sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

03/02/2017 11h22 - Atualizado em 03/02/2017 12h20

Após banhistas invadirem Morro do Careca, fiscalização é reforçada

Placas de sinalização e câmeras de monitoramento foram instaladas. 
Invasão contribui para erosão da duna e perda de vegetação.

Do G1 RN
 Novas placas de sinalização são instaladas no Morro do Careca (Foto: Divulgação/Idema )Novas placas de sinalização são instaladas no Morro do Careca (Foto: Divulgação/Idema)
Mesmo sendo proibido, pessoas continuam a subir no Morro do Careca, cartão-postal de Natal. Por ser uma área de proteção ambiental desde 1997, não é permitido a circulação de pessoas no local para evitar a erosão da duna e a deterioração da vegetação. Junto à campanha de preservação do Morro do Careca, o Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema) instalou novas placas que sinalizam a proibição do acesso ao morro.
Ao todo, foram recolocadas seis placas que destacam também as penalidades para quem desobedecer a decisão judicial que proíbe a subida no Morro do Careca desde 2004.“Queremos sensibilizar as pessoas para a importância de preservar o Morro do Careca e orientá-las quanto a proibição de subir no local, por isso instalamos novas placas com mensagens mais claras e objetivas, além da realização da campanha de sensibilização que acontece neste mês de fevereiro”, disse o diretor administrativo do Idema, Marcelo Gurgel.
Três equipes de voluntários do Idema trabalham na orla da praia de Ponta Negra repassando informações sobre o cartão postal de Natal, distribuindo sacolas de lixo biodegradáveis, colagem de adesivos nas mesas, carros e barracas. A campanha “Não suba no Morro, preserve!” acontece durante esse mês de fevereiro e conta com cerca de 40 voluntários, divididos em três equipes que atuam de terça a sexta-feira, das 8h30 às 11h30.
Esse ano a fiscalização do morro, que já é feita por policiais da CIPAM, foi intensificada por meio de câmeras de monitoramento.
“Assumimos o compromisso de intensificar o monitoramento no morro através das câmeras do Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), principalmente na maré baixa, onde aumenta o cometimento do crime ambiental naquele local. Sendo identificado o infrator, o Ciosp registrará uma ocorrência e encaminhará a Companhia Independente de Proteção Ambiental ou na ausência da mesma, a outra unidade mais próxima”, explicou o major Júlio César Vilela, coordenador do Centro.

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