sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Mais assaltos em Candelária.

Quando fugiam numa motocicleta de placa MNO.9287- Bom Jesus/RN, sem registro de roubo, dois assaltantes foram ao chão da rua Raposo Câmara, às 17h10m de hoje, após colidirem com um carro que descia a rua Marques de Pombal. Os dois rapazes estavam armados e a moto trafegava em alta velocidade quando colidiu com o o pneu dianteiro lado direito do carro, derrubando os ladrões. Após a queda, os ladrões abandonaram a moto, um capacete e sandálias. Uma testemunha notou que um estava armado com revólver, quando fugiram em direção a avenida Prudente de Morais, a pé. São jovens com menos 20 e um usava camisa cor goiaba. Um moreno e outro branco, fortes e boa de aparência.A PM foi chamada e está fazendo diligências neste momento.

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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Presidente da Assembleia promulga lei que institui Boletim Legislativo Eletrônico
Crédito da foto: Assessoria de Comunicação
 
Com o objetivo de proporcionar mais transparência, modernidade e rapidez, o presidente da Assembleia Legislativa, o deputado Ezequiel Ferreira (PMDB), promulgou a lei que institui o Boletim Legislativo Eletrônico como veículo oficial de comunicação da Casa.

“O Boletim Legislativo Eletrônico traz várias vantagens à Assembleia Legislativa, sobretudo na autenticidade das informações e na economia proporcionada pela utilização desta nova ferramenta”, disse Ezequiel Ferreira.

O procurador-geral da Casa, o advogado Washington Alves de Fontes destacou a economia que a medida vai proporcionar. “Em caráter oficial, o Boletim Eletrônico vai substituir qualquer outro meio e publicação oficial, para quaisquer efeitos legais, à exceção dos casos que, por lei, exigem intimação ou vista pessoal e será veiculado gratuitamente no site do Poder Legislativo, além de gerar uma economia de R$ 1 milhão”, disse.

Após 60 dias da publicação desta lei, os atos administrativos serão divulgados somente por meio do Boletim Legislativo Eletrônico. Já os atos legislativos serão publicados pelas formas impressa e eletrônica até o dia 30 de junho de 2016.

A implantação do Boletim Legislativo Eletrônico faz parte das metas propostas pelo Planejamento Estratégico que vem sendo implantado na Casa.

 

Um cadáver na porta da casa do comendador.

Uma Rosa Vermelha
Tomislav R. Femenick


Bigode farto, porém bem aparado, pouco mais de 50 anos, casado e pai de dois filhos. Era proprietário e fazendeiro – possui 20 casas alugadas, uma fazenda com algumas dezenas de cabeças de gado zebu e plantava e colhia milho e feijão. Embora seu nome fosse José Ignácio Tavares de Oliveira, todo mundo só o chamava de comendador Taveira. Comendador porque certo dia, há alguns anos, comprou de um caixeiro viajante, que se dizia representante no Brasil de uma tal Ordem de São Crispiniano Victor, da cidade Lucca, na Itália, o título de Comendador, no grau de Oficial. O vendedor explicou que era costume entre os comendadores, como entre os Papas, depois de escolhidos adotarem um novo nome. Na cidade houve alguém que dissesse que tinha sido mesmo erro de datilografia. Por erro ou por propósito, era assim que estava escrito no diploma pendurado na parede da sala de visitas de sua casa.

Oito e meia da noite do dia 8 de dezembro. Estavam, o comendador e sua esposa, Dona Perpétua, jantando, quando lá fora na rua, em frente à sua casa, vozes acaloradas se fizeram ouvir. Depois, bateram fortemente em sua porta. Zangado, ainda com o guardanapo na mão, o dono da casa foi atender aos impertinentes. Mas eram seus vizinhos, que lhe mostraram o causa de tanto alvoroço: um caixão de defunto de pobre, com uma mulher morta e nua, estava na calçada do Comendador. Jovem, branca, cabelos claros com mechas louras, unhas pintadas e uma rosa vermelha com folhas verde tatuada no ventre, à direita e um pouco abaixo do umbigo. Pela delicadeza das mãos, via-se logo que não era gente de trabalhar no pesado.

A primeira reação do comendador foi chamar o sargento Aderaldo, chefe da delegacia de polícia, que ficava na cidade vizinha. Depois, olhando mais detalhadamente para a defunta, mudou de ideia. Achou a moça muito parecida com uma das afilhadas de sua amiga Dona Maria Boa, que sempre lhe arranjava companhia quando ia à capital tratar dos seus negócios. Parecia até com a que lhe acompanhou na última visita, no mês passado.

Sendo assim, pensou, seria melhor averiguar um pouco, antes de qualquer decisão. Então resolveu mandar chamar seu compadre Pedro Lisboa, recentemente nomeado juiz de paz do lugar e também frequentador da casa de Dona Maria. Tão logo ele chegou, afastou os curiosos e olhou o cadáver. Então os dois ficaram confabulando em voz baixa. O comendador abria os braços, baixava e subia a cabeça; o juiz abanada a cabeça de um lado para outro e passava os dedos entre cabelos brancos. O povo só ouviu umas poucas frases, entre elas “E se for? O que vou dizer a minha esposa e patroa?”.

Pronto, o rebu estava armado. Espalhou-se pela cidade a notícia que o Comendador conhecia a morta. Havia uma versão de que ela era parenta de Dona Perpétua. Outra dizia que era uma filha bastarda do Taveira. Se a cidade já estava toda acordada comentando o fato, agora estava pegando fogo. Logo ele, com aquele bigodão e aquela pose de homem sério?

Estavam todos nessa agitação e nesse diz-que-diz, quando um carro preto chegou em alta velocidade e parou em frente à casa do Comendador. Desceram dois homens, que se identificaram como funcionários de uma funerária e esclareceram o mistério: a morta era uma turista do sul que morreu afogada tomando banho numa praia de nudistas. Eles a estavam levando para o Instituto Médico Legal da capital quando a porta de trás do carro se abril e, como estavam com o rádio ligado ouvindo uma partida de futebol, não ouviram quando o caixão caiu.