outro lado e com alguma ironia, um outro co-autor do estudo – Bruce Holsinger, medievalista da Universidade da Virgínia (EUA) – num artigo da sua autoria publicado na mesma semana na revista The New York Review of Books, o facto é que “uma grande parte da nossa herança escrita sobrevive sob a forma de uma grande massa de restos mortais de animais”.
E este especialista fazia notar ainda que, no Reino Unido, continua a ser é obrigatório “imprimir e conservar as cópias oficiais das leis aprovadas pelo Parlamento em pele de animal, o que inspira ocasionalmente debates em Westminster acerca da ética e da economia do comércio de pergaminho” – tradição essa que poderá vir a acabar em breve, “para a grande consternação da comunidade dos conservadores [de arquivos] e dos especialistas de livros de arte”.
Velino uterino?
Seja como for, a utilização da palavra em latim abortivum em muitas fontes documentais para se referir ao pergaminho ultrafino desses volumes antigos levou alguns especialistas a sugerir que se tratava de “velino uterino” – isto é, que a pele de fetos de bovino, ovino e de outros animais de criação fora usada para o fabricar.
Pelo seu lado, os críticos desta teoria retorquiam que não teria sido sustentável criar animais apenas para abortar fetos com vista a produzir as grandes quantidades de velino necessárias para as edições em grande escala daquela altura. Ainda outra teoria estipulava que, para fabricar o pergaminho, também teriam sido utilizados animais selvagens como coelhos ou esquilos. Por último, havia quem propusesse que era possível obter o velino a partir da pele de animais mais velhos através de uma técnica específica de produção, hoje esquecida. E parece ser esta a teoria que agora se confirma a partir do estudo.
O trabalho foi realizado por cientistas do Reino Unido, França, Bélgica, Dinamarca, Irlanda e Estados Unidos, liderados por Sarah Fiddyment e Matthew Collins, do Departamento de Arqueologia da Universidade de Iorque. Os cientistas aplicaram pela primeira vez uma técnica não invasiva, dita de “extracção triboeléctrica de proteínas”, para resolver esta controvérsia de longa data. O método não podia ser mais simples e imediato: consiste em esfregar suavemente o pergaminho com uma borracha de PVC.
Na área da conservação, explicam os autores na PNAS, é corrente utilizar-se borrachas de PVC, semelhantes às borrachas da escola, para limpar os documentos antigos. Ora, como fazem ainda notar, o método apresenta uma vantagem adicional: proteínas provenientes do material antigo ficam agarradas à borracha ao mesmo tempo que a sujidade – e podem portanto ser analisadas para determinar a sua origem. Já agora, é graças à electricidade electroestática criada pela fricção (o chamado efeito triboeléctrico) que a borracha consegue “apagar” a sujidade e extrair as proteínas.
Os cientistas recolheram desta forma proteínas animais no velino de 72 bíblias de bolso medievais originárias de França, Inglaterra e Itália – e ainda, de 293 amostras de pergaminho do século XIII, lê-se no comunicado. A espessura dos pergaminhos variava de 0,03 a 0,28 milímetros.
Quando a seguir submeteram o material recolhido à clássica técnica de espectroscopia de massa, os cientistas conseguiram determinar, em particular, quais as espécies animais que tinham sido utilizadas para fabricar o velino. Uma primeira conclusão: “Não encontrámos qualquer vestígio de animais imprevistos”, diz Sarah Fiddyment, citada no mesmo documento. “Porém, conseguimos identificar mais do que uma espécie de mamífero num mesmo documento, e isso bate certo com a disponibilidade das peles conforme o local de fabrico.”
Quanto ao facto de poder tratar-se de pele de animais abortados, nada indica que esse seja o caso: “Os nossos resultados sugerem que o velino ultrafino não provém necessariamente do uso de animais abortados ou recém-nascidos com uma pele ultrafina, mas podem [pelo contrário] reflectir a utilização de um processo de produção que permitia transformar em velino de igual qualidade e finura a pele de mamíferos em maturação de diversas espécies”, acrescenta a investigadora.
A prova disso é o facto que, depois de concluído este trabalho, o co-autor e especialista em conservação de pergaminhos Jirí Vnoucek conseguiu recriar pergaminhos semelhantes ao “velino uterino" a partir de peles antigas. “É mais uma questão de utilizar a tecnologia certa de fabrico do que de recorrer à pele de animais uterinos”, explica. “Claro que as peles de animais mais novos são as melhores para produzir pergaminho fino, mas posso imaginar que toda a pele era utilizada e que nada era deitado fora.”

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Boatos sobre o Hospital Onofre Lopes da UFRN.

Caros chefes de redação, pauteiros, editores de portais de notícias, blogueiros, bom dia.

Nos últimos dias, o uso intermitente das redes sociais repassando falsas informações a respeito do centenários hospital público universitário Onofre Lopes (HUOL) afeta não só a imagem ilibada desse importante equipamento público para a saúde, como cria um clima de desconfiança entre usuários, sobretudo os atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
 
Na perspectiva do cumprimento do seu papel social, sugerimos a expontânea colaboração da mídia potiguar - inclusive das redes sociais - no sentido de apurar/checar a informação difamatória junto aos gestores do hospital.

Agradecemos antecipadamente.

Sirleide Pereira
Assessora de comunicação da reitoria/UFRN