sábado, 5 de novembro de 2016

05/11/2016 09h45 - Atualizado em 05/11/2016 09h45

Homem morre após bater moto em poste em Natal

Acidente aconteceu na madrugada deste sábado (5) na Av. Roberto Freire.
Trânsito ficou interditado no local.

Do G1 RN
Acidente aconteceu na Avenida Engenheiro Roberto Freire (Foto: Divulgação/PM)Acidente aconteceu na Avenida Engenheiro Roberto Freire (Foto: Divulgação/PM)
Um homem de 34 anos morreu após bater a moto que pilotava no poste de um semáforo na Avenida Engenheiro Roberto Freire, na Zona Sul de Natal. O acidente aconteceu por volta das 5h deste sábado (5).
A vítima trafegava no sentido Ponta Negra / Centro quando perdeu o controle da moto e bateu no poste do semáforo nas proximidades do shopping Cidade Jardim. O homem morreu no local.
O semáforo caiu e o poste ficou atravessado na pista o que interditou o trânsito no sentido Centro. Por volta das 8h30 o semáforo foi trocado e o trânsito foi liberado no local.

terça-feira, 1 de novembro de 2016

O Atheneu.


terça-feira, 1 de novembro de 2016


 
 
Fred Rossiter Pinheiro publicou no grupo Colégio Estadual do Atheneu Norte-Riograndense Friends.
 
   
Fred Rossiter Pinheiro

 
Colégio Atheneu Norte-Riograndense 

O Colégio Atheneu Norte-Riograndense foi fundado em Natal antes mesmo do Colégio que era modelo para o Império: o Colégio Pedro II, que foi fundado em 2 de dezembro de 1837, no Rio de Janeiro, “na Corte”. 
A fundação do Atheneu aconteceu em três de fevereiro de 1834, nesse dia o Padre Antônio Xavier Garcia de Almeida, vice-diretor do Ateneu, abriu o livro de matrículas das aulas no referido Colégio. 
Período do Império, o Ateneu Norte-riograndense tornou-se necessário para suprir as necessidades de quadros para a estrutura social vigente, afinal a estrutura econômica estava assentada em formas de trabalho, como a escravatura, e a educação tradicional privilegiava a elite. Assim, era necessário instituir, na sociedade, uma via eficaz para formar uma classe imbuída da moral dominante, destinada a ocupar as funções públicas e liberais que começavam a se expandir. 
Na cidade do Natal, em 1834, havia cinco aulas de Humanidades, intituladas Aulas maiores, eram elas: Filosofia, Retórica, Geometria, Francês e Latim. O então Presidente da Província, Basílio Quaresma Torreão (1787-1868) solicitou ao Conselho Geral da Província14, a reunião dessas cinco Aulas Maioresnum Colégio. 
Entendemos que é a Basílio Quaresma Torreão que devemos a existência do Atheneu, pois foi ele que teve a iniciativa de reunir as cinco Aulas Maiores num Colégio, ele amava a História, era letrado e amigo de clássicos e a ele se deve a escolha do nome. 
O Atheneu funcionou no antigo Quartel Militar (Av. Rio Branco) de 1834 até 1859, pois a chegada de um batalhão desalojou alunos e professores, forçando-os a estudarem em residências. Em 1º de março de 1859, o Atheneu foi instalado no edifício da rua Junqueira Ayres, atual Secretaria Municipal de Finanças e permaneceu lá até 1954. 
O prédio do Atheneu era referência na cidade e, muitas vezes, utilizada para outros fins. A Escola Normal funcionou no Atheneu de 13 de maio de 1908 até 31 de dezembro de 1910. A Escola Normal foi criada pelo Governador Alberto Maranhão a fim de preparar gente capacitada fechando algumas escolas primárias, rotineiras, retrógradas e improdutivas que havia no Estado. Quarenta e quatro anos depois, a Escola Normal e o Atheneu voltam a utilizar o mesmo espaço. 
O prédio atual, construído tem formato de “X”, foi inaugurado em 11 de março de 1954. No prédio novo, encontravam-se um ginásio para prática de esportes, sessões de cinema e auditório para festas,16 salões de aulas comuns e 8 salões para aulas especializadas. 
Durante muitas gerações o Atheneu foi considerado o melhor colégio do Estado, um pólo para transmissão cultural e ao mesmo tempo, um meio de traçar limites entre o secundário e o superior. Foi fundamental na vida da cidade e das pessoas que viveram desde a década de 1830 sempre motivando apreensões discursivas e suas práticas culturais como estratégias de pensar. 
O Atheneu sempre atendeu, mesmo que de forma não intencional, a alguns pressupostos que norteiam a pedagogia do contemporâneo. Antes não havia reuniões de pais, mas o ensino correspondia à proposta básica das famílias para a educação dos seus filhos. Assim procuramos ressaltar a importância do Atheneu na vida de nossa cidade.. 

Extraído da tese de Liliane dos Santos Gutierre
Postado por Manoel de Oliveira Cavalcanti Neto. Blog de CARLOS Cavalcante.

domingo, 30 de outubro de 2016

O Capitão.

François Silvestre


Estávamos no Amarelinho, na Praça Floriano, da Cinelândia, há quantos anos? Não lembro. Aurélia, Felipe e eu. Felipe ainda de colo; hoje joga bola na Praia do Flamengo, num time de moleques da escola onde estuda na Rua Buarque de Macedo. No Catete. Mas, voltemos ao fato. O bar estava quase lotado. Quando vejo, vindo do lado da estação do metrô, o Capitão Carlos Alberto Torres. Ao passar por nós, falei: “Capitão”. Ele parou e dirigiu-se a mim. Abraçamo-nos e conversamos por alguns minutos. Não foi muito tempo, mas foi suficiente pra chamar a atenção do bar. 

Quando ele saiu, deixou um aceno de quem parecia ter visto um amigo antigo. Foi assim. Aurélia se culpa de não ter registrado o “encontro”, por uma foto do celular. Rubinho Lemos me admoestou: “França, seu galado, você não registrou isso”? 

Soube agora que o Capitão partiu. Fico vendo a cena do drible de Tostão, lá da linha de fundo, sem olhar, passando a bola pra Pelé, que esperou a vinda de Carlos Alberto Torres, ao dar o passe perfeito e ver o Capitão estufar a rede italiana e marcar o quarto gol do Tri. 

Valeu, Capitão!…, O tempo era escuro naquele tempo, hoje é claro no escuro. E no futebol é cinza!

*Com post no Substantivo Plural
Foto relacionada à publicação


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Postado por João Bosco de Araujo no AssessoRN.com em 10/30/2016 08:49:00 AM