quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

A cosmovisão do Contador

Tomislav R. Femenick – Contador e mestre em economia, com extensão em sociologia e história

Durante o exercício profissional de auditor e consultor contábil, fui Diretor Adjunto da Deloitte/Revisora e da Campiglia Auditores, oportunidade em que convivi com dois dos maiores pensadores da contabilidade no Brasil, os professores Hilário Franco e Américo Osvaldo Campiglia.
Com o primeiro aprendi, principalmente, o conceito e o porquê das Ciências Contábeis dividirem em compartimentos estanques os seus registros (direitos, deveres, bens, recursos, receitas e despesas) e também como esses conjuntos se interligam e se juntam para formar um todo, que resulta no balanço e, dele derivado, as funções analíticas e gerenciais assumidas pela Contabilidade moderna. O segundo me fez ver que os valores contábeis extravasam as comportas das Ciências Contábeis e invadem os campos da economia, da administração e da sociologia, numa abordagem holística que visa o entendimento integral dos fenômenos (atos e fatos) endógenos, originados no interior da entidade – a empresa, órgãos governamentais e organismos da sociedade civil.
Aqui está o divisor de águas que separa o antigo guarda-livros do contador do século XXI. Aquele era um profissional que tinha a função de fazer, em livros mercantis, o registro das transações e dos negócios da empresa. Sua função era como as de alguns escreventes de cartório, que apenas registram o que lhes apresentam, eventualmente dando um “vista d’olhos” sobre o objeto do registro. Atualmente o Contador (não mais o simples guarda-livros) há de ter uma ação mais ampla, que vai além do simples lançamento dos atos e fatos, visando cumprir exigências legais. Não bastar tornar manifesto o estado da organização em determinada data, através dos demonstrativos financeiros anuais; uma posição tão estática tal como uma fotografia que capta uma imagem de um determinado momento.  Há de ter uma visão dinâmica, gerencial, que evidencie as tendências de caminhos da entidade e apontar os acertos e falhas de sua administração. Para isso faz uso de vários instrumentos da própria Contabilidade e de outras ciências, tal como os indicadores analíticos de alavancagem, endividamento, prazos médios de compra, venda, estocagem e, não menos importante, do Orçamento Empresarial.
Todavia, há obstáculos a serem transpostos. Alguns gestores dessas instituições formam uma das correntes mais fortes, pois, não importa seu nível de escolaridade, entre eles predomina o espírito do voluntarismo empreendedor, do capitão dos negócios, do desbravador de fronteiras da indústria, do comércio e de outros setores. Esses empresários não anteveem a importância das variáveis que a Contabilidade pode lhes indicar. E ainda existem aqueles que pensam que ao setor contábil cabe apenas atender às exigências das Leis fiscais, trabalhistas e societárias. No mais das vezes a visão desses “empreendedores” ainda veem seus negócios como uma grande aventura, a lá Indiana Jones. E não pensem que são somente os pequenos e micros empresários que ainda assim pensam. Há também dirigentes de grandes organizações que raciocinam desse jeito arcaico e torto. Já tive oportunidade de ter contato com grandes empresas que seguem essa decadente forma de administrar seus negócios – siderúrgicas, construtoras etc., cujas sedes estão espalhadas por vários Estados do país.
 Essa conduta estranha é compartilhada por pessoas de todos os gêneros e cores. Há executivas, afrodescendentes e asiáticos que igualmente põem sua vontade pessoal acima dos interesses das empresas que dirigem. Portanto não há origem social na tipificação desse modo de agir, de se portar. Há, isso sim, um individualismo exacerbado. Um exemplo disso foi o comportamento dos gestores de uma empresa mineira que quiseram alterar meu relatório porque o resultado lhes desagradava.
Aos contadores cabe revidar, propondo e impondo a realidade e a legislação que esteja em conformidade com a natureza de cada empresa, órgão ou instituição.

Tribuna do Norte. 05 jan. 2017

Os celulares nos quais o WhatsApp não funcionará mais neste ano


  • BBC de Londres -

  • 3 janeiro 2017
Arte do WhatsAppImage copyrightPA
Image captionO aplicativo de mensagens instantâneas vai parar de funcionar em vários sistemas antigos até junho de 2017
Se você usa o WhatsApp, mas não costuma atualizar com frequência o sistema operacional do seu celular, é bom fazer isso logo: em 2017 o aplicativo de mensagens instantâneas vai parar de funcionar em vários sistemas antigos.
O aplicativo anunciou que quer se dedicar "às plataformas de telefones móveis usadas pela grande maioria das pessoas".
Atualmente, o WhatsApp é usado por mais de um bilhão de pessoas em todo o mundo.
Com a chegada do novo ano, porém, deixou de ser compatível com as plataformas Android 2.1, Android 2.2, iPhone 3GS/iOS 6 e Windows Phone 7.
Já os sistemas operacionais BlackBerry, BlackBerry 10, Nokia S40 e Nokia Symbian S60 só vão continuar sendo compatíveis com o aplicativo até o dia 30 de junho de 2017.

De olho no futuro

"Estas plataformas foram muito importantes na nossa história, mas já não têm a capacidade necessária para expandir as funções do nosso aplicativo no futuro", explicou o WhatsApp em fevereiro do ano passado, quando fez o primeiro anúncio da mudança.
Telefones BlackBerry
Image captionQuando o WhatsApp surgiu, em 2009, 70% dos celulares vendidos eram Blackberry ou Nokia. Mas esse quadro mudou com o passar dos anos
"Se você tem algum dos celulares com os sistemas citados, sugerimos que compre um modelo Android, iPhone ou Windows Phone mais recente antes que 2016 termine, para que possa continuar usando o WhatsApp", foi a recomendação feita à época.
O aplicativo lembrou que quando surgiu, em 2009, "cerca de 70% dos smartphones vendidos tinham sistemas operacionais do BlackBerry e da Nokia".
Mas hoje os sistemas oferecidos por Google, Apple e Microsoft representam 99,5% das vendas do setor.
E a maioria dos sistemas operacionais que vai perder o WhatsApp já não é instalada em novos telefones nem atualizada pelas suas companhias.

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terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Casa de Saúde Natal fará 50 anos.

Homenagem póstuma ao Dr. Severino Lopes

No final da tarde de ontem, “Lógico Cursos Aliados”, estabelecimento de ensino que funciona em Natal à rua Alberto Maranhão, 942, na preparação de candidatos ao Vestibular, prestou uma significativa homenagem póstuma ao médico e Professor Severino Lopes da Silva.
Foi inaugurado um espaço denominado “Centro de Convivência Dr. Severino Lopes”, justamente no imóvel que durante anos serviu de residência ao homenageado e sua família (foto) O professor João Maria Fraga, um dos diretores do colégio, justificou o evento, ressaltando que o Dr. Severino Lopes da Silva era um idealista. Fundou em 1955, a Clínica Heitor Carrilho, a primeira instituição estadual a prestar assistência a crianças excepcionais, instalando sub-sedes em Mossoró e Caicó.  A Clínica Heitor Carrilho  significou a primeira semente das APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais)  no RN. Posteriormente, foi o criador da Casa de Saúde de Natal, que este ano completa 50 anos de prestação de serviço à população do Estado. No magistério, ensinou na Escola Normal de Natal e na UFRN, tendo sido o fundador da cadeira de “Medicina Legal” e titular de “Psicologia médica”.
Severino Lopes era um desportista. Jogou e presidiu o “Alecrim Futebol Clube”, a sua paixão.
A placa comemorativa do “Centro de Convivência” foi inaugurada pela sua dedicada esposa, Isabel Lopes, presente à solenidade, ao lado de filhos, netos e familiares (fotos a seguir).
Post scriptum – Por ser primo de Severino Lopes sou suspeito de falar sobre ele. Repito apenas a frase de Bertolt Brecht: “Há homens que lutam um dia e são bons. Há outros que lutam um ano e são melhores. Há os que lutam muitos anos e são muito bons. Porém, há os que lutam toda a vida. Esses são os imprescindíveis”. Severino está entre aqueles que lutaram toda a vida! 
A placa inaugurada
Coral de jovens assistidos pela APAE-RN
A esposa dedicada, Dra. Isabel Lopes, descerra a placa do Centro de Convivência Severino  Lopes
Platéia
Familiares
Fonte: