CARTA DA EUROPA 5
Tinha algo a resolver no Consulado do
Brasil em Londres e resolví aproveitar para fazer um passeio àquela cidade. Tomei
um ônibus em Portsmouth às 5:25 da manhã e cheguei às 7:10 na estação de
Victoria que abrange um terminal de ônibus e um de trem, sendo portanto um
ponto muito movimentado. Para chegar ao Consulado, tomei um ônibus londrino,
pois tenho um passe gratuito para pessoas da terceira idade, o qual não é
válido no metrô, que é bem mais rápido, mas muito mais caro.
Resolvido meu assunto no Consulado, que
fica junto a uma rua bastante conhecida por seu comércio, a Oxford Street, fui
dar uma olhada nas lojas, que se abrem normalmente muito tarde (10 horas). Não
esqueci de ir a Selfridges, uma loja de departamento de luxo. Fui direto ao
setor de alimentação. Havia iguarias de vários lugares do mundo e aproveitei
para comprar um pão da Lituânia. Em seguida tomei outro ônibus para a Galeria
Nacional de arte que fica na praça de Trafalgar. A praça estava cheia de
turistas, tirando fotos, lanchando ou simplesmente tomando o sol ameno de final
de verão. O dia estava belo. Na Galeria, fui ver as obras dos maiores pintores
ingleses: Constable (1776-1837), Turner (1775-1851) e Gainsborough (1727-1788).
Não deixei de contemplar o “Quadro Eqüestre de Charles I” (que reinou na
Inglaterra de 1625 a 1649) pintado pelo pintor flamengo Anthony van Dyck
durante 1637-8. Digno de nota foi também
“Os Embaixadores”, pintado por Holbein durante 1497-8. Este quadro é
famoso pelo detalhe que tem no centro da borda inferior: uma caveira
distorcida. Se quizer ver os 30 mais importantes quadros da Galeria, cujo
acervo é 2.500 quadros, favor acessar www.nationalgallery.org.uk/paintings/explore-the-paintings/30-highlight-paintings/.
O que é visitar Londres e não ir a
Harrods? Harrods é a loja mais chique do mundo. Pertenceu até 2010 a Mohamed
Al-Fayed, pai de Dodi Al-Fayed, namorado da falecida Lady Di, que também morreu
com ela. A loja Harrods é enorme, recebe anualmente 15 milhões de fregueses.
Bom mesmo é ir ao Food Hall, setor alimentício, que não é caro (acho que é para
atrair os turistas) e contém comidas refinadas. Por exemplo, paguei por uma
fatia de quiche apenas £2.50 libras (= 7 Reais). Estava deliciosa. Alto mesmo
foi o preço pelo qual Al-Fayed vendeu a Harrods a Qatar Holding: a bagatela de
2.4 bilhões de dólares. Certamente não foi vendendo quiche que ele enriqueceu,
mas as outras luxuosas mercadorias que dessa vez não tive tempo de ver nos 7
andares do prédio monumental, que toma um quarteirão inteiro de Knightsbridge.
Volto a Harrods sempre que vou a Londres, que para mim é uma saborosa atração
turística.
Outubro 2012, Portsmouth, Inglaterra
Maria English (Gracinha)