Um judeu previu o fim do comunismo
que muitos
judeus ajudaram a construir
Judeus e palestinos, povos semitas, continuam se
matando no Oriente Médio. Uma guerra de David contra Golias com nova faceta, moderna,
mortífera, cruel e perversa. Os dois lados negociam com os americanos e russos
o fim do conflito que vem desde 1967, com a invasão de Israel dos territórios
vizinhos. Para quem não sabe, é bom lembrar que os judeus tem amigos na Rússia.
Verdade? O país do povo judeu foi formado por mais de 50% de oriundos da
Ucrânia, uma das mais importantes repúblicas da extinta União Soviética. O
êxodo dos judeus ucranianos é um indicativo de que Stalin conviveu muito bem
com essa etnia altamente vocacionada para ganhar dinheiro.É bom lembrar os
porquês da ligação dos judeus com os russos.
Para
aqueles que acreditam nas lendas bíblicas (a Bíblia foi o primeiro livro
folclórico do mundo), o povo judeu está em todas e todas as partes do planeta,
por desígnios divinos. Os massacres dos judeus, na Alemanha, ordenados por
Hitler foram executados por luteranos, contratados nas zonas rurais. Os judeus,
apesar de todas mazelas que enfrentaram ao longo dos milênios (escravidão,
exílios, genocídios, massacres etc) legaram a humanidade as religiões cristãs e
judaicas, além do islamismo, criada por Maomé, também de origem semita. O
socialismo também é considerado como herança judáica, pois Jesus Cristo teria
sido o primeiro comunista do mundo ocidental quando integrava a seita do
essênios. Karl Marx, o genial pensador alemão e autor do chamado socialismo
científico, sofreu não somente por causa das suas idéias revolucionárias em
prol da Humanidade mas provir de sangue israelita. Leon Trotski, o fundador do
Exército Vermelho e responsável militar pelo triunfo dos bolchevistas contra os
inimigos internos e externos, em 1917,
também foi judeu. Lênin, outro gênio político e revolucionário russo,
também é de origem judia, apesar de alguns comunistas afirmarem que ele não era
de origem israelita.
Salvador Borrego E., autor de “Derrota Mundial” (México,
1980, oitava edição) afirma que em 1881 havia seis milhões de judeus na Rússia
e que um ministro tzarista, Pobodonosteff, tentou convertê-los ao cristianismo
e expulsar uns dois milhões deles. Por isso, no meio daquela confusão toda,
milhares fugiram para Nova York e muitos se tornaram proeminentes banqueiros.
Sobre o líder da revolução russa, ele diz: “La situación se hizo todavia más
tirante para los israelitas y sus compañeros rusos revolucionarios cuando
Alejandro Ilitch Ulianov, hijo de la judia Blank, falló en su intento de
asessinar al zar Alejandro III. Ulianov fue detenido y luego ahorcado junto com
cuatro de sus cómplices. Pero su hermano Vladimir guardó para sí el odio que
alentaba contra el régimen y sorteó esa época de peligro portándose como
estudiante disciplinado y pacífico. (Más tarde se convertiría em jefe
revolucionario, bajo el nombre de Lenin, en el
reivindicador de las minorías israelitas y en el creador de un nuevo régimen).”
(p.15 y 16) “.
Fim da URSS
Em 1980, a agência de notícias soviética Novosti fez
uma pesquisa mundial sobre “O mundo dentro de 20 anos”. A enquete colheu
opiniões e previsões de políticos, cientistas, intelectuais e empresários de 51
países, de vários matizes ideológicos. Um industrial americano, Cyrus Eaton, de
Cleveland, disse que a Bomba Atômica seria banida e que os Estados Unidos e a
U.R.S.S. seriam dois grandes amigos no ano 2000. Errou a primeira previsão e acertou a
segunda. ( Les Etats-Unis et L’U.R.S.S. seront de grands amis. In “Le monde
dans 20 ans”. União Soviética, 1980., p. 20).
Lembrei aqui a previsão de Cyrus Eaton não para
creditar a ele o privilégio de ter sido o primeiro a prever o fim da União
Soviética e a retomada da amizade entre as duas superpotências,.mas para pegar
um “gancho” para lembrar que foi um judeu que previu radicais mudanças na
política internacional e o fim da URSS. Falo de David Ben Gurion, então
primeiro ministro de Israel, que, em entrevista publicada nas revistas
americanas “Look” e “Life”, em 16 de fevereiro de 1962, disse que em 1987 a
Guerra Fria seria coisa do passado e que a pressão interna nas elites e na
intelligentzia russa, por mais liberdade, e a pressão das massas por melhores
condições de vida, deveriam conduzir a uma gradual democratização da união
Soviética. Gurion, sobre a sua imagem do mundo para 1987, adiantou: “Por otra
parte, la cresciente influencia de los trabajadores y campesinos y la
cresciente importancia política del hombre de ciencia, deben transformar los
Estados Unidos en un estado próspero, com una economía planificada. El
Occidente y Europa Oriental se convertirán en una federación de estados
autónomos, com un regimén socialista y democrático. Com excepción de la URSS,
federada en un estado eurasiano, todos los otros continentes llegarán a unirse
en una alianza mundial, a cuya disposición tendrán una fuerza de policía
internacional. Todas las armas estarán abolidas y no habrá más guerras. En
Jerusalén, las Naciones Unidas (una realmente Naciones Unidas) construirán un
Santuario de los Profetas para servir a la federada unión de todos los
continentes: éste será el asiento de la Corte Suprema de la Humanidad, para
acabar com todas las controversias entre los continentes federados, como profetizó
Isaías. La más alta educación será el derecho de cada persona en el
mundo”. As afirmações de Bem Gurion
foram transcritas no livro de George Knupffer, “La lucha por el poder mundial –
Revolucion e Contrarevolucion”, Cruz y Fierro Editores, Buenos Aires, febrero
de 1974, pág.28.
Luiz Gonzaga Cortez é jornalista e pesquisador.